Ray Harryhausen

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Ray Harryhausen
Ray Harryhausen na Forbidden Planet, em Londres, no ano de 2007.
Nome completo Raymond Frederick Harryhausen
Nascimento 29 de junho de 1920
Los Angeles, Califórnia
Morte 7 de maio de 2013 (92 anos)
Londres, Inglaterra
Nacionalidade  Estados Unidos
Cônjuge Diana Livingstone Bruce (1963 - presente)
Ocupação Técnico em animação stop-motion
Influências
Influenciados
Principais trabalhos The 7th Voyage of Sinbad (1958)
Fúria de Titãs (1981)
Prêmios Gordon E. Sawyer Award (1991)
Rondo Hatton Classic Horror Awards (2006)

Ray Harryhausen (29 de junho de 1920 - 07 de maio de 2013 ) nascido como Raymond Frederick Harryhausen foi um profissional da área de animação stop motion, técnica de animação onde os modelos são fotografados quadro a quadro. Tornou-se em meados do século XX o principal técnico da área na indústria do cinema estadunidense.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Harryhausen nasceu em Los Angeles, em 1920. E como ele diria nos mais tarde, teve a felicidade de ser criado por pais que apreciavam estimular sua imaginação. Tanto, que o levaram com cinco anos de idade, para assistir a primeira versão cinematográfica de ''O Mundo Perdido'', o filme do diretor Harry Hoyt onde ele pode ver pela primeira vez, o trabalho do homem que o inspiraria para sempre, Willys o`Brien. Na fita, adaptação do livro homônimo de Sir Arthur Conan Doyle, o primeiro longa a ter dinossauros animados com a técnica de stop-motion, as platéias admiradas, viram o alvorescer das superproduções amparadas pela técnica de efeitos visuais, como um espetáculo por sí só, e não meros acessórios na condução da trama. Bem como os livros de fantasia e mitologia e os magazines de ficção-científica, devorados pelo garoto, foram sedimentando o interesse determinante pelo gênero fantástico, em uma evolução que teve a catarse mesmo aos treze anos de Ray, quando ele entrou no célebre cinema Grauman Chinese, para assistir King Kong, a obra prima do mestre O`Brien. Absolutamente inovador, técnica e artisticamente, criador da moderna na linguajem cinematográfica, mais de uma década antes de Orson Welles filmar ''Cidadão Kane'', e ter essa glória inadequadamente vertida para sí. King Kong assombrou as audiências ao mostrar dúzias de sequências visuais espetaculares, e que jamais seriam obtidas por outros meios, que não através da trucagem óptica, o termo que generaliza, o uso de efeitos visuais.

Harryhausen saiu do cinema embasbacado, porém decidido quanto ao que fazer, para o resto da vida. Pesquisou o quanto pode. Estudou desenho, teatro, pintura, escultura, etc, e tudo o mais que ele acreditava poder ser útil, no ramo de efeitos especiais. Transformou a garagem da família em estúdio, e dedicou-se a aprender a arte de manipular objetos quadro-a-quadro. A essência da animação stop-motion. Com a ajuda dos pais, montou cenários para tentar de verdade a profissão, produzindo curta-metragens onde filmava contos de fada clássicos, como ''Chapeuzinho Vermelho'' e ''Rapunzel''. George Pal, outro profissional da fantasia cinematográfica, viu os trabalhos de Ray, e o convidou para trabalhar com ele no ''George Pal`s Puppetoons''. Uma espécie de show de marionetes animados em stop motion. Mais tarde, Harryhausen teve o apadrinhamento do próprio mestre inspirador, Willys O`Brien, para fazer uma espécie de versão humorística de King Kong, reunindo a equipe original do primeiro filme, isso depois de Ray ter prestado serviço no exército, e auxiliado como técnico de filmagem, nos documentários de guerra de Frank Capra. ''Mighty Joe Young'' foi lançado em 1949, e as inúmeras sequências de animação foram realizadas quase que totalmente pelo estreante (em longas metragens) animador. O filme seguinte de Ray, ''O Monstro do Mar'', foi um quase feliz acidente, ao saber que um conto do amigo, o escritor Ray Bradbury, seria adaptado pela Warner Brothers, ele mostrou a técnica para os produtores, que aceitaram de pronto. Já nessa época, Harryhausen começou as experimentações que iriam permitir a feitura de truques mais convincentes. Por exemplo, ele refotografava

o filme, para fazer com que os objetos animados tivessem uma interação melhor com as filmagens dos elementos reais. Uma verdadeira colagem manual de películas cinematográficas. Não recebeu quase nada pelo filme, hoje um clássico da fantasia e ficção. Mas serviu grandemente para auxiliá-lo de outra maneira. Um jovem produtor chamado Charles S. Schneer, estava com um problema interessante naquele momento. Pretendia fazer um filme sobre um polvo gigante que destruía a ponte Golden Gate. Porém não tinha idéia de como realizá-lo, tecnicamente falando. Ao assistir o ''Monstro do Mar'', lógico que teve a luz diante dos olhos, e procurou Harryhausen. A partir daí, começou uma parceria que duraria para o resto de suas vidas, adicionando uma muito relevante coleção de filmes fantásticos, para o imaginário pop do seculo vinte.

Filmaram ''O Monstro do Mar Revolto'', onde Schneer pode realizar o desejo de ver a Golden Gate ir abaixo, pelos tentáculos de um polvo gigantesco. ''A Invasão dos Discos Voadores'', claro, a inevitável versão dos dois para um tema sacrossanto da Sci-Fi. Foi aqui que Ray fez a cena mais famosa concebida para o gênero, parodiada, citada e enaltecida à exaustão: A colisão de um disco voador no obelisco George Washington, além de um outro truque de impressionar até hoje, a sombra dos discos, no chão de imagens reais. Logo em seguida, ''A Vinte Milhões de Milhas da Terra'', onde um alienígena reptílico,o Ymir, era trazido a terra, para destruir Roma. O melhor filme da fase preto e branco de Harryhausen. O próximo filme da dupla, poria fim ao tema ''catástrofe'', e indicaria a paixão de Ray pelo que tinha de mais caro, a fantasia clássica. Ao fazer um croqui de um esqueleto lutando contra um homem, ele convenceu Schneer a bancar a produção. Mais refinada do que as anteriores, ''A Sétima Viagem de Sinbad'', era o passeio onírico que o animador ansiava de fato realizar. Ou, como dizia o trailer, ''uma viagem de volta a um tempo mágico'', Harryhausen dizia que o passado guardava mais romantismo, e que por isso, casava melhor com o gênero fantástico. Lá estavam o ciclope devorador de homens, o dragão cuspidor de fogo, e a sequencia arrebatadora do esqueleto esgrimindo com o herói, no castelo do vilão. Tudo encantado também com o score musical impecável de Bernard Herrman. O compositor favorito de Alfred Hitchcock, acompanhou o impacto das imagens, dando a elas um acompanhamento adequado e original. Por exemplo, na cena com o esqueleto animado, tocou um fundo de castanholas e xilofone. Quem assistiu a sequência ao menos uma vez, nunca se esquecerá da música. O filme lotou as salas dos cinemas, e a geração intermediária de cineastas que o assistiu ainda bem jovem, gente como James Cameron, George Lucas, John Landis e Steven Spielberg, anotou cada passo das criaturas fantasiosas que desfilaram pela tela, para embasar seus futuros trabalhos.

Animados com o sucesso, Schneer e Harryhausen passaram a produzir os filmes seguintes na Inglaterra, para aproveitar os custos mais baratos de produção. Fizeram ''Os três Mundos de Gulliver'', o filme mais rentável produzido por eles, e ''A Ilha Misteriosa'', sempre musicados por Bernard Herrman, então fiel colaborador, eram matinês irresistíveis para a garotada da época. Em 1963, disposto a mergulhar na fonte primeira da inspiração, Harryhausen passou a trabalhar naquele que é talvez o mais assombroso, visualmente falando, é claro, de seus filmes. ''Jasão e os Argonautas''. Demorou três anos para ser finalizado, por causa unicamente das trabalhosas sequencias de animação. A Hidra de sete cabeças, fez parte de uma delas. Talo, a estátua colossal de bronze, caçando os Argonautas pelos penhascos de uma praia, é outra cena de encher os olhos. Mas o momento maior do filme, e do stop motion enquanto história, precisamente falando, foi o combate entre três Argonautas e sete esqueletos espadachins. Uma imagem fabulosa, que ainda guarda poder de impressionar, pela fluidez realista dos movimentos live-action combinados com a animação, e a óbvia fantasia do tema. Harryhausen nunca escondeu a predileção por este filme, talvez não apenas pelos resultados, mas pela dedicação envolvida. O filme, fez um sucesso apenas relativo. E só depois de muitos anos do lançamento, foi aclamado como um clássico do gênero.

Seguindo a carreira, Ray e Schneer voltaram a ficção-científica, realizando ''Os Primeiros Homens na Lua''. Após o que, o animador fez o único filme sem a parceria do amigo, desde a década de 1950, ''Mil Séculos Antes de Cristo'', uma fábula pré-histórica bancada pelos Estúdios Hammer, a ''casa do Drácula'', Inglesa. Como chamavam os fãs da produtora especializada em filmes de terror, dos atores Peter Cushing, e Christopher Lee, seus dois maiores astros e ícones pop autênticos. No filme, Ray anima dinossauros que atormentam Rachel Welch, e que ganharia uma ''sequência'', com efeitos a cargo de um admirador de Harryhausen, Jim Danforth.

De volta ao amigo produtor, Ray decidiu tocar um velho projeto do seu mestre O`Brien, jamais realizado por ele. Seria ''O Vale de Gwangy'', mistura de faroeste e aventura com dinossauros. Mais uma nota de criatividade na filmografia dos dois. A cena dos caubóis, laçando um Tiranosauro Rex, não é só incomum por sí só, mas uma realização pertinho do perfeito, apenas superada hoje, pela massiva utilização dos softwares avançados disponíveis hoje. Com a chegada da década de 1970, o ritmo das produções diminuiu drasticamente, e apenas dois filmes seriam realizados nela. Ambas novas versões de ''A Sétima Viagem de Sinbad'', ''A Nova Viagem de Sinbad'', de 73, a melhor produção da dupla sobre o herói das mil e uma noites. É neste filme que está o combate com uma estátua da Deus Kali, devidamente armada com seis cimitarras. E a contenda entre um Grifo e um Centauro. John Phillip Law, o anjo loiro de ''Barbarella'', pintou o cabelo de preto, para interpretar Sindbad, e beijar a mocinha, feita pela ''Rainha do Grito'' da época, a linda Caroline Munro. ''Sinbad e o Olho do Tigre'', de 77, foi o penúltimo filme. Realizado com um orçamento muito reduzido, em comparação com os dois anteriores, famoso pela luta entre um troglodita e um tigre dentes de sabre, e por ter Patrick Wayne, filho de John Wayne, fazendo o mocinho.

''Fúria de Titãs'' de 1981, encerrou a carreira de Harryhausen. E como que adivinhando, ensejaram realizar o filme ordenadamente poético. Com um roteiro que na época foi visto apenas como aventura infanto juvenil, coisa que nunca ofendeu aos realizadores. Ray dizia que fazia filmes para família toda, para assistirem juntos, como fazia com a própria família, no começo do século. Para finalizar seus trabalhos, os produtores abriram a carteira, para bancar o salário de figurões como Lawrence Olivier, (lógico, interpretando Zeus, quem mais?) Burgess Meredith, (um dos poucos americanos, a pedido do Ray) Claire Bloom, Maggie Smith e a fina flor dos astros Britânicos. Ray se despediu fazendo de tudo um pouco dentro do filme, foi da suavidade do vôo de Pégaso, à aventura, ao terror impressionante da aparição da Medusa,e ao cuidado em apresentar os mitos dentro do contexto original. ''Fúria de Titãs'' representou o fim de uma maneira muito particular de fazer filmes. Um toque personal de fantasia, misturado com aventura e muito do real espírito das matinês, o dos filmes para a família, sim. Mas com um tempero fantasioso acessível a todos. Quem assistiu os filmes de Harryhausen percebeu isso. John Landis dissecou acertadamente, observando que os filmes do velho mestre animador, eram como um ''bordado'', uma ''colagem''. Ou seja, um cuidadoso e refinado trabalho manual.E haja a se considerar que ele fazia os filmes realizando quase todas as etapas do processo, desde o roteiro original, passando pelos story-boards, dirigindo os atores, construindo maquetes e demais miniaturas, e enfim, animando os personagens.

Ray Harryhausen foi um entusiasta e um mestre surrealista, dedicado a entreter o máximo possível de pessoas, com o cardápio popular porém refinado, da linguajem cinematográfica.

(Texto e pesquisa: Jurandir Delmiro.)

Seu trabalho é reverenciado por diretores como Steven Spielberg, George Lucas , Tim Burton e James Cameron.

Sua família anunciou a sua morte via Twitter e Facebook em 07 de Maio de 2013. [1][2]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Entre seus filmes mais famosos estão O Monstro do Mar Revolto, sobre um polvo gigantesco que ataca São Francisco; A Invasão dos Discos Voadores, sobre, lógico, aliens, e A 20 Milhões de Milhas da Terra, onde Harryhausen cria um monstro que vai se agigantando a medida que o filme evolui, e que no climax duela com um elefante, tudo em stop motion.

Criatura Aparece no Filme Descrição
Rhedosaurus The Beast from 20,000 Fathoms (1954) O Rhedosaurus é uma espécie fictícia de dinossauro. Durante algum tempo, os fãs acreditaram que as duas primeiras letras do nome da criatura, ''R'' e ''H'', eram uma referência ao nome do criador, mas o próprio Harryhausen negava, atribuindo a mais pura coincidência. Adaptado do conto ''The Fog Horn'', de Ray Bradbury, o filme virou inspiração para várias produções posteriores, como o Japonês ''Godzilla''.
Polvo Gigante O Monstro do Mar Revolto (1955) Devido a restrições orçamentárias e à necessidade de agilizar a animação stop motion, o molusco agigantado possuía apenas seis tentáculos, ao contrário de seus reais correspondentes, que possuem oito deles. Harryhausen decidiu fazê-lo assim, ao descobrir que não precisaria filmá-lo inteiro, ao longo do filme.
Ymir A 20 Milhões de Milhas da Terra (1957) Uma expedição interplanetária terrestre, encontra criaturas iguais a lagartos humanóides em Vênus, e ao trazer uma delas para a terra, ainda como um embrião, descobrem que a atmosfera daqui o faz crescer continuamente. Ao atingir um tamanho monstruoso, arrasa a cidade de Roma e duela com um elefante. As cenas da criatura, do nascimento até a interação com as pessoas, quando ainda é diminuto, tem uma delicadeza incomum nas produções do gênero. Ray o dedicou como homenagem a King Kong, um ser alheio e puro, trazido a força para a civilização, e depois destruído por ela. No final do filme, ao perceber o que haviam feito, um dos militares pergunta: '''Por que as vezes é tão difícil, para o homem. simplesmente se mover do presente, para o futuro''?
Ciclope Simbad e a Princesa (1958) Gigante de um olho só. Concebido por Ray com pernas de sátiro, escamas e chifre.Visualmente, é um dos melhores trabalhos do mestre, e também figura na lista das melhores animações. Inicialmente, a Ilha de Colossa, onde se passa parte da aventura, seria recheada de ciclopes, mas a realidade orçamentária e o tempo exigido na animação, definiram a quantidade mínima. A sequência onde ele aprisiona os marujos para depois devorá-los, junta todas as mitologias do personagem, mais o humor e a aventura apropriados para animar as platéias.
Mulher-cobra Simbad e a Princesa (1958) Uma dançarina de dança do ventre que, graças à magia de um mago que pretende convencer o sultão a lhe conceder um navio para regressar a uma ilha onde existe uma lâmpada mágica, gera uma simbiose com uma cobra naja, dando origem a uma mulher-cobra dançarina.
Pássaro Roc Simbad e a Princesa (1958) Pássaro de duas cabeças gigantesco. Na fita os aventureiros devem pegar um pedaço da casca de um de seus ovos, como ingrediente de uma poção mágica, mas acabam perseguidos por ele, ao jantarem um dos filhotes do monstro.
Esqueleto espadachim. Simbad e a Princesa. (1958) Momento antológico da fantasia cinematográfica do século vinte. Animado por magia, (em todos os sentidos) o esqueleto apanha espada e escudo, e lentamente se encaminha para combater o mocinho. Puro devaneio criativo, a cargo de um especialista na arte.
Dragão Simbad e a Princesa (1958) ''Mascote'' do vilão Sokura. Que cão de guarda teria um feiticeiro? Só um dragão, é lógico. Eficaz e obediente, protege o castelo do dono, e ainda caça os desafetos.
Crocodilo. As viagens de Gulliver. (1960) Em um filme com poucas sequencias de animação, esta se destaca. Quando Gulliver (Kerwin Matthews, que também interpretou Simbad) enfrenta um crocodilo, para ele enorme, já que tem apenas 10 centímetros de altura.
Talos Jasão e os Argonautas (1963) Uma estátua de bronze criada por Hefestus, o ferreiro dos deuses gregos, que guardava um tesouro e ganhava vida para atacar os ladrões. No filme, Jasão desrosqueia um tampão num dos calcanhares de Talos, para assim esvair um líquido escaldante dentro dele, que lhe dava vida.
Hidra Jasão e os Argonautas (1963) Uma mistura de dragão, com serpente de várias cabeças, no filme ela protege o velo de ouro. É dos dentes dela, que nascem os esqueletos, na batalha final da aventura. Harryhausen confessou que teve mais trabalho em animar as cabeças dela, do que as demais criações da fita. Porque ele acabava esquecendo para onde elas iam, simultaneamente. Teve que reiniciar a animação várias vezes.
Os Filhos da Hidra. Jasão e os Argonautas. (1963) Expansão ambiciosa do combate com o esqueleto de ''Simbad e a Princesa''. Que tal sete deles, armados e atuantes, entre as ruínas de uma edificação Grega? Sequencia idolatrada por entusiastas e profissionais cinematográficos, não só da área de efeitos visuais. O ator Tom hanks, ao assisti-la, não teve dúvidas, e disse a sí mesmo: ''É isso que quero fazer da vida, quero ser um dos caras que lutam contra os esqueletos''.
Harpias Jasão e os Argonautas (1963) Criaturas meio-mulher e meio-ave de rapina, de pele azulada, atormentavam o rei cego Fineu, punido por Zeus.
Vaca Lunar Os Primeiros Homens da Lua (1964) Monstruosa lagarta subterrânea habitante da Lua. Por que vaca lunar? Porque era criada como gado pelos Selenitas, os ''fazendeiros'' locais.
Gwangy. O Vale de Gwangy. (1966) Tiranossauro Rex, tido como um ser místico por uma tribo de ciganos, é protegido por eles, mas acaba capturado e trazido para ser atração de circo, com consequências obviamente desastrosas.A ideía, original de Willys O`Brien, teve um sabor de homenagem (mais uma) ao mestre inspirador de Harryhausen.
Kali As Novas Viagens de Simbad (1974) Uma estátua de uma das divindades mais cultuadas do hinduísmo que ganha vida graças à magia de um mago maligno. No filme, a estátua entra num combate segurando seis cimitarras, cada uma com um de seus seis braços, duelando com diversos personagens, incluindo o próprio Simbad.
Centauro As Novas Viagens de Simbad (1974) Outra figura da mitologia Helênica. E uma aparição impactante, no filme.
Figura de proa. As novas Viagens de Simbad. Uma mulher de madeira, esculpida para proteger o avanço da embarcação de Sinbad. Enfeitiçada pelo vilão Khoura, desperta e passa a atacar os marinheiros, em busca de uma carta de navegação. Elogiada sequência de animação, onde nunca é possível saber com certeza, quais apetrechos movidos pela estátua, são reais ou não.
Grifo As Novas Viagens de Simbad (1974) Metade leão, metade águia. Representa a justiça e a igualdade, afetada pelos atos malignos dos homens.
Minaton Simbad e o Olho do Tigre (1977) Uma espécie de minotauro mecânico feito pela feiticeira Zenobia, para seguir as suas ordens. Nas cenas em live-action, foi feito por Peter Mayhew, o mesmo ator que interpretou Chewbacca, em ''Star Wars''.
Troglodita Simbad e o Olho do Tigre (1977) Um dos melhores momentos de Ray, a animação dá uma humanidade refinada ao personagem, do olhar ao gestual.
Morsa-gigante Simbad e o Olho do Tigre (1977) Surge durante a jornada, em uma geleira. Bela sequência de ação, onde a criatura é contida, por uma rede de arrasto, metade real, metade miniatura, mas totalmente ''puxada'' por atores de verdade.
Tigre-dentes-de-sabre Simbad e o Olho do Tigre (1977) No clímax do filme, a Feiticeira Zenóbia transfere o espírito para o interior de um tigre dentes de sabre, que combate o troglodita. para muitos fãs, é a melhor cena de luta, entre os monstros de Ray.
Bubo Fúria de Titãs (1981) Foi um presente de Zeus, feito por Hefesto, para Perseus. Bubo era uma coruja mecânica, copiada do Bubo original, uma coruja de verdade, propriedade da Deusa Atena, que se recusou a dá-la a Perseu. Ficou a cargo do animador Stephen Archer, quando o filme atrasou, e Ray precisou de auxílio para terminá-lo. Ainda assim, ele fez algumas sequencias.
Calibos Fúria de Titãs (1981) Filho da Deusa Tétis, cruel e vingativo, desgostou a Zeus, ao matar a manada de cavalos alados deste. (Excetuando um único garanhão, Pégaso.)

Deformado como castigo, voltou-se contra a cidade de Jopa, e da princesa Andrômeda, amada do herói Perseu. No começo da produção, ele seria apenas ''interpretado'' por um modelo de stop motion, mas depois o roteirista Beverley Cross pediu para usarem um ator, que teria textos condutivos da trama.

Pégaso Fúria de Titãs (1981) Cavalo alado domesticado por Perseu. As cenas dele, se exibindo nas rochas, foram as últimas vistas pelos fãs, da animação de Harryhausen, nos cinemas.
Medusa Fúria de Titãs (1981) Aparição monstruosa, meio serpente e meio mulher, que transforma a quem a vê, em pedra. Medusa era uma linda sacerdotisa de Afrodite, mas ao trair a Deusa, esta a transformou. No filme, Harryhausen acentuou o horror de confrontar uma criatura tão letal, colocando-a em um ambiente escuro e claustrofóbico, além de armá-la com um arco. Como metade do corpo de Medusa era o de uma serpente, ela só podia se locomover rastejando. Ray acreditava que ela ficaria ainda mais assustadora assim, também com um chocalho, na cauda.
Cérbero. Fúria de Titãs (1981) No original, é o cão de três cabeças que guarda a entrada do inferno. Harryhausen cortou uma cabeça, porque o modelo de três, ficaria desajeitado. E o designou apenas como protetor do covil de Medusa.
Escorpiões. Fúria de Titãs. (1981) Aparecem antes do combate final com Calibos, nascidos do sangue de Medusa. Assustadores e letais, acabam com o restante dos comandados de Perseu, deixando-o sozinho para enfrentar o vilão.
KrakenRay Fúria de Titãs (1981) O monstro que devoraria Andrômeda, no mito original, era o Leviatãn, como era mais um dragão ''comum'', Ray tomou a liberdade de transformá-lo numa criatura com aspecto mais espetacular, meio humanóide, a fim de melhor dramatização. O nome também foi mudado, porque ''Kraken'' tinha um acento mais ameaçador. Foi a maior licença adaptativa cometida pelos produtores do filme. E também o personagem que mais exigiu manufatura. Pois foram construídos três modelos, um maior, feito de espuma de borracha, para ser filmado debaixo da água, tinha cerca de quatro metros. E foi feito por um técnico chamado Collin Arthur, e não por Ray, ao contrário do que pensam a maioria. Havia também um busto de um metro, concebido para filmar close-ups, e que podia ser animado,e por fim o modelo tradicional de animação, com cerca de trinta centímetros, que era uma figura completa.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]