Ray of Light

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o álbum. Para a canção homônima, veja Ray of Light (canção).
Ray of Light
Álbum de estúdio de Madonna
Lançamento 22 de fevereiro de 1998 (1998-02-22)
Gravação 1997;
Larrabee North Studios
(Universal City, Califórnia)
Gênero(s) Pop, música eletrônica
Duração 66:52
Idioma(s) Inglês
Formato(s) CD, fita cassete, MiniDisc, vinil
Gravadora(s) Maverick, Warner Bros.
Produção Madonna, William Orbit, Patrick Leonard, Marius de Vries
Cronologia de Madonna
Evita
(1996)
Music
(2000)
Singles de Ray of Light
  1. "Frozen"
    Lançamento: 23 de fevereiro de 1998 (1998-02-23)
  2. "Ray of Light"
    Lançamento: 6 de maio de 1998 (1998-05-06)
  3. "Drowned World/Substitute for Love"
    Lançamento: 24 de agosto de 1998 (1998-08-24)
  4. "The Power of Good-Bye"
    Lançamento: 22 de setembro de 1998 (1998-09-22)
  5. "Nothing Really Matters"
    Lançamento: 2 de março de 1999 (1999-03-02)

Ray of Light é o sétimo álbum de estúdio da artista musical estadunidense Madonna. O seu lançamento ocorreu em 22 de fevereiro de 1998, através das gravadoras Maverick Records e Warner Bros. Records. Com o nascimento de sua primeira filha Lourdes Maria e outros eventos que inspiraram-lhe um período de introspecção, Madonna começou a trabalhar em seu novo disco com produtores musicais como Babyface e Patrick Leonard. Depois de sessões de gravação falhadas, o sócio da Maverick Guy Oseary telefonou para o músico inglês William Orbit, sugerindo-lhe que enviasse algumas canções para a cantora, que aprovou-as. Posteriormente, Madonna começou a desenvolver uma nova direção musical do projeto com Orbit. As sessões de gravação do álbum duraram pouco mais de quatro meses, e enfrentaram problemas com a ausência de banda ao vivo e os arranjos do hardware Pro Tools, que poderiam se quebrar e atrasariam as gravações até serem reparados.

Musicalmente, Ray of Light é inspirado pelos gêneros pop e música eletrônica, e incorpora elementos da música eletrônica em sua composição, sendo um afastamento musical dos trabalhos anteriores de Madonna. Também apresenta influências de outros gêneros e subgêneros, incluindo techno, trip hop, drum and bass, música ambiente, rock, soft rock e música clássica. Em termos vocais, o álbum apresenta Madonna cantando com maior amplitude e um tom mais cheio, consequência de suas aulas vocais para o filme Evita (1996). Temas orientais também estão presentes no projeto, como resultado da conversão da intérprete à Cabala, seu estudo do hinduísmo e do budismo, bem como a sua prática diária da Yoga; faixas como "Sky Fits Heaven" e "Shanti/Ashtangi" são exemplos dessas atividades, com a última sendo uma adaptação de um texto de Yoga Tavarali e cantada inteiramente em sânscrito.

Após o seu lançamento, Ray of Light foi recebido com análises positivas dos críticos musicais, que prezaram os vocais e a nova direção musical da cantora, definindo-o como o seu trabalho "mais aventuroso". Os resenhadores também notaram a sua natureza contida e madura. O trabalho recebeu uma série de prêmios ao redor do mundo, incluindo quatro Grammy Awards em 1999, incluindo o de Best Pop Vocal Album. Comercialmente, o álbum obteve um desempenho exitoso, atingindo a primeira colocação em cerca de 17 países, como Alemanha, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Reino Unido. Nos Estados Unidos, debutou na segunda colocação da Billboard 200, convertendo-se no quinto disco de Madonna a atingir a segunda posição na tabela, e recebeu uma certificação de platina quádrupla pela Recording Industry Association of America (RIAA), denotando vendas de quatro milhões de unidades no país. Em âmbito global, comercializou cerca de 20 milhões de cópias, sendo um dos álbuns mais vendidos mundialmente.

De Ray of Light surgiram cinco singles oficiais, dos quais "Frozen" e a faixa-título se tornaram sucessos internacionais, com o vídeo musical da última recebendo o prêmio de Video of the Year nos MTV Video Music Awards de 1998. Um promocional, "Sky Fits Heaven", foi lançado nos Estados Unidos. Em divulgação ao produto, Madonna apresentou-se em diversos programas televisivos e premiações e fez a turnê Drowned World Tour no ano de 2001, que promoveu o álbum e seu sucessor Music (2000). Críticos e acadêmicos notaram a influência do trabalho na música popular, especialmente em como ele introduziu a música eletrônica na cultura pop mainstream. Os profissionais também notaram a maneira em que Madonna era capaz de reinventar-se e permanecer moderna e contemporânea em meio ao cenário musical dominado pelo teen pop no período em que o trabalho foi lançado. Considerado pela própria cantora como o seu melhor disco, o material também foi incluído em diversas listas, incluindo a dos 500 melhores álbuns de todos os tempos feita pela Rolling Stone.

Antecedentes e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Madonna apresentando "Drowned World/Substitute for Love" na turnê Drowned World Tour (2001).

Após o lançamento da coletânea de baladas Something to Remember (1995), Madonna começou a ter aulas vocais para preparar-se como protagonista do filme Evita (1996); no mesmo ano, ocorreu o nascimento de sua primeira filha, Lourdes Maria. Esses eventos inspiraram-lhe um período de introspecção. "Foi muito catalisador para mim. Fez com que eu procurasse respostas para questões que eu nunca havia me perguntado antes", disse a cantora para a revista Q em 2002.[1] Neste período, ela converteu-se à Cabala e começou a praticar Yoga diariamente e estudar hinduísmo e o budismo, que ajudaram-na à "dar seus próprios passos e olhar o mundo com uma perspectiva diferente".[1] Outro fator que inspirou a concepção do disco foi as aulas de canto que Madonna fez em preparação para Evita. Madonna sentiu que havia uma "peça inteira" de sua voz que ainda não havia sido utilizada, a qual ela decidiu usar para o álbum.[1] Em maio de 1997, a cantora começou a escrever canções para o álbum com Babyface, com quem havia trabalhado em seu álbum anterior Bedtime Stories (1994). Eles escreveram algumas faixas, antes de Madonna sentir que elas não possuíam a direção musical necessária para o trabalho. De acordo com Babyface, as canções "tinham um estilo parecido com 'Take a Bow', e Madonna não queria, ou precisava, que isso se repetisse".[2]

Depois de descartar as obras que havia composto com Babyface, Madonna começou a trabalhar com Rick Nowels, que havia co-escrito canções com Steve Nicks e Céline Dion. A colaboração produziu sete canções em nove dias, mas elas também não apresentaram a futura direção musical eletrônica do projeto.[2] Destas faixas, apenas "The Power of Good-Bye", "To Have and Not to Hold" e "Little Star" foram incluídas no álbum.[2] Em seguida, Madonna decidiu compor com Patrick Leonard, que produziu diversas faixas para ela nos anos 80. Ao contrário dos álbuns anteriores da artista, as colaborações de Leonard foram acompanhadas por poucas sessões em estúdio. Ela acreditou que a produção de Leonard "faria canções em um estilo musical de Peter Gabriel", um som que não queria para o trabalho.[2] Guy Oseary, sócio da gravadora de Madonna Maverick Records, telefonou para o músico eletrônico inglês William Orbit, sugerindo que ele enviasse algumas músicas para a intérprete.[1] Orbit enviou uma Digital Audio Tape formada por 13 faixas, as quais foram aprovadas por Madonna. Mais tarde, ela comentou: "Eu era uma grande fã dos trabalhos iniciais de William, Strange Cargo 1 e 2 e tudo isso. Eu também gostei de todos os remixes que ele fez para mim, e estava interessada em fundir um tipo de som futurista, mas também usando muitas influências indianas, marroquinas e coisas do tipo, e eu queria que soasse velho e novo ao mesmo tempo".[1]

Gravação[editar | editar código-fonte]

Demorou muito tempo para fazer o álbum, [questão de] meses. E não foi como se estivéssemos afrouxando. Nós tivemos que trabalhar rapidamente, e houve muitas vezes em que tivemos de seguir em frente. Uma das frases favoritas de Madonna era 'não adorne o lírio'. Em outras palavras, [era] manter [a canção] crua e não aperfeiçoar muito. É um impulso natural para os entusiastas de computador aperfeiçoar tudo porque eles podem, e nós tomamos muito cuidado com isso.

—Orbit discutindo o trabalho com Madonna para a revista Keyboard.[3]

No início de julho de 1997, antes de iniciar as gravações do disco, Orbit encontrou-se com Madonna na casa da artista em Nova Iorque, e ela lhe apresentou algumas canções que havia elaborado com outros produtores meses antes, as quais foram descritas por Orbit como "manchadas".[1][2] Eles visitaram os estúdios The Hit Factory no final da semana, onde Madonna convidou o produtor para trabalhar em Ray of Light.[3] Ele a enviou uma fita de trechos musicais que estava desenvolvendo, as quais eram frases com oito ou dezoito compassos e versões despojadas de faixas que viriam a aparecer no álbum.[2] A cantora ouviu os trechos diversas vezes, até inspirar-se para compor. A cada vez que teve uma ideia sobre a direção lírica da canção, ela mostrava suas ideias para Orbit, e eles as expandiram em ideias musicais originais.[2] Como muitas das obras já existiam, a vocalista trabalhou nas letras enquanto estava em casa ou viajando.[1]

Ray of Light foi gravado por quatro meses e meio nos Larrabee North Studios em North Hollywood, Califórnia, começando em meados de junho de 1997, sendo este o maior período em que Madonna trabalhou em um álbum. Em grande parte do processo, apenas outras três pessoas estavam no estúdio com a cantora: Orbit, o engenheiro Pat McCarthy e seu assistente Matt Silva.[2] As gravações foram iniciadas em Los Angeles, mas passaram por problemas de configuração no início, já que o produtor preferiu trabalhar com demonstrações, sons de sintetizadores e o hardware Pro Tools, e não com músicos ao vivo. Os computadores poderiam se quebrar, e a gravação teria de ser adiada até que os aparelhos fossem reparados.[2] Orbit gravou a maioria da instrumentação do trabalho em um período de quatro meses. Ele lembrou que tocou guitarras, e seus dedos sangraram durante as longas horas que passou no estúdio.[2]

Depois de errar algumas vezes a pronúncia da shloka sânscrita "Yoga Taravali" durante a canção "Shanti/Ashtangi", Madonna fez aulas por telefone, que foram organizadas pela BBC, para aprender a pronúncia básica e correta de palavras sânscritas do eminente estudioso Dr. B P T Vagish Shastri. Ela fez as correções necessárias de pronúncia no álbum.[4][5] Em entrevista para a MTV, a intérprete falou sobre a gravação do disco, e disse que seu parceiro de negócios Guy Oseary foi um amigo útil. A artista ainda acrescentou que ela e Orbit apresentaram as faixas para Oseary e, para o desânimo deles, ele não disse nada e saiu do estudo: "Ela odeia essas cordas geladas. Quando eu acho que uma faixa está concluída, ele meio que nos empurra para outro passo adiante. 'Talvez nós devíamos tentar isso', ou 'eu não quero ouvir isso'. E depois, claro, isso rasteja no meu cérebro, e eu fico tipo 'talvez eu deveria ter feito um vocal de apoio naquilo'. E, em seguida, eu vou e faço alegremente, certo?".[6] O produtor também disse para a revista Q que Madonna gravou "Swim" no dia em que o estilista e seu amigo Gianni Versace foi assassinado em Miami, Flórida, e que esteve fato provavelmente fez com que a faixa tivesse um impacto emocional.[1]

Capa e lançamento[editar | editar código-fonte]

De acordo com a assessora de Madonna Liz Rosenberg, a artista considerou intitular o disco de Mantra, descrevendo-o como um "título muito legal". Contudo, ela mudou o nome para Ray of Light, pois seus álbuns sempre tinham uma música de mesmo nome.[7] A capa do trabalho foi fotografada pelo peruano Mario Testino e apresenta a intérprete olhando para o horizonte; eles já haviam colaborado anteriormente para uma coleção de moda da Versace. A cantora impressionou-se com o estilo natural que Testino capturou com as fotos da coleção e decidiu convidá-lo novamente para a sessão de fotos do álbum. Ele lembrou: "Às duas da tarde, ela disse 'Tudo bem, estou cansada. Acabamos'. E eu respondi 'mas eu ainda não terminei de fotografar'. Ela disse 'você está trabalhando para mim e eu disse que acabamos. E eu falei 'não, vamos continuar'. A foto que ela usou na capa veio depois dessa [conversa]".[8]

Ray of Light foi primeiramente lançado no Japão em 22 de fevereiro de 1998, contando com a faixa bônus exclusiva "Has to Be".[9] Em 2 de março, foi lançado na Alemanha e no Reino Unido,[10][11] seguido de um lançamento em território estadunidense no dia seguinte.[12] Uma edição dupla foi comercializada no Japão. Na Nova Zelândia, uma caixa especial contendo Ray of Light e The Immaculate Collection (1990) foi lançada para acompanhar o disco, a qual atingiu a 12ª colocação na tabela de álbuns publicada pela Recording Industry Association of New Zealand (RIANZ) e recebeu uma certificação de ouro emitida pela mesma empresa, denotando vendas de 7 mil e 500 cópias.[13] Um vídeo promocional intitulado Rays of Light foi distribuído no Reino Unido em 1999, compilando todos os vídeos dos singles do disco.[14] "Sky Fits Heaven" foi lançada como single promocional nos Estados Unidos e obteve a 41ª posição como melhor na genérica Hot Dance Club Songs.[15]

Composição[editar | editar código-fonte]

Sinto que falar sobre isso é banal. Eu estudei a Cabala, que é a interpretação mística da Torá. Eu estudei budismo e hinduísmo e pratiquei Yoga e, obviamente, sei muito sobre catolicismo. Existem verdades indiscutíveis que conectam todas elas, e as acho muito reconfortantes e gentis. Minha jornada espiritual é estar aberta a tudo. Prestar atenção ao que faz sentido, ser absorvida. Para mim, a Yoga é a coisa mais próxima à nossa verdadeira natureza.

—Madonna falando sobre a inspiração para "Sky Fits Heaven" e "Shanti/Ashtangi".[2]

De um ponto de vista musical, Ray of Light apresenta um notável afastamento dos trabalhos anteriores de Madonna, tendo sido descrito como seu disco "mais aventureiro".[16] Musicalmente derivado do pop e do dance, bem como da música eletrônica, o projeto contém elementos de diferentes gêneros e subgêneros, incluindo techno, trance, drum and bass, trip hop, música ambiente, rock, new wave, música oriental e música clássica.[17] Em termos vocais, marcou uma mudança em relação aos álbuns anteriores da intérprete; por ter feito aulas vocais para o filme Evita, ela exibe seus vocais em maior amplitude e alcance, além de um tom mais cheio. Em muitas canções, a cantora abandonou o vibrato, que esteve presente em seus materiais antecessores. Criticamente, a voz usada por Madonna neste álbum foi descrita como sua melhor e mais completa.[18]

Amostra da canção-título, que apresenta diversos efeitos sonoros como assobios e bipes.

"Frozen", primeiro single do álbum, contém um som em camadas reforçado por sintetizadores e cordas.

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Faixa de abertura do álbum e seu terceiro single, "Drowned World/Substitute for Love" é uma balada de andamento lento que apresenta influências dos estilos jungle, drum and bass e trip hop.[19] Seu título é inspirado pelo livro de ficção científica pós-apocalíptica The Drowned World (1962), escrito por J.G. Ballard.[19] A obra seguinte, "Swin", possui um tom espiritual. Nela, Madonna canta: "Nade até o fundo do oceano / Para que nós possamos recomeçar / Nos livrar de todos os nossos pecados / Atingir outro litoral".[nota 1][20] Segue-se a faixa homônima, lançada como segundo foco promocional do disco, que é uma canção derivada do EDM e possui fortes tendências do techno,[21][16] além de ser influenciada por gêneros como disco, trance e eurodance. Uma música "sonoramente progressiva", também incorpora elementos do rock, com um riff de guitarra elétrica sendo proeminente em sua composição. A melodia contém vários efeitos sonoros, incluindo assobios, sinos e bipes.[16][22] "Candy Perfurme Girl" tem uma introdução grunge e mistura bipes pós-modernos e batidas com acordes antiquados de guitarra elétrica.[23] No tema seguinte, "Skin", Madonna canta "Eu lhe conheço de algum lugar?" em uma voz de anseio por cima de batidas de uma orquestra eletrônica.[23] A sexta canção, "Nothing Really Matters", é um número dance de ritmo acelerado que contém influências do techno.[24]

"Sky Fits Heaven" foca-se nos estudos espirituais de Madonna e em sua filha Lourdes Maria, tendo linhas como "O céu se encaixa no paraíso, então voe / Isso é o que o profeta me disse / A criança se encaixa a sua mãe, então abrace firme seu bebê / Isso é o que o meu futuro pode ver".[nota 2][23] Partes das letras são retiradas do poema What Fits? de Max Blagg, usado em anúncio de 1993 da Gap Inc.[25] "Shanti/Ashtangi" é uma oração em sânscrito e uma canção techno com um andamento rápido, sendo interpretada pela vocalista com um sotaque indiano sobre um ritmo dance.[20] Nela, a artista canta a versão adaptada de Shankaracharya inteiramente em sânscrito, com versos como "Eu venero o guru do pé de lótus / No despertar da felicidade da auto-revelação".[nota 3][26][27] "Frozen", nona faixa e primeiro single do álbum, é uma balada eletrônica de andamento médio que contém um som em camadas reforçado por sintetizadores e cordas,[28] qualidades da música ambiente, um ritmo dance moderado durante o refrão e batidas influenciadas pelo techno perto do fim. Ao longo da canção, os vocais da intérprete não apresentam vibrato, e foram comparados com os usados na música medieval.[29] Liricamente, trata de um homem frio e sem emoções; contudo, subtextos foram notados. De acordo com o autor Freya Jarman-Ivens, letras como "Você fica congelado quando seu coração não está aberto" refletem uma paleta artística, "englobando diversos estilos musicais, textuais e visuais".[30] Lançada como a quarta faixa de trabalho do projeto, "The Power of Good-Bye" é uma balada emocional cuja letra medita sobre a perda e a saudade. "To Have and Not to Hold" fala sobre um amante distante e "Little Star" trata de Lourdes Maria. Ambas são superficialmente vibrantes, mas com uma sutileza subjacente e arranjos restritos prevalecentes.[23] Número final da edição padrão, "Mer Girl" é uma meditação surreal da mortalidade e da morte da mãe de Madonna; nela, ela canta "E eu cheirei sua carne queimando / Seus ossos apodrecendo, sua decadência / Eu corri e corri / Ainda estou correndo". Incluída como música bônus na edição japonesa de Ray of Light, "Has to Be" fala dos desejos da cantora de ter um parceiro ou um companheiro de alma.[19]

Recepção pela crítica[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Allmusic 4 de 5 estrelas.[16]
Entertainment Weekly A-[31]
Los Angeles Times Positiva[32]
Melody Maker Positiva[33]
Q Positiva[34]
Rolling Stone 4.5 de 5 estrelas.[35]
Slant 4 de 5 estrelas.[19]
Spin Positiva[34]
The Guardian 4 de 5 estrelas.[36]

Logo após seu lançamento, Ray of Light recebeu aclamação universal dos críticos musicais. Sal Cinquemani da revista Slant descreveu o álbum como "uma das maiores obras-primas pop dos anos 1990" e ainda afirmou que "suas letras são simples, mas sua declaração é grande. Madonna não era tão sincera e emocionante desde Like a Prayer (1989)".[19] Roni Sarig, em uma revisão editorial para o varejista online Amazon.com, afirmou que Ray of Light "é o seu álbum mais rico e completo."[37] Ele ficou admiridado com o alcance vocal de Madonna, além de sua nitidez e profundidade, que ficaram mais fortes desde suas aulas de canto promovidas para as gravações do filme Evita (1996). A revista Spin declarou que "Ray of Light é o seu trabalho mais radical e sem máscaras."[34] Rob Sheffield da Rolling Stone foi positivo em relação ao álbum, apesar de ter ressaltado seus aspectos negativos. Sheffield chamou o álbum de "brilhante", entretanto foi crítico na produção de Orbit, alegando que "William não tinha muitos truques para preencher o álbum, tendo ele se repetido diversas vezes."[38] Stephen Thomas Erlewine do Allmusic nomeou Ray of Light como o "álbum mais aventureiro de Madonna" e o "mais maduro e profundo". Em sua revisão, ele classificou o álbum com quatro estrelas de cinco.[16] David Browne do Entertainment Weekly deu ao álbum uma nota A-, observando que "de todos os seus trabalhos com autoburilamento, Madonna parece mais relaxada e menos artificial do que tem sido nos últimos anos, de sua nova forma de mãe italiana a, especialmente, sua música. Ray of Light é verdadeiramente como uma oração, e você sabe que ela vai levar você lá (em referência à canção "Like a Prayer")."[31] Escrevendo para a revista Melody Maker em fevereiro de 1998, Mark Roland fez comparações com o álbum Homogenic Björks de St. Etienne, destacando a falta de cinismo em Ray of Light como seu aspecto mais positivo. "Não é um álbum em torno da manipulação cínica do pop."[33] Robert Hilburn do Los Angeles Times escreveu que "uma das razões de que Ray of Light seja o álbum mais satisfatório de sua carreira é devido ao fato de que ele reflete a consiência de uma mulher que pode olhar-se com surpreendente franqueza e perspectivas."[32] Joan Anderman do The Boston Globe disse que Ray of Light é um álbum incrivelmente notável. Ele afirmou que "é um álbum de dança profundamente espiritual, estaticamente texturizado, um ciclo de canções sumptuosas que vão ao longo do caminho em direção a uma Madonna libertadora, com uma carreira construída em imagens escamoteadas em cultivadas identidades."[39]

Singles[editar | editar código-fonte]

"Frozen" foi o primeiro single do álbum, e se tornou o sexto single da cantora a atingir a segunda posição da parada norte-americana Billboard Hot 100.[40] Co-escrita por Patrick Leonard, a música tem como destaque os vocais de Madonna sobre as camadas de arrajos de cordas e sobre os sintetizadores. Em 2005, um tribunal belga declarou que o tema de quatro compassos de abertura da canção seriam um plágio de "Ma vie fort le camp", composição de Salvatore Aqcuaviva. A decisão proibiu a venda do single, bem como o álbum Ray of Light ou qualquer outras compilações que continham a canção, na Bélgica.[41] O segundo single, "Ray of Light", baseado na canção "Sheperyn", composta por Clive Maldoon e David Curtis nos anos 70, foi retrabalhado 20 anos mais tarde por Madonna, William Orbit e a prima de Maldoon, Christine Anne Leach. A canção possui uma combinação de sons de alta energia tecnológicas, mescladas a riffs de guitarra elétrica. O single estreou em segundo lugar no Reino Unido,[42] sendo certificado com disco de prata.[43] Nos Estados Unidos, a canção atingiu a quinta posição, sendo certificada como disco de ouro.[44] A canção também tornou-se um sucesso nos Estados Unidos, mantendo-se em primeiro lugar por quatro semanas na Billboard Dance/Club Play Songs, tendo sido a canção mais bem sucedida de tal parada em 1998.[40] A canção foi indicada aos prêmios Grammy Awards de 1999 na categoria de "Gravação do Ano", entretanto, perdeu para "My Heart Will Go On" de Céline Dion.[45]

"Drowned World/Substitute for Love" foi lançado como terceiro single fora dos Estados Unidos, tendo alcançado as dez primeiras posições da parada do Reino Unido.[42] O vídeo musical da canção, dirigido por Walter Stern, causou controvérsia devido as cenas em que Madonna é perseguida por paparazzis em motocicletas, cenário semelhante ao vivido pela Princesa Diana em sua morte em 1997.[41] O quarto single, "The Power of Good-Bye", uma balada sobre um rompimento amoroso, teve um bom desempenho, tendo alcançado o sexto lugar da UK Singles Chart e o décimo-primeiro da Billboard Hot 100.[40] Foi lançado no Reino Unido juntamente com "Little Star", uma balada escrita para sua filha Lourdes Maria, sendo um lado A do single. Seu vídeo musical foi digirido por Matthew Rolston. "Nothing Really Matters" foi lançado como o quinto e último single do álbum, e alcançou o sétimo lugar no Reino Unido.[42] Nos Estados Unidos, porém, a canção tornou-se seu pior desempenho na Billboard Hot 100, alcançando o número 93. Em contrapartida, alcançou o primeiro lugar da Billboard Dance/Club Play Songs.[40] Seu vídeo musical, digirido por Johan Renck, foi inspirado no livro de Arthur Goldens, Memórias de Uma Gueixa, tendo a própria cantora vestida como uma gueixa no vídeo.[46] Nos Estados Unidos, "Sky Fits Heaven" foi lançada como um single promocional. A canção obteve sucesso moderado no país, tendo alcançado o número 41 na Billboard Dance/Club Play Songs.[47]

Promoção[editar | editar código-fonte]

Madonna apresentando "Candy perfume Girl" na Drowned World Tour.

Para promover Ray of Light, Madonna fez uma série de aparições na televisão e apresentou algumas canções do álbum ao vivo. Ela se apresentou no The Oprah Winfrey Show em 1998, interpretando as canções "Ray of Light" e "Little Star". Madonna também abriu os prêmios Grammy de 1999 com uma apresentação de "Nothing Really Matters".[48] No MTV Video Music Awards de 1998, ela apresentou "Shanti/Ashtangi" e "Ray of Light" com Lenny Kravitz.[49] Em seguida, Madonna fez uma série de concertos promocionais na Europa e cantou "The Power of Good-Bye" no MTV Europe Music Awards.[50] Na Nova Zelândia, um box set de Ray of Light e The Immaculate Collection foi lançado para acompanhar o álbum. O box atingiu o número doze na parada oficial do país e foi certificado com disco de ouro pela Recording Industry Association of New Zealand (RIANZ) graças às 7,500 cópias vendidas.[51] A turnê do álbum, intitulada Drowned World Tour, deveria ter sido iniciada em setembro de 1999,[52] entretanto, tal início foi adiado devido ao adiamento do filme que a cantora protagonizava, The Next Best Thing.[53] Em 1999, uma compilação promocional intitulada Rays of Light foi lançada no Reino Unido, contendo os cinco vídeos musicais dos cinco singles do álbum. Mais tarde, estes vídeos seriam incluidos também na compilação The Video Collection 93:99.[54]

Legado[editar | editar código-fonte]

Britney Spears se apresentando com a canção "Hold It Against Me" durante dos shows da digressão mundial Femme Fatale Tour no ano de 2011.
Christina Aguillera se apresentando durante o festival Sanremo Story.
Ray of Light foi reconhecido como ousado e moderno para a música contemporânea da década de 1990, que estava dominada por artistas teen pop como Britney Spears (esquerda) e Christina Aguilera (direita).

Ray of Light é reconhecido como um dos melhores álbuns de todos os tempos e foi incluído em várias listas de críticos especializados devido ao seu impacto na música popular. A revista Rolling Stone listou o álbum na posição 28 em sua lista dos "100 melhores álbuns dos anos 90" e na posição 263, listando os "500 melhores álbuns de todos os tempos."[55][56] Em 2001, uma pesquisa realizada com 250 mil pessoas no VH1 resultou em Ray of Light entrando na décimo lugar na lista dos 100 melhores álbuns de todos os tempos publicada pela emissora.[57] O álbum também está incluído no livro 1001 álbuns que você precisa ouvir antes de morrer.[58] A revista Mojo listou Ray of Light entre os 100 clássicos modernos: Os melhores álbuns de nossa vida, respectivamente na posição de número 29.[59]

Ray of Light é creditado por ter trazido a música eletrônica para a música mainstream. A editora Liana Jonas do Allmusic escreveu que o álbum "despertou a atenção de artistas mainstream para a música eletrônica, que se popularizou no início do século 21.[60] Thomas Harrison, autor do livro Music of the 1990s, escreveu que o estilo de produção de Ray of Light foi "idiomático de novas tendências da música eletrônica com o uso significativo de amostragem digital e uso de sintetizador eletrônico".[61] Segundo o autor J. Randy Taraborrelli, "Tecno e eletrônica foram, durante anos, os tipos de músicas tocadas no que é chamado de rave, festas ilegais imensamente populares que ocorrem em armazéns abandonados e áreas desertas nos arredores de cidades. "Madonna sentiu que era um "som quente" e decidiu trazê-lo para a popularidade em massa, dizendo: "É definitivamente uma área que se vai explorar. E eu preciso estar nela".[62]

De acordo com J. Randy Taraborrelli, o álbum tem sido aclamado como corajoso e refrescante na música contemporânea da década de 1990, que foi dominada por boybands e artistas adolescentes, como Backstreet Boys, 'N Sync, Britney Spears e Christina Aguilera.[63] Larry Flick da Billboard disse que "este não é apenas o primeiro álbum aclamado universalmente da artista camaleoa, mas também é um álbum que revela que Madonna continua a ser uma figura vital entre o público jovem terrivelmente inconstante."[64]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
1. "Drowned World/Substitute For Love"   Madonna, William Orbit, Rod McKuen, Anita Kerr, David Collins Madonna, Orbit 5:09
2. "Swim"   Madonna, Orbit Madonna, Orbit 5:00
3. "Ray of Light"   Madonna, Orbit, Clive Muldoon, Dave Curtiss, Christine Leach Madonna, Orbit 5:21
4. "Candy Perfume Girl"   Madonna, Orbit, Susannah Melvoin Madonna, Orbit 4:34
5. "Skin"   Madonna, Patrick Leonard Madonna, Orbit, Marius de Vries 6:22
6. "Nothing Really Matters"   Madonna, Leonard Madonna, Orbit, de Vries 4:27
7. "Sky Fits Heaven"   Madonna, Leonard Madonna, Orbit, Leonard 4:48
8. "Shanti/Ashtangi"   Madonna, Orbit Madonna, Orbit 4:29
9. "Frozen"   Madonna, Leonard Madonna, Orbit, Leonard 6:12
10. "The Power of Good-Bye"   Madonna, Rick Nowels Madonna, Orbit, Leonard 4:10
11. "To Have and Not to Hold"   Madonna, Nowels Madonna, Orbit, Leonard 5:23
12. "Little Star"   Madonna, Nowels Madonna, de Vries 5:18
13. "Mer Girl"   Madonna, Orbit Madonna, Orbit 5:32
Duração total:
66:52
Notas
  • "Drowned World/Substitute for Love" contém demonstrações de "Why I Follow the Tigers", cantada por San Sebastian Strings.
  • "Shanti/Ashtangi" é uma adaptação de um texto de Shankaracharya, tirado de Yoga Taravali. Texto adicional: tradicional e tradução de Vyass Houston e Eddie Stern.
  • "Mer Girl" contém uma interpolação e elementos de "Space", interpretada por Gábor Szabó.
  • "The Power of Good-Bye" contém demonstrações de "I Want to Become", de Love Kills.

Créditos[editar | editar código-fonte]

Lista-se abaixo os profissionais envolvidos na elaboração de Ray of Light, de acordo com o encarte do álbum:

Locais de gravação
Equipe

Desempenho nas tabelas musicais[editar | editar código-fonte]

Ray of Light foi lançado oficialmente em 3 de março de 1998. Dezoito dias depois, a Rolling Stone divulgou que o álbum já havia vendido três milhões de cópias em todo mundo.[67] Nos Estados Unidos, Ray of Light estreou na segunda posição da Billboard 200 em 21 de março de 1998, vendendo 371 mil cópias na primeira semana.[68] Tornou-se a melhor primeira semana de vendas por uma artista feminina computada pela Nielsen SoundScan até então.[68] Entretanto, o álbum não conseguiu atingir o topo da parada, graças ao sucesso comercial da trilha sonora do filme Titanic (que vendeu na mesma semana 477 mil cópias),[68] sendo o quinto álbum de Madonna a não atingir o primeiro lugar nos Estados Unidos.[69] Em 16 de março de 2000, o álbum foi certificado como quatro discos de platina pela Recording Industry Association of America (RIAA) pelas quatro milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos.[44] No Canadá, o álbum estreou em primeiro lugar na parada do país e foi certificado como sete discos de platina pela Music Canada pelas 700 mil cópias vendidas no país.[40][70] No Brasil o álbum foi muito bem recebido e conseguiu certificado de platina[71] O álbum também estreou em primeiro lugar na Austrália, sendo o sétimo disco de Madonna a entrar no topo de vendas no país.[72] A Australian Recording Industry Association (ARIA) certificou o álbum como três discos de platina pelas 210 mil cópias vendidas.[73]

No Reino Unido, Ray of Light estreou em primeiro lugar na UK Albums Chart, permanecendo em tal posição por duas semanas.[74] Ele foi certificado seis vezes com disco de platina pela British Phonographic Industry (BPI) pelos 1,8 milhão de discos vendidos.[43] Na França, o álbum estreou em segundo lugar na parada oficial de álbuns do país, permanecendo por sete semanas no gráfico.[72] Ele foi certificado três vezes com disco de platina pela Syndicat National de l'Édition Phonographique por ter vendido 900 mil cópias no país.[75] Na Alemanha, o álbum estreou em primeiro na Media Control Charts, permanecendo em tal posição por sete semanas.[76] Houve três certificações de platina pelas 1,5 milhão de cópias.[77] O álbum também alcançou as dez primeiras posições da European Top 100 Albums. Foi certificado como sete discos de platina pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) pelos 7 milhões de discos comercializados na Europa.[78] Ray of Light alcançou sucesso similar no resto do mundo, tendo atingido o topo das paradas de outros países como Bélgica, Países Baixos, Finlândia, Hungria, Itália, Nova Zelândia, Noruega, Espanha e Suécia.[72][79] Mundialmente, as vendas do álbum já superaram a marca de 23 milhões de cópias.[80][81]

Histórico de lançamento[editar | editar código-fonte]

País Data Formato(s) Edição(ões) Gravadora
 Japão[114][115][116] 22 de fevereiro de 1998 CD, vinil Padrão Maverick, Warner Bros.
8 de setembro de 1999 CD Edição dupla
 Reino Unido[74][117] 2 de março de 1998 CD, vinil, cassete, mini-disco Padrão, limitada
 Alemanha[74][117]
 Estados Unidos[118][119] 3 de março de 1998 CD Padrão, limitada

Notas

  1. No original: "Swim to the ocean floor / So that we can begin again / Wash away all our sins/ Crash to the other shore".
  2. No original: "Sky fits heaven so fly it / that's what the prophet said to me / Child fits mother so hold your baby tight / that's what my future can see".
  3. No original: "Vunde gurunam caranaravinde / Sandarsita svatma sukhavabodhe".

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