Raymundo Ottoni de Castro Maia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde janeiro de 2012). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Castro Maya
Raymundo Ottoni de Castro Maya
Fotografia de Castro Maya tirada entre 1930 e 1935
Nascimento 1894
Paris,  França
Morte 1968 (74 anos)
Rio de Janeiro,  Brasil
Nacionalidade brasileiro
Principais interesses história, artes, pintura, antiguidades, literatura, colecionismo, esportes, ecologia

Raymundo Ottoni de Castro Maya (Paris, 1894Rio de Janeiro, 1968) foi um empresário brasileiro, atuante em atividades industriais (fabrico de óleos vegetais para uso doméstico e industrial) e em atividades comerciais (comércio atacadista de tecidos), que se destacou sobretudo como grande colecionador de arte, formando grande acervo, que mais tarde viria a ser objeto da Fundação Castro Maya, que os mantém em exposição permanente nos Museu da Chácara do Céu, e Museu do Açude, ambos abertos ao público nas suas então residências, em Santa Teresa e Alto da Boa Vista, respectivamente, na cidade do Rio de Janeiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho do engenheiro Raymundo de Castro Maya, homem culto à época, e que fora pessoalmente convidado por D. Pedro II para ser preceptor de seus netos, tendo destacado-se como técnico da Estrada de Ferro D. Pedro II (Estrada de Ferro Central do Brasil), e de Teodósia Ottoni de Castro Maia, herdeira de tradicional família de liberais mineiros.

Vista do Parque Nacional da Tijuca, Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro.

Um homem multifacetado[editar | editar código-fonte]

Bacharel em direito, industrial, esportista e incentivador dos esportes, pioneiro da preocupação ecológica, editor de livros, colecionador, fundador de museus e de sociedades culturais, defensor do patrimônio histórico, artístico e natural, Castro Maia era uma personagem real da cena carioca, que se destacava em um Rio de Janeiro, do início e de meados do século XX, que clamava por cultura, tal como ele muito a tinha, e deixou de sobra. Sua maior empresa fora a Cia. Carioca Industrial, conhecida por seu produto mais popular, a Gordura de Coco Carioca. Castro Maia era ainda o detentor sobre os direitos da também conhecida marca Tigre de óleos vegetais, fabricados em suas indústrias.

Na década de 1940, exerceu sua única função pública, a convite do então prefeito carioca, Henrique Dodsworth. Sua missão era a de coordenar os trabalhos de remodelação da Floresta da Tijuca (Parque Nacional da Tijuca), o que executou com tamanho êxito, que o novo e remodelado parque chegou a alcançar a média de cinco mil visitantes por fim de semana, logo em seguida. No entanto, a sua módica remuneração pelos feitos, deu-lhe, bem ao estilo carioca, o apelido de one dollar man.

Courbet, Coleção Castro Maya.

O colecionador[editar | editar código-fonte]

Foi, entretanto, a sua atividade como colecionador e homem das artes, que permitiu ao Brasil amealhar um raro acervo de obras de alta representatividade artística.

Entre inúmeras iniciativas no campo cultural, Castro Maya: criou a Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil, em 1943, preenchendo um gap cultural havido, pela promoção da edição de 23 livros; criou a Sociedade Os Amigos da Gravura, em 1952, contribuindo para difundir o gosto pela gravura, enquanto manifestação artística; foi um dos fundadores do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1948, do qual foi seu primeiro presidente; coordenou a comissão organizadora do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro, em 1964/1965; executou importantes funções na Câmara do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Conselho Federal de Cultura, para a qual fora nomeado em 1967; editou livros de Debret (Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, 1954) e de Gilberto Ferrez (A Muito Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, 1965); publicou o livro, de sua autoria, sobre a Floresta da Tijuca, em 1967.

E finalmente criou seu maior legado ao povo carioca: a Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya, registrada em 1963, que abriu ao público 22 mil peças adquiridas e colecionadas em toda sua vida, e finalmente expostas no Museu do Açude em 1964 e no Museu da Chácara do Céu em 1972, este último já posteriormente a sua morte.

Marinha, de Claude Monet, exposta no Museu da Chácara do Céu até 2006.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.