Real Auto Ônibus

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Real Auto Ônibus (A/C 41000)
Privada
Fundação 1953
Sede Brasil Brasil
Locais Rio de Janeiro
Produtos Transporte urbano de passageiros e turismo
Website oficial www.realautoonibus.com.br
Ônibus da Real, antes da padronização.

A Real Auto Ônibus é uma empresa brasileira de transporte coletivo urbano da cidade do Rio de Janeiro. É uma concessionária municipal filiada ao Rio Ônibus.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Ônibus da Real, antes da padronização.

Fundada em 9 de junho de 1953, atuava na zona norte operando a linha de lotações Penha - Pavuna. Com a exigência da frota mínima de 60 veículos em 1967, foi adquirida pela Auto Viação Leme.[2] Entretanto, seu proprietário, Aníbal de Sequeira, optou por manter o nome da Real e extinguir o da Leme. Nesta época, concentrou seu eixo de operação entre o Centro e a zona sul.

Em 1974 venceu a licitação da área 1 do serviço seletivo, conhecido por frescão. Ligando os bairros da orla da zona sul ao Terminal Menezes Cortes, no Castelo, o serviço é operado por veículos rodoviários com ar condicionado. À época, contava com veículos com motorização traseira, suspensão a ar, poltronas de couro e serviço de bordo (rodomoças).

Com a nova exigência de frota mínima, de 120 veículos em 1981, adquiriu a Castelo Auto Ônibus, incorporando suas linhas entre o Centro e Zona Sul e vendendo as linhas da Zona Norte para a Viação Nossa Senhora de Lourdes. Também em 1981 foi criada a ReiTur, empresa especializada em fretamentos. Em 1984 adquiriu as linhas de frescão da área 2 (Zona Sul) da Transportes São Silvestre.

No ano de 1985, a Real sofreu um processo de encampação pela CTC-RJ ordenado pelo governador Leonel Brizola, com a justificativa de ter descumprido a determinação de operar com 100% da frota no dia das eleições para governador. À época, Leonel Brizola acusou as empresas de ônibus de boicotarem a candidatura do seu aliado Darcy Ribeiro, reduzindo a frota com o objetivo de dificultar o transporte dos eleitores.

Com a eleição de Moreira Franco para governador, de oposição a Leonel Brizola, a encampação foi revertida e a empresa devolvida para seus sócios em 1988. No entanto, sua frota foi devolvida sucateada em função da má manutenção sofrida durante o período de encampação pela CTC-RJ. Os efeitos desse período foram sentidos até 1993, quando ainda eram operados frescões com até quinze anos de uso, idade superior aos sete anos máximos permitidos. À título de compensação pelo período de encampação, a Real recebeu da CTC-RJ diversas linhas de ônibus, operadas até os dias atuais.

Além da ReiTur, os sócios da Real mantinham sociedade na concessionária Transrio Veículos, da Volkswagen. Com o ingresso desta no mercado de chassis para ônibus no final de 1992, a frota que era composta por veículos com motorização Mercedes Benz passou a ser formada por veículos com motorização Volkswagen. Cliente fiel da encarroçadora Ciferal desde 1986, em 1993 passou a encarroçar todos seus vículos com esta empresa. Com a privatização da Ciferal no governo Marcello Alencar, tornou-se sócia da empresa por meio da joint-venture RJ Participações. Com a compra da Ciferal pela Marcopolo, manteve a exclusividade até 2007.

Em 2007 a Real promoveu alterações operacionais na empresa e está construindo uma nova garagem em Bonsucesso. A empresa mantém frota de 492 veículos com motorização Volkswagen, divididos em 400 veículos urbanos com e sem ar condicionado das encarroçadoras Ciferal, Marcopolo e Induscar Caio, 90 veículos rodoviários com ar condicionado das encarroçadoras Marcopolo e Sanmarino Neobus e dois veículos urbanos de Treinamento da encorroçadora Ciferal.

Em 2009 a Real inaugurou o serviço especial chamado Real Premium com 40 novos ônibus rodoviários todos equipados com ar condicionado da encarroçadora Marcopolo modelo Ideale da nova geração.

Em 2010 inicio-se um processo de renovação da frota. A Real adquiriu 100 novos ônibus da encarroçadora Marcopolo Torino adaptado para portadores de necessidades especiais com e sem ar condicionado para suas linhas urbanas. A ReiTur adquiriu a nova geração da Marcopolo Paradiso Geração 7 com ar condicionado e mudou sua identidade visual. Segundo a empresa, 10 novas unidades do mesmo modelo serão adquiridos até 2014.

Após a padronização imposta pelo poder público municipal em 2010, deixou suas cores originais e adotou as cores dos consórcios Intersul e Transcarioca.[3]


Referências

  1. Rio Ônibus. «Ral». Consultado em 25 de julho de 2015. Cópia arquivada em 25 de julho de 2015 
  2. "veias nas quais corrida graxa", Jornal do Brasil, 26 de março de 2009.[ligação inativa]
  3. «Novos ônibus padronizados começam rodar no Rio a partir do dia 30». Revista do Ônibus. 24 de outubro de 2010. Consultado em 3 de abril de 2012. Arquivado do original em 24 de julho de 2015 
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