Reator A1B

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O porta-aviões Gerald R. Ford (CVN 78) é movido para o Píer 3 em Newport News Shipbuilding. 

O A1B é um reator nuclear destinado a ser usado por porta-aviões desenvolvido pela Marinha dos Estados Unidos. Ele é usado na Classe Gerald R. Ford de porta-aviões para fornecer elétrica e propulsão.

História[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

A planta do reator A1B foi desenvolvida para o novo Gerald R. Ford para substituir aqueles utilizados em seus predecessores, a Classe Nimitz de super porta-aviões. O A1B oferece tecnologia mais avançada e adaptável do que as tecnologias de reatores anteriores.

Nomenclatura[editar | editar código-fonte]

A nomeação de reatores é baseada no tipo, geração e o fabricante. O tipo de reator é para uso em um porta-aviões. A Bechtel Corporation projetou os novos reatores. Eles têm providenciado assistência para o governo dos Estados Unidos para as usinas nucleares terrestres e eles têm " executado serviços de engenharia e/ou construção em mais de 80% das usinas nucleares nos Estados Unidos."[1] Este é o primeiro reator de que eles produziram para operações navais para os Estados Unidos. Estas circunstâncias levaram à nomeação do reator.[2]

  • A = Reator utilizado em porta-aviões
  • 1 = Primeira geração de reatores nucleares projetada pelo fabricante
  • B = Bechtel, a empresa que fabrica o reator

Substituição[editar | editar código-fonte]

Os reatores A4W têm sido a principal fonte de energia para o antecessor da Classe Gerald R. Ford, a Classe Nimitz. Estes A4W fornecem propulsão eletricidade para os porta-aviões Nimitz, mas tem sido alvos de críticas pelo seu maior problema,a capacidade de geração de energia elétrica.[3] Esses reatores tem geração de energia elétrica limitada, que é necessária para alimentar componentes elétricos modernos. O A1B fornece maior capacidade de geração elétrica, inclusive de grande capacidade não utilizada visando capacidades futuras.

Design[editar | editar código-fonte]

Porta-aviões contêm reatores nucleares, que fornecem todo a propulsão e energia elétrica do navio pela fissão do urânio enriquecido para produzir calor e converter a água em vapor para a alimentação de turbinas de vapor. Este processo é basicamente o mesmo de reatores nucleares comerciais em terra, embora os reatores navais possuam várias diferenças, como serem bem menores. O aumento da capacidade de geração elétrica permitirá a eliminação de serviço catapulta com vapor no navio, reduzindo o tamanho da tripulação para a manutenção.[4] Dois reatores A1B fornecerão energia para os navio. Catapultas elétricas para lançar as aeronaves irão liberar a ala aérea de limitações dos reatores na produção de vapor que anteriormente era utilizado para propulsionar as catapultas.

Eficiência[editar | editar código-fonte]

A potência total do A1B é uma informação classificada, mas a geração de energia elétrica é 3 vezes maior do que é gerado pelos reatores A4W sendo utilizados nos Nimitz.[5] Estima-se que o total de energia térmica produzida pelo A1B tenha um aumento de 25% sobre a do A4W, i.e. cerca de 700 MW.[6] A melhoria de eficiência total das plantas espera fornecer mais potência tanto para  propulsão como para os sistemas elétricos.

O tamanho e a Interface[editar | editar código-fonte]

Além de melhorias para os processos de alimentação, o A1B reator tem outras vantagens perceptíveis. Comparado com o A4W, o A1B é menor e pesa menos. Também espera-se que a interface com o operador seja melhorada.

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]