Rebecca Schaeffer

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Rebecca Schaeffer
Foto de divulgação o filme "My Sister Sam", em 1986.
Nome completo Rebecca Lucile Schaeffer
Nascimento 6 de novembro de 1967
Eugene, Oregon, EUA
Nacionalidade norte-americana
Morte 18 de julho de 1989 (21 anos)
Los Angeles, Califórnia, EUA
Ocupação atriz
modelo
Atividade 1984–1989

Rebecca Lucile Schaeffer (Eugene, 6 de novembro de 1967Los Angeles, 18 de julho de 1989) foi uma modelo e atriz norte-americana.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida e criada na pequena cidade de Eugene, no Oregon, era de uma família judaica. Rebecca sempre teve interesse em moda e artes cênicas. Iniciou sua carreira de modelo fotográfica e de passarela ainda na infância, após ser aprovada em um teste para uma agência. Ao entrar na adolescência, decidiu que era hora de tentar sua independência financeira e pessoal, e convenceu aos pais de se mudar sozinha para Nova Iorque, para tentar alavancar sua carreira de modelo, e em 1984 passou a viver lá sozinha. Na cidade grande encontrou oportunidades de testes para desfiles, conseguindo consolidar-se na carreira de modelo, iniciando curso de teatro e se formando como atriz, e em poucos anos consolidou-se como uma das maiores atrizes da década de 1980.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

De 1985 a 1986 viveu em diversas cidades do Japão, participando de editoriais de moda, desfilando, fazendo comerciais na televisão, estrelando campanhas publicitárias e posando para diversas capas de revista. Ao voltar para Nova Iorque, intensificou seus estudos e focou mais em sua carreira de atriz. Nesta época trabalhou por um ano como garçonete para pagar seus diversos cursos de aperfeiçoamento em artes cênicas.[1]

Rebecca estreou como atriz na novela "One Life to Live" (telenovela transmitida pela ABC de julho de 1968 até janeiro de 2012), em 1984. Em 1986, atuou no seriado "My Sister Sam", assim como em Radio Days (lançado em 1987) e em 1988, trabalhou nas filmagens da comédia "Scenes from the Class Struggle in Beverly Hills" (o filme foi lançado em 1989, poucas semanas antes da sua morte), além de pequenas atuações em "The End of Innocence" e "Voyage of Terror: The Achille Lauro Affair" (filmes que estrearam em 1990, quase um ano após a sua morte), e "Out of Time", um telefilme.[2]

Em 1986 passou a ser incessantemente importunada por um fã, Robert John Bardo. Ele mandava diversas cartas para o estúdio fotográfico em que trabalhava, declarando sua paixão. Rebecca respondeu as primeiras cartas achando se tratar de um fã comum, mas começou a se assustar quando as cartas não paravam de chegar, acompanhada de presentes e declarações com pedidos de casamento. Rebecca parou de responder as cartas, que mesmo assim nunca pararam de chegar.[1]

Ainda em 1986 começou a namorar o diretor de cinema Brad Silberling, e em 1988 noivaram, planejando se casar no ano seguinte.[1]

Perseguição[editar | editar código-fonte]

Em 1989, este fã obsessivo compareceu no teatro, em uma peça que estaca em cartaz, onde Rebecca, pela primeira vez, fazia uma cena romântica com outro homem. O fã ficou desesperado, com ciúmes e raiva, e decidiu que deveria matá-la. O fã obcecado pagou detetives para seguir Rebecca, e descobrir o endereço de sua nova residência, visto que ela tinha acabado de sair da casa da amiga, na qual moravam juntas e dividiam o aluguel, e no momento havia comprado sua casa própria.[1]

Em 18 de julho de 1989, Robert, o fã, alugou um carro e foi até o bairro da atriz. Após sondar nas casas da região, confirmou o endereço e tocou a campainha. Rebecca estava esperando que um dos funcionários do teatro lhe entregasse o roteiro de sua peça, e achando que seria ele, abriu a porta. Robert lhe apresentou as cartas que tinha escrito para ela, a abraçou, disse que era seu maior fã, e Rebecca se assustou, mas não o deixou entrar, agradeceu pelo carinho, mas pediu que ele não voltasse a sua casa. Ele fingiu que concordou, e foi embora.[1]

Robert foi tomar um café em um restaurante próximo e uma hora depois voltou a tocar a campainha da residência. Ela, achando que era a entrega do roteiro, desta vez não viu o olho mágico para conferir quem era.[1]

Morte[editar | editar código-fonte]

O homem tirou a arma de um saco de papel e atirou no peito da atriz, a queima roupa. Rebecca caiu no chão, e o assassino fugiu. Uma vizinha chamou a ambulância, a equipe tentou reanimá-la no local, mas Rebecca faleceu assim que chegou ao hospital, devido a uma parada cardíaca e hemorragia em 18 de julho de 1989.[1]

A morte da atriz e modelo causou comoção nacional e a população clamava por justiça. O assassino foi preso no dia seguinte, sendo condenado a prisão perpétua e sem direito a liberdade condicional.[3]

Em meados da década de 1990, o Estado da Califórnia aprovou algumas leis anti-perseguição(ou no termo inglês stalking), baseando-se neste crime[4], como a que impede que o Departamento de Trânsito do Estado forneça o endereço de donos de automóveis para qualquer cidadão, pois foi desta maneira que Bardo soube o endereço residencial da atriz.[5][6]

Referências

  1. a b c d e f g h «Anos depois do assassinato de sua noiva, o diretor Brad Silberling faz uma "autobiografia emocional"». Revista Veja. Consultado em 19 de fevereiro de 2021 
  2. Petrucelli, Alan W. (2009). Morbid Curiosity: The Disturbing Demises of the Famous and Infamous. Nova York: Perigee. p. 224. ISBN 978-0399535277 
  3. «Murder suspect seemed as determined as victim». The Register Guard. 24 de julho de 1989. Consultado em 19 de fevereiro de 2021 
  4. «Death on main street». The Age. Consultado em 19 de fevereiro de 2021 
  5. «An Innocent Life, a Heartbreaking Death». Revista People. 31 de julho de 1989. Consultado em 19 de fevereiro de 2021 
  6. «'True Hollywood Story' celebrates 500 episodes with special». Chicago Tribune. 23 de maio de 2009. Consultado em 19 de fevereiro de 2021 

Ligação externa[editar | editar código-fonte]