Rebel Heart (álbum)

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Rebel Heart
Álbum de estúdio de Madonna
Lançamento 6 de março de 2015 (2015-03-06)
Gravação
  • 2014
Gênero(s)
Duração 55:06
Formato(s)
Gravadora(s)
Produção
Madonna, Avicii, Diplo, Charlie Heat, Mike Dean, Blood Diamonds, Billboard, DJ Dahi, Toby Gad, Josh Cumbee, Ariel Rechtshaid, Ryan Tedder, Kanye West
Cronologia de Madonna
MDNA World Tour
(2013)
Rebel Heart Tour
(2017)
Singles de Rebel Heart
  1. "Living For Love"
    Lançamento: 20 de dezembro de 2014 (2014-12-20)
  2. "Ghosttown"
    Lançamento: 8 de março de 2015 (2015-03-08)
  3. "Bitch I'm Madonna"
    Lançamento: 15 de junho de 2015 (2015-06-15)

Rebel Heart é o décimo terceiro álbum de estúdio da cantora americana Madonna, lançado primeiramente na Austrália em 6 de março de 2015 pela Interscope Records.[1] Em 2014, Madonna começou a postar uma série de fotos no site de mídia social Instagram, onde sugeria possivelmente, escritores e colaboradores para o álbum com legendas de numerosas hashtags, como Avicii, Natalia Kills e Diplo. O álbum centra-se em dois temas: ouvir o coração e ser um rebelde. Madonna observou dois temas distintos emergindo organicamente e sentiu a necessidade de expressar isso. Então o álbum foi intitulado como Rebel Heart, desde que ela lidou com duas faces diferentes, de seu lado romântico e seu lado rebelde e renegado.

No fim de 2014, quase trinta canções em suas formas demo foram disponibilizadas ilegalmente na internet, deixando Madonna enfurecida, chamando o vazamento de "estupro artístico" e uma forma de terrorismo. Ela foi criticada pela comparação. Isto fez a equipe da cantora antecipar o lançamento do álbum e colocá-lo em pré-venda, com seis faixas terminadas. A capa foi revelada com o rosto de Madonna enrolada em fios pretos, tornou-se popular nos meios de comunicação social, resultando em inúmeros memes. Fãs enrolaram fios pretos em seus rostos para se parecer com a capa. O primeiro single do álbum, "Living for Love", foi lançado em 20 de dezembro de 2014 em forma de streaming digital. O segundo single, "Ghosttown" foi anunciado em 13 de Março de 2015. Rebel Heart vendeu 500 mil cópias nos Estados Unidos e mais de 1 milhão ao redor do mundo.

Precedentes[editar | editar código-fonte]

Seguindo o lançamento de seu décimo segundo álbum de estúdio, MDNA, Madonna embarcou na turnê MDNA World Tour para promovê-lo.[2] A turnê visitou a América, Europa, Oriente Médio e uma série de novos locais,[3] mas cortejou muitas questões polêmicas, como a violência, armas de fogo, os direitos humanos, a nudez, e da política. Ações judiciais ameaçadas contra a cantora também tem se empenhado desde o concerto.[4] Madonna ficou enfurecida com muitos destes incidentes que ela dizia ser "injustiça" contra os seres humanos.[5] Em setembro de 2013, ela lançou secretprojectrevolution, um curta-metragem dirigido por ela e Steven Klein, com o intuito lidar com a liberdade artística e os direitos humanos. O filme também lançou uma iniciativa global chamada Art for Freedom para promover a liberdade de expressão.[6]

O empresário de Madonna, Guy Oseary, comentou que a cantora estava ansiosa para começar a trabalhar em seu próximo álbum;[7] durante uma entrevista, na abertura de seu centro de fitness em Toronto, Canadá, Madonna confirmou que ela já tinha começado a trabalhar no seu décimo terceiro álbum de estúdio, dizendo que ela estava "no processo de conversar com vários co-escritores e produtores, falando sobre onde eu quero ir com a minha música". Ela se absteve de divulgar o nome dos colaboradores, afirmando que era "um segredo".[8] Madonna confirmou na matéria de capa da L'Uomo Vogue, em maio de 2014, que o álbum seria conectado com a iniciativa Art for Freedom, dizendo que ela devia estar comprometida com a iniciativa "desde neste momento, não há como voltar atrás. este é o meu papel no mundo, o meu trabalho como artista. Eu tenho uma voz e eu tenho que usá-la".[9]

Gravação[editar | editar código-fonte]

Em março de 2014, Madonna começou a postar uma série de fotos no site de mídia social Instagram, onde sugeria possivelmente, escritores e colaboradores para o álbum com legendas de numerosas hashtags. Primeiro, ela postou falando que estava indo para o estúdio de gravação com o DJ e produtor sueco Avicii. Outra foto deles, alguns dias depois, com a legenda "O fim de um longo fim de semana com Viking Leader, conhecido como DJ Virgo, mais conhecido como Avicii! Tantas grandes canções!".[10] O produtor também sueco, Carl Falk, falou com o jornal Dagens Nyheter em abril de 2014 sobre as sessões com Madonna e Avicii. Ele disse que onze demos foram gravadas dentro de uma semana no Henson Recording Studios em Hollywood com violões e um piano. Um total de seis funcionários foram selecionados pelo gerente de Avicii, Arash "Ash" Pour Nouri, para também trabalharem nas sessões. Eles foram divididos em dois grupos, o primeiro consistindo em Falk, Rami Yacoub, Savan Kotecha e do segundo grupo e consistindo em Salem Al Fakir, Vincent Pontare, e Magnus Lidehäll. Avicii trabalhou com ambos os grupos na criação das músicas demo. Madonna chegava no estúdio durante a tarde e ficávamos o tempo necessário, às vezes até sete horas. Ela trabalhava de perto, com ambas as equipes durante a escrita, mudando as melodias e estava no comando do processo. Madonna "sabia exatamente o que ela queria, tinha sempre uma clara linha para se focar. Enquanto ela estava aberta para isso, poderíamos chegar a nossa forma de escrever melodias e canções... Foi uma cooperação com muitos frutos".[11]

Dois dos colaboradores de Madonna para o álbum foram Avicii (esquerda) e Diplo (direita)

Poucos dias depois, Madonna postou a imagem de um pôr do sol com as palavras "Rebel Heart" sobre eles, e uma legenda que foi interpretada como a letra de uma canção nova. Foram as linhas postadas: "O dia se transforma em noite, eu não vou desistir da luta, não quero chegar ao fim dos meus dias... dizendo que eu não fui surpreendida...".[12] Mais informações foram reveladas em abril de 2014, onde ela postou fotos com a cantora Natalia Kills na frente de um microfone. A foto mostrava Martin Kierszenbaum, fundador e presidente da Cherrytree Records e executivo sênior de A&R para a Interscope Records, gravadora de Madonna.[7] Em meados de abril de 2014, ela revelou os nomes de compositores Toby Gad e Mozella e o produtor Symbolyc One no Instagram com imagens do grupo em trabalho no estúdio.[13][14] A lista de funcionários estendeu-se para incluir o produtor Ariel Rechtshaid e engenheiro de som Nick Rowe, cujo nome foi revelado através de Instagram em uma imagem que mostra os colaboradores.[15] Em uma entrevista com Sirius XM Radio, o processo de gravação com Kierszenbaum foi descrito como:

Em maio de 2014, Madonna postou uma imagem onde revelou estar trabalhando com o DJ americano Diplo, seguido de uma imagem mostrando o seu trabalho em seu laptop com ele. Madonna tinha convidado Diplo para sua festa anual do Oscar, porém ele não pôde ir. Então ele começou a mandar mensagens de texto sobre sua música e mandar algumas de suas músicas. Madonna respondeu com um texto de 20 páginas contendo seus pensamentos sobre aquela música. Seguindo essas histórias, eles começaram a colaborar para o álbum.[17] Em uma entrevista com Idolator, Diplo explicou que Madonna pediu-lhe para fornecer o tipo de música "mais louco" para o álbum. Juntos, eles escreveram e gravaram sete músicas e Diplo acrescentou que "essas músicas vão ser loucas. Nós realmente passamos do limite com algumas das coisas que fizemos... Ela estava lá para tudo. Eu adoro quando um artista dá para um produtor a confiança que ele precisa para trabalhar com eles, e Madonna foi muito mente aberta para as minhas ideias... Ela foi assim desde o primeiro dia".[18] Suas sessões com Madonna foi descritas como se eles fossem "almas gêmeas", que, tocavam entre si as músicas que eles gostavam, e reconhecendo os seus gostos semelhantes.[19] Uma canção foi composta de um gancho que Madonna tinha cantado ao beber no estúdio, e Diplo descreveu como "super estranha". Mais uma (mais tarde confirmado como "Living For Love") teve quase 20 versões que vão desde uma balada no piano para uma composição EDM, em última análise, Madonna e Diplo fizeram-a em uma mistura entre os dois elementos. Rechtshaid, e o cantor britânico MNEK se juntou para escrever sessões com eles, para melhorar o verso da canção.[20][21] Diplo também confirmou a outra faixa, conhecida como "Bitch I'm Madonna", que ele acreditava que era fora de limite lírico para uma canção pop.[22] Ambos Alicia Keys e Ryan Tedder confirmaram que estavam a trabalhar no álbum, dizendo que eles contribuíram para a composição com Keys tocando piano em "Living For Love".[23][24]

Título e temática[editar | editar código-fonte]

Tematicamente, Caryn Ganz da Rolling Stone, sentiu que o álbum foi focado em dois temas: ouvir o coração e ser um rebelde. Madonna explicou que estes conceitos não foram a inspiração inicial, mas surgiram durante as sessões com Avicii. Um dos músicos nessas sessões explorou uma abordagem otimista à composição, enquanto o outro time escolheu acordes mais obscuros. Madonna observou dois temas distintos emergindo organicamente e sentiu a necessidade de expressar isso.[19] Então o álbum foi intitulado como Rebel Heart, desde que ela lidou com duas faces diferentes, de seu lado romântico e seu lado rebelde e renegado. Madonna queria gravar um álbum duplo com cada parte que representasse estas facetas.[20] Ela explicou que, durante o processo, ficou à vontade para expressar suas ideias na frente de algumas pessoas, comparando com "escrever seu diário na frente de alguém e ler em voz alta... Foi quase como um exercício de interpretação, você sabe, apenas colocando-me em uma sala e deixar ideias fluirem, mesmo que não me sintisse tão ligada às pessoas."[19] Novas inspirações para o álbum vieram da exploração da Madonna de outras culturas e sua arte, literatura e música, referenciando-os nas canções. Ela acreditava que as faixas devem ter seus próprios significados e podem ser feitas a produção minimalista, para que qualquer um pudese cantá-las com apenas um violão.[19] Madonna também pediu ajuda aos seus filhos Lourdes e Rocco, os chamando de seus A&R. Como eles frequentam clubes noturnos, eles foram capazes de trazer notícias sobre novas músicas e artistas a ela.[25]

De acordo com Bradley Stern do MuuMuse, Rebel Heart é diferente de outros lançamentos de Madonna, na última década, chamando-o de "registro eclético" fundindo uma variedade de gêneros musicais como a house music dos anos 90, trap, reggae e violão. Stern sentiu que, ao contrário de álbuns anteriores que seguiam as atuais tendências musicais, o álbum é progressivo em seu som.[26] Jed Gottlieb do Boston Herald disse que o álbum continua a "abordagem cada vez mais interessante e inovador" de Madonna, combinando estilos musicais contemporâneos com seus gostos anteriores. Ele avaliou Rebel Heart como uma melhoria das músicas dance genéricas de MDNA.[27] Para Jon Pareles do The New York Times, Rebel Heart é como uma sequela de MDNA em sua composição, mas o último citado foi marcado por vocais robotizados frios e composições clichês, enquanto Rebel Heart é capaz de retratar as habilidades musicais de Madonna, "que às vezes pondera pecado juntamente com romance e fama".[28] Jay Lustig do The Record acreditou que sempre faltava uma coerência temática nos álbuns anteriores de Madonna. No entanto, com as músicas de Rebel Heart ela foi capaz de criar singles com potencial de sucesso, apesar dos estilos diferentes de faixas, mantendo assim a consistência no disco.[29]

Música e letras[editar | editar código-fonte]

Uma amostra de 21 segundos da faixa de abertura "Living for Love", com Madonna cantando ao lado sons de piano, acompanhado por um coro gospel.

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Faixa de abertura do álbum e primeiro single, "Living for Love", é uma faixa experimental house e começa com Madonna cantando sobre uma linha de piano "da realeza", que eventualmente é acompanhada por percussão.[24] Ela disse que é uma música sobre fim de relacionamento, mas ao contrário dos temas tristes de tais faixas, "Living for Love" fala sobre ser uma pós-separação triunfante e esperançosa.[30][19] De acordo com Dean Piper do The Daily Telegraph, a canção tem "alguns traços clássicos de Madonna: referências religiosas, um coro gospel, piano dos anos 90 e contrabaixo rodopiante" e foi comparado com seus singles de 1989, "Like a Prayer" e "Express Yourself", por Jason Lipshutz da Billboard.[31][32][33] Ao contrário dos primeiros singles anteriores de Madonna, "4 Minutes" (2008) e "Give Me All Your Luvin'" (2012), "Living for Love" tem ênfase nas letras e na voz.[31][20] A segunda faixa, "Devil Pray", foi inspirada sobre como alguém seria atraída para usar narcóticos para alcançar um nível mais elevado de consciência e se conectar a Deus.[34] Liricamente pede a salvação de uma variedade de abusos de drogas, fazendo alusões a Maria, mãe de Jesus e Lúcifer, bem como a dor encontrada em alguém de se livrar do vício.[35][32] "Devil Pray" começa com sons de vioão suaves que cresce a uma produção electropop, acompanhados com uma batida house.[30][36] Existem mensagens sutis na música, falando sobre a união e a consciência religiosa. Este tema continua na faixa seguinte, "Ghosttown", que fala sobre civilizações terminando e do mundo encontrar um armagedom, mas os seres humanos vendo esperança entre a destruição.[20] "Ghosttown" é uma balada onde Madonna canta com vocais "agudos" e "quentes" como os de Karen Carpenter, com a produção remetendo a seu single de 1986, "Live to Tell".[37] A quarta faixa, "Unapologetic Bitch", tem influências de reggae, dancehall e dubstep, e é uma música ska com Madonna rimando letras como: "pode soar como se eu fosse uma vadia sem remorso, mas às vezes você tem que chamar isso como é".[32][37] Madonna explicou que a canção era sobre se divertir independentemente da situação em que se está.[19]

A quinta canção, "Illuminati", foi escrito após Madonna saber que pessoas associavam ela com o termo de mesmo nome.[19][25] Em termos de letras que se refere à teoria da conspiração Illuminati, bem como magia negra, as pirâmides do Egito, a Fênix, Iluminismo, e o olho da Providência, com o canto, "É como se todos nesta festa brilhassem como o Illuminati".[33][35] Ela também faz referência a uma abundância de celebridades, empresários, políticos e líderes religiosos, incluindo Jay-Z, Beyoncé Knowles, Nicki Minaj, Oprah Winfrey, Barack Obama, o Papa, Elizabeth II, Kanye West, Lady Gaga, Steve Jobs, Bill Gates, LeBron James e Bill Clinton.[38][35] Minaj aparece na sexta faixa, "Bitch I'm Madonna", onde ela rima, enquanto Madonna canta letras como: "Eu só quero me divertir hoje à noite, eu quero explodir este lugar esta noite". A faixa tem um som rasgando ao lado do "electro biposo" e composição "dubstep agitada".[26][33][36] Faixa oito, "Joan of Arc", é uma balada pedindo força através de uma guerra metafórica. Ele faz referência à Santos no Catolicismo e na Ortodoxia|santo católico romano de mesmo nome.[35]

Lançamento e vazamentos[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2014, o fotógrafo Mert Alas, da dupla Mert e Marcus que já havia colaborado com Madonna durante a era MDNA, postou em sua página no Instagram que ele estava ouvindo o álbum. Isso levou a rumores na mídia de que ele já estava completo. No entanto, a Billboard negou as afirmações, dizendo que suas fontes confirmaram estar ainda incompleto, e que Madonna ainda estava em processo de gravação em Los Angeles.[39] Mais tarde, eles colocaram um trecho de um instrumental de 50 segundos que a imprensa alegou ser de Madonna, por causa da Billboard acrescentando no artigo que "[eles] foram iriam segredo sobre a identidade do artista". A amostra era por fim do DJ holandês Sander Kleinenberg de sua canção "We Are Superstars", não relacionada com Madonna.[40][41] Em julho de 2014, Madonna divulgou uma foto no Instagram de um trecho da partitura de uma canção chamada "Messiah". Confirmou-se a estar presente na lista de faixas final por sua representante Liz Rosenberg. A canção continha referências líricas a anjos, a lua, o sol e feitiçaria.[42] Ela também revelou o envolvimento do London Community Gospel Choir, com um vídeo curto com o coral cantando.[43] Uma outra canção, "Devil Pray", foi revelada durante sua entrevista com o mágico David Blaine para a revista Interview.[34]

Obviamente, há uma pessoa, ou um grupo de pessoas por trás disso que estão essencialmente me aterrorizando.. Eu não quero parecer exagerada, mas certamente é assim que eu me senti. É uma coisa se alguém entra em sua casa e rouba uma pintura de sua parede; isto também é uma violação, mas, o seu trabalho, como um artista, isso é devastador... Peço desculpas se minhas palavras assustam, mas foi isso o que senti. Não foi um acordo consensual. Eu não disse 'Ei, aqui está a minha música e ela está pronta'. Foi roubo.

—Madonna sobre o vazamento de seu álbum, em entrevista ao The Guardian.[25]

Oseary confirmou à Billboard que era prevista data de lançamento para 2015 para o álbum.[44] No entanto, em 28 de novembro de 2014, duas músicas vazaram na internet. Intituladas "Rebel Heart" e "Wash All Over Me", as músicas foram imediatamente retiradas, com Oseary tweetando e pedindo ajuda para encontrar de onde vinham os vazamentos.[45][46] Em 17 de dezembro de 2014, um total de 13 músicas vazaram, incluindo capas sugerindo o álbum a ser nomeado Iconic, e canções como "Messiah", "Revolution", e "Bitch I'm Madonna".[47] Madonna foi ao Instagram e esclareceu que as músicas eram versões demo das gravações. Ela comparou o vazamento a um "estupro artístico", acrescentando: "Obrigada por não ouvir. Obrigada pela sua lealdade! Obrigada pela espera. Estas são demos antigas, metade das quais não vão nem entrar no meu álbum".[48] Madonna chamou a liberação prematura do álbum inacabado por hackers como "uma forma de terrorismo" e "estupro artístico".[49] Ela foi posteriormente criticada por referindo-se ao vazamento como "terrorismo" ao mesmo tempo em que o ataque à escola do exército em Peshawar e a Crise de reféns em Sydney aconteciam.[50] Madonna disse em entrevista à Billboard que, após o vazamento, ela e sua equipe tentaram encontrar a fonte dos vazamentos, e ao mesmo tempo planejaram liberar as canções prontas para que o público se concentrassem nelas, em vez das demos. Referindo-se ao hack à Sony Pictures Entertainment, ela criticou a internet e explicou que o incidente levou a proteger seu laptop e discos rígidos, desativando a Wi-Fi. "Eu queria... planejar tudo com antecedência. Lançar o single, gravar um vídeo, começar a falar sobre o meu álbum. E você sabe, se preparar para o lançamento do álbum inteiro e ter tudo planejado exatamente assim. Quero dizer, esse é o tipo de pessoa que eu sou. Eu acho que é a melhor maneira de fazer. Mas nós meio que fomos deixados sem escolha", acrescentou.[20]

Em 20 de dezembro de 2014, o álbum tornou-se disponível para pré-venda na iTunes Store. Quando comprado, seis faixas eram baixados automaticamente. Madonna afirmou logo após o lançamento que as canções foram liberadas como "um presente de Natal antecipado". Mais músicas estarão disponíveis em 9 de fevereiro de 2015, e logo após o disco como um todo em 10 de março de 2015. Originalmente, "Living for Love" era planejada para servir como o primeiro single do álbum e lançada no Dia dos Namorados, com o resto do álbum previsto para a primavera setentrional. No entanto, devido ao vazamento de materiais a data de lançamento teve de ser antecipada.[51] O lançamento do álbum foi em relação ao lançamento surpresa do álbum auto-intitulado de Beyoncé em 2013, com The Guardian chamando-o de uma "Beyoncé parcial".[52] A arte da capa, com o rosto de Madonna enrolada em fios pretos, tornou-se popular nos meios de comunicação social, resultando em inúmeros memes. Fãs enrolaram fios pretos em seus rostos para se parecer com a capa, e até criaram memes com os rostos de outras celebridades, como Britney Spears, Kylie Minogue, Michael Jackson, Homer Simpson, Jim Carrey, Marlon Brando e The Grinch.[53][54] August Brown do Los Angeles Times comparou a estratégia passo-a-passo de lançamento com os lançamentos dos EPs do DJ Skrillex, dizendo que "um LP de Madonna completo poderia ter ido e vindo em algumas semanas... Mas a luta para conseguir algo legítimo de Rebel Heart teve um efeito estranhamente punk, humanizado em Madonna - e certo quando essa abordagem é uma promessa com seu álbum".[55] Os vazamentos continuaram com quatorze novas demos sendo reveladas em 23 de dezembro, incluindo uma colaboração com Pharrell Williams chamada "Back That Up (Do It)",[56] mais três demos foram divulgadas no dia seguinte.[57]

No dia 03 de fevereiro de 2015, a versão super box deluxe, com 25 canções, vazou na íntegra para download gratuito na internet.[58]

Promoção[editar | editar código-fonte]

Madonna tinha inicialmente falado sobre uma aparição no Grammy Awards, em dezembro de 2014, dizendo que era "possivelmente algo que vai acontecer".[59] Mais tarde, ela confirmou sua aparição na 57ª edição do Annual Grammy Awards, prevista para ocorrer em 8 de fevereiro de 2015; Guy Oseary esclareceu que a cantora também iria se apresentar na cerimônia. Madonna confirmou o aparecimento com a postagem de uma imagem do troféu Grammy envolvido com cordas negros, como os memes para a arte da capa de Rebel Heart.[60] Madonna fez uma parceria com o aplicativo de encontros gay, Grindr, onde uma disputa foi realizada para cinco usuários do aplicativo serem selecionados para uma entrevista exclusiva com a artista para promoção de Rebel Heart. O concurso incluia recriar a capa de Rebel Heart e colocá-la como foto de perfil do Grindr. Outros vencedores receberiam cópias autografadas do disco.[61] Ela também apresentou-se com "Living for Love" no Brit Awards de 2015, que ocorreu em 25 de fevereiro.[62] Durante sua apresentação, a capa era para ser puxada e saído de seu corpo, porém, na hora que seu dançarino puxou, a cantora foi levada junto, e voou dois degraus da pequena escada do palco.[63] Rapidamente Madonna ficou entre os assuntos mais comentados do mundo no Twitter, e ela logo postou uma imagem em seu Instagram e Facebook, com a legenda: "Armani me fisgou! Minha linda capa estava amarrada, e muito apertada. Mas nada pode me parar... E o amor realmente me levantou! Obrigado pela preocupação de vocês! Estou bem".[64][65] Foi mais tarde revelado que sua capa estava amarrada muito apertada quando seus dançarinos tentaram removê-la de seu pescoço, causando-a a cair no chão e deixar a audiência em choque. Após vários segundos, ela continuou a apresentação como planejada.[66]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

O alinhamento das faixas foi divulgado no site oficial da cantora, juntamente com um link para pré-venda.[67] O disco ficou disponível em sete versões diferentes. [68]

Edição Standard
N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
1. "Living For Love"  
  • Toby Gad
  • Ariel Rechtstaid
  • Uzoechi Emenike
3:38
2. "Devil Pray"  
  • Madonna
  • Avicii
  • Blood Diamonds
  • DJ Dahi
  • Falk
4:05
3. "Ghosttown"  
  • Madonna
  • Jason Evigan
  • Sean Douglas
  • Evan Bogart
4:08
4. "Unapologetic Bitch"  
  • Madonna
  • Pentz
  • Rechtshaid
  • McDonald
  • Gad
  • Madonna
  • Diplo
3:50
5. "Illuminati"  
  • Madonna
  • Gad
  • McDonald
  • Larry Griffin Jr.
3:43
6. "Bitch I'm Madonna" (com Nicki Minaj)
  • Madonna
  • Diplo
  • Sophie
3:47
7. "Hold Tight"  
  • Madonna
  • Pentz
  • Gad
  • McDonald
  • Emenike
3:37
8. "Joan of Arc"  
  • Madonna
  • Gad
  • McDonald
  • Griffin Jr.
  • Madonna
  • Gad
4:01
9. "Iconic" (com Chance The Rapper e Mike Tyson)
  • Madonna
  • Gad
  • McDonald
  • Griffin Jr.
  • Michael Tucker
  • Madonna
  • Gad
4:33
10. "HeartBreakCity"  
  • Madonna
  • Bergling
  • Tobias Jimson
  • Arash Pournouri
  • Paloma Stoecker
  • Madonna
  • Avicii
3:33
11. "Body Shop"  
  • Madonna
  • Gad
  • McDonald
  • Griffin Jr.
  • Natche
  • Tucker
  • Madonna
  • DJ Dahi
  • Blood Diamonds
3:39
12. "Holy Water"  
  • Madonna
  • Martin Kierszenbaum
  • Madonna
  • Kanye West
  • Dean
3:09
13. "Inside Out"  
  • Madonna
  • Evigan
  • Dean
  • Madonna
  • Kanye West
  • Dean
4:23
14. "Wash All Over Me"  
  • Madonna
  • Bergling
  • Dean
  • Pournouri
  • Magnus Lidehäll
  • Madonna
  • Kanye West
  • Dean
4:00

Paradas[editar | editar código-fonte]

Paradas (2015) Melhor
posição
Alemanha (Official Top 100)[69][70] 1
Austrália (ARIA)[69] 1
Áustria (Ö3 Austria)[69] 1
Bélgica (Ultratop Flanders)[69] 1
Bélgica (Ultratop Wallonia)[69] 2
Brasil (ABPD)[71] 4
Canadá (Billboard)[72] 1
Coreia do Sul (Goan)[73] 16
Croácia (HDU)[74] 3
Dinamarca (Hitlisten)[69] 2
Escócia (OCC)[75] 3
Espanha (PROMUSICAE)[69] 1
Estados Unidos (Billboard)[76] 2
Finlândia (Suomen virallinen lista)[69] 2
França (SNEP)[69] 3
Grécia (IFPI)[69] 3
Hungria (MAHASZ) 1
Irlanda (IRMA)[69] 5
Itália (FIMI)[69] 1
Japão (Oricon) 8
Japão (álbuns internacionais) (Oricon) 1
Nova Zelândia (Recorded Music NZ)[69] 7
Noruega (VG-lista)[69] 2
Países Baixos (Dutch Charts)[69] 1
Polônia (ZPAV)[69] 5
Portugal (AFP)[69] 1
Reino Unido (OCC)[69] 2
República Tcheca (ČNS IFPI)[69] 1
Rússia (2M) 2
Suécia (Sverigetopplistan)[69] 10
Suíça (Schweizer Hitparade)[69] 1

Certificações[editar | editar código-fonte]

A Universal Music do Brasil, revelou em seu Twitter e Facebook oficial, que o álbum em menos de 24 horas, após o lançamento, já ganhou certificação de ouro.[77]