Rebelião da Al-Qaeda no Iémen

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Rebelião da Al-Qaeda no Iêmen
Parte da(o) Crise Iemenita e Guerra ao Terror
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A situação no Iêmen em 18 de Janeiro de 2015:
  Controlado pelos Houthis
  Controlado por partidários de Hadi
  Controlado pela al-Qaeda e Ansar al-Sharia
  deserto
Data 1998 (1998) – presente[2]
Local Iêmen
Desfecho em andamento
  • Em janeiro de 2015, o ISIL estabelece uma presença no Iêmen, trazendo-os em conflito contra a AQAP[3]
Mudanças
territoriais
al-Qaeda mantém o controle territorial parcial nos governorados de Abyan, Al Bayda', Ma'rib, Shabwah e Lahij
Combatentes
al-Qaeda na Península Arábica

Apoiados por:
Al-Shabaab[4]
Ansar al-Sharia (Iêmen) (de 2011)

 Estado Islâmico do Iraque e do Levante[3] Governo do Iêmen
  • Forças paramilitares do Iêmen
  • Tribos pró-governo[1]

Apoiados por:

Líderes e comandantes
Nasir al-Wuhayshi
Qasim al-Raymi
Ibrahim al-Asiri
Said Ali al-Shihri 
Anwar al-Awlaki 
Abdullah al-Mehdar 
Fahd al Quso 
Estado Islâmico do Iraque e do Levante Abu Bakr al-Baghdadi (auto-declarado "Califa" do ISIL) Iémen Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi
Iémen Mohammed Basindawa
Iémen Muhammad Nasir Ahmad Ali
Iémen Saleh al-Ahmar
Iémen Ali Abdullah Saleh
(1998–2012)
Iémen Ali Muhammad Mujawar
(2007–2011)
Iémen Abdul Qadir Bajamal
(2001–2007)
Estados Unidos Bill Clinton
(1998–2000)
Estados Unidos George W. Bush
(2000–2009)
Estados Unidos Barack Obama

A Rebelião da Al-Qaeda no Iémen refere-se às operações militares lideradas pelos governos do Iémen e dos Estados Unidos contra a Al-Qaeda e seus grupos afiliados no país, como parte da Guerra ao Terror.[5]

A repressão teve início em 2001 e intensificou-se em 14 de janeiro de 2010, quando o governo do Iémen declarou uma guerra aberta contra a organização fundamentalista islâmica. Além de combater os militantes da Al-Qaeda em várias províncias, o governo também enfrenta uma insurgência xiita no norte e tenta conter grupos separatistas no sul.

Os combates contra a al-Qaeda aumentaram durante o decorrer da revolução iemenita em 2011, quando os islamitas tomaram o controle de boa parte da província de Abyan e a declararam um emirado islâmico. Durante os primeiros meses de 2012, os militantes conseguiram o controle de outras cidades em todo o sudoeste do país, em meio às pesadas batalhas com as Forças Armadas do Iémen.

Em maio de 2013 terroristas explodiram principal oleoduto do Iêmen, interrompendo o fluxo de petróleo bruto.[6]

Cenário[editar | editar código-fonte]

O Iêmen tem sido pressionado para agir contra a al-Qaeda, desde que ataques a seus dois principais aliados, a Arábia Saudita e os Estados Unidos, tem ocorrido por militantes provenientes de solo iemenita. O conflito entre o exército e o grupo terrorista Al-Qaeda ocorre desde 2001, quando ocorreram os primeiros confrontos entre as duas partes.[7]

No entanto, em 2009, o Iêmen emergiu como uma nova frente na guerra contra o terrorismo, na sequência de relatos de que Umar Farouk Abdulmutallab, um jovem nigeriano que tentou, sem sucesso, atacar um avião civil em Detroit, havia sido treinado no país. Este incidente ressaltou a forte presença de jihadistas no país e levou ao envolvimento dos Estados Unidos no conflito.[8]

Desde então, têm ocorrido inúmeros combates entre tropas do governo e os insurgentes islâmicos, cuja presença se espalhou por todo o país, especialmente na área do antigo Iêmen do Sul.[9]

Sob a presidência de Ali Abdullah Saleh, seus opositores o consideravam culpado pela situação no sul do Iêmen, ao não tomar medidas suficientes para conter o afluxo da al-Qaeda e alguns grupos críticos inclusive asseguraram que estava usando a presença da organização terrorista como um argumento para criar um temor de uma expansão islâmica caso seu governo caísse e, assim, reforçar o seu poder e apoio internacional.[10]

Depois da Primavera Árabe, que acabou derrubando Saleh, os insurgentes usaram o caos que surgiu para expandir sua presença no país.[11]

Seu sucessor, o presidente Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi, iniciou uma reforma no exército e ordenou o lançamento de uma nova ofensiva, tendo proposto a "destruição da Al-Qaeda".[12]

Envolvimento dos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Os serviços de inteligência dos Estados Unidos têm participado ativamente da campanha ao lançar mísseis de cruzeiro e o uso de drones. O primeiro dos bombardeios com tais equipamentos foi em 2002, no qual foi eliminado o coordenador do atentado ao USS Cole.[13]

Outros dos importantes ataques com drones foi o que matou Anwar al-Awlaki, um clérigo islamista ligado à Al Qaeda que morreu em um bombardeio da CIA em 30 de outubro de 2010.[14]

Também eliminaram em 2012 Fahd al-Quso (líder local da Al-Qaeda e um dos terroristas mais procurados pelo FBI)[15] e em janeiro de 2013 Said al Shehri, número dois da Al Qaeda no Iêmen.[16]

Os irmãos Kaid e Nabil al Dhahab, figuras importantes da Al Qaeda na província de Abyan, foram alvo de um ataque com drones no maio de 2012, mas sobreviveram.[17] No entanto, Kaid foi finalmente eliminado em agosto de 2013, pondo fim ao seu autoproclamado califado. No entanto, Nabil permaneceu livre.[18]

Os drones estadunidenses também eliminaram outros líderes menores da Al Qaeda no Iêmen como Abdullah Hussein al Waeli e Mohammed al Ameri.[17]

Situação civil[editar | editar código-fonte]

Nas cidades sob o controle da Al-Qaeda que se declaram pequenos "emirados islâmicos"[9] tem sido imposta uma interpretação rigorosa da sharia. São realizadas muitas prisões arbitrárias e, sobretudo, execuções de soldados.[19][20] Isso tem causado muitos deslocamentos de civis que migram para áreas mais seguras como as cidades de Aden e Sana.[10]

Situação no Iêmen em outubro de 2011.
Situação em março de 2012

Referências

  1. Violent Clashes between Al-Maraqeshah and Gunmen of Mobility in Abyan- Yemen Post English Newspaper Online
  2. "al-Qaeda’s Yemeni affiliate, the Islamic Army of Aden-Abyan (IAA), has executed a number of spectacular attacks against Western interests in recent years. It was responsible for the 1998 kidnapping of sixteen Western tourists in the southern province of Abyan, the USS Cole bombing in 2000, and an assault on the French tanker the Limburg in 2002, among other attacks. Despite these international strikes, the IAA is the classic al-Qaeda affiliate: a local phenomenon that assists the larger jihadi network in its war against the West." [1] Arquivado em 20 de março de 2012, no Wayback Machine.
  3. a b «ISIS gaining ground in Yemen, competing with al Qaeda». CNNdate=21 de janeiro de 2015 
  4. Plaut, Martin (17 de janeiro de 2010). «Somalia and Yemen 'swapping militants'». BBC News 
  5. Al Qaeda na Península Arábica assume autoria de atentado no Iêmen
  6. «Archives | The Star Online». Thestar.com.my. 24 de maio de 2013 
  7. Ten Years After 9/11: Al Qaeda's Reemergence in Yemen - AEI Critical Threats
  8. Yemen: nuevo frente en el combate al terrorismo - El Siglo
  9. a b Al Qaeda crea un emirato islámico en la ciudad yemení de Rada
  10. a b Suspected al Qaeda militants seize Yemeni town France24
  11. Yihadistas aprovechan la Primavera Árabe
  12. Yemen army retakes Qaeda bastions - AFP
  13. Nyier Abdou (20 de novembro de 2002). «Death by Predator». Al-Ahram Weekly. Arquivado do original em 23 de janeiro de 2011 
  14. Matan a Anwar al-Awlaki terrorista de Al Qaeda - Vivelohoy.com
  15. US air strike kills top al-Qaida leader in Yemen - The Guardian
  16. «Al Qaeda reconoció la muerte de su número dos en Yemen». Consultado em 3 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 4 de fevereiro de 2015 
  17. a b Yemeni military launches operation to free Western hostages held by AQAP
  18. US kills local AQAP commander in drone strike in central Yemen
  19. Militants in Yemen kill man suspected of being gay, security officials say - FOX News
  20. Yemenis say al Qaeda gave town security, at a cost

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]