Rebelião dos Turbantes Vermelhos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Rebelião dos Turbantes Vermelhos
Cina v roce 1358.svg
Mapa do conflito em 1358.
Data 1351-1368
Local Vale do rio Iansequião, na China
Desfecho Queda da dinastia Yuanː é estabelecida a dinastia Ming
Beligerantes
Dinastia Yuan Exército dos Turbantes Vermelhos
Comandantes
Toghon Temür Zhu Yuanzhang

A Rebelião dos Turbantes Vermelhos (chinês tradicional: 紅巾起義, pinyin: Hóngjīn Qǐyì) foi uma insurreição promovida pelos membros da sociedade do Lótus Branco que, entre 1351 e 1368, atacaram a então imperante dinastia Yuan da China, eventualmente levando à sua queda.[1][2][3]

Causas[editar | editar código-fonte]

History of China.png
História da China
História Antiga
Neolítico 8500 AEC – 2070 AEC
Dinastia Xia 2070 AEC – 1600 AEC
Dinastia Shang 1600 AEC – 1046 AEC
Dinastia Zhou 1046 AEC – 256 AEC
 Zhou Ocidental
 Zhou Oriental
   Primaveras e Outonos
   Estados Combatentes
História Imperial
Dinastia Qin 221 AEC – 206 AEC
Dinastia Han 206 AEC – 220 EC
  Han Ocidental
  Dinastia Xin
  Han Oriental
Três Reinos 220–280
  Wei, Shu and Wu
Dinastia Jin 265–420
  Jin Ocidental
  Jin Oriental Dezesseis Reinos
Dinastias do Norte e do Sul
420–589
Dinastia Sui 581–618
Dinastia Tang 618–907
  (Segunda dinastia Zhou 690–705)
Cinco Dinastias
e Dez Reinos

907–960
Dinastia Liao
907–1125
Dinastia Song
960–1279
  Song do Norte Xia Ocidental
  Song do Sul Jin
Dinastia Yuan 1271–1368
Dinastia Ming 1368–1644
Dinastia Qing 1644–1911
História Moderna
República da China 1912–1949
República Popular
da China

1949–presente
República da
China
(Taiwan)

1949–presente

Desde a década de 1340, a dinastia Yuan de origem mongol tinha já vários problemas cada vez mais sérios.[4] O rio Amarelo inundava as terras constantemente e também ocorreram outras desastres naturais.[4] Por volta da mesma altura, a dinastia Yuan dependia dum gasto militar considerável para manter unido o seu vasto império.[5]

O exército dos Turbantes Vermelhos[editar | editar código-fonte]

O exército dos Turbantes Vermelhos (紅巾軍) foi iniciado por seguidores do Lótus Branco e do maniqueísmo e foi fundado por Guo Zixing (郭子興) para fazer frente aos mongóis. O nome "Turbante Vermelho" foi usado devido à sua tradição de usar bandeiras e turbantes vermelhos para distinguir-se.

Estas rebeliões inciaram-se de forma esporádica, primeiro na costa de Zhejiang, quando Fang Guozhen e os seus homens assaltaram um grupo de oficiais Yuan. Após isso, a sociedade do Lótus Branco chefiada por Han Shantong no norte do rio Amarelo tornou-se no centro do sentimento antimongol. Uns poucos grupos rebeldes terçaram o rio Yalu a partir da sua base em Liaoning para tomar Pionguiangue na Península da Coreia. Esta invasão foi obstada por Goryeo, sob os generais Choe Yeong e Yi Seonggye.

Em 1351, a sociedade organizou uma rebelião armada, porém, o plano seria descoberto e Han Shantong foi capturado e executado pelo governo Yuan.[6] Após a sua morte, Liu Futong (劉福通), um maioral proeminente do Lótus Branco, auxiliou o filho de Han, Han Lin'er (韓林兒), para suceder o seu pai e estabelecer o exército dos Turbantes Vermelhos.[6] Depois disso, vários rebeldes Han a sul do rio Iansequião se revoltaram com o nome de Turbantes Vermelhos do sul.[7] Entre as peças-chave dos Turbantes Vermelhos do sul, estavam Xu Shouhui e Chen Youliang.[8] A rebelião foi apoiada também pela liderança de Peng Yingyu (彭瑩玉; 1338) e Zou Pusheng (鄒普勝; 1351).[9]

Conclusão[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Imperador Hongwu

Após vários anos de luta, em 1368, Zhu Yuanzhang proclamou-se imperador em Yingtian (Nanquim) e seria conhecido historicamente como o Imperador Hongwu da dinastia Ming.[10][11] No ano seguinte, o exército Ming tomou Dadu (Pequim) e assim, a dinastia Yuan estava oficialmente acabada.[12] A China fora unificada uma vez mais sob o poder chinês Han.[13]

Referências

  1. Mote, Frederick W.; Twitchett, Denis; Fairbank, John K. (26 de fevereiro de 1988). The Cambridge History of China: Volume 7, The Ming Dynasty, 1368-1644 (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 9780521243322 
  2. Dardess, John W. (2012). Ming China, 1368-1644: A Concise History of a Resilient Empire (em inglês). [S.l.]: Rowman & Littlefield. ISBN 9781442204911 
  3. Condra, Jill (9 de abril de 2013). Encyclopedia of National Dress: Traditional Clothing Around the World [2 Volumes] (em inglês). [S.l.]: ABC-CLIO. ISBN 9780313376375 
  4. a b Dillon, Michael (19 de dezembro de 2013). Dictionary of Chinese History (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 9781135166816 
  5. «China Yuan Dynasty (1271-1368)». www.travelchinaguide.com. Consultado em 13 de novembro de 2017 
  6. a b The Middle Kingdom and the Dharma Wheel: Aspects of the Relationship between the Buddhist Saṃgha and the State in Chinese History (em inglês). [S.l.]: BRILL. 23 de junho de 2016. ISBN 9789004322585 
  7. Ball, Philip (5 de maio de 2017). The Water Kingdom: A Secret History of China (em inglês). [S.l.]: University of Chicago Press. ISBN 9780226369204 
  8. Yu, Weichao (1997). A Journey Into China's Antiquity: Yuan Dynasty - Qing Dynasty (em inglês). [S.l.]: Morning Glory Publishers. ISBN 9787505405141 
  9. Ma, Xisha; Meng, Huiying (14 de fevereiro de 2011). Popular Religion and Shamanism (em inglês). [S.l.]: BRILL. ISBN 9004174559 
  10. Tucker, Spencer C. (16 de dezembro de 2014). 500 Great Military Leaders [2 volumes] (em inglês). [S.l.]: ABC-CLIO. ISBN 9781598847581 
  11. Nolan, Cathal J. (2006). The Age of Wars of Religion, 1000-1650: An Encyclopedia of Global Warfare and Civilization (em inglês). [S.l.]: Greenwood Publishing Group. ISBN 9780313337338 
  12. Chase, Kenneth Warren (7 de julho de 2003). Firearms: A Global History to 1700 (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 9780521822749 
  13. Bauer, Susan Wise (15 de setembro de 2004). Early Modern Times: From Elizabeth the First to the Forty-Niners (em inglês). [S.l.]: Peace Hill Press. ISBN 9780972860321