Reclamona comum

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A punição dada a uma reclamona: ser mergulhada na água do rio. Imagem datada de antes de 1800.
Outra imagem da mesma cena. Imagem datada de 1896.

No sistema penal common law, da Inglaterra e no país de Gales, uma encrenqueira ou reclamona comum (em ingês, Common scold) era uma categoria de perturbação da ordem pública: uma pessoa raivosa que destruía a paz pública ao habitualmente repreender, discutir, e reclamar com seus vizinhos. A maioria dos indivíduos punidos por esse crime foram mulheres, apesar de que homens também poderiam receber o mesmo rótulo.

Inglaterra Medieval[editar | editar código-fonte]

O crime de ser reclamona/encrenqueira desenvolveu-se a partir do fim da média idade média na Inglaterra. Tem sido sugerido que as tentativas de controlar e punir o mau-falar aumentou após a peste Negra, quando uma mudança demográfica conduziu a uma maior resistência e ameaças ao status quo.[1] Isto incluiu os processos contra reclamonas. Reclamonas foram descritas através de um número de termos latinos, incluindo objurgator, garulator, rixator e litigante, encontrada tanto nas formas masculina quanto feminina nos registros legais do medievo, e todos referindo-se a formas detrimentosas de discurso, como fofoca, discussão, ou reclamações impertinentes. Reclamonas foram com frequência apresentadas e punidas em cortes manoriais, e também em cortes de cidades que tivessesm jurisdição sobre camponenes e cidadãos ao longo da Inglaterra. Reclamonas também foram levadas para cortes da igreja.[2] O tipo mais comum de punição foi multa.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Sin, Speech and Scolding in Late Medieval England». Fama: The Politics of Talk and Reputation in Medieval Europe, ed. Thelma Fenster and Daniel Lord Smail 
  2. Jones, Karen (2006). Gender and petty crime in late medieval England : the local courts in Kent, 1460-1560. [S.l.: s.n.] ISBN 184383216X. OCLC 65767599 

Links externos[editar | editar código-fonte]

  • James v. Commonwealth, 12 Serg. & Rawle 220 (Penn., 1824). Juiz Duncan julga que mergulhar uma pessoa na água do rio por ser fofoqueira é obsoleto, e uma punição incomum e cruel.