Record São Paulo
| Rádio e Televisão Record S.A.[1] | |
| Tipo | comercial |
|---|---|
| Canais | Digital: 20 (UHF) Virtual: 7.1 |
| Outros canais | Analógico: 7 (VHF; 1953–2017) |
| Rede | Record |
| Rede(s) anterior(es) | REI (1969–1975) Sistema Brasileiro de Comunicação (1975) |
| Fundador(es) | Paulo Machado de Carvalho |
| Pertence a | Grupo Record |
| Proprietário(s) | Edir Macedo |
| Antigo(s) proprietário(s) | Paulo Machado de Carvalho (1953–1990) Silvio Santos (1972–1990) |
| Presidente | Luiz Cláudio Costa |
| Fundação | 27 de setembro de 1953 |
| Prefixo | ZYP302[1] |
| Nome(s) anterior(es) | TV Record (1953–2016) Record TV (2016–2023) |
| Emissora(s) irmã(s) | Rádio Record |
| Cobertura | |
| Coord. do transmissor | [1] |
| Potência | 15 kW[1] |
| Agência reguladora | Anatel |
| Informação de licença | CDB |
| Página oficial | record |
A Record São Paulo é uma estação de televisão brasileira de São Paulo, capital do estado homônimo, transmitida no canal virtual 7.1. Pertence ao Grupo Record e é a matriz da Record. Seus estúdios localizam-se no Teatro Dermeval Gonçalves, na Barra Funda, e sua antena de transmissão, a Torre Grande Avenida, está no alto do Edifício Grande Avenida, na avenida Paulista.
História
[editar | editar código]Proprietário junto a familiares das Emissoras Unidas, um conjunto de estações de rádio em São Paulo, o empresário Paulo Machado de Carvalho intermediou em 1948 o início da construção de um prédio para operação de televisão no bairro Indianópolis. Em 22 de novembro de 1950 Paulo obteve a outorga do canal 7 VHF, por onde seria transmitida a nova emissora, nomeada como TV Record — identificação baseada em uma das integrantes das Emissoras Unidas, a Rádio Record.[2][3]
Meses após a primeira transmissão experimental com o coral da Escola Normal Caetano de Campos e a orquestra da Força Pública de São Paulo, a TV Record foi oficialmente fundada na noite de 27 de setembro de 1953, tendo sido a terceira estação de televisão de São Paulo e a quarta do Brasil. O show de inauguração, apresentado por Blota Júnior e Sônia Ribeiro, contou com artistas como Dorival Caymmi, Inezita Barroso, Isaurinha Garcia e Adoniran Barbosa.[3][2]
Com equipamentos encomendados à General Eletric, nos Estados Unidos, a torre de transmissão da TV Record foi instalada no alto do edifício da Maternidade de São Paulo.[2] Em setembro de 1968 a estação inaugurou a Torre Grande Avenida, no Edifício Grande Avenida, projetada pelo arquiteto Gian Carlo Gasperini, que substituiu a antena da Maternidade de São Paulo na transmissão de seu sinal, estando em operação desde então.[4][2]
Em 9 de março de 1959 a estação inaugurou o Teatro Record, na rua da Consolação, no espaço onde anteriormente era localizado o Cine Rio, com uma apresentação do cantor norte-americano Roy Hamilton, o primeiro de diversos artistas internacionais a se apresentarem por lá. No decorrer dos anos 1960 foram realizados no local festivais de música que popularizaram movimentos como Iê-iê-iê, Jovem Guarda e Tropicália, levando a TV Record à liderança em audiência em São Paulo.[3][5]
Entre 1960 e 1977 a TV Record foi afetada por incêndios em suas instalações, com os primeiros ocorrendo em maio de 1960 e em julho de 1966.[6][7] Em 1969 foram registrados dois: em março, no Teatro Record, e em julho, no Teatro Paramount, na avenida Brigadeiro Luís Antônio, onde a estação também gravava algumas atrações, que foi totalmente consumido pelas chamas.[8] No mesmo ano as filmagens da linha de shows foram transferidas para um novo espaço arrendado, o Teatro Record Augusta, na rua Augusta, onde era localizado o Cine Regência.[9]
Inicialmente, cobrindo apenas a capital paulista, a Record iniciou sua primeira tentativa de se expandir nacionalmente a partir de 1959, quando, em conjunto com a extinta TV Rio, liderou a Rede de Emissoras Unidas e, posteriormente, a Rede de Emissoras Independentes. Em 1975, chegou a ter um acordo com a TV Rio para a formação do Sistema Brasileiro de Comunicação.[10] Dentre as atrações estavam programas como Buzina do Chacrinha e Essa Gente Inocente.[11]
Em 1972, o empresário e apresentador Silvio Santos buscava uma concessão de televisão. Vendo a oportunidade de ser sócio da TV Record, ele se interessou em comprar 50% das ações da emissora. Entretanto, ele ainda era contratado da Rede Globo. Dermerval Gonçalves, empresário e amigo próximo de Silvio, procurou o também empresário Joaquim Cintra Godinho, para que pudesse emprestar o nome na compra das ações da TV Record até que Silvio encerrasse o vínculo com a Rede Globo.[12] O negócio foi feito, e Cintra Godinho manteve esse segredo até o último instante. Em 1976, Silvio formalizou a aquisição de sua parte na emissora após o término de seu contrato com a Rede Globo, ficando os outros 50% da Record nas mãos de Paulo Machado de Carvalho.[12]
Desde 1976, a emissora passou a ser referida como a cabeça da Rede Record. Em 1979, a Record de São Paulo inaugurou sua mais nova torre. Silvio, na época, anunciou a intenção de formar uma nova rede de TV, junto com a TVS Rio de Janeiro, as emissoras da Record no interior paulista e as emissoras independentes pelo Brasil.[13] O nome Sistema Brasileiro de Televisão apareceu em 1980 para citar a rede formada por TVS, Record e as 21 emissoras que exibem o Programa Silvio Santos.[14] Em 1981, Silvio conseguiu seu canal próprio em São Paulo.[15]

No dia 9 de novembro de 1989 a TV Record foi adquirida por 45 milhões de dólares pelo empresário e líder da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo.[16] Após a compra, a emissora passou a estruturar sua própria rede nacional de televisão.[17]
Em 3 de março de 1995 a TV Record comprou a estrutura física onde a Jovem Pan TV era sediada, no bairro Barra Funda, e parte de seus equipamentos por trinta milhões de dólares, deixando assim o espaço de Indianópolis.[18] A área, que naquele período continha oito mil metros quadrados, foi expandida para mais de quarenta mil no decorrer dos anos. Posteriormente a estação instalaria seu departamento comercial em um prédio no bairro Jardins.[19]
Em 2 de dezembro de 2007 a TV Record, em conjunto com outras das principais estações de São Paulo, iniciou suas transmissões em sinal digital.[20] Conforme o calendário de migração do sinal analógico para o digital da Anatel, o canal 7 VHF da estação foi desligado juntamente aos demais da capital paulista em 29 de março de 2017.[21]
Referências
- ↑ a b c d Relatório do Canal (Relatório). Anatel
- ↑ a b c d Francfort, Elmo; Viel, Maurício (2022). TV Tupi: do Tamanho do Brasil. São Paulo: [s.n.] p. 276. 687 páginas. ISBN 9786500464719
- ↑ a b c Francfort, Elmo (8 de junho de 2001). «Nasce a TV Record». Sampa Online
- ↑ Brisola, Sergio (20 de setembro de 2022). «Torre Grande Avenida». Descubra Sampa
- ↑ Francfort, Elmo (14 de setembro de 2001). «Os Grandes Festivais da TV». Sampa Online
- ↑ Bonventti, Rodolfo (12 de junho de 2013). «Os incêndios se sucediam e a memória da nossa TV se perdia em cada um deles». Cartão de Visita News
- ↑ «Não é só a Globo: incêndios já tomaram conta de emissoras». Natelinha. 18 de fevereiro de 2025
- ↑ «1969». Museu Brasileiro de Rádio e Televisão
- ↑ «A história da TV Record». Museu Brasileiro de Rádio e Televisão. 1 de março de 2017
- ↑ «TV-Rio gasta 25 milhões em equipamentos». Tribuna da Imprensa. 17 de fevereiro de 1975
- ↑ «Chacrinha não volta mesmo para a Tupi». Diário de Notícias. 28 de junho de 1975
- ↑ a b Silva, Arlindo (2002). A Fantástica História de Silvio Santos. São Paulo: Editora do Brasil. pp. 68–69; 87. ISBN 85-10-03063-4
- ↑ «Silvio Santos anuncia a formação de uma nova rede nacional de TV». Bloch Editores. Revista Manchete (nº 1.395): p. 107. 1979
- ↑ «A rede de Silvio Santos». Diário de Pernambuco. 17 de agosto de 1980
- ↑ «Governo concede TVs aos grupos Bloch e Silvio Santos». Jornal do Brasil. 20 de março de 1981
- ↑ Mauricio Stycer (6 de setembro de 2013). «Livro de Edir Macedo apresenta uma terceira versão da venda da Record por Silvio Santos». UOL
- ↑ «Record volta a ser TV nacional». Jornal do Brasil. 26 de setembro de 1990
- ↑ Ivan Finotti (4 de março de 1995). «TV Jovem Pan vende prédio para Record». Folha de S.Paulo. Consultado em 7 de fevereiro de 2021
- ↑ Castro, Daniel (4 de junho de 2006). «Dízimo da Universal leva Record à vice-liderança». Folha de S.Paulo
- ↑ «Começa no Brasil a transmissão de TV em sistema digital». UOL Televisão. 2 de dezembro de 2007
- ↑ «Veja o que muda na sua TV com o sinal digital e como não ficar sem a Record TV». R7. 30 de março de 2017