Rede Tupi

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Rede Tupi
Rádio Difusora de São Paulo S/A
Tipo Rede de televisão aberta comercial
País Brasil
Fundação 18 de setembro de 1950
por Assis Chateaubriand
Extinção 18 de julho de 1980
Pertence a Diários Associados
Proprietário Condomínio Acionário dos Diários Associados
Antigo proprietário Assis Chateaubriand (1950-1968)
Presidente João Calmon
Cidade de origem São Paulo, SP
Sede São Paulo, SP
Estúdios São Paulo, SP
Rio de Janeiro, RJ
Slogan Tupi, mais calor humano
Formato de vídeo 480i (SDTV)
Cobertura Partes de 18 estados e o Distrito Federal
Emissoras próprias
Emissoras afiliadas ver lista completa
Disponibilidade aberta e gratuita
Analógico

Rede Tupi foi uma rede de televisão aberta brasileira. Sua matriz e geradora, a TV Tupi de São Paulo, inaugurada em 18 de setembro de 1950 pelo jornalista Assis Chateaubriand, foi a primeira emissora de TV a operar no país. Pertencia aos Diários Associados, que na época, detendo vários jornais e rádios, era um dos maiores conglomerados de mídia do Brasil. Outros canais viriam a ser inaugurados pelo grupo em algumas localidades do país, formando futuramente uma das primeiras redes nacionais.[1] Em 18 de julho de 1980, devido a problemas administrativos e financeiros, a Tupi sai do ar com parte de suas concessões cassadas pelo Governo Federal.

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros passos[editar | editar código-fonte]

O Direito de Nascer ; segundo versão do sucesso já apresentado na década de 60 pela Tupi, adaptado do texto original cubano de Félix Caignet
Atrizes Vida Alves e Geórgia Gomide reproduzindo um beijo em uma cena da telenovela Calúnia, de 1963, sendo este o primeiro beijo homoafetivo exibido na TV brasileira

Depois de poucos meses de treinamento, alguns radialistas escolhidos por Assis Chateaubriand, o Chatô, lançaram-se à aventura de fazer TV. Os estúdios eram pequenos, o equipamento precário, mas o nascimento da TV Tupi foi solene. Chateaubriand presidiu a cerimonia que contou com a participação de um cantor mexicano, Frei José Mojica, que entoou "A canção da TV", hino composto pelo poeta Guilherme de Almeida, que contou também com a atriz Lolita Rodrigues, especialmente para a ocasião. Um balé de Lia Marques e declamação da poetisa Rosalina Coelho, nomeada madrinha do "moderno equipamento" fizeram parte do show. A jovem atriz Yara Lins foi convocada especialmente para dizer o prefixo da emissora — PRF-3 — e o de uma série de rádios que transmitiam em cadeia o acontecimento. A seguir entrou a programação na tela dos cinco aparelhos instalados no saguão do prédio dos Diários Associados.

Há muitas histórias a respeito desse dia. Uma delas é que, empolgado, Chateaubriand com problemas na vida pessoal, teria quebrado uma garrafa de champanhe numa das duas câmeras RCA, fazendo com que a TV no Brasil entrasse em cena com apenas metade de sua capacidade, isto é: com apenas uma câmera. Outra é que, acabada a inauguração, a equipe se deu conta de que não havia o que colocar no ar no dia seguinte, pois ninguém havia pensado nisso.

O então radialista Cassiano Gabus Mendes que, aos 23 anos, assumiu a direção artística da Tupi, não podia ouvir essas histórias, desmentia quantas vezes fosse preciso. "É tudo invenção do Lima Duarte. Como ele é muito engraçado, as pessoas acabam se convencendo", dizia ele pouco antes de morrer, em 1993. "Chateaubriand era um homem esclarecido, não ia danificar equipamento e tínhamos programação para as três semanas seguintes".

Quando a TV Cultura, canal 2, foi lançada pelos Diários Associados, suas imagens interferiam no canal 3, onde a TV Tupi era sintonizada e vice-versa. Por essa razão, em 1960, a PRF-3 TV Tupi de São Paulo passou a ocupar o canal de número 4, onde ficaria até o fechamento. Isso se explica assim; os canais 2 e 3 são "adjacentes" ou seja, vizinhos, onde termina a frequência de um, ou "espaço" deste, começa a frequência ou espaço do outro, por essa razão, há a interferência mútua, assim, um interfere no outro. Já entre canais 4 e 5, há um "espaço" de 4 megahertz (os canais do padrão da nossa TV (PAL-M) ocupa um "espaço" de 6 megahertz cada um) desta maneira, os canais 4 e 5 não se interferem. Nos primórdios da TV, estava previsto o canal 1, porém antes da sua popularização, os radioamadores ocuparam o "espaço" do canal 1, então para um melhor aproveitamento da faixa 1 ou seja dos canais 1 ao 6, foi feito um arranjo, para um melhor aproveitamento destes canais, sem que ninguém sofresse com interferências.

Pioneirismo[editar | editar código-fonte]

Acostumados à improvisação e rapidez do rádio, os pioneiros não tiveram problemas em se adaptar ao moderno veículo e aprenderam muito: ator virava sonoplasta, autor dirigia, diretor entrava em cena. A TV Tupi, dos primeiros anos, era uma verdadeira escola. Dois dias depois da primeira emissão, em 20 de setembro de 1950, estreou o primeiro programa humorístico, chamado Rancho Alegre com Mazzaropi. Aos poucos, outros programas ganharam forma: o primeiro telejornal, a primeira telenovela. Nos primeiros tempos, os atores, acostumados ao rádio, gritavam em cena, assustando os telespectadores.

O programa TV de Vanguarda revelou a primeira geração de atores, atrizes e diretores. Foram apresentadas peças, como Hamlet, de Shakespeare, e Crime e Castigo, de Dostoiévski. Alguns programas dos primeiros tempos da TV Tupi tornaram-se campeões de audiência e permanência no ar: Alô Doçura, Sítio do Picapau Amarelo, O Céu é o Limite, comandado por J. Silvestre, e o Clube dos Artistas (que existiu de 1952 a 1980) e o famoso telejornal Repórter Esso (que ficou dezoito anos no ar).

A telenovela foi uma invenção da TV Tupi, que as exibia em capítulo. Foi em 1951, na novela "Sua vida me pertence", que Vida Alves deixou-se beijar pelo galã Walter Forster.

No jornalismo, a emissora repetiu na tela, o sucesso do Repórter Esso, que marcou época no rádio brasileiro a partir de 1941. Os locutores Heron Domingues e Gontijo Teodoro entravam no ar com as últimas noticias nacionais e internacionais ao som de um dos mais famosos prefixos musicais da história do rádio e televisão brasileiros.

Se durante a primeira década de sua existência a Tupi foi líder absoluta, nos anos 1960, as emissoras concorrentes aprimoraram sua programação para lutar pela audiência. Em 1968, a novela Beto Rockfeller, de Bráulio Pedroso, revoluciona a linguagem da televisão. A partir da figura de um anti-herói, surge um novo estilo de interpretação, mais natural. A TV Tupi revela mais uma geração de talentos.

Também na programação infantil a TV Tupi se destacou com o Clube do Capitão AZA, criado em 1966, onde clássicos do desenho animado como Speed Racer, e séries como Ultraman e Ultraseven foram apresentadas.

A primeira transmissão ao vivo[editar | editar código-fonte]

Antiga sede da Rede Tupi, situada no bairro da Urca, no Rio de Janeiro.

A TV Tupi de São Paulo estava decidida a transmitir ao vivo a inauguração de Brasília em 21 de abril de 1960 para São Paulo. Nesta época ainda não havia satélites. A criatividade respondeu ao desafio: colocaram três aviões voando em círculos, dois da FAB e um da VASP. As aeronaves estavam distribuídas uniformemente na rota entre Brasília e São Paulo, de modo que uma tinha alcance para transmitir as ondas para outra. Assim, a imagem era captada em Brasília e transmitida para o primeiro avião, que retransmitia para o segundo, para o terceiro, o qual, por fim, retransmitia para a antena principal da TV Tupi em São Paulo, que a retransmitia para a região de alcance.

A formação da rede e a crise[editar | editar código-fonte]

Logomarca utilizada pela emissora de 1972 até 1978

A longa crise dos Diários Associados já havia começado muito antes da morte de Assis Chateaubriand, em 4 de abril de 1968. Abalada por problemas financeiros, mal administrada e sem investimentos, a Tupi perde qualidade e audiência.

Na metade da década de 1960, com a chegada do videotape e a expansão das transmissões em micro-ondas, foi formada a Rede de Emissoras Associadas, com as emissoras pertencentes ao conglomerado e parceiras, como a TV Difusora de São Luís, que juntas transmitiram novelas e a Copa do Mundo de 1970.

Em 1972, a Rede Tupi de Televisão começa a ser formada. Houve várias divergências sobre qual canal seria a "cabeça da rede": o canal 4 paulistano ou o canal 6 carioca. Houve duas tentativas para que ambas comandassem a Rede Associada. Na primeira, a estação carioca comandaria as emissoras do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto que a emissora de São Paulo controlaria os canais do Sul e Sudeste. Na segunda, a Tupi paulista ficaria responsável pela produção de telenovelas, e a Tupi do Rio se encarregaria pelos shows e programas de auditório. Mas as duas ideias não vingaram, e a rixa entre as diretorias das duas estações agravaram a situação da Tupi. O único ponto positivo nestas duas tentativas foi que a Tupi foi a primeira rede de TV da América Latina a possuir duas cabeças geradoras de programação. No ano de 1974, foi assinado o decreto que autoriza a TV Tupi a virar "Rede Tupi de TV", decreto que foi lido por Gontijo Teodoro na Rádio Tupi.

As emissoras concorrentes vão ocupando os espaços vazios deixados pela pioneira. Apesar de uma crise se abater, a emissora emplaca sucessos na década como "Mulheres de areia" (1973), "Meu rico português" (1975) e "A Viagem" (1975). No fim dos anos 1970 a situação piora. Os salários atrasam cada vez mais. Há dívidas astronômicas junto à Previdência Social. Proliferam muitos escândalos financeiros. Em agosto de 1977, "Éramos Seis", "Cinderela 77" e "Um sol maior" registravam os mais baixos índices de audiência da história do canal. Além da audiência, a publicidade também escapulia para as concorrentes, o caixa se esvaziava, os salários deixavam de ser pagos e a greve era questão de tempo. Em outubro de 1977, com três meses de salários atrasados, os funcionários iniciaram a primeira greve, mas ela é interrompida com o pagamento parcelado dos débitos.

O fim[editar | editar código-fonte]

Os constantes atrasos dos salários mantinham o clima tenso na pioneira. As perspectivas de pagamento dos atrasados eram cada vez mais remotas e as explicações dadas aos funcionários, cada vez mais inconsistentes. Para piorar ainda mais a situação, em outubro de 1978 um incêndio no prédio da emissora, em São Paulo, tirou a Tupi do ar por alguns minutos e destruiu os novos equipamentos adquiridos pela emissora no mesmo ano, e que nem chegaram a entrar em funcionamento. Ainda em 1978, iniciou a construção de sua nova antena transmissora, que seria a maior torre de TV da América do Sul (essa torre seria concluída pelo SBT alguns anos depois). No ano seguinte, o elenco de "O Espantalho", de Ivani Ribeiro (exibida pela RecordTV em 1977), processou a Tupi por não pagar os direitos conexos aos atores que trabalharam na trama. Entre 1979 e 1980, nova greve. A crise chegou a Brasília. O então presidente da República, João Figueiredo, se dispôs a receber uma comissão de dirigentes dos sindicatos envolvidos.

A greve durou até o início de fevereiro de 1980, quando a emissora fechou seu departamento de dramaturgia e dispensou os 250 funcionários que trabalhavam nesse setor. Foram interrompidas as novelas "Drácula, Uma História de Amor", que só teve 4 capítulos exibidos, e "Como salvar meu casamento", a 20 episódios de seu desfecho. Além disso, outra trama, "Maria Nazaré", estava em fase de pré-produção e 32 cenas já estavam gravadas na época, mas não chegou a entrar no ar. Para substituir Drácula, uma História de Amor, foi colocada a reprise da novela Éramos Seis, e em substituição à Como Salvar Meu Casamento, foi colocada a reprise de A Viagem.

No dia 16 de julho, a Tupi teve 7 de suas 10 concessões declaradas peremptas (termo jurídico que significa "não-renovável") pelo Governo Federal. A decisão foi publicada no Diário Oficial no dia seguinte; ainda no dia 17, os funcionários da Tupi do Rio iniciaram uma vigília que durou 18 horas, comandada pelo apresentador Jorge Perlingeiro, com o objetivo de impedir que o canal fosse fechado. Várias personalidades, como o cantor Agnaldo Timóteo e o humorista Costinha deram apoio aos funcionários.

Pouco antes do meio-dia de 18 de julho, três engenheiros do Departamento Nacional de Telecomunicações, acompanhados por um delegado da Polícia Federal e mais quatro agentes, subiram ao décimo andar do edifício-sede da TV Tupi de São Paulo, na avenida Professor Alfonso Bovero, nº 52, no bairro do Sumaré, para lacrar os transmissores, o que foi feito pontualmente às 12h36. Minutos antes, fora exibida uma missa do Papa João Paulo II realizada no início daquele mês no Aterro do Flamengo, simultaneamente à locução, feita pelo ator Cévio Cordeiro, de uma mensagem dirigida ao presidente Figueiredo pedindo para que a estação não fosse fechada. Durante o vídeo e a mensagem citados, os funcionários puseram na tela os dizeres "Até breve, telespectadores amigos". A última imagem transmitida pela Rede Tupi foi a de seu logotipo nas cores da bandeira nacional.[2]

Desta feita, senhor presidente, só vossa excelência poderá nos salvar. Receba os agradecimentos dos empregados da Rede Tupi, em seu nome, e em nome de sua esposa, de seus filhos, cujo o único desejo, única reinvidicação, é trabalhar. Deixe-nos trabalhar, Senhor presidente. Senhor presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo. Só isso que desejamos. Vossa excelência, é o único capaz de realizar esse milagre. Nem João de Deus poderia fazê-lo. Só o João de Brasília. Deus que te abençoe, presidente.
— Cérvio Cordeiro

A cabeça de rede paulistana foi extinta exatamente 29 anos e dez meses depois de sua inauguração. Saíam também do ar a TV Tupi do Rio, a TV Itacolomi de Belo Horizonte, a TV Marajoara de Belém, a TV Piratini de Porto Alegre, a TV Ceará de Fortaleza, e a TV Rádio Clube de Recife. Permanece, entretanto, um acervo de duzentos mil rolos de filmes, 6.100 fitas de video-tape e textos de telejornais que contam 30 anos de muitas histórias do Brasil e do mundo.

Recuperação judicial[editar | editar código-fonte]

Após o fechamento da Rede Tupi, o governo federal passou o ativo da emissora para empresários. Abriu-se concorrência em 23 de julho de 1980 e entraram no páreo o Grupo Abril, o Grupo Silvio Santos (que controla o SBT), o Grupo Bloch (Rede Manchete), além de outras companhias menores. Como na época, a Revista Veja estava incomodando o governo com críticas, eles decidiram passar em 23 de abril de 1981, uma nova licença do canal 4 paulistano para a TVS, o canal 6 carioca para o Grupo Bloch e a partir de 1985, os outros ativos da emissora (prédio, equipamentos e outro canal não utilizado) para os Grupos Silvio Santos e Abril.

Atualmente o prédio da emissora é a sede da Abril Radiodifusão, que por 23 anos, gerou o canal MTV Brasil, atualmente em televisão por assinatura diretamente pela Viacom, sob o nome MTV. Apesar de não conseguir a licença do canal 4 em VHF, necessário para realizar o projeto de criação de sua rede de televisão, em janeiro de 1987, o Grupo Abril conseguiu o seu canal em UHF. Após conseguir seu canal próprio, e com a maturidade da MTV Brasil no mercado, a Abril Radiodifusão efetuou em 2003, o pedido de várias licenças de retransmissão de TV em várias localidades do país. Após uma rápida crise no grupo e a enorme queda de audiência, não apenas para concorrentes diretos, mas também para a internet, a MTV Brasil fechou em 30 de setembro de 2013, dando lugar a Ideal TV que, anteriormente, foi um canal por assinatura, agora como emissora provisória, uma vez que a Abril não manifesta interesse em manter o canal. Em 18 de dezembro de 2013, o Grupo Abril anunciou a venda da Abril Radiodifusão, que transmite a Ideal TV, para o Grupo Spring de Comunicação, que edita a edição brasileira da revista Rolling Stone.[3][4] Os valores da transação não foram divulgados, mas segundo fontes ouvidas pelo jornal Folha de S. Paulo, a venda foi fechada em cerca de R$ 350 milhões e foi realizada pelo banco americano JP Morgan.[5][6] A venda foi aprovada pelo Ministério das Comunicações e pelo CADE.[7] No ano seguinte, o presidente em exercício Michel Temer e Gilberto Kassab, então titular do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.[8][9][10]

Os Diários Associados ganharam na Justiça, em 1998, ação indenizatória contra o Governo Federal, e terão de ser indenizados pela intervenção que resultou na perda de 5 dos 7 canais das Emissoras Associadas, que não enfrentavam dificuldades financeiras na época. Somente a TV Tupi de São Paulo e a TV Tupi do Rio estavam com salários atrasados. No caso do canal 6 carioca, boa parte de suas contas eram pagas pela Super Rádio Tupi do Rio, uma vez que a rádio e a TV faziam parte da mesma razão social (S/A Rádio Tupi). Na época, a lei previa que o governo federal teria de nomear um interventor para assumir a administração das empresas em dificuldades, afastando com isso os seus controladores, que a levaram a crise que estavam enfrentado, e somente em caso de falência, que não houve, é que caberia a decisão que foi tomada, o que não era o caso de TV Tupi de São Paulo, e nem da TV Tupi do Rio, pois seus patrimônios, imóveis, equipamentos, instalações, etc., cobriam as dívidas existentes. Após ganhar a indenização, os Diários Associados conseguiram a concessão do canal 9 de Recife e tiveram negociações para a compra da Rede Manchete.

Logotipos[editar | editar código-fonte]

  • 1950-1972: O Índio Tupiniquim passa a ser o Logotipo da TV Tupi de São Paulo.
  • 1951-1955: Número 6 da TV Tupi do Rio passa a ter o Índio Curirim dentro.
  • 1955-1972: A Tupi do Rio muda a sua marca; o nome da emissora passou a ser dentro do número 6.
  • 1972-1976 / 1977-1979: Com a formação da Rede Tupi, o seu logotipo passava a ser composto por duas linhas entrelaçadas e três esferas nas cores: azul, vermelho e verde e permaneceu até 1978.
  • 1976-1977: A emissora colocou um catavento como logotipo, mas não deu certo e voltaram a usar, a logomarca anterior que permaneceu em 1978.
  • 1979-1980: O "T" estilizado para a época continua nas mesmas cores. Azul, Vermelho e Verde.
  • 1980(2): O "T" passa para dentro de uma tela de TV e passa a ser preto e branco. Foi também uma comemoração dos 30 anos da emissora.

Vinhetas[editar | editar código-fonte]

Ano Vídeo
1950
1972
1975
1979
1980

Slogans[editar | editar código-fonte]

  • 1950-1952: A primeira TV do Brasil. A Primeira da América Latina.
  • 1956-1963: Seus 500, mais 500.
  • 1963-1972: Pioneira em Imagem-Som, Alcance e Côr. (em homenagem primeira transmissão experimental colorida)
  • 1972: Sistema Tupicolor, vamos por mais cor na sua vida. (em homenagem a primeira transmissão colorida)
  • 1974-1975: Rede Tupi - 22 Emissoras colorindo o céu do Brasil.
  • 1974-1979: Rede Tupi de Televisão - do tamanho do Brasil.
  • 1979-1980: Tupi, mais calor humano.

Emissoras[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Almanaque da Comunicação[ligação inativa]
  2. «Rede Tupi – a última transmissão (1980) - Youtube». Vídeo Archives Brasil. 8 de julho de 2020. Consultado em 9 de julho de 2020 
  3. «Nota - Abril Radiodifusão». Assessoria de Imprensa. Grupo Abril. 18 de dezembro de 2013. Consultado em 18 de dezembro de 2013. Arquivado do original em 19 de dezembro de 2013 
  4. Ribeiro, Igor (18 de dezembro de 2013). «Abril vende espólio da MTV a Spring». Meio & Mensagem. Consultado em 19 de dezembro de 2013 
  5. «Grupo da 'Rolling Stone' compra o canal da antiga MTV». Ilustrada. Folha de S. Paulo. 18 de dezembro de 2013. Consultado em 21 de dezembro de 2013 
  6. Possebon, Samuel (18 de dezembro de 2013). «Abril vende outorgas de TV para ex-VP da Band e do SBT». Tela Viva. Converge Comunicações. Consultado em 19 de dezembro de 2013. Arquivado do original em 6 de janeiro de 2015 
  7. Castro, Daniel; Pacheco, Paulo (18 de dezembro de 2013). «Abril vende canal da MTV para editora da revista Rolling Stone». Notícias da TV. Universo Online. Consultado em 19 de dezembro de 2013 
  8. «DECRETO DE 20 DE OUTUBRO DE 2016». Consultado em 15 de agosto de 2017 
  9. Paulo Macedo (21 de outubro de 2016). «Decreto autoriza Abril a repassar concessão de TV para Spring». Porpmark. Consultado em 15 de agosto de 2017 
  10. «PARECER (SF) Nº 41, DE 2017». Senado Federal do Brasil. Consultado em 15 de agosto de 2017 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GILDER, George. A Vida após a televisão: tudo sobre os últimos progressos em torno da televisão interativa. Trad. Ivo Korytowski. R. Janeiro: Ediouro, s.d
  • HOINEFF, Nelson. A Nova televisão, desmassificação e o impasse das grandes redes. Rio de Janeiro: Relume Dumára, s.d
  • MORAIS, Fernando. Chatô: Rei do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1994
  • RAMOS, José Mário Otiz. Televisão, publicidade e cultura de massa. Petrópolis: Vozes, 1995
  • Alves, Vida (2008). TV Tupi. Uma Linda História de Amor. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. 416 páginas. ISBN 9788570605924. Consultado em 26 de setembro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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