Região Metropolitana de Fortaleza

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Região Metropolitana de Fortaleza
Localização
Unidade federativa  Ceará
Lei Lei Complementar do Brasil nº 14 de 1973
Data da criação 8 de junho de 1973
Número de municípios 19
Cidade-sede Fortaleza
Características geográficas
Área 7 440,053 km²[1]
População 3 985 297 hab. () Estimativa da população IBGE/2015[2]
Densidade 535,65 hab./km²
IDH 0,732 – alto PNUD/2010[3]
PIB R$ 60.578.265 mil IBGE/2012[4]

A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), também conhecida como Grande Fortaleza, está localizada no estado do Ceará. Foi criada pela Lei Complementar Federal nº 14, de 8 de junho de 1973, que instituía, também, outras regiões metropolitanas no país.

Com 3.985.297 habitantes em 2015, a Grande Fortaleza é a primeira mais populosa do Norte-Nordeste. É ainda a sexta maior região metropolitana do Brasil e a 129ª maior área urbana do mundo.

A RMF tem como área de influência todo o território do Ceará (com exceção do município de Ipaumirim), metade oeste do Rio Grande do Norte, região da fronteira com Pernambuco e praticamente todos os estados do Piauí e Maranhão, além de alguns municípios do norte do Tocantins e leste do Pará. A região de influência da Grande Fortaleza é a maior do Norte-Nordeste em termos populacionais, servindo de referência para mais de 20 milhões de pessoas. É também a terceira maior do Brasil, atrás apenas da Grande São Paulo e do Grande Rio de Janeiro. [carece de fontes?]

De acordo com a empresa americana de pesquisa The Brookings Institution, a Grande Fortaleza fechou 2012 com um PIB de US$ 31,104 bilhões, ajustado pelo critério de Paridade Poder de Compra (PPC). Esse número colocou a RMF naquele ano como a 11ª mais rica do Brasil, a 20ª da América Latina e a 288ª do mundo.

O município de Caucaia é o maior em área, com 1.227,895 km². Eusébio, desmembrado de Aquiraz em 1987, o menor, com apenas 78,65 km². São Luís do Curu é o menos populoso, com apenas 12.519 habitantes.

Atualmente com quase quatro vezes a população inicial e o triplo de municípios, a principal dificuldade da RMF é a integração das cidades. O transporte coletivo ainda é caro e pouco abrangente. Além disso, quase a totalidade dos equipamentos urbanos concentra-se ainda em Fortaleza.

História[editar | editar código-fonte]

Mapa com os municípios incluídos até 1973.

Em 1975 foi criada pelo Governo do Ceará a Autarquia da Região Metropolitana de Fortaleza (Aumef). A Aumef tinha por objetivo desenvolver e integrar os municípios de acordo com os planos da lei federal que criou as nove primeiras regiões metropolitanas no Brasil. Durante os primeiros anos, a Aumef foi a responsável pelo plano diretor das cidades da RMF, elaborando um plano geral de desenvolvimento urbano integrado de toda a área metropolitana. As principais obras realizadas pela Aumef foram a construção do anel viário interligando todas a estradas de acesso ao municípios periféricos e o alargamento das BRs de acesso a Fortaleza (116 e 222). Os primeiros planos do metrô para Fortaleza surgiram durante a existência da autarquia, extinta em 1992.

Durante a década de 1990 não houve uma ação política voltada para a integração das cidades metropolitanas. Somente em 1997 a RMF volta ao debate na mídia com a criação da ONG Planefor que foi apoiada pelo Centro Industrial do Ceará para realizar ações de planejamento da Metrópole. Mesmo assim, sem força política nem presença na mídia local, o Planefor não tem se mostrado alternativa para o desenvolvimento da região e os municípios envolvidos.

Formada inicialmente por apenas cinco cidades: Fortaleza, Caucaia, Maranguape, Pacatuba e Aquiraz, a região metropolitana aglomerava uma massa populacional de aproximadamente 1 milhão de habitantes. Em 1983, Maracanaú, também por lei federal, passou a fazer parte da RMF. Em 1987 foi adicionado mais um município, Eusébio.Em 1992 Itaitinga e Guaiuba. A partir de 1999, mais quatro cidades passaram a integrar a região metropolitana: Chorozinho, Pacajus, Horizonte e São Gonçalo do Amarante. Em 2009 o governo estadual incluiu mais duas cidades a RMF, Pindoretama e Cascavel.[5] Em 2014, o governador Cid Gomes incluiu as cidades de Paracuru, Paraipaba, Trairi e São Luís do Curu.[6]

Integração[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Imagem do satélite Landsat editada pela Embrapa. Atente para os contrastes: os tons de róseo e vermelho são áreas secas ou degradadas. As grandes manchas verdes correspondem às serras e mangues, e o roxo representa a área urbana.

As rodovias integram os municípios da RMF constituindo o sistema rodoviário, principal transporte utilizado pelas populações dos municípios, com especial atenção para o transporte "alternativo". As principais estradas estaduais são: CE-040 e CE-025 passando por Eusébio, Aquiraz e seu litoral, onde existe um complexo turístico, com destaque para o Beach Park; CE-060 passando por Maracanaú e Pacatuba; CE-065 até Maranguape; a CE-090 com acesso ao litoral de Caucaia; a CE-085 até o município de São Gonçalo do Amarante; a estrada CE-350 liga Pacatuba a Itaitinga; a CE-422 que dá acesso ao Porto do Pecém.

As rodovias federais são: BR-116, que está sendo duplicada do Anel Viário de Fortaleza até o município de Horizonte; BR-222 que dá acesso a Caucaia; Anel Viário ou BR-020 que faz a interligação da CE-040 com a BR-116, a CE-060, a CE-065, a BR-020 e a BR-222.

O Metrofor interligará Fortaleza às duas principais cidades da RMF (Caucaia e Maracanaú), além de Pacatuba e Maranguape. São também as duas mais populosas, depois de Fortaleza. O sistema tem origem no transporte de passageiros pelos trens da CBTU, surgido no período de implantação e desenvolvimento das regiões metropolitanas no Brasil.

Diferentemente de outras cidades do Brasil que passaram por mudanças no sistema aeroportuário, (com a construção de aeroportos em municípios próximos às capitais), o Aeroporto de Fortaleza foi reformado e recebeu um novo terminal, maior que o anterior, de modo a manter o tráfego aéreo sobre a cidade e a concentração de grandes equipamentos em Fortaleza.

Economia[editar | editar código-fonte]

Ao redor do Porto do Pecém está sendo estruturado o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que abrigará uma siderúrgica, em processo de implantação entre os municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante. O Distrito Industrial de Maracanaú, instalado na mesma cidade, abriga boa parte das indústrias da metrópole.

O turismo e a expansão imobiliária são os principais mercados dos municípios com litoral (São Gonçalo, Caucaia, Aquiraz e Cascavel). Existem projetos de "resorts" e complexos turísticos nestes litorais, os quais, ao se concretizarem, poderão melhorar o equilíbrio destas cidades com relação a Fortaleza. Como exemplo, no município de Aquiraz, o "Aquiraz Riviera".

Municípios[editar | editar código-fonte]

Mapa da Grande Fortaleza.
Município Área (km²) IDH População PIB (R$) PIB per capita (R$)
Aquiraz 0,641 72 628 935 351 000 12.560
Cascavel 0,646 66 142 484 910 000 7.183
Caucaia 0,682 325 441 3 657 134 000 10.881
Chorozinho 0,604 18 915 89 207 000 4.708
Eusébio 0,701 46.033 1 407 512 000 29.327
Fortaleza 0,754 2 452 185 43 402 190 000 17.359
Guaiuba 0,617 24 091 107 068 000 4.330
Horizonte 0,658 55 187 939 562 000 16.083
Itaitinga 0,626 35 817 184 858 000 5.021
Maracanaú 0,686 209 057 4 789 878 000 22.445
Maranguape 0,659 113 561 823 652 000 7.021
Pacajus 0,659 61 838 599 849 000 9.296
Pacatuba 0,675 72 299 650 910 000 8.631
Pindoretama 0,636 18 683 104 306 000 5.419
São Gonçalo do Amarante 0,665 43 890 1 439 817 000 31.895
São Luís do Curu 0,620 12 519 68 489 000 5.497
Paraipaba 0,634 30 041 199 731 000 6.498
Paracuru 0,637 31 638 396 224 000 12.284
Trairi 0,606 51 432 297 617 000 5.672
TOTAL - - 3.741.397 60 578 265 000 16.191

Todos os dados estão atualizados. Provenientes do ano de 2010. PIB de 2012.

Referências

  1. IBGE (2010). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 03 de agosto de 2013.
  2. IBGE divulga as estimativas populacionais dos municípios em 2015 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Visitado em 28 de agosto de 2015.
  3. PNUD (2014). Ranking de todas as RMs Atlas do desenvolvimento Humano do Brasil. Visitado em 5 de dezembro de 2014. "Seção Região Metropolitana'"
  4. Produto Interno Bruto dos Municípios 2007-2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 18 dez. 2013.
  5. Diário Oficial do Estado do Ceará nº 121, ano I, série 3 (03 de julho de 2009). Visitado em 03 de julho de 2009.
  6. Diário Oficial do Estado do Ceará nº 166, ano VI, série 3 (08 de setembro de 2014). Visitado em 11 de junho de 2015.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikisource
O Wikisource contém fontes primárias relacionadas com Lei Complementar Estadual n° 18

Ligações externas[editar | editar código-fonte]