Região Metropolitana de Fortaleza

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Região Metropolitana de Fortaleza
Localização
Localização da Região Metropolitana de Fortaleza
Unidade federativa  Ceará
Lei Lei Complementar do Brasil nº 14 de 1973
Data da criação 8 de junho de 1973
Número de municípios 19
Cidade-sede Fortaleza
Características geográficas
Área 7 440,053 km²[1]
População 4 019 213 hab. () Estimativa IBGE/2016[2]
Densidade 540,21 hab./km²
IDH 0,732 – alto PNUD/2010[3]
PIB R$ 80,422,840 Mil (IBGE/2014) IBGE/2012[4]

A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), também conhecida como Grande Fortaleza, está localizada no estado do Ceará. Foi criada pela Lei Complementar Federal nº 14, de 8 de junho de 1973, que instituía, também, outras regiões metropolitanas no país.

Com 4.019.213 habitantes em 2016, a Grande Fortaleza é a primeira mais populosa do Norte-Nordeste. É ainda a sexta maior região metropolitana do Brasil e a 129ª maior área urbana do mundo.

A RMF tem como área de influência todo o território do Ceará e oeste do Rio Grande do Norte. A região de influência da Grande Fortaleza é a maior do Norte-Nordeste em termos populacionais.

De acordo com o IBGE, a Grande Fortaleza fechou 2014 com um PIB de R$ 80,4 bilhões. Esse número colocou a RMF naquele ano como a terceira mais rica do Norte-Nordeste - atrás da Grande Salvador e do Grande Recife - e a 11ª do Brasil.

O município de Caucaia é o maior em área, com 1.227,895 km². Pindoretama, desmembrado de Cascavel, em 1987, o menor, com apenas 72,85 km². São Luís do Curu é o menos populoso, com apenas 12.519 habitantes.

Atualmente com quase quatro vezes a população inicial e o triplo de municípios, a principal dificuldade da RMF é a integração das cidades. O transporte coletivo ainda é caro e pouco abrangente. Além disso, quase a totalidade dos equipamentos urbanos concentra-se ainda em Fortaleza.

História[editar | editar código-fonte]

Mapa com os municípios incluídos até 1973.

Em 1975 foi criada pelo Governo do Ceará a Autarquia da Região Metropolitana de Fortaleza (Aumef). A Aumef tinha por objetivo desenvolver e integrar os municípios de acordo com os planos da lei federal que criou as nove primeiras regiões metropolitanas no Brasil. Durante os primeiros anos, a Aumef foi a responsável pelo plano diretor das cidades da RMF, elaborando um plano geral de desenvolvimento urbano integrado de toda a área metropolitana. As principais obras realizadas pela Aumef foram a construção do anel viário interligando todas a estradas de acesso ao municípios periféricos e o alargamento das BRs de acesso a Fortaleza (116 e 222). Os primeiros planos do metrô para Fortaleza surgiram durante a existência da autarquia, extinta em 1992.

Durante a década de 1990 não houve uma ação política voltada para a integração das cidades metropolitanas. Somente em 1997 a RMF volta ao debate na mídia com a criação da ONG Planefor que foi apoiada pelo Centro Industrial do Ceará para realizar ações de planejamento da Metrópole. Mesmo assim, sem força política nem presença na mídia local, o Planefor não tem se mostrado alternativa para o desenvolvimento da região e os municípios envolvidos.

Formada inicialmente por apenas cinco cidades: Fortaleza, Caucaia, Maranguape, Pacatuba e Aquiraz, a região metropolitana aglomerava uma massa populacional de aproximadamente 1 milhão de habitantes. Em 1983, Maracanaú, também por lei federal, passou a fazer parte da RMF. Em 1987 foi adicionado mais um município, Eusébio.Em 1992 Itaitinga e Guaiuba. A partir de 1999, mais quatro cidades passaram a integrar a região metropolitana: Chorozinho, Pacajus, Horizonte e São Gonçalo do Amarante. Em 2009 o governo estadual incluiu mais duas cidades a RMF, Pindoretama e Cascavel.[5] Em 2014, o governador Cid Gomes incluiu as cidades de Paracuru, Paraipaba, Trairi e São Luís do Curu.[6]

Integração[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Imagem do satélite Landsat editada pela Embrapa. Atente para os contrastes: os tons de róseo e vermelho são áreas secas ou degradadas. As grandes manchas verdes correspondem às serras e mangues, e o roxo representa a área urbana.

As rodovias integram os municípios da RMF constituindo o sistema rodoviário, principal transporte utilizado pelas populações dos municípios, com especial atenção para o transporte "alternativo". As principais estradas estaduais são: CE-040 e CE-025 passando por Eusébio, Aquiraz e seu litoral, onde existe um complexo turístico, com destaque para o Beach Park; CE-060 passando por Maracanaú e Pacatuba; CE-065 até Maranguape; a CE-090 com acesso ao litoral de Caucaia; a CE-085 até o município de São Gonçalo do Amarante; a estrada CE-350 liga Pacatuba a Itaitinga; a CE-422 que dá acesso ao Porto do Pecém.

As rodovias federais são: BR-116, que está sendo duplicada do Anel Viário de Fortaleza até o município de Horizonte; BR-222 que dá acesso a Caucaia; Anel Viário ou BR-020 que faz a interligação da CE-040 com a BR-116, a CE-060, a CE-065, a BR-020 e a BR-222.

O Metrofor interligará Fortaleza às duas principais cidades da RMF (Caucaia e Maracanaú), além de Pacatuba e Maranguape. São também as duas mais populosas, depois de Fortaleza. O sistema tem origem no transporte de passageiros pelos trens da CBTU, surgido no período de implantação e desenvolvimento das regiões metropolitanas no Brasil.

Diferentemente de outras cidades do Brasil que passaram por mudanças no sistema aeroportuário, (com a construção de aeroportos em municípios próximos às capitais), o Aeroporto de Fortaleza foi reformado e recebeu um novo terminal, maior que o anterior, de modo a manter o tráfego aéreo sobre a cidade e a concentração de grandes equipamentos em Fortaleza.

Economia[editar | editar código-fonte]

Ao redor do Porto do Pecém está sendo estruturado o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que abrigará uma siderúrgica, em processo de implantação entre os municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante. O Distrito Industrial de Maracanaú, instalado na mesma cidade, abriga boa parte das indústrias da metrópole.

O turismo e a expansão imobiliária são os principais mercados dos municípios com litoral (São Gonçalo, Caucaia, Aquiraz e Cascavel). Existem projetos de "resorts" e complexos turísticos nestes litorais, os quais, ao se concretizarem, poderão melhorar o equilíbrio destas cidades com relação a Fortaleza. Como exemplo, no município de Aquiraz, o "Aquiraz Riviera".

Municípios[editar | editar código-fonte]

Mapa da Grande Fortaleza.
Município Área (km²) IDH População (2010) População (Est. 2016) PIB (R$)2014 PIB per capita (R$)2014
Aquiraz 480,976 0,641 72 628 78 438 1 601 415 000 20 806
Cascavel 837,967 0,646 66 142 70 574 773 138 000 11 124
Caucaia 1 227,895 0,682 325 441 358 164 5 513 528 000 15 774
Chorozinho 278,400 0,604 18 915 19 194 128 161 000 6 678
Eusébio 79,00 0,701 46 033 51 913 2 486 552 000 49 426
Fortaleza 314,93 0,754 2 452 185 2 609 716 56 728 828 000 22 057
Guaiuba 267,203 0,617 24 091 26 091 153 817 000 6 012
Horizonte 159,972 0,658 55 187 64 673 1 397 774 000 22 544
Itaitinga 150,788 0,626 35 817 38 933 435 900 000 11 431
Maracanaú 105,696 0,686 209 057 223 188 6 742 786 000 30 684
Maranguape 590,824 0,659 113 561 125 058 1 059 651 000 8 684
Pacajus 254,435 0,659 61 838 69 877 924 363 000 13 658
Pacatuba 132,427 0,675 72 299 81 627 960 144 000 12 141
Pindoretama 72,855 0,636 18 683 20 430 168 303 000 8 425
São Gonçalo do Amarante 834,394 0,665 43 890 47 791 1 515 257 000 32 389
São Luís do Curu 122,00 0,620 12 519 12 805 87 282 000 6 865
Paraipaba 301,123 0,634 30 041 32 256 329 626 000 10 396
Paracuru 303,253 0,637 31 638 33 665 425 742 000 12 832
Trairi 924,555 0,606 51 432 54 820 591 988 000 10 963
TOTAL 7 438,693 - 3.615.767 4.019.213 80 422 840 000 21 062

Todos os dados estão atualizados. Provenientes do ano de 2010 e 2016. PIB de 2012.

Referências

  1. IBGE (2010). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 3 de agosto de 2013 
  2. «IBGE divulga as estimativas populacionais dos municípios em 2015» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 30 de agosto de 2016. Consultado em 10 de setembro de 2016 
  3. PNUD (2014). «Ranking de todas as RMs». Seção Região Metropolitana. Atlas do desenvolvimento Humano do Brasil. Consultado em 5 de dezembro de 2014 
  4. «Produto Interno Bruto dos Municípios 2007-2011». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 18 de dezembro de 2013 
  5. «Diário Oficial do Estado do Ceará nº 121, ano I, série 3» (PDF). 03 de julho de 2009. Consultado em 3 de julho de 2009  Verifique data em: |data= (ajuda)
  6. «Diário Oficial do Estado do Ceará nº 166, ano VI, série 3» (PDF). 8 de setembro de 2014. Consultado em 11 de junho de 2015 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikisource
O Wikisource contém fontes primárias relacionadas com Lei Complementar Estadual n° 18

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. «População das Regiões Metropolitanas, Regiões Integradas de Desenvolvimento e Aglomerações Urbanas com mais de Um Milhão de Habitantes». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 30 de agosto de 2016. Consultado em 9 de setembro de 2016