Região Metropolitana de Manaus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Região Metropolitana de Manaus
Localização
Localização da Região Metropolitana de Manaus
Capitais do Brasil - Capital Cities of Brazil - Manaus-AM (36163978982).jpg
Unidade federativa  Amazonas
Lei LCE 52/2007
Data da criação 30 de maio de 2007 (11 anos)
Número de municípios 13
Cidade-sede Manaus
Características geográficas
Área 127 287,789 km²[1]
População 2 631 239 hab. (11º) Estimativa populacional IBGE/2018[2]
Densidade 20,67 hab./km²
IDH 0,720 (19º) – elevado PNUD/2010[3]
PIB R$ Aumento73 385 432 mil IBGE/2015[4]
PIB per capita R$ 29.076,19 IBGE/2015[4]

A Região Metropolitana de Manaus (RMM), também conhecida como Grande Manaus, é a maior região metropolitana da Região Norte do Brasil, com cerca de 2,6 milhões de habitantes, e a décima primeira mais populosa do país.[5][6] Instituída em 2007 pela Lei Complementar Estadual nº 52, reúne 13 municípios do estado do Amazonas em processo de conurbação.[7]

Manaus exerce significativa influência como metrópole regional, influenciando mais de 4,6 milhões de pessoas nos estados do Amazonas e Roraima, sendo a terceira maior rede urbana em área do Brasil, polarizando cerca de 19% do território nacional.[8][9][10] É o centro político, financeiro, comercial, educacional e cultural do Amazonas, representando em torno de 84% da economia e 64% da população do estado do Amazonas. Seu produto interno bruto (PIB) somava em 2015 cerca de R$ 73,385 bilhões, dos quais cerca de 90% pertenciam à cidade de Manaus.[11]

A metrópole abriga um grande número de sedes regionais e nacionais de instituições e empresas públicas e privadas, como o Comando Militar da Amazônia, o CINDACTA IV, o VII COMAR, a SUFRAMA, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, a Petróleo Sabbá SA, a Amazon Sat, a CCE, a CIEX, a Rede Amazônica, a rede de Supermercados DB, a rede de lojas Bemol, entre outras.

A Região Metropolitana de Manaus constitui-se numa área estratégica para o desenvolvimento do estado.[12] Nela estende-se uma área de livre comércio, onde estão abrigadas algumas das maiores e mais importantes empresas instaladas no país do ramo de transportes e comunicações, além de polos biotecnológicos, petroquímicos, centros comerciais e intensa atividade portuária.[13][14] A RMM também está localizada estrategicamente em relação aos países da América Latina e aos Estados Unidos, sendo o Aeroporto Internacional de Manaus a principal porta de entrada da Amazônia com voos diretos para Miami, Buenos Aires, Cidade do Panamá e Caribe.[15]

História[editar | editar código-fonte]

2007 - O Governo do Estado do Amazonas, por meio da Lei Complementar nº 52, de 30 de maio de 2007, instituiu a Região Metropolitana de Manaus com vistas à organização, ao planejamento e à execução de funções públicas e serviços de interesse metropolitano ou comuns.[16] Esta Lei instituiu a RMM, composta pelos municípios de Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Manaus, Novo Airão, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva. Em novembro do mesmo ano, o Governo do Estado iniciou a construção da Ponte Rio Negro, ligando Manaus ao município de Iranduba.[17] Em 27 de dezembro, o município de Manacapuru é incluído na região metropolitana.[18]

2008 - Foi criada a Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Manaus - SRMM pela Lei Complementar nº 60, de 29 de fevereiro de 2008, como órgão integrante da administração direta do Poder Executivo.[19]

2009 - São incluídos os municípios de Autazes, Careiro, Itapiranga, Manaquiri e Silves, totalizando 13 municípios na região metropolitana.[20]

2011 - Em 24 de outubro de 2011 foi inaugurada a Ponte Rio Negro com 3.595 metros de comprimento, a maior ponte fluvial estaiada do Brasil. O empreendimento, que liga Manaus ao município de Iranduba, representa muito mais que uma solução logística para o escoamento da produção e o transporte de pessoas. A ponte abre uma leque de novas oportunidades e de desenvolvimento socioeconômico para os municípios da Grande Manaus e interior do estado.[21]

2012 - O Governo do Amazonas anunciara, em janeiro de 2012, o projeto de duplicação da Rodovia Manoel Urbano (AM-070). Com 93 km de extensão, ela liga Manaus aos municípios de Iranduba e Manacapuru, e é a principal via para o escoamento da produção local.[22] No mesmo ano, governo do estado anunciou o lançamento do projeto da Cidade Universitária do Estado do Amazonas, projeto que está em fase de execução que, diferente das instituições existentes no país que acumula os cursos e unidades em um único local, a cidade contará com espaços de estudo, pesquisa, cultura, esporte e lazer, relações internacionais, comércio e serviços, empreendedorismo e de relação social intensa com a comunidade.[23]

2015 - Foi aprovado em 2015 o Projeto de Lei que visa estender a área da Zona Franca de Manaus, cujo objetivo é fazer coincidir com os perímetros da Região Metropolitana de Manaus. A proposta visa a maior abrangência física legal em relação à promoção ao desenvolvimento regional dos municípios envolvidos em face do incremento das atividades econômicas existentes.[24][25]

Economia[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana de Manaus é o maior polo de riqueza regional. A metrópole detém a centralização do comando do grande capital privado, abrigando um dos mais importantes complexos industriais do país, centros comerciais, instituições financeiras, universidades e importantes centros tecnológicos e de pesquisa.

Seu Produto Interno Bruto, de acordo com o IBGE, era de R$ 73,385 bilhões em 2015. Esse número coloca a RMM como a mais rica da região Norte do Brasil e representa 1,2% do PIB nacional. No mesmo ano, a renda per capita foi calculada em R$ 29.076,19.[26][27]

Agropecuária[editar | editar código-fonte]

O Distrito Agropecuário da SUFRAMA, localizado ao norte de Manaus, dispõe de grandes áreas destinadas a projetos agropecuários e agroindustriais. Entende-se por atividade agropecuária a produção, o processamento e a comercialização dos produtos, subprodutos e derivados, serviços e insumos agrícolas, pecuários, pesqueiros e florestais, inclusive do extrativismo vegetal. O pólo agropecuário abriga projetos voltados à atividades de produção de alimentos, agroindústria, piscicultura, turismo, beneficiamento de madeira, entre outras, formando um dos mais modernos pólos industriais da América Latina. Estima-se que o faturamento do Distrito Agropecuário supere atualmente o montante de R$ 20 milhões e que mais de dois mil empregos são gerados de forma direta e indireta a partir de suas propriedades.[28] Os municípios de Autazes, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru e Presidente Figueiredo são destaques no setor primário da região metropolitana.

  • Autazes: a economia do município baseia-se na criação de gado leiteiro, o que valeu a cidade o título de terra do leite e do queijo. Também há uma grande produção de queijo coalho, queijo manteiga e leite, bem como o cultivo de mandioca (farinha), cupuaçu, guaraná, laranja, feijão e milho.[29]
  • Iranduba: situado à margem esquerda do Rio Solimões, é o maior produtor de hortifrutigranjeiros no Amazonas.[30] A localização do município permite a existência de dois ecossistemas diversos. Na orla do Rio Negro figuram paisagens paradisíacas, praias, cachoeiras e florestas abundantes; ao longo do rio Solimões descortinam-se extensas áreas de várzea com atividades agrícolas, pesqueiras e de contemplação.[31]
  • Itacoatiara: a agricultura é uma das principais fontes de renda no município, que também é considerado o maior polo agropecuário da região Norte do Brasil, destacando-se como importante produtor de mandioca, banana, laranja, feijão, café, hortaliças e milho. A pecuária e a pesca também constituem um forte empreendedor econômico do município, com destaque para a criação de bovinos equinos e suínos. Na pesca, as espécies mais comuns são o pacu, sardinha, curimatã, branquinha, jaraqui, matrinxã, acari-bodó e outras espécies de peixes oriundos de água doce.[32] A produção agrícola de frutos no município alcançou R$ 296 milhões, em 2016, o quinto município com maior valor de produção do país.[33]
  • Manacapuru: o Amazonas é o maior produtor de fibras do Brasil, com participação de 87% da produção nacional (IBGE -PAM/2014). Inúmeras cidades na calha do Rio Solimões se destacam na produção de fibras, entre elas Manacapuru, com a média anual de 70 a 100 toneladas de juta.[34]
  • Presidente Figueiredo: o cupuaçu é o principal item da cultura econômica rural do município,[35] que reflete também no setor de turismo através da Festa do Cupuaçu, alavancando toda a economia da cidade nesse período.[36]

Biotecnologia[editar | editar código-fonte]

A Grande Manaus vem ocupando e consolidando uma importante posição econômica em nível nacional. Com todos os seus municípios recebendo incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, comporta um parque industrial abrangente, diversificado e composto por segmentos de natureza complementar. Possui uma estrutura agrícola e agroindustrial bastante significativa e desempenha atividades terciárias de expressiva especialização. Destaca-se ainda pela presença de centros inovadores no campo das pesquisas científica e tecnológica, bem como o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). É uma iniciativa conjunta da comunidade científica, do setor privado, do governo federal, e dos governos estaduais da Região Amazônica e visa: contribuir para o desenvolvimento da bioindústria no país e em especial na região amazônica; atuar fortemente na geração de conhecimento e transferência de tecnologia de ponta, mediante diversas modalidades de parcerias com instituição de pesquisa e o setor privado; e contribuir para diversificação da estrutura produtiva do Polo Industrial de Manaus, no que se refere à ampliação das oportunidades de investimento na região.[37]

Petroquímica[editar | editar código-fonte]

A Refinaria Isaac Sabbá, pertencente à Petrobras, localizada às margens do Rio Negro, em Manaus, iniciou suas operações em 6 de setembro de 1956 com a denominação de Companhia de Petróleo da Amazônia, mas foi inaugurada oficialmente em 3 de janeiro de 1957, com a presença do então presidente da República Juscelino Kubitschek.

Opera desde o ano 2000 com capacidade de processamento de 7 milhões e 300 mil litros de petróleo por dia, ou seja, 46 mil barris por dia. A refinaria é autossuficiente em energia, dispondo de uma central termoelétrica que produz e distribui 5,8 megawatts, uma capacidade suficiente para atender a demanda por energia de uma cidade com 35 mil habitantes. Atende aos mercados de Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Acre e Roraima.[38]

O gasoduto Urucu-Coari-Manaus iniciou as operações em 2009 e tem capacidade de transportar 5,5 milhões de metros cúbicos/dia. A Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) pretende expandir a distribuição de gás natural para as áreas residências até o primeiro semestre de 2017.[39]

Indústria[editar | editar código-fonte]

A RMM abriga algumas das maiores multinacionais presentes no país, como a Samsung, Sony, LG Electonics, Coca-Cola Company, Honda, P&G, entre outros. Na foto, edifícios empresariais no bairro Adrianópolis, em Manaus.

O setor industrial fica por conta da SUFRAMA. Trata-se de um modelo de desenvolvimento econômico implantado pelo Governo Federal em 1967 objetivando viabilizar uma base econômica na Amazônia Ocidental, promover a melhor integração produtiva e social dessa região ao país, garantindo a soberania nacional sobre suas fronteiras.[40]

A mais bem-sucedida estratégia de desenvolvimento regional, o modelo leva à região de sua abrangência (estados da Amazônia Ocidental: Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima e as cidades de Macapá e Santana, no Amapá) desenvolvimento econômico aliado à proteção ambiental, proporcionando melhor qualidade de vida às suas populações.[41]

A ZFM compreende três pólos econômicos: comercial, industrial e agropecuário. O primeiro teve maior ascensão até o final da década de 80, quando o Brasil adotava o regime de economia fechada. O industrial é considerado a base de sustentação da ZFM. O pólo industrial possui aproximadamente 600 indústrias de alta tecnologia gerando mais de meio milhão de empregos, diretos e indiretos, principalmente nos segmentos de eletroeletrônicos, veículos de duas rodas e petroquímico e químico. Entre os produtos fabricados destacam-se: aparelhos celulares e de áudio e vídeo, televisores, motocicletas, concentrados para refrigerantes, entre outros.[42]

No município de Itacoatiara, a produção industrial está voltada para atividades agropecuárias, produção de minerais não metálicos, metalúrgica, mecânica, materiais elétricos, material de transporte, madeira, mobiliário, papel, borracha, couro, produtos farmacêuticos e veterinários, materiais plásticos, têxtil, vestuário, bebida, fumo, editorial e gráfica, calçados e construção.

Comércio e serviços[editar | editar código-fonte]

Os setores de comércio e serviços são muito importantes para a RMM, sendo concentrados nas cidades de Manaus, Itacoatiara e Manacapuru. A metrópole apresenta uma grande concentração pontos comerciais, instituições financeiras, representantes de empresas dos mais variados seguimentos, serviços e órgãos públicos que servem à toda região.

Há um total de 10 shoppings centers em Manaus registrados na Associação Brasileira de Shopping Centers - Abrasce. Os maiores da Região Norte estão localizados na cidade, entre eles, o Amazonas Shopping (o primeiro no município, inaugurado em 1991), o Shopping Manaus Via Norte (maior da Região Norte com 52.639 m² de ABL), o Manauara Shopping, o Shopping Ponta Negra e Sumaúma Park Shopping. Outros shoppings centers são o Millennium Shopping, o Manaus Plaza Shopping, o Shopping Grande Circular, o Studio 5 Festival Mall e Uai Shopping São José. Os 10 shoppings possuem, juntos, 324.353 m² de área bruta locável.[43] Há, também, o Shopping Cidade Leste, inaugurado em julho de 2013, que não é registrado na Abrasce.[44]

O município de Itacoatiara, segunda maior economia, mantém fortes transações comerciais com Manaus. Entre os produtos que importa aparecem em primeiro lugar gêneros alimentícios, tecidos, medicamentos, ferragens e material elétrico. A cidade possui estabelecimentos comerciais dos mais variados tipos.

Vista panorâmica de Manaus, o centro econômico da Região Metropolitana.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Área[editar | editar código-fonte]

A área da Região Metropolitana de Manaus é de 127.287,789 quilômetros quadrados. É a maior área metropolitana brasileira, superior à área de alguns estados brasileiros como Pernambuco, Santa Catarina e Rio de Janeiro (sendo mais do que duas vezes superior a este último) e tem aproximadamente as mesmas dimensões de algumas nações como, Islândia (103.000 km²) e Coreia do Sul (99.538 km²), e superiores à de países como Hungria (93.032 km²) e Portugal (92.391 km²).

Manaus possui a quarta maior área urbana do país com 427 quilômetros quadrados, segundo dados da Embrapa de 2015.[45] Em estudo divulgado em 2005 pela mesma instituição, a sede metropolitana possuía a maior área urbanizada das regiões Norte e Nordeste com 266 quilômetros quadrados.[46] Em 2010, a Grande Manaus possuía um grau de urbanização de 94% e cerca de 60% da população estadual residia na RM. A população do município-núcleo, Manaus, correspondia, em 2010, a 85% da população metropolitana. A taxa de crescimento da população da RM de Manaus, entre 2000 e 2010, foi de 2,5% ao ano.[47]

A metrópole de Manaus é uma exceção, devido às características de seu sítio, pois localiza-se na confluência de dois rios muito largos: o Solimões e o Negro, o que, até 2011 (antes da construção da Ponte Rio Negro), levava os deslocamentos cotidianos entre municípios a serem feitos por barcos. Outro aspecto é a vasta extensão territorial do município de Manaus, que dificulta a formação de um arranjo populacional.[48] Porém, vale dizer que existe uma ligação física entre os municípios de Manaus e Iranduba, através da Ponte Rio Negro, onde ambas apresentam um processo de conurbação.[49]

O município de Iranduba, localizado na margem direita do rio Negro abrigará a Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas. Além do campus universitário, a cidade terá casas residenciais, comércio, serviços públicos, eixos viários, áreas de lazer e de turismo, entre outros elementos próprios de uma cidade urbana. A Cidade reunirá todas as unidades da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) de Manaus em apenas um pólo. Será construído ainda um hospital escola com 200 leitos, Vila Olímpica e Centro Tecnológico de pesquisas. O plano diretor prevê áreas para implantação de empreendimentos habitacionais, condomínios horizontais e verticais, comércios, shopping center e business center, destinados para atender a população que vai trabalhar a cidade.[50]

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população, segundo estimativa do IBGE, divulgada em 29 agosto de 2018, era de 2 631 239 habitantes. O que corresponde 64% da população do Amazonas, 14,4% da população da Região Norte do Brasil e 1,3% da população total do país.[51]

Municípios[editar | editar código-fonte]

Município Legislação[52] Área territorial (km²)[53] População (2018)[51] PIB (2015)[11] IDH-M (2010)[54]
Autazes 30.04.2009
(LC N.64)
7.652,851 38.830 R$ 264,8 milhões 0,577
baixo
Careiro 30.04.2009
(LC N.64)
6.096,210 37.384 R$ 246,8 milhões 0,557
baixo
Careiro da Várzea 30.05.2007
(LC N.52)
2.627,474 29.595 R$ 269,3 milhões 0,568
baixo
Iranduba 30.05.2007
(LC N.52)
2.216,817 47.571 R$ 626,6 milhões 0,613
médio
Itacoatiara 30.05.2007
(LC N.52)
8.891,906 99.955 R$ 1,7 bilhão 0,644
médio
Itapiranga 30.04.2009
(LC N.64)
4.335,075 9.064 R$ 80,4 milhões 0,654
médio
Manacapuru 27.12.2007
(LC N.59)
7.336,579 96.236 R$ 1,4 bilhão 0,614
médio
Manaquiri 30.04.2009
(LC N.64)
3.973,259 31.147 R$ 231,3 milhões 0,596
baixo
Manaus 30.05.2007
(LC N.52)
11.401,092 2.145.444 R$ 67,0 bilhões 0,737
alto
Novo Airão 30.05.2007
(LC N.52)
37.805,257 18.974 R$ 116,9 milhões 0,570
baixo
Presidente Figueiredo 30.05.2007
(LC N.52)
25.412,265 35.352 R$ 760,5 milhões 0,647
médio
Rio Preto da Eva 30.05.2007
(LC N.52)
5.815,622 32.577 R$ 443,7 milhões 0,611
médio
Silves 30.04.2009
(LC N.64)
3.723,382 9.110 R$ 104,9 milhões 0,632
médio
Total 127.287,789 2.631.239 R$ 73,3 bilhões 0,720
alto

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Rodovia Manoel Urbano na saída do município de Iranduba. Ao fundo, a Ponte Rio Negro.

Transporte rodoviário[55][editar | editar código-fonte]

Rodovias Federais

BR-174 (escudo).svg ManausPresidente FigueiredoBoa VistaVenezuela

BR-319.svg ManausCareiroHumaitáPorto Velho

Rodovias Estaduais

AM-010 - ManausRio Preto da EvaItacoatiara

AM-070 - ManausIrandubaManacapuru

AM-254 - ManausAutazes

AM-352 - ManacapuruNovo Airão

AM-354 - ManausManaquiri

Com 3.595 metros, a Ponte Rio Negro conecta os municípios de Manaus e Iranduba.

Hidroviário[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Porto de Manaus

O transporte fluvial na RMM é muito comum. A Grande Manaus possui quatro portos: dois em Manaus, um em Itacoatiara e outro em Manacapuru.

  • Porto de Manaus, considerado maior porto flutuante do mundo, é um grande e movimentado porto localizado à margem esquerda do Rio Negro distante 13 km da confluência com o rio Solimões.[56] O porto atende aos estados do Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre e áreas do norte de Mato Grosso, sendo administrado pela Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias do Estado do Amazonas (SNPH) desde 1997.[57][58][59] É capaz de operar com quatro navios simultaneamente em qualquer período do ano e mais três navios durante a cheia do Rio Negro.[60]
  • Porto Chibatão, localizado no coração do Polo Industrial, é considerado o maior complexo portuário privado da América Latina com 1 milhão de metros quadrados e capacidade de carga estática de 40 mil TEU’s em toda sua estrutura, a qual fica à disposição de importantes Armadores como Hamburg Süd, Maersk, Mercosul Line, Log-In, CMA-CGM, MSC e também de navios de carga geral e produtos siderúrgicos que se destinam ao PIM. O Porto Chibatão dispõe de um cais flutuante de 710 metros de comprimento por 240 metros de boca e tem como finalidade o embarque e desembarque de navios para movimentação de cargas de projetos, cargas gerais e containers.[61]
  • Porto de Itacoatiara, que opera desde 1997, sendo uma das rotas nacionais de exportação de soja oriunda da Região Centro-Oeste do Brasil. Trata-se de uma obra conjunta do Governo do Amazonas com a empresa mato-grossense Amaggi e teve um custo total de R$ 28 milhões. No terminal, transatlânticos de até 60 mil toneladas são carregados a uma velocidade de 1,5 mil toneladas/hora, sem filas de espera como ocorre nos portos do Sul do País. As instalações do porto de Itacoatiara estão projetadas para um movimento de dois milhões de toneladas de grãos por ano.[62]
  • Porto de Manacapuru, de responsabilidade da Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias – SNPH, é um dos maiores da Região Norte do Brasil.[63]

Aeroviário[editar | editar código-fonte]

A Grande Manaus possui quatro aeroportos. Um grande e moderno aeroporto internacional administrado pela Infraero, um aeroporto militar, um aeroclube e um aeroporto em Itacoatiara.

  • Aeroporto Internacional de Manaus - Eduardo Gomes, localizado na Zona Oeste a 14 km do centro, possui dois terminais de passageiros, e opera voos domésticos e internacionais diariamente. Com uma grande infraestrutura, é o terceiro maior aeroporto em movimentação de cargas do Brasil.[64] Movimentou mais de 3,2 milhões de passageiros anuais em 2015[65] e possui capacidade para 18,2 milhões de passageiros por ano.[66] Os principais destinos internacionais são Miami, nos Estados Unidos, Buenos Aires, Cidade do Panamá e Caribe.[67][68] Dentre as rotas domésticas, se destacam os voos diretos para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Belém.[69] O aeroporto foi inaugurado pelo então presidente da República Ernesto Geisel, em 26 de março de 1976. A Lei nº 5.967 de 1973, definiu o nome do aeroporto como "Internacional Eduardo Gomes", o que foi homologado através da publicação no Diário Oficial da União em 12 de dezembro de 1973. Em 16 de julho de 2012, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) alterou o nome do aeroporto para "Internacional de Manaus - Eduardo Gomes", através da Portaria 1.425.[70][71]
  • Base Aérea de Manaus, localizada na Zona Sul, é uma base da Força Aérea Brasileira que se destaca no cenário nacional por seu desempenho na região amazônica. Também conhecida como Aeroporto Ponta Pelada, foi o principal aeroporto da cidade de Manaus durante 22 anos. Inaugurado em 1954, serviu como porta de entrada para a capital amazonense até a inauguração do Aeroporto Internacional de Manaus, em 1976.[72] Tem papel fundamental em defesa, logística e organização da Força Aérea Brasileira na Amazônia Ocidental. Também serve como alternativa, caso o Aeroporto Internacional de Manaus não esteja operando.[73][74][75]
  • Aeroporto de Flores, localizado no bairro de Flores, foi criado no ano de 1940 com o nome de “Aéro Clube do Amazonas” (ACA). destina-se sobretudo a voos particulares e regionais com aeronaves de pequeno porte. Operam no aeródromo várias empresas de táxi aéreo e, principalmente, os paraquedistas.[76][77]
  • Aeroporto Municipal de Itacoatiara - Arico Barros, localizado às margens do rio Amazonas, opera aeronaves de pequeno porte de táxi-aéreo. Possui uma pista de asfalto de 1515x30m e está a 43 metros de altitude.[78][79]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. IBGE (29 de junho de 2018). «Área territorial oficial». Resolução Nº 01, de 28 de junho de 2018. Consultado em 26 de agosto de 2018. 
  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2018). «Tabelas e gráficos especiais - Estimativas 2018» (XLSX). Consultado em 29 de agosto de 2018.. Cópia arquivada em 29 de agosto de 2018 
  3. «RM - Manaus». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Consultado em 23 de agosto de 2018. 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010 - 2015». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 23 de agosto de 2018. 
  5. IBGE. «Tabelas e gráficos especiais - Estimativas 2018». Sala de Imprensa. Consultado em 1 de setembro de 2018. 
  6. «Regiões Metropolitanas do Brasil» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. 2014. Consultado em 26 de janeiro de 2018. 
  7. User, Super. «Região Metropolitana agora integra 13 municípios». aam.org.br. Consultado em 23 de agosto de 2018. 
  8. «Divisão Urbano Regional» (PDF). Regiões Ampliadas de Articulação Urbana 
  9. «Regiões de Influência das Cidades 2007» (PDF). IBGE 
  10. «IBGE mostra a nova dinâmica da rede urbana brasileira». Agência IBGE Notícias 
  11. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2015». IBGE. 15 de novembro de 2017. Consultado em 23 de agosto de 2018. 
  12. «Suframa Invest - Porque Investir». www.suframa.gov.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  13. «Áreas de Livre Comércio». Suframa 
  14. «Veículos de Duas Rodas». Suframa 
  15. «Aeroporto Internacional de Manaus comemora 42 anos com seis novas pontes de embarque». Infraero. Consultado em 27 de agosto de 2018. 
  16. «Lei Complementar do Amazonas no 52, de 30 de maio de 2007». www.planalto.gov.br. Planalto. 24 de outubro de 2011. Consultado em 10 de maio de 2018. 
  17. «Licitações | Ponte Rio Negro licitada em maio de 2007». www.licitacao.net. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  18. «Lei Complementar n°59/2007 de 27 de dezembro de 2007». Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. 27 de dezembro de 2007. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  19. «Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Manaus - SRMM». www.amazonas.am.gov.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  20. «Lei Promulgada Nº64 de 30 de abril de 2009». Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. 30 de abril de 2009. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  21. Planalto, Portal do. «Presidenta Dilma inaugura a Ponte Rio Negro, que liga Manaus a Iranduba, no estado do Amazonas». Palácio do Planalto. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  22. «Governo do Amazonas apresenta projeto de duplicação da AM-070 em audiência pública em Iranduba». www.amazonas.am.gov.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  23. «Governador Omar Aziz anuncia lançamento do projeto da Cidade Universitária - FAPEAM». www.fapeam.am.gov.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  24. «PL Nº 2.918-A, DE 2015». Câmara dos Deputados. 28 de outubro de 2015. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  25. «Comissões da Câmara aprovam PL que amplia Zona Franca de Manaus». Amazonas. 17 de dezembro de 2015 
  26. «Cidades | IBGE». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  27. «Região metropolitana de Manaus (AM) – FNEM». fnembrasil.org. Consultado em 25 de agosto de 2018. 
  28. «Suframa Invest - Zona Franca de Manaus - Distrito Agropecuário». www.suframa.gov.br. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  29. tempo, Em (3 de março de 2018). «História de Autazes: economia do leite destaca cidade do Amazonas». Em tempo 
  30. «Incra e MDA entregam equipamentos e promovem ações de cidadania em Iranduba (AM)». www.incra.gov.br. 17 de setembro de 2013. Consultado em 27 de agosto de 2018. 
  31. «Agricultura em Iranduba, localizado na Grande Manaus.» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Consultado em 27 de agosto de 2018. 
  32. «Atividades realizadas em Itacoatiara mantêm aquecido o setor primário - Instituto Amazônia». Instituto Amazônia. 22 de abril de 2013 
  33. «Itacoatiara é o 5º em produção de frutas». Diário do Amazonas. 24 de setembro de 2017 
  34. II, Redação (14 de agosto de 2017). «Governador fará repasse a produtores da malva e da juta, em Manacapuru». Correio da Amazônia 
  35. tempo, Em (4 de maio de 2018). «Produção de cupuaçu em Figueiredo pode chegar a 180 toneladas este ano». Em tempo 
  36. «Confira a programação oficial da 27ª Festa do Cupuaçu, no AM». G1 
  37. «CBA - Centro de Biotecnologia da Amazônia». www.suframa.gov.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  38. «Refinaria Isaac Sabbá (Reman): Principais Operações | Petrobras». Petrobras. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  39. «Após cinco anos, gás natural deve chegar a residências de Manaus». Amazonas. 27 de junho de 2016 
  40. «Decreto-Lei Nº 288, de 28 de Fevereiro de 1967». www.planalto.gov.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  41. «SUFRAMA - Superintendência da Zona Franca de Manaus». www.suframa.gov.br. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  42. «SUFRAMA - Superintendência da Zona Franca de Manaus». www.suframa.gov.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  43. «ABRASCE - Portal dos Shoppings». abrasce.com.br. Consultado em 5 de fevereiro de 2017. 
  44. «Shopping Cidade Leste inaugura nesta sexta-feira (05), em Manaus | Manaus». A Crítica. Consultado em 8 de fevereiro de 2017. 
  45. «Estudo da Embrapa Gestão Territorial mapeia áreas urbanas no Brasil». www.embrapa.br (em inglês). Consultado em 26 de agosto de 2018. 
  46. IBGE. «IBGE disponibiliza conjunto de mapas das "Áreas Urbanizadas do Brasil - 2005"». Portal IBGE 
  47. «Região Metropolitana de Manaus». Região Metropolitana de Manaus. Ipea. 2007 
  48. «Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil» (PDF). IBGE. 21 de junho de 2016. Consultado em 26 de agosto de 2018. 
  49. «Satélites ajudam a visualizar impactos da Ponte do Rio Negro | ((o))eco». www.oeco.org.br. Consultado em 16 de janeiro de 2018. 
  50. «AMAZONAS: UEA GANHARÁ NOVA CIDADE UNIVERSITÁRIA». UNE - União Nacional dos Estudantes. Consultado em 7 de maio de 2016. 
  51. a b «IBGE :: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística» (PDF). www.ibge.gov.br. Consultado em 30 de agosto de 2018. 
  52. «Composição RMs e RIDEs e Aglomerações Urbanas». IBGE. 31 de dezembro de 2017. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  53. «Brasil | Áreas dos Municípios | IBGE :: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística». www.ibge.gov.br. Consultado em 26 de agosto de 2018. 
  54. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 14 de dezembro de 2013. 
  55. «Mapa Multimodal do Amazonas 2013» (PDF) 
  56. «Porto de Manaus - O Coração da Amazônia». portodemanaus.com.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  57. Portogente, Escrito por Redação. «Maior porto flutuante do mundo alimenta Zona Franca de Manaus - Portogente». www.portogente.com.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  58. «Porto Flutuante». Brasil Turista. Consultado em 2 de março de 2015. 
  59. «Porto de Manaus» (PDF). Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Consultado em 2 de março de 2015. 
  60. http://www.antaq.gov.br/Portal/pdf/Portos/Manaus.pdf
  61. «Estrutura | Grupo Chibatão». Grupo Chibatão 
  62. «Folha de S.Paulo - Amazonas ganha porto graneleiro - 26/1/1997». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 7 de maio de 2016. 
  63. Manaus em Notícia. «Entra em operação as atracações de barcos no Terminal Hidroviário de Manacapuru». Consultado em 1 de fevereiro de 2011. 
  64. cyro. «Eduardo Gomes - Manaus / AM | Aeroportos brasileiros | Aerofácil». www.aerofacil.gov.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  65. http://www.infraero.gov.br/images/stories/Estatistica/anuario/anuario_2015.docx
  66. «Características». www4.infraero.gov.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  67. «Aeroporto de Manaus recebe frequência semanal para Miami». Infraero. Consultado em 8 de fevereiro de 2017. 
  68. «Gol opera primeiro voo direto entre Manaus e Buenos Aires». G1 
  69. ANAC. «Voos autorizados vigentes». HOTRAN. Consultado em 1 de outubro de 2016. 
  70. «Aeroporto Internacional de Manaus - Eduardo Gomes». Infraero. Consultado em 3 de março de 2015. 
  71. Newmon. «Aeroportos do Brasil». Consultado em 3 de março de 2015. 
  72. www.operahouse.com.br. «Ponta Pelada é opção para cargas». cieam.com.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  73. «Avião faz pouso de segurança em Manaus e confina passageiros». d24am.com 
  74. «Força Aérea Brasileira». Força Aérea Brasileira. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  75. DAFIF. «Ponta Pelada» (em inglês). World Aero Data. Consultado em 3 de março de 2015. 
  76. «O Aeroclube». Your Site NAME Goes HERE 
  77. «SWFN - Aeroporto FLORES». FlightMarket. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  78. «SBIC - Aeroporto ITACOATIARA». FlightMarket. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. 
  79. «Azedo quer aeroporto de Itacoatiara homologado Como cidade da Região Metropolitana». Jusbrasil 
  80. «População das Regiões Metropolitanas, Regiões Integradas de Desenvolvimento e Aglomerações Urbanas com mais de Um Milhão de Habitantes». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 30 de agosto de 2016. Consultado em 9 de setembro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]