Região Metropolitana do Vale do Aço

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Região Metropolitana do Vale do Aço
Localização
Localização da Região Metropolitana do Vale do Aço
Imagem de satélite mostrando Coronel Fabriciano (ao meio da imagem) e partes de Ipatinga (acima) e Timóteo (abaixo).
Imagem de satélite mostrando Coronel Fabriciano (ao meio da imagem) e partes de Ipatinga (acima) e Timóteo (abaixo).
Unidade federativa  Minas Gerais
Lei LC nº 51
Data da criação 30 de dezembro de 1998 (17 anos)
Número de municípios 4 municípios principais e 24 no colar metropolitano
Cidade-sede Sem cidade-sede oficial. A agência metropolitana é sediada em Ipatinga.[1]
Características geográficas
Área 806,584 km²[2]
População 485 584 hab. estatísticas IBGE/2015[3]
Densidade 602,03 hab./km²
IDH 0,745 – alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 10,4 bilhões IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 22 754,56 IBGE/2011[5]

A Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), mais conhecida por Vale do Aço, é uma região metropolitana brasileira no interior do estado de Minas Gerais, na Região Sudeste do país.[6] Foi reconhecida pela lei complementar nº 51, de 30 de dezembro de 1998, sendo efetivada como região metropolitana em 12 de janeiro de 2006. Além de Ipatinga, que sedia a agência metropolitana desde janeiro de 2012,[1] é composta pelas cidades de Coronel Fabriciano, Santana do Paraíso e Timóteo e pelo colar metropolitano, que é constituído por outros 24 municípios.[7]

A locação da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) pela região, entre 1911 e 1929, levou ao surgimento dos primeiros núcleos urbanos, mas foi a instalação da Belgo-Mineira em Coronel Fabriciano, em 1936, a responsável por acelerar o desenvolvimento populacional e proporcionar a construção de casas e estabelecimentos e abertura de ruas.[8] A implantação da Acesita (atual Aperam South America, em Timóteo) e Usiminas (em Ipatinga), nas décadas de 1940 e 50, respectivamente, também trouxe infraestrutura básica e espaços de lazer à população e consolidou a integração das atuais cidades, cujos territórios encontravam-se subordinados a Coronel Fabriciano até 1964.[8]

A região tornou-se conhecida internacionalmente em virtude das grandes empresas locais, a exemplo da Aperam South America, Cenibra (em Belo Oriente) e Usiminas, e apesar de seu povoamento recente, corresponde a um dos principais polos urbanos do interior do estado.[9] Segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os quatro municípios principais reuniam, em 2015, um total de 485 584 habitantes.[3] Atrativos como o Parque Estadual do Rio Doce, o Parque Ipanema e a Serra dos Cocais também se fazem presentes na RMVA, bem como o artesanato e os grupos de congado das comunidades rurais[10] e os espaços culturais, a exemplo da Fundação Aperam-Acesita e o Centro Cultural Usiminas.[11]

História[editar | editar código-fonte]

Ao redor da Estação do Calado, inaugurada em 1924, estabeleceu-se o núcleo urbano que viria a dar origem à atual região central do município de Coronel Fabriciano e receberia os primeiros complexos industriais na década seguinte.

Ao início do século XX, a região do atual Vale do Aço ainda era pouco habitada e quase totalmente coberta pela Mata Atlântica praticamente intocável. A ocupação dessa área ocorreu tardiamente em relação à maioria das regiões mineiras e foi incentivada com a locação da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), entre 1911 e 1929.[8] Ao atingir o atual município de Belo Oriente, no final da década de 1910, a construção da ferrovia foi paralisada em decorrência da Primeira Guerra Mundial, mas foi retomada no decorrer da década seguinte,[12] propulsionando o surgimento dos primeiros núcleos urbanos em Coronel Fabriciano e Timóteo, com a vinda de trabalhadores incumbidos das obras, e posteriormente em Ipatinga. Pouco tempo mais tarde, a estruturação da MG-4 (atual BR-381) pela região também contribuiu com a disposição do perímetro urbano.[8]

Na década de 1930, no entanto, a implantação dos primeiros complexos industriais se torna o principal fator responsável por acelerar o desenvolvimento populacional urbano da região, destacando-se inicialmente a Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, que buscava centralizar em Coronel Fabriciano, então distrito de Antônio Dias, a exploração de madeira e a produção de carvão com objetivo de alimentar suas usinas em João Monlevade. Na região da antiga estação ferroviária de Coronel Fabriciano, de forma especial, a Belgo-Mineira proporcionou a construção de casas e estabelecimentos e abertura de ruas, incentivando o crescimento populacional.[8] A escolha dessa área para a produção industrial foi possível devido à disponibilidade de transporte por meio da EFVM e à presença das fartas áreas onde poderia se obter a matéria prima. A Acesita (atual Aperam South America) e a Usiminas, complexos do ramo da siderurgia implantados respectivamente em 1944 e 1956, exerceram uma função estruturadora da ocupação urbana e trouxeram, além de negociação de terras em grande quantidade,[8] bens infraestruturais básicos como estabelecimentos de saúde, escolas, espaços de lazer, transporte e comunicação.[13]

Coronel Fabriciano, desmembrada de Antônio Dias em 1948, sediou os núcleos industriais da Acesita e Usiminas até 1964, quando ocorreu a emancipação política de Timóteo e Ipatinga e as companhias passaram a pertencer a estes municípios, respectivamente.[8] Nessas cidades, ambas as empresas se encarregaram da construção de diversos conjuntos residenciais destinados a servir como abrigo aos funcionários, que mais tarde deram origem aos atuais bairros.[14][15] Mesmo após perder as áreas dos complexos industriais, Coronel Fabriciano continuou a apresentar um crescimento populacional em função da presença das indústrias, mas de forma desordenada e sem planejamento, ao contrário do que ocorria ao redor das usinas nas cidades vizinhas. As periferias de Timóteo e Ipatinga, no entanto, observaram um crescimento sem controle por parte da população não industrial, atraída pelo progresso local.[15][16] A urbanização sofreu uma nova intensificação na década de 1970, com a instalação da Cenibra, no distrito de Perpétuo Socorro, em Belo Oriente. Em comum com os núcleos industriais de Timóteo e Ipatinga, nota-se sua disposição paralela à BR-381, à Estrada de Ferro Vitória a Minas e ao Rio Piracicaba.[8]

Escritório Central da Aperam South America, antiga Acesita, em Timóteo.

Em 1974, houve a formação da primeira comissão a favor do reconhecimento do Vale do Aço como uma aglomeração urbana, conquistando uma audiência com o então governador Rondon Pacheco em Belo Horizonte e a liberação de verbas para a execução do projeto. Neste ano foi criada a Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Aço (AMVA).[17] No decorrer das décadas de 1980 e 1990, Belo Oriente, Santana do Paraíso e parte de Caratinga passam a ser englobadas pelo aglomerado urbano, ao passo que Coronel Fabriciano, Ipatinga e Timóteo começam a observar uma redução em suas taxas de crescimento em função da diminuição de disponibilidade de áreas para expansão urbana.[8] Tal desaceleração vinha sendo notada apenas em cidades situadas no atual colar metropolitano, onde o êxodo rural foi registrado de forma acentuada no decorrer da segunda metade do século XX e levou à redução da população.[18] Pelo fato de ser limítrofe com o perímetro urbano de Ipatinga e o fácil acesso a este pela BR-458, o município de Santana do Paraíso, emancipado em 1992, observa as maiores taxas de evolução populacional entre as décadas de 90 e 2000.[8]

O processo de conurbação conhecido como Vale do Aço foi reconhecido em função de sua união funcional pela Lei Complementar nº 51, de 30 de dezembro de 1998, integrando os municípios de Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo, além de 22 cidades participantes do colar metropolitano,[19] sendo organizado e oficializado como uma região metropolitana mediante a Lei Complementar nº 90, de 12 de janeiro de 2006. A Agência Metropolitana do Vale do Aço, sediada em Ipatinga, foi criada pela Lei Complementar nº 122, de 5 de janeiro de 2012, quando também foram incluídos como parte do colar metropolitano os municípios de Bom Jesus do Galho e Caratinga.[1] Aos primeiros anos da década de 2010, sob os reflexos da Grande Recessão global que teve início em 2008, houve uma relevante diminuição da demanda por aço e posteriormente de sua produção em todo o Brasil, a exemplo do Vale do Aço. Registra-se a partir de então uma considerável queda da população industrial local em função do fechamento de postos de trabalho e cortes de investimentos, no entanto os setores de serviços e comércio também observaram impactos diretos devido à crise na área da indústria.[20]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) está localizada no interior de Minas Gerais, a leste da Região Metropolitana de Belo Horizonte.[6] Os quatro municípios principais pertencem à Mesorregião do Vale do Rio Doce e à Microrregião de Ipatinga[21] e a área total do núcleo metropolitano é de 806,584 km² segundo o IBGE, dos quais 82,465 km² (10,22% do total) estão em área urbana.[8]

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Vista aérea de Ipatinga, em que pode ser notado o relevo ondulado.

O Vale do Aço está inserido na depressão interplanáltica do Vale do Rio Doce, cujo relevo é resultado de uma dissecação fluvial atuante nas rochas granito-gnáissicas do período Pré-Cambriano.[22] O conjunto apresenta rochas do complexo gnáissico-magmático-metamórfico, que incluem biotita-gnaisse, rochas graníticas e granito-gnaisse.[23] Como o próprio nome sugere, a região possui características de um vale, estando situada em uma área baixa em meio a montanhas. Dessa forma, o relevo é acidentado,[24] com sua depressão caracterizada pela presença de colinas com declividade moderada cortadas por planícies fluviais e lagos naturais.[23]

As maiores altitudes da região metropolitana podem ser encontradas a noroeste, em território de Coronel Fabriciano, onde se posicionam os maciços da Serra dos Cocais.[25] A altitude média varia entre quinhentos e oitocentos metros na unidade geológica,[26] que também constitui um limite para a expansão urbana em relação à disposição do relevo. Por outro lado, as menores altitudes são notadas nas margens dos rios, ao redor das quais se estabeleceram os complexos industriais da Usiminas e Aperam South America em Ipatinga e Timóteo, respectivamente. Assim sendo, é considerável a ocupação e o surgimento de bairros, em especial de classes baixas, em áreas com forte declividade.[25]

Rio Piracicaba entre Timóteo e Coronel Fabriciano.

A região se encontra na Bacia do Rio Doce e é quase completamente abrangida pela sub-bacia do Rio Piracicaba.[25] No subsolo, abaixo de onde o Rio Piracicaba deságua no Rio Doce, está localizado um aquífero aluvionar, que é de onde é extraída a água utilizada para o suprimento da maior parte do Vale do Aço.[25][27] A demanda de água gira em torno de 292 litros por segundo e a captação e tratamento nos quatro municípios são realizados pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).[28] A disponibilidade hídrica superficial é maior na parte sul. Enquanto nas demais áreas a capacidade máxima é de 0,008 a um litro por segundo, a região sul, mais próxima dos rios Piracicaba e Doce, apresenta uma média de até dez mil litros por segundo.[29]

De forma geral, a região metropolitana é abrangida por treze sub-bacias, sendo elas: dos córregos Bueiro e Entre Folhas e ribeirões Achado e Garrafa em Santana do Paraíso; Ribeirão Ipanema em Ipatinga; ribeirões Caladão, Caladinho e Cocais Pequeno em Coronel Fabriciano; e córregos Atalho, Celeste e Limoeiro e ribeirões Belém e Timotinho em Timóteo. Em especial nas margens dos ribeirões Caladão (Coronel Fabriciano) e Timotinho (Timóteo), os cursos hidrográficos conduziram o avanço do perímetro urbano nos municípios, uma vez que os primeiros loteamentos dessas cidades estavam situados ao redor das microbacias. Problemas com enchentes são comuns, devido às características morfométricas e à ocupação sem planejamento.[25]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima local é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente semiúmido[30] (tipo Aw segundo Köppen).[31] Tomando como base o município de Coronel Fabriciano, a temperatura média anual é de 23,9 °C e a pluviosidade média de 1 141 mm/ano, concentrados entre os meses de outubro e abril, sendo dezembro o mês de maior precipitação.[31] O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 26,5 °C, sendo a média máxima de 32,6 °C e a mínima de 20,5 °C. E o mês mais frio, julho, de 20,8 °C, sendo 27,4 °C e 14,2 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[31]

Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, especialmente entre julho e setembro. Em julho de 2011, por exemplo, a precipitação de chuva na região não passou de 0 mm.[32] Em alguns dias do ano, durante o período da estação seca (maio a setembro) ou em longos veranicos, a qualidade do ar fica irregular, por conta da poluição e da baixa umidade relativa.[33] Os dias mais quentes do ano podem apresentar temperaturas próximas ou acima de 40 ºC na zona urbana, com um registro de 42,6 ºC em Ipatinga, segundo a Usiminas, em 31 de outubro de 2012.[34]

Ecologia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Lagoa Dom Helvécio, no interior do Parque Estadual do Rio Doce (PERD).

A vegetação nativa pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica), restando poucas regiões fragmentadas em meio a áreas reflorestadas, pastagens e ao perímetro urbano.[23][35] O município de Timóteo é a porta de entrada para o Parque Estadual do Rio Doce, que é o maior remanescente de Mata Atlântica e um dos principais sistemas lacustres do estado, além de abrigar uma considerável biodiversidade. Em 2014, 15 dos 28 municípios do Vale do Aço e seu colar metropolitano contavam com áreas de proteção ambiental (APAs),[23] além de existirem sete parques municipais e nove reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs).[36] Estima-se que 16% das espécies registradas na RMVA sejam endêmicas da Mata Atlântica.[23] A maior parte das áreas das APAs, no entanto, é usada para pastagens ou cultivo de eucalipto.[36]

Também é considerável a monocultura de reflorestamento com eucalipto destinada à produção de matéria-prima para a fábrica de celulose da Cenibra e a produção de carvão vegetal para as siderúrgicas locais.[37] Na zona rural, em especial em Coronel Fabriciano, Ipatinga e Santana do Paraíso, assim como em vários municípios do Vale do Rio Doce, a Cenibra passou a pagar aos pequenos produtores para que cultivassem o eucalipto em suas propriedades, destinado à produção de celulose da empresa, em Belo Oriente, ao invés de manterem suas lavouras para própria subsistência, onde as atividades econômicas predominantes giravam em torno da agropecuária e plantações de café e passaram a ser substituídas pelo extrativismo vegetal.[37]

Áreas com cobertura de Mata Atlântica nos municípios da RMVA[35]
Município Área do município
(km²)
Mata Atlântica
(km²)
Porcentagem
Coronel Fabriciano 221,252 7,88 9,05%
Ipatinga 164,884 6,0 6,89%
Santana do Paraíso 276,067 10,22 11,74%
Timóteo 144,381 116,17 80,46%
RMVA 806,584 140,27 17,39%

Demografia[editar | editar código-fonte]

Prédios novos e/ou em construção em um loteamento do bairro Parque Caravelas, em Santana do Paraíso.

Em 2010, a população dos quatro municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 451 351 habitantes. Ipatinga era o município mais populoso, com 239 177 habitantes, seguido por Coronel Fabriciano, com 103 797 habitantes; Timóteo, com 81 119 habitantes; e Santana do Paraíso, com 27 258 habitantes. No mesmo ano, a população que habitava os 24 municípios do colar metropolitano era de 264 351 habitantes, totalizando 715 702 residentes no Vale do Aço se as cidades adjacentes forem levadas em consideração. Dentre os municípios do colar, Caratinga era o mais populoso, com 85 322 habitantes, enquanto que Jaguaraçu era o menos habitado, com 2 982 residentes.[8] Em 2015, a população do núcleo metropolitano foi estimada em 485 584 habitantes, segundo o IBGE.[3]

Santana do Paraíso é o município que apresentou as maiores taxas de crescimento nas últimas duas décadas, visto que é o único que ainda conta com grandes áreas propícias a receber investimentos imobiliários ao mesmo tempo de situar-se próximo à região do Centro de Ipatinga e ao complexo da Usiminas. De 2000 a 2010, a taxa média de crescimento anual da população em Santana do Paraíso foi de 4,15%, enquanto que Ipatinga teve índice médio de 1,20%; Timóteo 1,29%; e Coronel Fabriciano 0,62%. Cabe ressaltar que 24,8% dos habitantes de Santana do Paraíso em 2010 eram oriundos de outros municípios. No colar metropolitano, 14 municípios registraram queda da população durante o decênio.[38] A taxa de habitantes vivendo no perímetro urbano é maior que 98% em Coronel Fabriciano, Ipatinga e Timóteo, enquanto que em Santana do Paraíso é de 92,6% e em todo o colar metropolitano o índice se mantém próximo de 75%.[38]

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio da RMVA era de 0,745, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no ano de 2010. Ipatinga possuía o maior valor, com 0,771, seguido por Timóteo, com 0,770; Coronel Fabriciano, com 0,755; e Santana do Paraíso, com 0,685. Levando o colar metropolitano em consideração, o valor médio do IDH do Vale do Aço cai para 0,664, sendo que Caratinga possuía o maior valor dentre os municípios do colar (0,706) e Açucena o menor (0,610).[4]

Pobreza e desigualdade[editar | editar código-fonte]

Na época da implantação das grandes siderúrgicas em Coronel Fabriciano houve um crescimento populacional desordenado na região e em 1964 os municípios de Ipatinga e Timóteo se desmembraram, o que incluiu os territórios das indústrias.[40] Vários trabalhadores dessas empresas, entretanto, continuaram a morar em Coronel Fabriciano, enquanto as receitas de impostos e a maior parte das ações sociais promovidas pelas indústrias foram destinadas às cidades vizinhas, que as sediavam.[40] A partir disso, Fabriciano ficou carente de recursos e estrutura para promover as políticas públicas necessárias.[41] O crescimento urbano deste município em específico não foi acompanhado pelo desenvolvimento econômico e social que fosse capaz de suprir às necessidades da população.[42]

Dessa forma, Coronel Fabriciano possuía a maior parcela de residências em aglomerados subnormais dentre os municípios mineiros, com 19,7% dos domicílios em favelas em 2010, englobando cerca de 21 mil habitantes. Timóteo ocupava a quarta colocação do estado, com 14,8% das habitações em aglomerados subnormais, e Ipatinga a 15ª, com 4,9%.[43] Mesmo com a construção de conjuntos habitacionais planejados para abrigar a população industrial em Ipatinga e Timóteo, a presença de favelas nestes casos, em especial em território timotense, deve-se à ocupação do solo sem controle pela população atraída pelo progresso local.[15][16] Os municípios de Belo Oriente, Bom Jesus do Galho e Caratinga também apresentam aglomerados subnormais, segundo o IBGE. Coronel Fabriciano e Ipatinga definiram áreas passíveis de políticas públicas para habitação em seus planos diretores, aprovados em 2012 e 2014, respectivamente. Embora Timóteo conte com um plano diretor, este não possui apontamentos a respeito.[44]

Religião[editar | editar código-fonte]

A Catedral São Sebastião, em Coronel Fabriciano, é a cossede da Diocese de Itabira-Fabriciano.

Os adeptos ao Catolicismo continuam sendo a maioria nos municípios do Vale do Aço, entretanto Ipatinga, Timóteo e Santana do Paraíso apresentam os maiores percentuais de evangélicos de Minas Gerais, com índices de 40,02%, 40,9% e 42,6%, respectivamente, segundo o censo demográfico do IBGE de 2010. Neste ano, a população da RMVA era composta predominantemente por católicos (48%), protestantes (41%), pessoas sem religião (10%) e espíritas (1%). Ipaba e Belo Oriente também estão entre os contingentes com menor presença de católicos do estado.[45]

O município de Coronel Fabriciano representa a cossede da Diocese de Itabira-Fabriciano desde 1979, ao lado da sé episcopal, Itabira.[46] A cidade também é a sede da chamada Região Pastoral III da diocese, que compreende a outros nove municípios e 22 paróquias, dentre os quais estão os quatro municípios da RMVA. Dessa forma, três paróquias estão sediadas em Coronel Fabriciano; nove em Ipatinga; uma em Santana do Paraíso; e duas em Timóteo. No colar metropolitano, outros sete municípios têm paróquias e/ou comunidades subordinadas à Diocese de Itabira-Fabriciano,[47] enquanto que onze fazem parte da Diocese de Caratinga (sendo Caratinga a sé episcopal),[48][49] quatro fazem parte da Diocese de Governador Valadares[50] e dois fazem parte da Diocese de Guanhães.[51]

Composição e administração[editar | editar código-fonte]

O Monumento Sinergia, instalado em Timóteo em 1997, representa as administrações municipais das três principais cidades do Vale do Aço.

A Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), criada em 30 de dezembro de 1998 e oficializada como região metropolitana em 12 de janeiro de 2006, é composta por quatro municípios principais (Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo) além das 24 cidades localizadas em seu colar metropolitano.[7] Subordinados aos municípios encontram-se os distritos, sendo que 16 municípios são divididos em distritos (os 12 restantes são formados por apenas 1 distrito, o chamado Distrito-Sede).[52]

Ao contrário do que ocorre na maioria das regiões metropolitanas do Brasil, a nomenclatura do Vale do Aço não remete à cidade polo, mas sim à disposição geográfica e à principal atividade econômica.[6][8] Conforme os artigos 182 e 183 da Constituição Federal do Brasil, a criação de uma região metropolitana no país é possível onde haja uma conurbação urbana e uma forte integração e locomoções para o trabalho ou a escola entre as cidades. A Carta Constitucional de Minas Gerais define que para a manutenção de uma região metropolitana no estado deve existir uma Assembleia Metropolitana, um Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano, uma Agência de Desenvolvimento com caráter técnico e executivo, um Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado e um Fundo de Desenvolvimento Metropolitano.[53]

A Agência Metropolitana do Vale do Aço (ARMVA), que atua no planejamento, assessoramento e regulação urbana, viabilização de instrumentos de desenvolvimento integrado, tem sede em Ipatinga e foi criada em 2012,[53] estando vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana (SEDRU), bem como ocorre na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).[54] A Agência de Desenvolvimento (representantes dos poderes Executivos municipais e estadual, ALMG e sociedade civil), o Fundo de Desenvolvimento Metropolitano (prefeitos, secretários municipais, procuradores municipais e representantes da ALMG) e o Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano (gestores e ARMVA) também existem, conforme determina a Carta Constitucional do estado.[53]

O Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI), por sua vez, foi iniciado em junho de 2013 por uma equipe técnica do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste)[55] e consiste em um macrozoneamento do Vale do Aço e seu colar metropolitano visando a propostas de desenvolvimento institucional, desenvolvimento urbano, meio ambiente e desenvolvimento social e econômico.[54] Também existem organismos não-estatais que atuam em prol de políticas regionais, a exemplo da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Aço (AMVA), criada em 1974, e da Associação de Municípios pelo Desenvolvimento Integrado (AMDI), fundada em 2002, sendo ambas compostas por representantes políticos das cidades integrantes.[56]

Economia[editar | editar código-fonte]

Entrada da Cenibra, empresa do ramo de papel e celulose, em Belo Oriente.

O Vale do Aço se tornou conhecido internacionalmente em virtude das grandes empresas que se encontram presentes, a exemplo da Cenibra (em Belo Oriente), Aperam South America (em Timóteo) e Usiminas (Ipatinga), todas com um considerável volume de produtos exportados.[13] Como seu próprio nome denuncia, a região se destaca em relação à produção de aço, aço inoxidável e produtos metalmecânicos. Desde a década de 1930, o estabelecimento de complexos industriais na atual RMVA é o responsável por atrair empresas fornecedoras, complementares e de prestação de serviços às atividades produtivas. Com a instalação da Cenibra, a partir da década de 70 também houve um impulso da produção de papel e celulose, implicando no uso de vastas áreas para a produção e a exploração da madeira.[5]

O Produto Interno Bruto (PIB) dos quatro municípios da RMVA era de R$ 10,4 bilhões em 2011, dos quais 50,9% se originavam da indústria, 48,9% da prestação de serviços e 0,2% da agropecuária. Nesse ano, a região metropolitana correspondia a 2,7% do PIB do estado de Minas Gerais e o PIB per capita era de R$ 22 754,56.[5] O comércio é mais representativo na região do Centro de Coronel Fabriciano[57] e em Ipatinga,[58] cujo Centro também apresenta um considerável fluxo mercantil, em especial na Avenida 28 de Abril,[59] e que é onde está localizado o Shopping Vale do Aço, que é considerado um dos maiores centros de compra do interior mineiro.[60] A agropecuária, por sua vez, ainda mantém alguma representatividade em municípios situados no colar metropolitano.[61]

Nos primeiros anos da década de 2010, a redução da demanda por aço no mercado nacional e internacional culminou em demissões e cortes de investimentos e salários pelas indústrias locais. Somente em Ipatinga, 7 879 vagas na área da indústria foram eliminadas de 2011 a 2013. Nos quatro municípios da RMVA, 3 616 postos de trabalho foram suprimidos na indústria em 2013, gerando impactos diretos também nos setores comercial e de prestação de serviços locais.[62] Em Ipatinga, foi registrado um total de 10 871 demissões em todos os setores entre janeiro e março de 2015, sendo a maior parte delas (3 782) na construção civil,[63] e 25% dos cargos comissionados da prefeitura haviam sido suspensos até dezembro de 2015.[20]

Ipatinga, sede da Usiminas, possui o maior PIB da RMVA, cujo valor é de 8 153 170 mil reais, seguida por Timóteo, sede da Aperam, com 2 145 153 mil reais; segundo o IBGE no ano de 2013.[64] As cidades cresceram em função das empresas, assim como a vizinha Coronel Fabriciano, que possui o terceiro maior PIB (1 288 346 mil reais).[64] Porém nesta o comércio se tornou a principal fonte de renda municipal, uma vez que as siderúrgicas, que situavam-se em território fabricianense, deixaram de pertencer ao município após a emancipação de Ipatinga e Timóteo.[40] O quarto lugar é ocupado por Santana do Paraíso (419 532 mil reais),[64] que é alvo da especulação imobiliária pelo fato de possuir território apto a expansão urbana ao mesmo tempo de situar-se próxima às siderúrgicas.[9] Já no colar metropolitano, o maior valor do PIB pertence a Caratinga, com 1 079 068 mil reais, cujo desenvolvimento se deve ao cultivo do café e ao comércio.[65] O segundo maior valor do PIB no colar pertence a Belo Oriente (983 796 mil reais),[64] que é sede da Cenibra.[66]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Vista do Hospital Metropolitano Unimed Vale do Aço, em Coronel Fabriciano.

A RMVA apresenta o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da longevidade acima das médias estadual e nacional nos quatro municípios do núcleo metropolitano, da mesma forma que ocorre com a expectativa de vida ao nascer em três dos quatro municípios. Apenas Timóteo, cuja esperança de vida é de 75,14 anos, tem o valor menor que a média estadual (75,3 anos), sendo ainda superior à media nacional (73 anos); Coronel Fabriciano e Ipatinga têm expectativa de vida ao nascer de 76,8 anos e Santana do Paraíso de 77,6 anos. No colar metropolitano, no entanto, 16 municípios apresentam IDH da longevidade abaixo da média estadual.[67]

Quanto à quantidade de filhos por mulher, o valor médio de Coronel Fabriciano e Santana do Paraíso (1,9 em ambos) é superior às médias estadual (1,7) e nacional (1,8), enquanto que as taxas de Ipatinga (1,6) e Timóteo (1,5) são menores que as mineira e brasileira. Em 2012, as taxas de mortalidade infantil variavam de 4,3 óbitos de nascidos vivos em seu primeiro ano de vida em Santana do Paraíso a 12,9 mortes em Coronel Fabriciano.[68] O Hospital Márcio Cunha em Ipatinga e a unidade do Hospital São Camilo de Timóteo (Hospital e Maternidade Vital Brasil) são considerados referências regionais para a realização de partos de alto risco, no entanto não existem no Vale do Aço centros de saúde especializados em atendimentos a gravidez de alto risco.[69]

Com uma disponibilidade de cerca de 240 estabelecimentos de saúde e 900 leitos hospitalares,[70] o núcleo metropolitano também possui uma quantidade de leitos para cada mil habitantes abaixo da média nacional em seus quatro municípios, onde o índice varia de 0,64 em Coronel Fabriciano a 2,2 em Ipatinga frente à média brasileira de 2,25, segundo o DATASUS em 2014.[71] O Hospital Márcio Cunha, que é administrado pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), órgão da Usiminas, também é referência em serviços de alta complexidade, como oncologia e hemodiálise.[72] O Hospital Metropolitano Unimed Vale do Aço, localizado em Coronel Fabriciano e em atividade desde novembro de 2015, é o principal da rede Unimed na região.[73]

Educação[editar | editar código-fonte]

Campus do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste) em Coronel Fabriciano.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da educação médio entre os municípios da RMVA é de 0,673 segundo o PNUD em 2010, estando acima das médias estadual e nacional e sendo classificado como "alto" em três dos quatro municípios. A exceção é Santana do Paraíso, cujo IDH da educação é considerado "médio".[74] Em 2012, havia um total de 365 escolas[70] e em 2010, 97,9% das crianças do núcleo metropolitano com faixa etária entre seis e 14 anos estavam matriculadas, valor que está acima das médias nacional e estadual, que são de 96,7% e 97,54%, respectivamente. O mesmo ocorre se o colar metropolitano for levado em consideração.[74] Também em 2010, 67,81% dos alunos entre seis e 14 anos estavam cursando o ensino fundamental com a idade recomendada[75] e 72,84% dos adolescentes entre 15 e 17 anos estavam no ensino médio sem distorção de idade. A taxa de conclusão do ensino médio, entre jovens de 18 a 20 anos, era de 44,9%[76] e o analfabetismo funcional atingia 6,2% das pessoas de 15 anos ou mais de idade.[74]

Cabe ressaltar que 7,6% dos estudantes da RMVA frequentam a escola em outra cidade, valor que alcança 27,1% em Santana do Paraíso.[77] Em 2013, a região metropolitana dispunha de 16 unidades de ensino técnico, sendo três em Timóteo, quatro em Coronel Fabriciano e nove em Ipatinga;[78] e 13 unidades de ensino superior, sendo uma em Coronel Fabriciano, uma em Santana do Paraíso, duas em Timóteo e as nove demais em Ipatinga.[79] O Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste), que possui um campus principal em Coronel Fabriciano e outro em Ipatinga, foi criado em 1969[80] e corresponde ao maior complexo educacional do Vale do Aço e um dos maiores do leste mineiro.[81][82] Em 2010, 14,5% da população metropolitana frequentava o ensino superior, segundo o IBGE.[83]

Serviços e comunicação[editar | editar código-fonte]

Aterro sanitário da Central de Resíduos do Vale do Aço (CRVA), em Santana do Paraíso.

Com um total de 140 451 domicílios, dos quais 1,35% está localizado na zona rural,[70] o serviço de abastecimento de água e coleta de esgoto nos quatro municípios da RMVA é feito pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), sendo que 94,23% da população era atendida pela rede geral em 2013.[84] A água utilizada para o suprimento da região do Vale do Aço é extraída dos pontos de captação localizados nos bairros Santa Terezinha em Timóteo e Amaro Lanari em Coronel Fabriciano. No entanto, apenas Ipatinga conta com serviço de tratamento de esgoto, possível por meio de quatro estações de tratamento distribuídas pelo município. Nas demais cidades, as águas residuais são despejadas diretamente nos cursos hidrográficos.[84]

Quanto à coleta de lixo, os municípios da RMVA utilizam a Central de Resíduos do Vale do Aço (CRVA), localizada em Santana do Paraíso, para o descarte de resíduos.[84] Os serviços de coleta e limpeza urbana são realizados pelas prefeituras e atendem a cerca de 95% da população da zona urbana,[70] no entanto também há coleta de lixo reciclável realizada formalmente pelos catadores de lixo em alguns bairros de Coronel Fabriciano e Timóteo e informalmente em Ipatinga.[85] O serviço de abastecimento de energia elétrica, por sua vez, é feito pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que atende a quase 100% da população.[70]

Em relação aos meios de comunicação, Ipatinga destaca-se por ser a sede da InterTV dos Vales, afiliada à Rede Globo.[70] Sua cobertura alcança quase todo o Vale do Rio Doce e parte do Vale do Mucuri.[86] A TV Cultura Vale do Aço, filiada à TV Cultura e à Rede Minas, também tem sede em Ipatinga e abrange parte da RMVA e seu colar metropolitano.[87] Dentre os jornais locais com circulação diária, destacam-se o Diário do Aço, Diário Popular e Vale do Aço.[88] A região metropolitana também conta com diversas emissoras de rádio, destacando-se a 95 FM, Jovem Pan Ipatinga, Grande Vale, Educadora, Nativa, Itatiaia, Tropical Vale, Vanguarda e Globo. Em 2012, segundo a Praxis Pesquisa, cerca de 134 680 habitantes de Ipatinga com idade superior a 16 anos ouviam rádios (74% da população dessa faixa etária), sendo que a 95 FM era a líder de audiência no município, com 22% da preferência.[89]

Segurança e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Sede da 3ª Companhia Independente do Corpo de Bombeiros de Ipatinga.

A provisão de segurança pública da Região Metropolitana do Vale do Aço é dada por diversos organismos.[90] A Polícia Militar, uma força estadual, é a responsável pelo policiamento ostensivo das cidades, o patrulhamento bancário, ambiental, prisional, escolar e de eventos especiais, além de realizar ações de integração social.[91] O núcleo metropolitano abriga os 14º e 58º Batalhões da Polícia Militar em Ipatinga e Coronel Fabriciano, respectivamente,[92] sendo a sede da 178ª Cia. Especial e da 152ª Cia. da Polícia Militar de Minas Gerais.[90] Já a Polícia Civil tem o objetivo de combater e apurar as ocorrências de crimes e infrações.[93] Ipatinga sedia a 3ª Companhia Independente do Corpo de Bombeiros, à qual estão subordinados os Pelotões de Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Caratinga.[94] Também há a atuação da defesa civil, subordinada às prefeituras.[95]

Em 2014, todas as cidades do núcleo metropolitano registraram índices de homicídio acima da média brasileira, que era de 25,2 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes em 2013. O índice era maior em Ipatinga, onde ocorreram 28,5 mortes para cada 100 mil brasileiros. No Vale do Aço, incluindo seu colar metropolitano, foram registrados 164 homicídios distribuídos por 15 municípios em 2014, sendo 127 nas quatro cidades principais.[96] A maior parte dos homicídios está relacionada ao tráfico de drogas, que também contribui com a prática de outros delitos, visto que os usuários normalmente furtam e roubam para sustentar seus vícios.[92] A população carcerária na RMVA é abrigada nos presídios de Coronel Fabriciano, Ipatinga (Centro de Remanejamento de Presos — CERESP), Ipaba (Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho) e Timóteo,[97] além de Açucena, que havia sido desativado, mas foi reaberto em 2015 devido à superlotação do sistema presidiário da região e do estado.[98]

Transporte[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto Regional do Vale do Aço, localizado em Santana do Paraíso, atende ao Vale do Aço com voos diários para a Região Metropolitana de Belo Horizonte.[99]estações ferroviárias atendidas diariamente por trens da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) nos municípios de Belo Oriente, Ipaba, Ipatinga (Estação Intendente Câmara), Timóteo (Estação Mário Carvalho) e Antônio Dias.[100] A construção da Estação do Calado, inaugurada em 1924 e desativada em 1979, foi a responsável pelo surgimento do núcleo urbano que corresponde ao atual Centro de Coronel Fabriciano, onde se instalaria em 1936 o complexo da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, que trouxe infraestrutura à localidade e deu origem à atividade industrial no atual Vale do Aço.[101]

No lugar da Estação do Calado, foi construído o atual Terminal Rodoviário de Coronel Fabriciano, que é o maior terminal de passageiros da região.[102] A Viação Univale interliga todo o Vale do Aço e parte do colar metropolitano[103] e a Autotrans é a encarregada do transporte urbano em Coronel Fabriciano (ao lado da Acaiaca) e Timóteo,[104] enquanto que em Ipatinga o serviço é realizado pela Saritur, que também fornece linhas intermunicipais à região metropolitana.[105] Há acesso a várias cidades mineiras e do Brasil por rodovias de relevância nacional ou vicinais, como a BR-116, BR-381, BR-458, BR-474, MG-120, MG-329, MG-425, LMG-758, LMG-759 e LMG-760.[106]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Vista do Cachoeirão na Serra dos Cocais.

As quatro cidades do núcleo metropolitano e outras três de seu colar (Açucena, Jaguaraçu e Marliéria) fazem parte do Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas Gerais, que foi criado em julho de 2001 e reestruturado em dezembro de 2009 pela Secretaria de Estado de Turismo com o objetivo de estimular o turismo ecológico e cultural na região do Vale do Aço e áreas adjacentes.[10][107] Esses municípios possuem, a princípio, grandes reservas de Mata Atlântica,[108] destacando-se dentre os atrativos que estão situados em sua área de abrangência a Serra dos Cocais, o Parque Estadual do Rio Doce e o Pico do Ana Moura.[10][107]

A Serra dos Cocais, zona rural de Coronel Fabriciano, concentra diversos atrativos ecoturísticos a exemplo de cachoeiras, trilhas e montanhas, que propiciam desde a simples visitação até a prática de esportes radicais, como mountain bike, escaladas, trekking, saltos de paraquedas e trilhas 4x4.[109] Os povoados rurais da Serra dos Cocais abrigam tradições culturais que envolvem a produção artesanal com bordados e materiais naturais encontrados na região extraídos de plantas, como a palha de palmeira-indaiá, cabaça e sementes, além da Marujada dos Cocais.[110] Nas zonas rurais de Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo também há trilhas e cachoeiras abertas à visitação e cabem ser ressaltados os grupos de congado situados nas comunidades rurais.[10]

Os quatro municípios da RMVA contam com políticas de preservação e proteção do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural.[111] Na zona urbana, cabem ser ressaltados a Igreja Matriz de São Sebastião e o Colégio Angélica em Coronel Fabriciano; a Estação Memória Zeza Souto, onde funcionou a antiga principal estação ferroviária de Ipatinga até a década de 50 e atualmente existe um museu; e a Igreja Matriz de Santana do Paraíso.[111] O Parque Ipanema, em Ipatinga, é uma das maiores áreas verdes do país situadas dentro de um perímetro urbano e foi um dos últimos projetos do paisagista Roberto Burle Marx.[112]

Artes cênicas[editar | editar código-fonte]

Fundação Aperam-Acesita durante a Cantata de Natal da instituição.

A RMVA conta com uma série de agentes promotores organizadores e espaços culturais que versam as artes na região, com destaque aos que estão vinculados às instituições privadas. É o caso do Centro Cultural da Fundação Aperam-Acesita, que está situado em Timóteo e se encontra subordinado à Aperam South America, oferecendo à população apresentações teatrais, oficinas, exposições e um museu da empresa.[11] Com sede em Ipatinga, o Centro Cultural Usiminas tem uma abrangência regional e também leva para os habitantes uma programação diversificada.[11][113]

Em Coronel Fabriciano, cabe ser ressaltado o Centro de Arte e Cultura do município, que é mantido pela Secretaria de Cultura e Educação municipal e ocasionalmente realiza atividades artísticas voltadas para as escolas e a comunidade.[11][114] As administrações municipais também organizam ações integradas com o governo estadual e outras prefeituras e associações para fomento à cultura e às artes locais,[115] e o Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste),[116] através de seus cursos superiores, promove seminários e outros eventos relacionados à arte.[117] Em 2012, a Lei Estadual de Incentivo à Cultura aprovou 81 projetos dos municípios do Vale do Aço,[118] região que constitui, segundo a visão de membros da comissão que administra a aplicação da Lei, o segundo maior polo cultural do estado.[119]

Esportes e lazer[editar | editar código-fonte]

Vista da Usipa.

O Vale do Aço disponibiliza uma série de espaços e equipamentos destinados às práticas esportivas.[120] Cabe ser ressaltada a Associação Esportiva e Recreativa Usipa, que dispõe de parque aquático com piscina olímpica aquecida, estádio de futebol, quadras poliesportivas, um ginásio coberto e pista de atletismo, além de um jardim zoológico e área de lazer para as crianças. A instituição, que foi criada pela Usiminas, também oferece formação de atletas do esporte especializado e futebol e eventos de âmbito regional e mesmo nacional, a exemplo do Projeto Xerimbabo (voltado ao meio ambiente e à conscientização ambiental) e a Expo Usipa (exposição de negócios locais).[120] O Parque Ipanema, também em Ipatinga, a Praça da Estação em Coronel Fabriciano e as praças 29 de Abril e 1º de Maio no Centro-Sul e Centro-Norte de Timóteo, respectivamente, também estão entre os principais espaços de lazer e de promoção de eventos da região.[11][120][121]

Em Ipatinga, o Estádio Municipal João Lamego Netto é o principal estádio da RMVA e tem capacidade para até 23 mil pessoas.[120] O Ipatingão, como também é conhecido, é considerado a "casa" do Ipatinga Futebol Clube, o time de futebol mais bem sucedido da região, com participações nas divisões principais dos campeonatos Brasileiro e Mineiro.[122] Outro time do núcleo metropolitano que obteve ascensão é o Social Futebol Clube, de Coronel Fabriciano, que disputou divisões de elite do Campeonato Mineiro.[123] O Estádio Louis Ensch, que pertence ao Social, tem capacidade para cerca de 6 mil pessoas[124] e é usado com frequência em partidas importantes dos campeonatos amadores locais e de divisões inferiores do campeonato estadual.[125]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Livros da Wikipédia

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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