Região Sul do Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Região Sul do Brasil
Divisão regional do Brasil
Localização
Características geográficas
Região geoeconômica Centro-Sul
Estados  Paraná
 Santa Catarina
 Rio Grande do Sul
Gentílico suleiro,[1] sulino[2] ou sulista[3]
Área 576 774 km² 2010
População 29 754 036 hab. IBGE/2018[5]
Densidade 51,59 hab./km²
Indicadores
Cidade mais
populosa
BrasaoCuritiba.svg Curitiba
PIB R$ 1 195 550 000 IBGE/2018[6]
PIB per capita R$ 40 181 IBGE/2018[7]
IDH 0,798 alto 2017 [8]

A Região Sul do Brasil é a menor das cinco regiões do país,[9] com área territorial de 576 774,31 km²,[4] sendo maior que a área da França metropolitana e menor que o estado brasileiro de Minas Gerais. Faz parte da Região Centro-Sul do Brasil.[10] Divide-se em três unidades federativas: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,[9] sendo limitada ao norte pelos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, ao sul pelo Uruguai, a oeste pelo Paraguai e pela Argentina, além de ser banhada a leste pelas águas do Oceano Atlântico.[9] É única região brasileira localizada na porção sul abaixo da zona tropical, com as estações do ano variando nitidamente; contudo, a parte norte situa-se acima do Trópico de Capricórnio.[9] No inverno, ocorrem geadas e, com maior raridade, há queda de neve.[9] O relevo da Região Sul tem uma pequena quantidade de acidentes geográficos, predominando um grande planalto, geralmente, de pequena elevação.[11]

Sua maior característica é o modo de colonização e o tipo de colonizadores recebidos.[12] A Região Sul começou a ser colonizada durante os séculos XVII e XVIII.[12] Em 1648, os portugueses foram os fundadores da vila de Paranaguá, a mais antiga cidade da Região Sul e do Paraná.[12] As populações alóctones recebidas pela região foram uma pequena quantidade de escravos africanos, porém, uma grande quantidade de imigrantes vieram do Uruguai, da Argentina, dos Açores, da Espanha, da Alemanha, da Itália, da Polônia, da Ucrânia, dos Países Baixos, entre outros.[12] A característica populacional dada pelos europeus que contribuíram para o processo de formação da sociedade brasileira do século XIX foi a predominante etnia caucasiana,[12] sendo deixadas na paisagem características dos países de onde originaram (casas, transportes, uso do solo). Os europeus foram os introdutores do sistema de pequenas e médias fazendas.[12] A ciência agrícola trazida da Europa para o Sul do Brasil foi a viticultura, adaptada à Serra Gaúcha.[12]

A população das cidades da Região Sul cresceu muito nos anos mais recentes.[13] As cidades mais populosas são, em ordem de quantidade de moradores, Curitiba e Porto Alegre.[14] O desenvolvimento industrial foi iniciado nas décadas mais recentes principalmente no Rio Grande do Sul, nordeste de Santa Catarina e Região Metropolitana de Curitiba.[15] Na região de Criciúma, em Santa Catarina, estão localizadas quase a totalidade das reservas de exploração de carvão no Brasil.[16] O potencial energético, que as inúmeras cachoeiras dos rios das bacias hidrográficas do Paraná e do Uruguai representam, hoje se aproveita muito nas usinas hidrelétricas como a de Machadinho, próximo a Piratuba.[17]

A Região Sul propriamente dita é um grande polo turístico, econômico e cultural, abrangendo grande influência europeia, principalmente de origem italiana[18] e germânica.[19] Apresenta índices sociais acima da média brasileira e das demais regiões em vários aspectos: possui o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, 0,798,[8] e o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita do país.[20] A região é também a mais alfabetizada, 95,2% da população, e a com menor incidência de pobreza.[21] Sua história é marcada pela grande imigração europeia,[22] pela Guerra dos Farrapos,[23] e pela Revolução Federalista,[24] com seu principal evento o Cerco da Lapa.[25] Outra revolta ocorrida na história da região foi a Guerra do Contestado,[26] entre os anos de 1912 e 1916.

Visão geral

  • Aspectos físicos: A Região Sul é a mais fria do Brasil, sendo de clima subtropical. Suas principais formações vegetais são a Mata Atlântica, as Matas de Araucárias e Matas Ciliares. Suas formações de relevo são planícies, depressões, com planaltos meridionais e atlântico. Quanto à hidrografia, há quatro rios e três bacias, sendo capaz o bastante para a produção de energia.[27]
  • Muita população em pouca área: a região ocupa 6,8% do território nacional,[28] no entanto, tem uma grande população.[29] A densidade demográfica conferida pelos seus 28,7 milhões de habitantes é de 49,9 hab./km²[30][31]. Numa região relativamente desenvolvida em uniformidade nos setores primários, secundário e terciário, essa população demonstra os índices de alfabetização de maior elevação em conformidade com os registros feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).[32]
  • Localizado na parte meridional do Trópico de Capricórnio: Única região do Brasil que situa-se quase por inteiro em clima subtropical, o Sul é a região de menor temperatura do Brasil, com sujeição a geadas e até mesmo, em certos lugares, neves cadentes. As estações do ano tem boa definição e as chuvas, geralmente, são distribuídas em uniformidade no decorrer do ano.[29]
  • Paisagens geoeconômicas com grande diferença: Na vegetação original, eram diferenciadas ambas as áreas: a de florestas e a de campos. A inicial, que os imigrantes da Alemanha, da Itália e do Leste Europeu colonizaram, adquiriu uma aparência europeia, com pequenas e médias fazendas que voltam-se para a policultura. A região de campos, contrariamente, que os latifundiários ocuparam desde o Brasil Colônia, utilizou-se, no início, para a pecuária extensiva (criar gado fora do estábulo), posteriormente, da mesma forma, para cultivar trigo e soja.[29]
Atualmente, além dessas ambas as pastagens, existem também as regiões de indústria e urbanização, destacando-se as regiões de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e de Curitiba, no Paraná.[33][34] E também o pólo metal-mecânico de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, segundo maior do Brasil e um dos maiores da América Latina,[35] sede de grandes empresas do setor, como a Marcopolo,[36] a Randon[37] e a Agrale.[38] E no norte e nordeste de Santa Catarina com cidades como Joinville[39] e Blumenau com uma indústria têxtil, logística e metal-mecânica.[40]
Também diferenciada das regiões florestais e campestres é o norte do Paraná, região estadual a qual tem maior relação com a economia da Região Sudeste do Brasil. Sendo uma região de passagem que estende-se do limite sul do estado de São Paulo até o limite norte da parte de clima subtropical da Região Sul do Brasil, sua colonização tem ligação à economia paulista que expandiu-se em território paranaense.[34]
Apesar dessa distinção, estas paisagens geoeconômicas integram-se, o que torna possível a caracterização da região como a de maior uniformidade do Brasil em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano.[34]

História

Povos indígenas, chegada dos jesuítas e bandeirismo

História da Região Sul do Brasil
Monumento ao Tropeiro no município da Lapa (PR).
Casal de imigrantes italianos que vieram para o Império do Brasil na década de 1870 e estabeleceram-se no Rio Grande do Sul.

O território da atual Região Sul do Brasil foi habitado originalmente pelos povos indígenas, principalmente os guaranis (mbyás),[41] os kaingangs[42] e os carijós.[43] Posteriormente, ocorreu a chegada dos padres espanhóis da Companhia de Jesus para a catequização dos indígenas.[44] Os padres jesuítas foram os fundadores de aldeias que chamavam-se missões ou reduções.[44] Os indígenas que passavam a sua vida nas missões eram criadores de gado, agricultores e aprendizes de ofícios.[44]

Os bandeirantes da Capitania de São Paulo chegaram a atacar as missões jesuíticas para o aprisionamento dos indígenas.[44] Por essa razão, o local de residência dos jesuítas e dos indígenas foi abandonado.[44] Pouco a pouco, uma grande quantidade de paulistas foram se fixando à costa catarinense.[45] Os paulistas foram os fundadores dos municípios mais antigos do litoral, como Paranaguá, Florianópolis, Laguna e São Francisco do Sul.[45]

Tropeirismo, conflitos territoriais e tratados internacionais

Os paulistas também estavam interessados no comércio do gado.[46] Durante a vinda dos tropeiros, ou seja, os que comercializavam gado, foi reunida a criação de gado livre pelos campos.[46] As mulas, os cavalos e o gado franqueiro foram levados para a venda nas feiras de gado em Sorocaba.[46] No trajeto de passagem dos tropeiros, ocorreu o surgimento de povoados.[46] Os tropeiros também foram os organizadores das primeiras estâncias, ou seja, propriedades onde se cria gado.[nota 1] Os tropeiros, que transportavam o gado muar para a Feira de Sorocaba, eram os primeiros devotos de Nossa Senhora das Brotas entre os séculos XVIII e XIX.[47]

Para a defesa das estâncias que os tropeiros criaram, o rei de Portugal determinou a construção de fortes militares na região.[nota 2] Nos arredores dos fortes, ocorreu o surgimento de povoados.[48] Durante uma grande quantidade de anos, Portugal e Espanha guerrearam para se empossarem das terras do Sul.[49] As brigas foram continuadas e somente foram solucionadas com os tratados assinados.[50] Esses tratados foram os acordos determinantes dos limites das terras que localizam-se no sul do Brasil.[50]

Chegada dos imigrantes, povoamento recente e desenvolvimento agropecuário

O crescimento populacional foi grande depois que os imigrantes chegaram, vindos principalmente da Europa.[51] Os primeiros imigrantes vieram dos Açores.[nota 3] Após a imigração açoriana em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, ocorreu a chegada de imigrantes da Alemanha (1824, São Leopoldo, Rio Grande do Sul)[nota 4] e da Itália.[nota 5] Demais agrupamentos buscavam a região para passar a sua vida.[52] Os imigrantes foram os fundadores de colônias transformadas em cidades de importância como, por exemplo, Caxias do Sul.[53]

Os solos de terra roxa do norte do Paraná e do oeste de Santa Catarina foram as regiões de povoamento mais recente.[54][55] O povoamento do norte do Paraná apareceu depois que foram criadas colônias agrícolas.[56] Migrantes de demais unidades federativas e de mais de 40 nações estrangeiras chegaram na região para serem colonos trabalhadores no cultivo de café e de cereais.[57] No oeste de Santa Catarina, foi desenvolvida a pecuária, além de serem exploradas a erva-mate e a madeira.[58]

Geografia

O planalto Meridional constitui-se de rochas de velhos sedimentos (arenitos) e extensas rochas de erupções de magmas (basaltos). Encontra-se subdividido em:[11]

O planalto Cristalino forma-se de velhas rochas de cristais junto à costa e das montanhas da serra do Mar. Nas regiões de menor altitude e de maior ondulação no sul, são caracterizadas as serras, com suas numerosas coxilhas.[11]

Na Planície Costeira ou Litorânea, são visíveis vales menores, que encaixam-se nos planaltos, e uma extensão de planície litorânea, que ora vai se estreitando, ora vai se alargando. Nesta planícies encontram-se presentes restingas, lagoas costeiras, balneários naturais e dunas.[11]

A Região Sul do Brasil tem um clima subtropical. As temperaturas são variáveis de 16 °C até 20 °C, com muita amplitude térmica. As precipitações pluviométricas entre 1 200 mm e 2 000 mm, têm boa distribuição o ano inteiro.[59]

Duas bacias hidrográficas representam basicamente a Região Sul do Brasil:[60]

Na Mata das Araucárias são encontradas espécies de grande utilidade, como o pinheiro-do-paraná e a imbuia. A Mata Atlântica localiza-se juntamente à costa.[61]

Os campos do sul ou do planalto, que também chamam-se Pampa, no Rio Grande do Sul, são o bioma constituinte de paisagens naturais de excelência.[61]

Geomorfologia

A região está em sua maior parte em zona temperada, enquanto sua parte norte, no norte do Paraná, está localizada em zona tropical.[9] O clima encontra-se apresentado com uniformidade, variando pouco. Suas paisagens de contraste são apresentadas quase sempre pelos demais elementos que pertencem à natureza sul-brasileira: relevo com extensão de planaltos e planícies de menor comprimento, hidrografia com bacias fluviais de maior tamanho (a do Paraná e a do Uruguai) e as demais de tamanho pequeno, e vegetação na qual há florestas alternadas com campos. Sendo continuamente considerados estes contrastes, será compreendido com maior facilidade o quadro natural da região.[11]

O relevo sul-brasileiro encontra-se sob o domínio, na maioria do seu território, de ambas as divisões do planalto Brasileiro: o planalto Atlântico (ou Serras e Planaltos do Leste e do Sudeste) e o planalto Meridional. Nesta região, o planalto Atlântico denomina-se planalto Cristalino, e o Meridional subdivide-se em ambas as porções: Arenito-basáltico e depressão Periférica. Na região aparecem ainda certas planícies.[11] O ponto mais elevado da região sul é o Pico Paraná, com 1922 metros de altitude. Porém o Morro da Igreja, em Santa Catarina, possui 1.822 metros de altitude, sendo o ponto habitado mais alto da região Sul e onde foi registrada, não oficialmente, a temperatura mais baixa do Brasil: -17,8 °C, em 29 de junho de 1996.[62]

Mapa geomorfológico do Sul do Brasil

As mais importantes unidades geomorfológicas da Região Sul do Brasil são:[11]

  • Planalto Cristalino: Encontra-se apresentado com grande largura no Paraná, no qual sua escarpa que volta-se para o mar é o acidente formador da serra do Mar, e torna-se afunilado em Santa Catarina. Suas elevações são os aspectos formadores dos "mares de morros", forma de relevo característica do planalto Atlântico;[11]
  • Planalto Meridional: Reveste a maioria do território sul-brasileiro, sendo alternadas extensas camadas intercaladas de arenito com basalto. O basalto é uma rocha extrusiva originária dos vulcões, que forma solos de terra roxa, de grande fertilidade. No Sul, com exceção do norte do Paraná, há uma pequena quantidade de regiões possuidoras de tais solos, porque na maioria das vezes os arenitos recobrem as rochas basálticas;[11]
A elevação mais destacada no planalto Meridional é a serra Geral que, no Paraná e em Santa Catarina, é visível na parte de trás da serra do Mar, porém no Rio Grande do Sul acaba juntamente à costa, sendo a unidade geomorfológica formadora de falésias como as que são visíveis nos balneários da cidade de Torres, município gaúcho;[11]
Para caracterizar mais facilmente essa unidade geomorfológica, divide-se habitualmente em ambas as partes: planalto Arenito-basáltico e depressão Periférica;[11]
  • Planalto Arenito-Basáltico: Nele, o basalto (de maior dureza) e o arenito, diferentemente resistentes à erosão, são os formadores das cuestas, que chamam-se localmente de "serras", exemplificando, a serra Geral, em Santa Catarina;[11]
  • Depressão Periférica: Unidade geomorfológica de pouco comprimento e altitude que chama-se planalto dos Campos Gerais ou segundo planalto paranaense, no Paraná, e depressão Central, no Rio Grande do Sul;[11]
  • Escudo Sul-Rio-Grandense: Planalto o qual chama-se Serras de Sudeste, localizado no sudeste do Rio Grande do Sul, caracteriza-se pelas coxilhas, os quais são formas de relevo com ondulações de colinas.[11]

A região possui ainda vales menores, os quais encaixam-se em ambos os imensos planaltos (Cristalino e Meridional) e uma extensão de planície litorânea, juntamente à costa. No Paraná, a planície mais destacada é a Baixada Paranaense e, no Rio Grande do Sul, são salientadas as presentes restingas que servem de "fechamento" de enseadas e que são formações de lagoas litorâneas, como a lagoa dos Patos e a lagoa Mirim. Em Santa Catarina, a planície litorânea tem pouco comprimento, acima de tudo no norte, e dessa forma é continuada pelo litoral do Paraná, pelo no qual são formados balneários, dunas ou ainda restingas.[11]

Clima

Ver artigo principal: Clima da região Sul do Brasil
Climas da Região Sul segundo a classificação climática de Köppen-Geiger.

No Brasil, país em que predomina o clima tropical, apenas a Região Sul encontra-se sob o domínio do clima subtropical (um clima de transição entre o tropical predominante no Brasil e o temperado, predominante na Argentina), ou seja, o clima típico desta região é mais frio em comparação ao clima tropical, e é onde são registradas as mais baixas temperaturas do país. Nesse clima, as temperaturas variam de 16 °C a 20 °C ao ano, porém, o inverno é costumeiramente muito frio para os padrões brasileiros, com frequência de geadas na quase totalidade das áreas, e em lugares onde há altitudes de maior elevação, neve cadente. As estações do ano apresentadas possuem grande diferenciação e a amplitude térmica anual é relativamente muito grande. As chuvas, na quase totalidade do território regional, são distribuídas regularmente durante todo o ano, entretanto, no Norte do Paraná — transição para a zona intertropical — as chuvas são concentradas nos meses de verão.[59]

Neve na zona rural de São Joaquim, Santa Catarina, em 2010.

Também podem ser encontradas características tropicais nas baixadas litorâneas do Paraná e Santa Catarina, onde as temperaturas estão acima de 20 °C e, principalmente, há queda de chuvas no verão.[59]

As temperaturas também são afetadas pelos ventos. No verão, as temperaturas aumentam por causa do calor e da umidade dos ventos alísios que vêm do sudeste, depois as chuvas caem com força. O inverno no Sul do Brasil é muito frio com geada e neve por causa das frentes frias que são massas de ar vindas do Pólo Sul. Esse vento frio é chamado de minuano ou pampeiro pelos paranaenses, catarinenses e gaúchos.[59]

É importante ressalvar, que as características contidas no clima da região Sul do Brasil, têm grande influência graças à Massa Polar Atlântica (MPA) que é fria e úmida. A mesma origina-se no anticiclone situado ao sul da Patagônia. Sua atuação é mais intensa no inverno, com presença marcante nas regiões Sul e Sudeste. Pode atingir outras regiões como a Amazônia, onde a mesma se enfraquecera.[59]

Hidrografia

Devido à localização da serra do Mar e da Serra Geral, nas proximidades do litoral, o relevo do Sul é inclinado para o interior, fazendo com que a maioria dos rios do Sul seja de planalto, seguindo no sentido leste-oeste. Esses rios são concentrados em duas grandes bacias hidrográficas: a bacia do rio Paraná e a bacia do rio Uruguai, ambas as subdivisões que fazem parte da Bacia Platina. Os rios de maior importância têm grande volume de água e são possuidores de grande potencial hidrelétrico, o que já está se explorando no rio Paraná, com o fato de ter sido construída a Usina Hidrelétrica de Itaipu (atualmente a segunda maior do mundo). Essa exploração favorece ao Sul e ao Sudeste o crescimento do número de consumidores de energia elétrica, tanto para consumo doméstico como industrial, havendo a necessidade de continuar investindo nesse lugar.[60]

Os rios sulistas que fazem seu percurso até desaguarem no mar integram um conjunto de bacias secundárias, como as do Atlântico Sul e do Atlântico Sudeste. Entre essas, a mais aproveitável para a hidreletricidade é a do rio Jacuí, no Rio Grande do Sul. Outra, que os brasileiros conhecem muito pelas suas cheias que não podem ser previstas, é a do rio Itajaí, em Santa Catarina, que alcança uma região que se desenvolveu muito, onde a colonização alemã influenciou basicamente.[60]

Vegetação

Quando as pessoas dizem respeito ao sul do Brasil, é frequente ter na memória a Mata de Araucárias ou floresta dos pinhais e o grande pampa gaúcho, formações vegetais típicas da região, apesar de não existirem somente nesta parte do Brasil.[61]

A Mata de Araucárias é a paisagem típica da vegetação de planalto da região Sul.

A Mata de Araucárias, que praticamente se extinguiu, é o bioma visível nas partes de maior elevação dos planaltos do Paraná e Santa Catarina, no formato de manchas que existem entre as demais formações vegetais. A Araucaria angustifolia (pinheiro-do-paraná) é mais facilmente adaptada às menores temperaturas, frequentemente nas partes da maior altitude do relevo, e ao solo rochoso que mistura arenito com basalto, com uma grande concentração no planalto Arenito-basáltico, no interior da região.[61]

A erva-mate é um dos principais produtos agrícolas da região Sul.

Nessa mata se extraem principalmente o pinheiro-do-paraná e a imbuia, que se utilizam em marcenaria, e a erva-mate, cujas folhas se utilizam para preparar o chimarrão.[61]

A devastação desta floresta, que foi o bioma típico da região na qual hoje há poucos remanescentes dessa paisagem, teve início no final do Império, porque o governo fazia concessões com o objetivo de abrir estradas de ferro, e a situação tornou-se grave devido à indústria madeireira.[61]

Além da Mata de Araucárias, propriamente dita, a serra do Mar, com grande umidade por estar mais próxima do oceano Atlântico, faz com que se desenvolva a mata tropical úmida da encosta, ou Mata Atlântica, com grande densidade e várias espécies. A Mata Atlântica é iniciada no Nordeste sendo continuada pelo Sudeste até a sua chegada ao Sul.[61] No Norte do Paraná, a floresta tropical praticamente extinguiu-se, porque a agricultura foi expandida. Ultimamente, o governo está procurando novas tentativas de implantação de uma política de reflorestamento.[61]

As vastas extensões de campos limpos também ocupam a Região Sul do Brasil. Estas vastas extensões de campos limpos chamam-se pelo nome de campos meridionais. Os campos meridionais dividem-se em duas áreas distintas. A primeira é correspondente aos campos dos planaltos, que são manchas ocorrentes a partir do Paraná até o norte do Rio Grande do Sul. A segunda área — os campos da campanha — é de maior extensão e está localizada inteiramente no Rio Grande do Sul, em uma região que chama-se Campanha Gaúcha ou pampa. É a vegetação natural das coxilhas e uma camada visível de ervas rasteiras pela qual é constituída a melhor pastagem natural do Brasil.[61]

Finalmente, juntamente ao litoral, destaca-se a vegetação costeira de mangues, praias e restingas, que se assemelham às de outras regiões do Brasil.[61]

Demografia

Segundo o censo demográfico de 2010, a Região Sul do Brasil contava 27 384 815 habitantes, sendo a terceira região mais populosa do país (depois do Sudeste e do Nordeste),[63] concentrando 14,3% da população brasileira.[64]densidade demográfica na região, que é uma divisão entre sua população e sua área, é de 47,59 hab./km², mais de duas vezes maior que a do Brasil como um todo.[65] A Região Sul do Brasil se desenvolveu com grande força tanto no campo como nas cidades.[66][66]

Composição da população

Os jesuítas deram início à colonização das áreas que se localizam nos campos do sul. Objetivando a catequização dos indígenas, os jesuítas espanhóis foram os fundadores de diversas missões no território que é hoje o Rio Grande do Sul.[67] Essas missões, cujas atividades econômicas eram a pecuária e a agricultura,[nota 6] foram mais tarde invadidas por bandeirantes paulistas, que foram responsáveis pelo aprisionamento de indígenas para serem vendidos como escravos.[nota 7] As missões jesuíticas no Pampa foram destruídas, fazendo com que fossem espalhados os animais que os missionários criavam.[68] Desde o século XVIII, os portugueses e espanhóis que eram habitantes da bacia do rio Paraná.[69] Essa luta fez com que Portugal e Espanha disputassem a posse territorial, o que ajudou a formar grandes latifúndios, ainda hoje com muita frequência na extremidade meridional.[70]

As terras que se localizam nos planaltos foram ocupadas pelos imigrantes vindos da Europa. A Região Sul do Brasil seria completamente ocupada com a colonização, que se divide em ambas as fases. A primeira fase foi a dos colonizadores vindos do Açores (portugueses) no decorrer do litoral, inclusive se destacando para a ilha de Santa Catarina, onde está localizada Florianópolis, e para a Região Metropolitana de Porto Alegre.[71] A segunda teve início nas primeiras décadas do século XIX, com os imigrantes vindos da Alemanha[nota 8] e Itália[nota 9] que chegaram ao Brasil e, em número pequeno, da Rússia,[72] da Polônia,[73] da Ucrânia,[74] do Oriente Médio e de outros lugares do mundo. Eles foram os colonizadores dos planaltos, marcando seus costumes no estilo arquitetônico das residências, no idioma e na culinária.[nota 10] Introduziram também a policultura e o sistema de pequenas propriedades.[69] É por isso que o Sul é a região brasileira que mais tem pequenas propriedades no campo.[69]
Os alemães foram estabelecidos principalmente em Santa Catarina, no vale do Itajaí, e no Rio Grande do Sul, no Vale dos Sinos.[75] A Serra Gaúcha foi ocupada principalmente pelos italianos, onde começaram a cultivar a uva, fabricar o vinho e o suco proveniente da fruta.[nota 11] Enquanto isso, russos, poloneses, ucranianos e outros grupos imigrantes foram fixados no oeste de Santa Catarina, no Paraná e em demais pontos localizados na região.[76][77][78][79]

Composição étnica

Grupos étnicos (2018)[80]
Branca 73,9%
Parda 20,6%
Preta 4,8%
Indígena e amarela 0,7%

A maior parte dos habitantes que habitam a região Sul se autodeclara "branca", 73,9% da população.[80] Alguns fatores deram sua contribuição para que a imigração europeia se concentrasse no Sul do Brasil[carece de fontes?], tendo começo pela natureza, em especial porque o clima é subtropical.[nota 12][nota 13][nota 14] Além disso, razões históricas também deram estímulo a essa concentração: no período imperial, era necessária a garantia de posse das terras do Sul, porque era uma região de povoamento escasso;[nota 15] Depois de abolida a escravidão, a entrada de mão de obra imigrante foi incentivada pelo governo brasileiro;[nota 16] já no século XX, as duas guerras mundiais (1914-1918 e 1939-1945), trouxeram milhares de europeus que fugiam dos conflitos e da perseguição nazista.[81][82]

Como no restante do Brasil, contudo, e de fato, a população no geral apresenta ancestralidades europeia, indígena e africana. "Brancos", "pardos" e "negros", conforme revela a genética.[83] Esse estudo genético de 2011 também constatou que do ponto de vista da ancestralidade as diferenças entre as regiões do Brasil são menores do que muitos pensavam.[83]

Outro genético de 2013, que analisou todas as regiões do Brasil, também revelou que em todas elas existem contribuições europeia, indígena e africana, somente variando o grau de cada, em cada uma delas. Em todas as regiões do Brasil, a ancestralidade europeia foi a principal, com importantes contribuições africana e indígena. No sul, também foram encontradas contribuições africana e indígena, com ancestralidade predominante europeia.[84]

O litoral é a parte da Região Sul que apresenta as mais elevadas densidades demográficas, e a Campanha Gaúcha, devido à predominante atividade pecuária, apresenta baixas densidades, mas não há áreas despovoadas na região.

Distribuição da população

A população é distribuída de maneira desigual. Apesar de o contraste entre as áreas aglomeradas e vazias, no Sul, não se acentuar como nas demais regiões, os centros urbanos, acima de tudo Curitiba, Porto Alegre e cidades localizadas no vale do Itajaí, são apresentadoras de altas densidades demográficas.[85] Os trechos de maior despovoamento do Sul do Brasil estão localizadas na Campanha Gaúcha, onde sua economia é baseada na pecuária extensiva, em que há pouca mão de obra empregada.[82][86]

Indicadores sociais

Como em qualquer lugar do mundo, na região Sul há pobreza, problemas sociais e urbanos, mas, em grau menor em comparação ao restante do Brasil. O Sul merece destaque por ter apresentado a maior taxa de alfabetização, o mais alto nível de consumo alimentar, a mais elevada expectativa de vida,[87] a menor desigualdade de renda, a melhor educação e saúde pública, o mais alto nível de bem estar social[88] e a menor taxa de corrupção do Brasil. Em números absolutos, a Região Sudeste possui o maior PIB, o maior PIB per capita, a maior quantidade de estabelecimentos escolares, as melhores universidades, os melhores estabelecimentos hospitalares, e outros, concentradas sobretudo nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. De acordo com uma pesquisa recente, a Região Sul, apesar de apresentar um número menor de escolas, hospitais, estabelecimentos governamentais e etc, teriam eles melhor distribuídos pelo seu respectivo território e atendendo de forma bem mais eficiente sua população.[89]

Urbanização

Áreas metropolitanas

A Grande Porto Alegre é a maior área metropolitana da Região Sul, e a quarta mais populosa do Brasil.

A Grande Porto Alegre é a maior área metropolitana da Região Sul e a quarta mais populosa do Brasil – superada no país apenas pelas Regiões Metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, respectivamente – tendo o quarto maior PIB do Brasil e a 82ª maior aglomeração urbana do mundo.[91] A Grande Curitiba é a segunda área metropolitana mais populosa do sul do país e a oitava do Brasil. É também a 118ª maior aglomeração urbana do mundo.[92]

Santa Catarina era, até então, o estado com o maior número de Regiões Metropolitanas do Brasil. Sendo oito no total.[93] Segundo o governo estadual, as regiões metropolitanas ajudam numa melhor e mais eficiente administração do estado. Com a criação de novas regiões metropolitanas no Paraná, o estado igualou o número de regiões metropolitanas de Santa Catarina. Em 1998, através de lei complementar estadual, foram instituídas as RMs de Londrina[94] e Maringá.[95] A de Umuarama, a quarta do estado, foi criada em 2012[96] e, em 2015, foram criadas mais outras quatro: Apucarana, Campo Mourão, Cascavel e Toledo, passando para oito atuais.[97]

Nome Estado População
Porto Alegre  Rio Grande do Sul 3 960 068
Curitiba  Paraná 3 168 980
Norte/Nordeste Catarinense  Santa Catarina 1 094 570
Florianópolis  Santa Catarina 1 012 831
Londrina  Paraná 801 756
Serra Gaúcha  Rio Grande do Sul 735 276
Vale do Itajaí  Santa Catarina 689 909
Maringá  Paraná 612 617
Zona Sul  Rio Grande do Sul 577 578
Carbonífera  Santa Catarina 550 243
Foz do Rio Itajaí  Santa Catarina 532 830
Chapecó  Santa Catarina 403 458

Existem ainda as aglomerações urbanas, que são consideradas "um passo a menos" para se chegar a uma região metropolitana. No Rio Grande do Sul existem três: A Aglomeração urbana do Sul, com sede em Pelotas mas com vida econômica voltada para o superporto de Rio Grande, abrangendo outras três cidades, esta tem pouco mais de 580 000 habitantes, mas a mais populosa é a Aglomeração Urbana do Nordeste do Rio Grande do Sul, localizada na região serrana do Rio Grande do Sul, com sede em Caxias do Sul e outras 9 cidades a compondo, a aglomeração tem aproximadamente 720 000 habitantes. Ainda há a Aglomeração urbana do Litoral Norte, com sede em Osório abrangendo metade do litoral gaúcho, também em números aproximados, a aglomeração, em 20 cidades, tem 285 000 habitantes.

A mecanização da agricultura e a agroindústria favorecem a mudança de famílias do campo para a cidade. Na Região Sul, que apresenta os menores percentuais nas migrações internas do Brasil, 82% da população vive em centros urbanos. A consequência imediata desse alto índice de urbanização é a formação de bolsões de miséria nas principais cidades da região. A grande pobreza atinge até mesmo parte da região de Curitiba e Porto Alegre, capitais do Paraná e do Rio Grande do Sul, respectivamente.[98]

Problemas atuais

Os maiores problemas da Região Sul do Brasil são comuns a todo o país: a acentuada desigualdade na distribuição de renda reflete em todas as regiões, no contraste entre a riqueza de poucos e a pobreza de muitos. Na Região Sul do Brasil, esse contraste não tão marcante quanto no Sudeste ou Nordeste, mas evidencia-se na existência de favelas nos grandes centros urbanos e na assistência médico-hospitalar insatisfatória em algumas localidades.

Além desses problemas, a Região Sul do Brasil enfrenta:

  • Excessos do clima: O clima subtropical, ainda que agradável na maior parte do ano, é responsável por frequentes geadas, de consequências desastrosas para a agricultura, principalmente para as plantações de café. Além disso, chuvas intensas podem causar inundações incontroláveis, de efeitos muito negativos sobre a sociedade e a economia;
  • Dificuldades de ordem humana: Grande parte da população ainda emprega técnicas agrícolas e pecuárias primitivas, obtendo um rendimento bastante abaixo do ideal. Além disso, a mecanização das lavouras leva ao desemprego, causando a migração para outros estados brasileiros e o surgimento de boias-frias. Esses trabalhadores rurais sem terra são contratados temporariamente para tarefas que exigem muita mão de obra e dispensados em seguida. Suas condições de trabalho, saúde e moradia são absolutamente precárias. Embora os boias-frias não constituam problema específico da Região Sul do Brasil, o estado do Paraná é a unidade federativa com o maior número de pessoas nessas condições.

Para os problemas decorrentes de condições naturais há perspectivas de solução: técnicas para combater o efeito das geadas e obras para conter as enchentes começam a serem desenvolvidas em todas as áreas críticas. No caso dos problemas de caráter social, com raízes históricas, as soluções exigem mais tempo, porém não são impossíveis; atualmente, o progresso dos meios de transportes e a ampliação de comunicações viabilizam projetos de alfabetização e amparo médico-sanitário às populações isoladas. A Sudesul (Superintendência para o Desenvolvimento da Região Sul), extinta em 1990, coordenava e supervisionava boa parte desses projetos e executava programas bastante significativos, aumentando a cada ano a participação da Região Sul no conjunto da economia brasileira.

Governo e política

Os estados da região Sul, assim como os demais estados da república, são governados por três poderes, todos com sedes em suas capitais: Curitiba; Florianópolis; Porto Alegre. Os executivos são representados pelos governadores, os legislativos, pelas assembleias legislativas, e os judiciários pelo tribunais de justiça. Cada estado possui símbolos estaduais, como a bandeira, o brasão e o hino.

Os poderes legislativos estaduais são unicamerais. Na Assembleia Legislativa do Paraná são 54 deputados estaduais,[99] na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul são 55 deputados,[100] na Assembleia Legislativa de Santa Catarina são 40 deputados.[101]

Os governadores dos três estados da Região Sul do Brasil, com mandato até 2022, são os seguintes:

Unidade da Federação Governador Partido Vice-governador(a) Partido
1 Paraná Ratinho Júnior PSD Darci Piana PSD
2 Santa Catarina Carlos Moisés PSL Daniela Reinehr PSL
3 Rio Grande do Sul Eduardo Leite PSDB Ranolfo Vieira Júnior PTB

Subdivisões

A região Sul do Brasil é composta por três estados:[102]

Paraná
Abriga o que restou da mata de araucárias,[103] uma das mais importantes florestas subtropicais do mundo.[104] Na fronteira com a Argentina fica o Parque Nacional do Iguaçu, declarado Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).[105] A 40 quilômetros dali, na fronteira com o Paraguai, está a Usina Hidrelétrica de Itaipu,[106] a segunda maior do planeta, atrás apenas da hidrelétrica chinesa de Três Gargantas.[107] O estado possui forte colonização polonesa, ucraniana e alemã, como também italiana, neerlandesa e japonesa.[108]
Santa Catarina
Menor e menos populoso estado da região,[109][110] Santa Catarina aprecia enseadas e muitas ilhas no litoral e planaltos a leste e a oeste, com mata de araucárias e campos.[111] De clima subtropical, o estado tem as quatro estações bem marcadas ao longo do ano, com verões quentes e invernos rigorosos no planalto.[111]
Santa Catarina tem grande influência de imigrantes portugueses, alemães e italianos.[112] Florianópolis e a faixa litorânea do estado foram colonizados por açorianos.[112] O estado, aliás, mantém uma posição de liderança na maricultura, com grande produção e exportação de camarão e ostras em cativeiro.[113]
Rio Grande do Sul
No maior e mais populoso estado da região fica um dos pontos extremos do País, o Arroio Chuí.[nota 17] O clima do Rio Grande do Sul é temperado, e o relevo apresenta planícies litorâneas, planaltos a oeste e nordeste e depressões no centro.[114] A vegetação é variada: campos (os pampas gaúchos), mata de araucárias e restingas.[114]
Os principais colonizadores foram os italianos, que se fixaram principalmente na região serrana,[115] no nordeste do estado, e os alemães, que ocuparam a região do vale do rio dos Sinos, ao norte de Porto Alegre.[116] Os portugueses, entre eles os açorianos, permaneceram no litoral.[117]
Além da influência europeia, o gaúcho cultiva as tradições dos pampas, na fronteira com o Uruguai e a Argentina. Entre essas tradições destacam-se o chimarrão,[118] o churrasco[118] e o uso de trajes típicos, compostos de bombacha[119] (calças folgadas, de origem turca, presas ao tornozelo), poncho[119] e lenço no pescoço.[119]

Economia

Ver artigo principal: Economia da Região Sul do Brasil

No que se refere aos aspectos econômicos da região Sul, a melhor maneira de explicar a distribuição das atividades primárias, secundárias e terciárias é elaborando análises desses três setores econômicos por partes e separadamente, observando cada uma delas.

A existência de extensas áreas de pastagens naturais favoreceu o desenvolvimento da pecuária extensiva de corte na região Sul. Há o predomínio da grande propriedade e o regime de exploração direta, já que a criação é extensiva, exigindo poucos trabalhadores, o que explica o fato de haver uma população rural muito pouco numerosa na região.

Devido à ampliação do mercado consumidor local e extra-regional e ao surgimento de frigoríficos na região, em certas áreas já ocorre uma criação mais aprimorada, pecuária leiteira e lavouras comerciais com técnicas modernas, destacando-se o cultivo do arroz, do trigo e da batata.

A agricultura, que é desenvolvida em áreas florestais, com predomínio da pequena propriedade e do trabalho familiar, foi iniciada pelo europeus, sobretudo alemães, que predominaram na colonização do Sul. A policultura é a prática comum na região, às vezes com caráter comercial, sendo o feijão, a mandioca, o milho, o arroz, a batata, a abóbora, a soja, o trigo, as hortaliças e as frutas os produtos mais cultivados. Em algumas áreas, a produção rural está voltada para a indústria, como a cultura da uva para a fabricação de vinhos, a de tabaco para a indústria de cigarros, a de soja para a fabricação de óleos vegetais, à criação de porcos (associada à produção de milho) para abastecer os frigoríficos e o leite para abastecer as usinas de leite e fábricas de laticínios.

Diferente das regiões agrícolas "coloniais" é o norte do Paraná, que está relacionado com a economia do Sudeste, sendo uma área de transição entre São Paulo e o Sul. Seu povoamento está ligada à expansão da economia paulista.

O extrativismo vegetal é uma atividade de grande importância no Sul do Brasil e o fato de a mata das araucárias ser bastante aberta e relativamente homogênea facilita a sua exploração. As espécies preferidas são o pinheiro-do-paraná, a imbuia e o cedro, aproveitados em serrarias ou fábricas de papel e celulose. A erva-mate é outro produto importante do extrativismo vegetal no Sul, e já é cultivada em certas áreas.

A região Sul é pobre em recursos minerais, devido à sua estrutura geológica. Há ocorrência de cobre no Rio Grande do Sul e chumbo no Paraná, mas o principal produto é o carvão de pedra, cuja exploração concentra-se em Santa Catarina. É utilizado em usinas termelétricas locais e na siderurgia.

A região Sul é a segunda mais industrializada do país, vindo logo após o Sudeste. A principal característica da industrialização no Sul é o fato de as atividades comandarem a atividade industrial, onde se localizam indústrias siderúrgicas, químicas, de couros, de bebidas, de produtos alimentícios e têxteis. Já a industrialização de Curitiba, o maior parque industrial, é mais recente, destacando-se suas metalúrgicas, madeireiras, indústrias automobilísticas, peças, químicas, e fábricas de alimentos.

As demais cidades industriais da região são geralmente mono-industriais ou então abrigam dois gêneros de indústrias, como Caxias do Sul (bebidas e metalurgia), Pelotas (frigoríficos), Lages (madeiras), Londrina (alimentos) e Blumenau (têxtil). A exceção é Joinville (setores metal mecânico, químico, plástico, e de desenvolvimento de software), situada no Norte catarinense, e Chapecó no Oeste Catarinense (Seu parque industrial é diversificado, sendo que os setores que mais se destacam são: 8 Frigoríficos é a capital brasileira da agroindústria, o metalmecânico, produção de equipamentos para frigoríficos, plásticos e embalagens, transportes, móveis, bebidas, softwares e biotecnologia).

Produto Interno Bruto

Em 2003, o PIB do Sul chegou em 386 758 428 000,00 de reais ou quase 20% do nacional, ou seja, a 2ª região em riquezas finais produzidas do país. A tabela a seguir exibe como é distribuído o PIB regionalmente e nacionalmente entre os estados da região:

Produto Interno Bruto da região Sul (IBGE/2006)
Estados PIB (em R$ 1000,00) % do PIB nacional % do PIB regional PIB per capita
Paraná 136 681 933 mil 6,4% 34,2% 13 158,00
Santa Catarina 93 193 324 mil 4,0% 21,5% 15 638,00
Rio Grande do Sul 156 883 171 mil 8,2% 44,3% 14 310,00

Extrativismo

O extrativismo na região Sul, apesar de ser uma atividade econômica complementar, é bastante desenvolvido em suas três modalidades:

Agricultura

Principais cultivos, 2005[120]
Produto Participação
Arroz 6,68%
Batata 0,31%
Fumo 2,45%
Milho 21,84%
Soja 45,51%
Trigo 11,42%
A plantação de maçãs e a fabricação de sidras no Brasil são características economicamente marcantes da colonização alemã nos estados de SC e RS.

A maior parte do espaço territorial sulista é ocupado pela pecuária, porém a atividade econômica de maior rendimento e que emprega o maior número de trabalhadores é a agricultura. A atividade agrícola no Sul distribui-se em dois amplos e diversificados setores:

  • Policultura: desenvolvida em pequenas propriedades de base familiar. Foi introduzida por imigrantes europeus, principalmente alemães, na área originalmente ocupada pelas florestas. Cultivam-se principalmente milho, feijão, mandioca, batata, maçã, laranja, e fumo;
  • Monocultura comercial: desenvolvida em grandes propriedades. Essa atividade é comum nas áreas de campos do Rio Grande do Sul, onde se cultivam soja, trigo, e algumas vezes, arroz. No Norte do Paraná predominam as monoculturas comerciais de algodão, cana-de-açúcar, e principalmente soja, laranja, trigo e café. A erva-mate, produto do extrativismo, é também cultivada.

Para compreender mais claramente a distribuição das atividades agrícolas pela região, analise a tabela acima com os respectivos dados sobre os produtos agrícolas.

Também é no sul do Brasil que está localizada a maior cooperativa agroindustrial da América Latina, a Cooperativa Agroindustrial Morãoense, com sede em Campo Mourão, no estado do Paraná.

Os principais produtos agrícolas cultivados em 2018 foram:

  • soja (35% da produção do país, que é o maior produtor mundial);
  • milho (35% da produção do país, que é o 3º produtor mundial);
  • tabaco (quase toda a produção do país, que é o segundo maior produtor do mundo e o maior exportador);
  • arroz (80% da produção do país, que é o nono maior produtor do mundo);
  • uva (quase toda a produção do país, que é o décimo primeiro maior produtor do mundo);
  • maçã (quase toda a produção do país, que é o décimo terceiro produtor mundial);
  • trigo (quase toda a produção do país);
  • aveia (quase toda a produção do país);
  • cana-de-açúcar (8% da produção do país, que é o maior produtor mundial);
  • mandioca (25% da produção do país, que é o quinto maior produtor do mundo);
  • erva-mate (quase toda a produção do país, que é um dos maiores produtores do mundo);
  • feijão (26% da produção do país, que é o terceiro maior produtor do mundo);

além de produzir quantidades relevantes de:

  • tangerina (30% da produção do país, que é o sexto maior produtor do mundo);
  • banana (15% da produção do país, que é o 3º maior produtor mundial);
  • laranja (6% da produção do país, que é o maior produtor mundial);
  • caqui (20% da produção do país, que é o sexto maior produtor do mundo);
  • cevada, pêssego, figo e cebola (a maior parte da produção do país);
  • morango.[121]

Pecuária

Ovinos no extremo sul do RS
Criação suína em SC

Os campos do Sul constituem excelente pastagem natural para a criação de gado bovino, principalmente na Campanha Gaúcha ou pampa, no Estado do Rio Grande do Sul. Desenvolve-se ali uma pecuária extensiva, criando-se, além de bovinos, também ovinos. Em 2017, a região Sul reunia cerca de 12% dos bovinos do Brasil (27 milhões de cabeças de gado).[122][123]

Já na criação de ovinos, em 2017 a Região Sul era a 2ª maior do país, com 4,2 milhões de cabeças. A atividade de tosquia de ovinos permaneceu predominante na região Sul, que é responsável por 99% da produção de lã no país. O Rio Grande do Sul continuou sendo o estado com maior participação nacional, representando 94,1% do total. Os municípios de Santana do Livramento, Alegrete e Quaraí lideraram a atividade.[123] Atualmente, a produção de carne tornou-se o principal objetivo da ovinocultura no Estado, em função da elevação dos preços pagos ao produtor que tornaram a atividade mais atraente e rentável. Lá, usam-se raças de ovinos mais adaptadas ao clima subtropical.[124]

A pecuária intensiva também é bastante desenvolvida na região Sul, que detém o primeiro lugar no ranking na produção brasileira de leite. Parte do leite produzido no Sul é beneficiado por indústrias de laticínio. O Sul tem 35,7% da produção brasileira de leite, disputando com o Sudeste (que foi o maior produtor até 2014), que tem 34,2%. O Sudeste tem o maior rebanho de vacas ordenhadas: 30,4% do total de 17,1 milhões existentes no Brasil. A maior produtividade, porém, é a da Região Sul, com uma média de 3.284 litros por vaca ao ano, por isso lidera o ranking de produção de leite desde 2015. O município de Castro, no Paraná, foi o maior produtor em 2017, com 264 milhões de litros de leite. O Paraná já é o segundo maior produtor nacional com 4,7 bilhões de litros, perdendo apenas para Minas Gerais.[122][125]

Na carne suína, os 3 estados do Sul são os maiores produtores do país. Santa Catarina é o maior produtor no Brasil. O Estado é responsável por 28,38% dos abates do país e por 40,28% das exportações de carne suína brasileira. Já o Paraná detém um plantel de 667 mil matrizes alojadas, com um rebanho representativo de 17,85% do total brasileiro. O Paraná ocupa a segunda posição no ranking produtivo do país, com 21,01%, e a terceira colocação entre os Estados exportadores, com 14,22%.[122] Em 3º lugar no Brasil vem o Rio Grande do Sul, com quase 15% de participação.[126]

Avicultura em Santa Catarina

A criação de aves (avicultura) é forte no Sul. Em 2018, a região Sul, com destaque na criação de frangos/as para o abate, foi responsável por quase metade do total brasileiro (46,9%). Só o Paraná respondeu por 26,2%. O Paraná ocupa a liderança brasileira no ranking de Estados produtores e exportadores de carne de frango.[127] O Rio Grande do Sul é o 3º lugar na produção nacional, com 11%.[126]

Na produção de ovos, a Região Sul é a 2ª maior do Brasil, com 24,1% da produção do país.[123] O Paraná está em 2º lugar no ranking brasileiro, com 9,6% da participação nacional.[126]

Na piscicultura, o oeste paranaense, em municípios próximos a Toledo e Cascavel, se transformou na maior região produtora de peixes do país, tendo a tilápia como principal espécie cultivada. O oeste representa 69% de toda a produção do Paraná, maior produtor nacional, com 112 mil toneladas. Desse montante, 91% se referem a criações de tilápias.[122]

A região Sul foi a principal produtora de mel do país em 2017, respondendo por 39,7% do total nacional. Rio Grande do Sul foi o 1º com 15,2%, Paraná em 2º com 14,3%, Santa Catarina em 5º com 10,2%.[123]

Mineração

Mina de ametista em Ametista do Sul, no Rio Grande do Sul.

Santa Catarina é o maior produtor de carvão do Brasil, principalmente na cidade de Criciúma e arredores. A produção de carvão mineral bruto no Brasil foi de 13,6 milhões de toneladas em 2007. Santa Catarina produziu 8,7 Mt (milhões de toneladas); Rio Grande do Sul, 4,5 Mt; e Paraná, 0,4 Mt. Apesar da extração de carvão mineral no Brasil, o país ainda precisa importar cerca de 50% do carvão consumido, uma vez que o carvão produzido no país é de baixa qualidade, por apresentar menor concentração de carbono. Os países que fornecem carvão mineral ao Brasil incluem África do Sul, Estados Unidos e Austrália. O carvão mineral no Brasil abastece, em especial, termelétricas que consomem cerca de 85% da produção. A indústria cimenteira do país, por sua vez, é abastecida com cerca de 6% desse carvão, restando 4% para a produção de papel celulose e apenas 5% para as indústrias de alimentos, cerâmica e grãos. O Brasil possui reservas de turfa, linhita e carvão mineral. O carvão totaliza 32 bilhões de toneladas de reservas e está localizado principalmente no Rio Grande do Sul (89,25% do total), seguido por Santa Catarina (10,41%). A jazida de Candiota (RS) possui apenas 38% de todo o carvão nacional. Por ser um carvão de qualidade inferior, é utilizado apenas na geração termelétrica e no local do depósito. A crise do petróleo nos anos 1970 levou o governo brasileiro a criar o Plano de Mobilização de Energia, com intensas pesquisas para descobrir novas reservas de carvão. O Geological Survey of Brazil, por meio de trabalhos realizados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, aumentou muito as reservas de carvão anteriormente conhecidas entre 1970 e 1986 (principalmente entre 1978 e 1983). Em seguida, carvão de boa qualidade, próprio para uso em metalurgia e em grandes volumes (sete bilhões de toneladas), foi descoberto em várias jazidas do Rio Grande do Sul (Morungava, Chico Lomã, Santa Teresinha), mas em profundidades relativamente grandes (até 1.200 m ), o que impediu seu uso até agora. Em 2011, o carvão representava apenas 5,6% da energia consumida no Brasil, mas é uma importante fonte estratégica, que pode ser acionada quando, por exemplo, os níveis de água nas barragens são muito baixos, reduzindo o excesso de oferta de água. energia hidroelétrica. Isso aconteceu em 2013, quando várias termelétricas foram fechadas, mantendo o abastecimento necessário, embora a um custo mais elevado.[128][129]

O Paraná é o maior produtor de xisto betuminoso do Brasil. Na cidade de São Mateus do Sul, existe uma usina da Petrobras especializada na produção do material. Aproximadamente 7.800 toneladas são processadas diariamente.[130]

O Rio Grande do Sul é um importante produtor de pedras preciosas. O Brasil é o maior produtor mundial de ametista e ágata, e o Rio Grande do Sul é o maior produtor do país. A ágata tem extração local desde 1830. O maior produtor de ametista do Brasil é a cidade de Ametista do Sul. Essa pedra era muito rara e cara em todo o mundo, até a descoberta de grandes depósitos no Brasil, o que causou uma queda considerável em seu valor.[131][132][133][134][135]

Indústria

Fábrica da BRF em Santa Catarina.
Indústria têxtil Hering em Santa Catarina.
Vinícola Salton no Rio Grande do Sul
Fábrica de papel e celulose Klabin no Paraná
Calçados Beira Rio no Rio Grande do Sul
Fábrica de chocolate Neugebauer no Rio Grande do Sul
Marcopolo SA é uma multinacional fabricante de ônibus do Rio Grande do Sul

A Região Sul concentra 20% do PIB industrial do país.[136][137][138]

O sul é a segunda região do Brasil em número de trabalhadores e em valor e volume da produção industrial.[136][137][138] Esse avanço deve-se a uma boa rede de transportes rodoviários e ferroviários, grande potencial hidrelétrico, fácil aproveitamento de energia térmica, grande volume e variedade de matérias-primas e mercado consumidor com elevado poder aquisitivo.[carece de fontes?]

A distribuição das indústrias do sul é bastante diferente da que ocorre na região Sudeste. Nesta região predominam grandes complexos industriais com atividades diversificadas, enquanto o sul apresenta as seguintes características:

As maiores concentrações industriais situam-se nas regiões metropolitanas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e em Curitiba, no Paraná, merecendo destaque também:

Além dessas concentrações industriais, merecem destaque Ponta Grossa, Guarapuava e Paranaguá, no Paraná; Florianópolis, Joinville, Lages, Blumenau e Chapecó em Santa Catarina; e Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Turismo

Ver artigo principal: Turismo na região Sul do Brasil
Lago Negro em Gramado, uma das cidades turísticas da Serra Gaúcha (RS).

O Parque Nacional do Iguaçu, onde se localizam as Cataratas do Iguaçu, é uma Unidade de Conservação brasileira. Está localizado no extremo-oeste do estado do Paraná, tendo sido criado em 10 de janeiro de 1939, através do decreto lei nº 1.035. Sua área total é de 185 262,2 hectares. Em 1986 recebeu o título, concedido pela UNESCO, de Patrimônio Mundial.

Durante os dias quentes de verão, as praias catarinenses são procuradas e frequentadas por turistas do Brasil inteiro e de outros países estrangeiros. Florianópolis, atrás apenas das cidades do Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA), é uma das capitais brasileiras mais visitadas. Com o fim da crise econômica nos países do Mercosul, parte do movimento de argentinos, uruguaios e paraguaios voltou ao proveito do turismo de verão, em cidades balneárias tais como Balneário Camboriú e Barra Velha. São pontos turísticos os patrimônios da humanidade: Cataratas do Iguaçu no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná e as Ruínas Jesuítico-Guaranis de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul.

As serras gaúcha e catarinense atraem turistas no inverno rigoroso, que aproveitam as temperaturas mais baixas e a neve, em cidades como Gramado (RS), a cidade turística mais representativa do gênero no país, Canela (RS) e Urubici (SC).

Em Cambará do Sul (RS), localiza-se o Parque Nacional de Aparados da Serra, onde fica o cânion do Itaimbezinho.

Infraestrutura

Educação

A Região Sul do Brasil possui a maior taxa de alfabetização do país, com 92,2% e também a menor em número de analfabetos (7,8%). Conta com 587 853 alunos matriculados no ensino infantil, 4 380 912 no ensino fundamental, 1 202 301 no ensino médio e 473 583 no ensino superior.

Suas melhores universidades são[139] a Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Paraná (a mais antiga do Brasil), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a Universidade de Caxias do Sul, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos, a Universidade Federal de Santa Maria, a Universidade Estadual de Ponta Grossa, a Universidade Estadual de Maringá, a Universidade Estadual de Londrina, a Universidade Estadual do Oeste do Paraná,a Universidade Estadual do Centro-Oeste, a Universidade do Estado de Santa Catarina, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná, a Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal da Fronteira, Universidade Estadual do Paraná (com 7 campus).

Saúde

O índice de mortalidade infantil é de 20,3 por mil nascidos vivos. Evoluiu o número de estabelecimentos de saúde entre 8 mil e 10 mil, já no ano de 1999. O Paraná é o estado que possui o maior número de estabelecimentos da rede SUS com internação, com 469 lugares, ao mesmo tempo que Santa Catarina é detentora do menor índice (207); o Rio Grande do Sul tem um índice equilibrado de estabelecimentos de SUS com internação (379).

Energia

Usina Hidrelétrica de Itaipu, a maior usina hidrelétrica do mundo em produção de energia (PR).

A região Sul é muito rica em xisto betuminoso e carvão mineral. O carvão mineral é utilizado para produzir energia elétrica nas usinas termelétricas, como a Usina Termelétrica Jorge Lacerda, em Santa Catarina. Além desses minérios, a região possui também energia hidrelétrica em abundância, graças às características de sua hidrografia — os rios caudalosos e os rios de planalto.

A maior usina hidrelétrica do Brasil situa-se na região. Inaugurada em 1983, Itaipu, que aproveita os recursos hídricos do rio Paraná, mais precisamente nas imediações das cidades de Foz do Iguaçu (Brasil), na margem esquerda e Ciudad del Este, antiga Puerto Presidente Stroessner (Paraguai), na margem direita. Como é considerada a segunda maior usina hidrelétrica do mundo, sendo a primeira a de Três Gargantas na China,[140][141][142] sua energia é utilizada em partes iguais por ambos países a que pertencem, Brasil e Paraguai.

Além de abastecer a região Sul, a energia da Usina hidrelétrica de Itaipu é imensamente utilizada em outras regiões brasileiras, inclusive na região Sudeste.

A distribuição de energia elétrica na região Sul é controlada pela Eletrosul, com sede em Florianópolis (SC), que estende a atuação ao estado de Mato Grosso do Sul e também a outras áreas do Brasil, devido a interligações com a rede de energia da região Sudeste.

Em relação às usinas hidrelétricas que ainda existem em atividade desde o século XX, entraram em funcionamento entre as décadas de 1990 e 2000, tais como Usina Hidrelétrica de Ilha Grande, no rio Paraná, Usina Hidrelétrica de Machadinho, no rio Pelotas, e Usina Hidrelétrica de Itá, no rio Uruguai.

Transportes

O Sul é bem servido no setor de transportes, dispondo de condições naturais que facilitam a implantação de uma boa malha rodoviária e ferroviária. Além disso, o fato de sua população distribuir-se uniformemente, sem grandes vazios populacionais, permite que sua rede de transportes seja mais eficiente e lucrativa.

Sistema rodoviário brasileiro, com as rodovias duplicadas destacadas em vermelho - dezembro de 2020

Embora quase todas as principais cidades da região sejam servidas por linhas da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), o transporte rodoviário é mais desenvolvido. A região conta com várias estradas, tais como a Rodovia Régis Bittencourt, ligando São Paulo ao Rio Grande do Sul, e a Rodovia do Café, alcançando o norte do Paraná até o porto de Paranaguá. Como as demais regiões do Brasil, os transportes ferroviários e rodoviários necessitam de investimentos que permitam a manutenção das vias já existentes e a abertura de outras novas.

Também os mais movimentados aeroportos do Brasil, depois dos aeroportos da região Sudeste e de Brasília, estão localizados no Sul. Os principais aeroportos do Sul em movimentos de passageiros em 2013 são; (Aeroporto Internacional Salgado Filho de Porto Alegre 7 993 164), (Aeroporto Internacional Afonso Pena de Curitiba 6 740 024), (Aeroporto Internacional Hercílio Luz de Florianópolis 3 872 637), (Aeroporto Internacional Cataratas 1 677 460, Aeroporto Internacional de Navegantes 1 202 625) e (Aeroporto Governador José Richa 1 051 211). Esta região possui ainda portos marítimos em atividade: o porto de Paranaguá, que exporta principalmente café e soja; os portos de Imbituba e Laguna, em Santa Catarina, exportadores de carvão mineral; os portos de São Francisco do Sul, Itajaí, Navegantes e Itapoá (o primeiro porto privado do Brasil) também em Santa Catarina, exportadores de produtos da indústria metal-mecânica e frigorífica, além de móveis e madeira beneficiada; e finalmente os portos de Rio Grande e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, pelos quais passam mercadorias diversificadas.

Segurança

Segurança nacional

As principais unidades militares da Região Sul do Brasil são:

Segurança pública

As principais corporações que proveem a Região Sul do Brasil são:

Paraná
Polícia Militar do Paraná
Corpo de Bombeiros do Paraná
Polícia Civil do Paraná
Polícia Científica
Santa Catarina
Polícia Militar de Santa Catarina
Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina
Polícia Civil de Santa Catarina
Instituto Geral de Perícias
Rio Grande do Sul
Brigada Militar do Rio Grande do Sul
Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul
Polícia Civil do Rio Grande do Sul
Instituto Geral de Perícias

Cultura

Ver artigo principal: Cultura da Região Sul do Brasil

A cultura artística da região Sul do Brasil é muito rica, justamente por ter recebido influência de diversas colônias de imigrantes, como os alemães, os italianos, os poloneses e os ucranianos. Os colonizadores foram os primeiros a chegar na região anteriormente habitada pelos povos ameríndios.

As missões jesuíticas foram fundadas no oeste do Paraná no século XVI antes dos bandeirantes expulsarem para a região do Rio Grande do Sul e Argentina, levando a cultura do chimarrão para estas regiões. Se chamava República Real del Guairá e sua capital era Ontiveros (atual Guaíra - PR), a terceira maior cidade da América do Sul na época depois de Assunção e Buenos Aires.

A cultura gaúcha é muito forte e influencia toda a região. As principais manifestações estão na culinária, na literatura e na dança.

Curitiba foi eleita em 2003 a "Capital da Cultura das Américas" pela entidade CAC-ACC e sediou o evento COP 8 MOP 3 da ONU de 20 a 31 de março de 2006.

Culinária

O barreado é o prato caboclo típico do litoral paranaense,[143] preparado com carne bovina, toucinho e temperos.[144][145][146][147] A iguaria é colocada em uma panela de barro, que é enterrada e sobre a qual se acende uma fogueira. O prato é assim lentamente cozido por 12 horas, até que a carne se desfaça.[148] Muitos restaurantes de Morretes oferecem este delicioso prato gastronômico.

O Boi no Rolete, o Porco no Rolete e o Carneiro no Buraco também são pratos típicos do Oeste Paranaense, e contam com grandes festivais durante o ano todo.

Na culinária catarinense são tradicionais o pirão de peixe no sul e a marrecada no norte. Na capital, o destaque é a sequência de camarão, uma série de vários pratos preparados com o crustáceo.[149] Na gaúcha o churrasco com sal grosso e o chimarrão são os mais comuns.

O churrasco pode ser feito no forno de chão, na churrasqueira e em diversos lugares,é consumido com muita frequência pelos gaúchos mesmo em dias de semana, e geralmente nos fins de semana pelas pessoas da região sudeste. Já o chimarrão não tem hora para ser consumido, e o seu sabor é semelhante a um chá, porém mais forte e de sabor menos adocicado.

Ver também

Notas

  1. O primeiro grande tropeiro foi um fidalgo português, Cristóvão Pereira de Abreu, descendente do condestável Nuno Álvares Pereira. Cristóvão de Abreu nasceu em Ponte de Lima, em 1680, e veio para o Rio de Janeiro aos 24 anos. Aqui, casou com D. Clara de Amorim, com quem não teve filhos.
    Em 1722, aos 42, fez um grande negócio. Arrematou o monopólio de couros do sul do Brasil, mediante o compromisso de pagar 70 mil cruzados para a Fazenda Real anualmente. Tratou de começar a explorar esse manancial de ganhos, chegando a exportar 500 mil peças de boi por ano, através da Colônia de Sacramento (então de posse dos Portugueses).
    Cristóvão de Abreu também instalou sua própria estância, situada entre o Canal de Rio Grande e a planície de Quintão. Mas o seu grande feito seria estabelecer um caminho por terra entre os pampas e o mercado que clamava por gado.
  2. Remonta a uma fortificação iniciada pelo engenheiro militar, brigadeiro José da Silva Paes, em 19 de fevereiro de 1737, em área fortificada provisoriamente pelo lado da campanha pelo coronel de ordenanças Cristóvão Pereira de Abreu (importante criador português de gado), que o aguardava em terra, e destinava-se a servir de alojamento à tropa de 1ª Linha da expedição. Este presídio (colônia militar), sob a invocação de Jesus, Maria, José (Presídio de Jesus, Maria, José), constituiu o núcleo da Colônia do Rio Grande de São Pedro (Colônia de São Pedro), fundada oficialmente em Maio de 1737, consoante as ordens recebidas do governador da Capitania do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade (1733-1763). A escolha de seu local, bem como sua colonização com o estabelecimento de estâncias de gado, permitia apoiar as comunicações por terra entre Laguna e a Colônia do Sacramento, bem como oferecia ancoradouro seguro às comunicações marítimas naquele trecho da costa, particularmente hostil à navegação.
  3. A imigração açoriana para o litoral sulista foi bem menos significativa numericamente do que a migração de minhotos e outros portugueses do Norte para a região mineradora. Todavia, o impacto demográfico que esses colonos das ilhas tiveram no litoral do Sul do Brasil foi enorme. Entre 1745 e 1756, cerca de 6 mil ilhéus chegaram ao litoral de Santa Catarina, sendo que a população local era de apenas 5 mil pessoas. Santa Catarina recebeu 4.612 pessoas em 1748, 1.666 em 1749, 860 em 1750 e 679 em 1753. Outros tantos rumaram para o Rio Grande do Sul. Esses colonos portugueses se fixaram ao longo do litoral, onde fundaram pequenas vilas e lugarejos, vivendo da produção de trigo e da pesca.
  4. A primeira colônia alemã foi fundada em 1824, com o nome de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, numa área de terras públicas do Vale do Rio dos Sinos.
  5. Os italianos chegaram de início à região sul, onde estavam instalando colônias de imigrantes. Em meados do século XIX, o governo brasileiro criou as primeiras colônias. Estas colônias foram fundadas em áreas rurais como a Serra Gaúcha, Garibaldi e Bento Gonçalves (1875). Estes imigrantes eram, na maioria, da região do Vêneto, norte da Itália. Depois de cinco anos, face ao grande número de imigrantes, o governo teve de criar uma nova colônia italiana em Caxias do Sul. Nestas regiões os italianos começaram a cultivar a uva e produzir vinhos. Atualmente, estas áreas de colonização italiana produzem os melhores vinhos do Brasil. Também em 1875, foram fundadas as primeiras colônias catarinenses em Criciúma e Urussanga e, em seguida, as primeiras do Estado do Paraná.
  6. No plano econômico, marcaram presença pela criação de gado e animais domésticos, como ovelhas, porcos, galinhas, patos e cães, tendo esses últimos causado grande fascínio entre os indígenas. Com o gado iniciaram a indústria de laticínios. Introduziram também no país numerosas espécies vegetais europeias e asiáticas, e plantaram, em suas residências, uvas, cidras, limões, figos, cacau, legumes, algodão e trigo, ao mesmo tempo em que procuravam iniciar os indígenas em novas técnicas agrícolas. Das frutas faziam conservas. Iniciaram também o cultivo da cana-de-açúcar.
  7. A 18 de setembro de 1628 deixou São Paulo a maior de todas as bandeiras que já haviam atacado o Guairá: 2 000 índios e novecentos mamelucos, dirigidos por 69 paulistas. No comando estava o mestre-de-campo Manuel Preto; seu imediato era Antônio Raposo Taváres. Atingindo a região pelo sudeste, os sertanistas atacaram sucessivamente as reduções de San Miguel, Santo Antônio, Jesus María, Encarnación, San Xavier e San José. Diante do massacre, os padres reuniram em Santo Inácio e Loreto os índios sobreviventes e refugiaram-se nas missões estabelecidas entre os rios Paraná e Uruguai; os paulistas aproveitaram-se da retirada para destruir as povoações de Vila Rica e Ciudad Real, situadas respectivamente na margem esquerda do rio Ivaí e junto à foz do rio Piquiri; permitindo entretanto que seus habitantes fossem para o Paraguai, onde fundaram nova povoação às margens do rio Jejuí. Em 1632, não existia mais a província jesuítica do Guairá.
  8. Em 1824 chegam os primeiros colonos alemães ao Rio Grande do Sul, sendo assentados na atual cidade de São Leopoldo. Os alemães chegavam em pequeno número todos os anos, porém eram em número suficiente para se organizar e expandir pela região.
  9. Os italianos chegaram de início à região sul, onde estavam instalando colônias de imigrantes. Em meados do século XIX, o governo brasileiro criou as primeiras colônias. Estas colônias foram fundadas em áreas rurais como a Serra Gaúcha, Garibaldi e Bento Gonçalves (1875). Estes imigrantes eram, na maioria, da região do Vêneto, norte da Itália. Depois de cinco anos, face ao grande número de imigrantes, o governo teve de criar uma nova colônia italiana em Caxias do Sul. Nestas regiões os italianos começaram a cultivar a uva e produzir vinhos. Atualmente, estas áreas de colonização italiana produzem os melhores vinhos do Brasil. Também em 1875, foram fundadas as primeiras colônias catarinenses em Criciúma e Urussanga e, em seguida, as primeiras do Estado do Paraná.
  10. A Região Sul foi povoada por imigrantes europeus, sobretudo, italianos, alemães e poloneses, com isso as características arquitetônicas e culturais se tornaram tradicionais. Os imigrantes, assim como suas descendências diretas, têm conseguido preservar as manifestações culturais trazidas dos países europeus. Geralmente, os imigrantes se agrupam em forma de colônias divididas de acordo com a origem de cada país. Em algumas cidades de Santa Catarina, como Pomerode, uma lei municipal obriga a construção de casas em estilo enxaimel (modelo Europeu). Em outra cidade catarinense, chamada de Tílias, a maioria da população da cidade é composta basicamente por imigrantes e descendentes austríacos que preservam todas as características do país de origem, como a língua, os costumes, as festas e as comidas típicas. Tradicionalmente, as crianças assimilam o idioma tirolês em seu próprio ambiente familiar, dessa forma há possibilidade de estabelecer, por parte do governo municipal, uma lei de inclusão da língua no currículo escolar daquela cidade. As colônias do sul preservam todos os aspectos culturais, e essas são materializadas no espaço geográfico sulista através de todo arranjo paisagístico (arquitetura, atividade econômica, manifestações culturais entre outras). Elas servem para aclamar os países e matar a saudade.
  11. O estado do Rio Grande do Sul recebeu a primeira leva de imigrantes italianos a chegar ao Brasil. Os primeiros imigrantes desembarcaram em 1875, para substituírem os colonos alemães que, a cada ano, chegavam em menor quantidade. Os colonos italianos foram atraídos para a região para trabalharem como pequenos agricultores e lhes foram reservadas terras selvagens na encosta da Serra Gaúcha. Na região foram criadas as primeiras três colônias italianas: Conde D’Eu, Dona Isabel e Campo dos Bugres, atualmente as cidades de Garibaldi, Bento Gonçalves e Caxias do Sul, respectivamente. Com o tempo, os italianos passaram a subir as serras e a colonizá-las. Com o esgotamento de terras na região, esses colonos passaram a migrar para várias regiões do Rio Grande. A base da economia na região italiana do Rio Grande foi, e continua a ser, a vinicultura. No centro do estado foi criada a Quarta Colônia de Imigração Italiana, o primeiro reduto de italianos fora da Serra Gaúcha e que originou municípios como Silveira Martins, Ivorá, Nova Palma,Faxinal do Soturno, Dona Francisca e São João do Polêsine. Nesse último, está a localidade de Vale Vêneto, nome dado para fazer homenagem a tal região italiana. Outras colônias italianas foram criadas e deram origens a cidades como Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves, Garibaldi, Flores da Cunha, Antônio Prado, Veranópolis, Nova Prata, Encantado, Nova Bréscia, Coqueiro Baixo, Guaporé, Lagoa Vermelha, Soledade, Cruz Alta, Jaguari, Santiago, São Sepé, Caçapava do Sul e Cachoeira do Sul. Essas são as principais colônias italianas do estado. Estima-se que imigraram para o Rio Grande 100 mil italianos, entre 1875 e 1910. Em 1900, já viviam no estado 300 mil italianos e descendentes.
  12. No Brasil, país em que predomina o clima tropical, apenas a Região Sul encontra-se sob o domínio do clima subtropical (um clima de transição entre o tropical predominante no Brasil e o temperado, predominante na Argentina), ou seja, o clima típico desta região é mais frio em comparação ao clima tropical, e é onde são registradas as mais baixas temperaturas do país. Nesse clima, as temperaturas variam de 16°C a 20°C ao ano, porém, o inverno é costumeiramente muito frio para os padrões brasileiros, com frequência de geadas na quase totalidade das áreas, e em lugares onde há altitudes de maior elevação, queda de neve. As estações do ano apresentadas possuem grande diferenciação e a amplitude térmica anual é relativamente muito grande. As chuvas, na quase totalidade do território regional, são distribuídas regularmente durante todo o ano, entretanto, no Norte do Paraná — transição para a zona intertropical — as chuvas são concentradas nos meses de verão. Também podem ser encontradas características tropicais nas baixadas litorâneas do Paraná e Santa Catarina, onde as temperaturas estão acima de 20 °C e, principalmente, há queda de chuvas no verão. As temperaturas também são afetadas pelos ventos. No verão, as temperaturas aumentam por causa do calor e da umidade dos ventos alísios que vêm do sudeste, depois as chuvas caem com força. O inverno no Sul do Brasil é muito frio com geada e neve por causa das frentes frias que são massas de ar vindas do Pólo Sul. Esse vento frio é chamado de minuano ou pampeiro pelos paranaenses, catarinenses e gaúchos. É importante ressalvar, que as características contidas no clima da região Sul do Brasil, têm grande influência graças à Massa Polar Atlântica (MPA) que é fria e úmida. A mesma origina-se no anticiclone situado ao sul da Patagônia. Sua atuação é mais intensa no inverno, com presença marcante nas regiões Sul e Sudeste. Pode atingir outras regiões como a Amazônia, onde a mesma se enfraquecera.
  13. Na Itália são apresentadas ambas as grandes zonas climáticas: a continental, onde são compreendidas as montanhas e vales alpinos e a grande planície do Pó; e a mediterrânea, que a península e as ilhas formam. Como o país muito extenso de norte a sul, o clima varia frequentemente: o sul tem um clima subtropical mediterrâneo; a planície padano-veneziana, um clima temperado marítimo, como o da Europa ocidental. O clima dos Alpes é o que ocorre nas altas regiões montanhosas. Há grande variação do clima segundo a altitude, desde moderação das temperaturas dos vales dotados de profundidade e de boa proteção até os picos mais frios, que a eternidade das neves os cobre. Na região alpina, há abundância e boa distribuição das chuvas no decorrer do ano. É observado o efeito que regula das massas de água que se localizam nas margens dos lagos alpinos, onde ocorre o crescimento de oliveiras, ciprestes e até limoeiros. Ma Itália faz calor no verão. As temperaturas no norte e no sul quase são igualadas, a não ser pelas chuvas que caem pelo ar úmido. No sul, faz calor e entra a luz do sol, mas seca ao extremo. A estiagem pode ter continuidade num período de cinco meses e superior a isso; quando há ocorrência disso, há queda de chuvas em violentos aguaceiros. Na planície do Pó, faz frio no inverno, quando ocorre densidade de neblina. Faz calor no verão e permite o cultivo de cereais, como o arroz. Como há abundância de chuvas no período da primavera e do outono, elas não são diminuídas no verão. Por ser ilha, o clima da Sicília é de suavidade no inverno; já a Sardenha é influenciada periodicamente pelo forte vento mistral, vindo do noroeste. O siroco, que é vento sufocante de sudoeste que vem do Saara, causa dano a península e as ilhas durante o verão.
  14. O clima sul-brasileiro é um pouco semelhante ao de inverno do norte da Itália, onde faz frio em janeiro e calor em julho. Em 1875, quando os primeiros imigrantes italianos chegaram no Sul do Brasil, na época, o hemisfério sul já sofria influências climáticas do então período conhecido como equinócio de outono, fenômeno natural que ocorre a cada ano.
  15. A região Sul recebeu grande número de imigrantes graças a uma iniciativa do imperador Dom Pedro II. Preocupado com a possibilidade de nosso país ser invadido pelo Uruguai e pela Argentina, resolveu terras do governo a imigrantes europeus. Essa iniciativa coincidiu com os graves problemas políticos e econômicos que Itália e Alemanha enfrentavam na segunda metade do século XIX.
  16. Após a abolição da escravatura (1888), o governo brasileiro incentivou a entrada de imigrantes europeus em nosso território. Com a necessidade de mão-de-obra qualificada, para substituir os escravos, milhares de italianos e alemães chegaram para trabalhar nas fazendas de café do interior de São Paulo, nas indústrias e na zona rural do sul do país.
  17. Os pontos extremos do Brasil são: ao norte, a nascente do rio Ailã, no monte Caburaí, Estado de Roraima; ao sul, o Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul, fronteira com o Uruguai; a leste, a ponta do Seixas, na Paraíba; a oeste, a Serra da Contamana ou do Divisor, no Acre, fronteira com o Peru.

Referências

  1. Suleiro - Dicionário Aulete
  2. Sulino - Dicionário Aulete
  3. Sulista - Dicionário Aulete
  4. a b «Área Territorial Brasileira». Resolução nº 1 da Presidência do IBGE, de 15/01/2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 15 de janeiro de 2013. Consultado em 2 de setembro de 2014 [ligação inativa]
  5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «Contas Regionais: Produto Interno Bruto de Mato Grosso em 2018» (PDF). Governo do Esado de Mato Grosso. Consultado em 6 de maio de 2021 
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «Contas Regionais: Produto Interno Bruto de Mato Grosso em 2018» (PDF). Governo do Esado de Mato Grosso. Consultado em 6 de maio de 2021 
  7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «Contas Regionais: Produto Interno Bruto de Mato Grosso em 2018» (PDF). Governo do Esado de Mato Grosso. Consultado em 6 de maio de 2021 
  8. a b IPEA -Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. «Evolução do IDHM e de Seus Índices Componentes no período de 2012 a 2017- Página 25 - Gráfico 7» (PDF). Consultado em 26 de abril de 2019 
  9. a b c d e f Wagner de Cerqueira e Francisco (2012). «A Região Sul». Brasil Escola. Consultado em 20 de maio de 2012 
  10. CERQUEIRA E FRANCISCO, Wagner de. «As regiões geoeconômicas do Brasil». Brasil Escola. Consultado em 20 de maio de 2012 
  11. a b c d e f g h i j k l m n o p q MOREIRA, Amélia Alba Nogueira; LIMA, Gelson Rangel. Relevo. In: IBGE. Diretoria Técnica. Geografia do Brasil. Rio de Janeiro: SERGRAF, 1977. v. 5, p. 1-34
  12. a b c d e f g Arruda 1988, p. 7470.
  13. Ruth da Cruz Magnanini & Ariadne Soares Souto Maior (1977). Geografia do Brasil. 5. Rio de Janeiro: IBGE. p. 155-163 
  14. CERQUEIRA E FRANCISCO, Wagner de. «As cidades mais populosas do Brasil». AlunosOnline.com.br. Consultado em 26 de maio de 2012 
  15. FREITAS, Eduardo. «A indústria na Região Sul». Brasil Escola. Consultado em 26 de maio de 2012 
  16. PAREJO, Luiz Carlos. «Carvão mineral: A fonte energética mais utilizada depois do petróleo». UOL Educação. Consultado em 26 de maio de 2012 
  17. FERREIRA, Marielise (21 de maio de 2012). «Usina hidrelétrica de Machadinho volta a operar depois de 46 dias parada por causa da estiagem». Jornal Zero Hora de Porto Alegre. Consultado em 26 de maio de 2012 
  18. PACIEVITCH, Thais (22 de dezembro de 2008). «Imigração Italiana no Brasil». IinfoEscola.com. Consultado em 23 de maio de 2012 
  19. «As diferentes fases da imigração alemã no Brasil - Alemanha - Deutsche Welle». Dw-world.de 
  20. IBGE. Contas Regionais do Brasil - 2005-2009: Tabela 8 - Produto Interno Bruto, população residente e Produto Interno Bruto per capita, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 2009 (página 27) Arquivado em 27 de junho de 2012, no Wayback Machine.. Acessado em 23 de novembro de 2011.
  21. «Síntese dos Indicadores Sociais 2010». Tabela 8.2 - Taxa de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais de idade, por cor ou raça, segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas - 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 2 de maio de 2011 
  22. Brasil Escola. «Imigração no Brasil». Consultado em 23 de julho de 2012 
  23. SOUSA, Rainer. «Revolução Farroupilha (1835–1845)». Brasil Escola. Consultado em 23 de julho de 2012 
  24. «Revolução Federalista - História do Brasil - UOL Educação». Educacao.uol.com.br 
  25. Gazeta do Povo (16 de abril de 2009). «Cerco da Lapa: um episódio que durou 26 dias e marcou a vida da população». Consultado em 26 de maio de 2012 
  26. FRAGA, Nilson Cesar (agosto de 2010). «Território do Contestado (SC-PR) e redes geográficas temporais». Revista Mercator. Consultado em 1 de julho de 2012 
  27. Antunes 1997, p. 88-92.
  28. Civita Neto 2014, p. 654.
  29. a b c Antunes 1997, p. 87.
  30. Civita Neto 2014, p. 652.
  31. IBGE (4 de novembro de 2012). «Dados do Censo 2010 publicados no Diário Oficial da União do dia 04/11/2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 16 de julho de 2012. Arquivado do original em 23 de fevereiro de 2011 
  32. «Síntese dos Inidicadores Sociais 2010». Tabela 8.2 - Taxa de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais de idade, por cor ou raça, segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas - 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 2 de maio de 2011 
  33. IBGE. «Produto Interno Bruto dos Municípios 2005». Ibge.gov.br. Consultado em 20 de dezembro de 2007 
  34. a b c Antunes 1997, p. 88.
  35. «Perfil Socioeconômico» (PDF). Prefeitura de Caxias do Sul. Consultado em 24 de agosto de 2015. Arquivado do original (PDF) em 25 de novembro de 2015 
  36. Marcopolo. «Empresa: Nossa História». Marcopolo. Consultado em 17 de julho de 2012. Arquivado do original em 20 de julho de 2012 
  37. Randon. «Histórico Empresas Randon». Randon. Consultado em 17 de julho de 2012 
  38. Agrale. «Institucional». Agrale. Consultado em 17 de julho de 2012 
  39. «Joinville: Economia». Guiasantacatarina.com.br. Consultado em 24 de agosto de 2015 
  40. «Blumenau: Economia». Guiasantacatarina.com.br. Consultado em 24 de agosto de 2015 
  41. Escola Municipal Vila Monte Cristo. «Rio Grande do Sul». Secretaria Municipal da Educação de Porto Alegre. Consultado em 19 de julho de 2012 
  42. Escola Municipal Vila Monte Cristo. «Paraná». Secretaria Municipal da Educação de Porto Alegre. Consultado em 19 de julho de 2012 
  43. Escola Municipal Vila Monte Cristo. «Santa Catarina». Secretaria Municipal da Educação de Porto Alegre. Consultado em 19 de julho de 2012 
  44. a b c d e RAMOS, Antonio Dar (25 de janeiro de 2006). «A formação histórica dos municípios da região das Missões do Brasil» (PDF). Campus Santo Ângulo da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões. Consultado em 19 de julho de 2012 
  45. a b Prefeitura de Itajaí. «História». Consultado em 19 de julho de 2012 
  46. a b c d Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapeva. «A História do Tropeirismo». Consultado em 20 de julho de 2012. Arquivado do original em 15 de novembro de 2012 
  47. Hussmann, Guido. A Paróquia do Senhor Menino Deus e o Santuário de Nossa Senhora das Brotas. Editora Vozes Ltda. Petrópolis, RJ 1964. p. 60.
  48. Prefeitura de Bagé. «História». Consultado em 20 de julho de 2012. Arquivado do original em 6 de setembro de 2015 
  49. «As Campanhas no Brasil, 12: Conclusão». O Portal da História. Consultado em 17 de janeiro de 2010 
  50. a b «O Tratado de Madrid (ou dos Limites) (II)». História Aberta. 1750. Consultado em 20 de julho de 2012. Arquivado do original em 13 de março de 2012 
  51. Antunes 1997, p. 97.
  52. Secretaria de Estado do Turismo. «Etnias». Governo do Paraná. Consultado em 18 de julho de 2011 
  53. Prefeitura de Caxias do Sul. «A Cidade: Histórico». Consultado em 21 de julho de 2012 
  54. PEREIRA, Sidnei Aparecido Peliçon (maio de 2008). «COLONIZAÇÃO DO OESTE DO PARANÁ ENTRE AS DÉCADAS DE 1950 A 1960» (PDF). Campus Jacarezinho da Universidade Estadual do Norte do Paraná. Consultado em 21 de julho de 2012 [ligação inativa]
  55. ALVES, Pedro Assumpção; MATTEI, Lauro Francisco. «MIGRAÇÕES NO OESTE CATARINENSE: HISTÓRIA E ELEMENTOS EXPLICATIVOS» (PDF). Universidade de Campinas. Consultado em 21 de julho de 2012. Arquivado do original (PDF) em 28 de março de 2014 
  56. RECCO, Hermínio Rogério. «História: A Companhia de terras e o desbravamento». À Sombra dos Ipês da Minha Terra. Consultado em 21 de julho de 2012. Arquivado do original em 17 de maio de 2009 
  57. Rota do Café. «Norte do Paraná». Consultado em 7 de setembro de 2015. Arquivado do original em 30 de outubro de 2015 
  58. WOLOSZYN, Noeli. «Em busca da terra: Colonização e exploração de madeiras no Oeste Catarinense» (PDF). Centro de Pesquisas UnC. Consultado em 26 de julho de 2012. Arquivado do original (PDF) em 11 de junho de 2009 
  59. a b c d e NIMER, Edmon. Clima. In: IBGE. Diretoria Técnica. Geografia do Brasil. Rio de Janeiro: SERGRAF, 1977. v. 5, p. 35-79.
  60. a b c d e SANTOS, Ruth Simões Bezerra dos. Hidrografia. In: IBGE. Diretoria Técnica. Geografia do Brasil. Rio de Janeiro: SERGRAF, 1977. v. 5, p. 111-142
  61. a b c d e f g h i j ALONSO, Maria Therezinha Alves (1977). Geografia do Brasil. 5. Rio de Janeiro: IBGE. p. 81-109 
  62. Rede Globo (18 de junho de 2006). «Sibéria brasileira no sul do Brasil, Fantástico». www.portaldeurubici.com.br. Consultado em 26 de agosto de 2015. Arquivado do original em 22 de setembro de 2015 
  63. «Contagem da população brasileira em 2007». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 20 de dezembro de 2007 [ligação inativa]
  64. Civita, Roberto (2014). Almanaque Abril. São Paulo: Abril. p. 654 
  65. CIVITA, Roberto (2011). Almanaque Abril. São Paulo: Abril. p. 652 
  66. a b ANTUNES, Celso. Geografia e participação, volume 2: as regiões do Brasil. São Paulo: Scipione, 1996. p. 96.
  67. RAMOS, Antonio Dari (25 de janeiro de 2006). «Formação histórica dos municípios da região das missões do Brasil» (PDF). Campus da Universidade Regional Integrada em Santo Ângelo. Consultado em 30 de julho de 2012 
  68. ANTUNES, Celso. Geografia e participação, volume 2: as regiões do Brasil. São Paulo: Scipione, 1996. p. 97.
  69. a b c ANTUNES, Celso. Geografia e participação, volume 2: as regiões do Brasil. São Paulo: Scipione, 1996. p. 97.
  70. O Globo Online (14 de abril de 2012). «MST invade fazenda no Rio Grande do Sul». Jornal de Londrina. Consultado em 1 de agosto de 2012 
  71. ASSIS BRASIL, José Pinheiro Machado de. «A imigração açoriana». Família Assis Brasil. Consultado em 7 de agosto de 2012. Arquivado do original em 17 de maio de 2008 
  72. LOSEKANN, Silvana (24 de janeiro de 2009). «Imigração russa completará 100 anos». Defesa Civil do Patrimônio Histórico. Consultado em 7 de agosto de 2012 
  73. «Evento comemora 140 anos de imigração polonesa no Paraná». Rádio Najuá. 18 de outubro de 2011. Consultado em 6 de junho de 2014 
  74. G1 (22 de maio de 2011). «Comunidade ucraniana comemora 120 anos de imigração para o Brasil». RPC TV. Consultado em 7 de agosto de 2012 
  75. «Deutsche Welle "Brasil alemão" comemora 180 anos (25.07.2004)». Dw-world.de 
  76. AUER, Marta. «Russos-alemães do Volga». Dicionário Histórico e Geográfico dos Campos Gerais. Consultado em 7 de agosto de 2012 
  77. ANGULSKIi, Nazareno Dalsasso (24 de abril de 2010). «Poloneses: Presença e Contribuição em Santa Catarina». Sociedade Polônia de Florianópolis. Consultado em 7 de agosto de 2012. Arquivado do original em 22 de outubro de 2012 
  78. «Imigração Ucraniana». Representação Central Ucraniano-Brasileira. Consultado em 7 de agosto de 2012 
  79. ANTUNES, Celso. Capítulo 7: Aspectos humanos e econômicos. In: ANTUNES, Celso. Geografia e participação, volume 2: as regiões do Brasil. São Paulo: Scipione, 1991. p. 75.
  80. a b «PNAD» (PDF). IBGE. 2019. Consultado em 26 de novembro de 2020 
  81. «Imigração judaica no Brasil - cronologia». Arquivo Histórico Judaico Brasileiro. Consultado em 7 de agosto de 2012 
  82. a b ANTUNES, Celso. Geografia e participação, volume 2: as regiões do Brasil. São Paulo: Scipione, 1996. p. 98.
  83. a b http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0017063
  84. http://www.plosone.org/article/fetchObject.action?uri=info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0075145&representation=PDF
  85. «Censo Brasileiro 2010 - Resultados Consolidados» 
  86. Governo do Rio Grande do Sul. «Densidade demográfica». Atlas Sócio-Econômico do Rio Grande do Sul. Consultado em 7 de agosto de 2012. Arquivado do original em 14 de novembro de 2012 
  87. Boletim Regional do Banco Central do Brasil (janeiro de 2009). «Evolução do IDH das Grandes Regiões e Unidades da Federação» (PDF). Banco Central do Brasil. Consultado em 26 de maio de 2012 
  88. http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/noticia/2330888/santa-catarina-oferece-melhores-condicoes-qualidade-vida-diz-estudo
  89. ANTUNES, Celso. Geografia e participação, volume 2: as regiões do Brasil. São Paulo: Scipione, 1996. p. 99.
  90. «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da Federação com data de referência em 1° de julho de 2018» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 1 de julho de 2018 
  91. «World Gazetteer – Welt: Ballungsräume». Bevoelkerungsstatistik.de 
  92. «World Gazetteer – Welt: Ballungsräume». Bevoelkerungsstatistik.de. Consultado em 30 de maio de 2008 
  93. «Ranking das maiores regiões metropolitanas do Brasil - 2010». G1.globo.com. Consultado em 12 de janeiro de 2011 
  94. «Lei Complementar 81 - 17 de Junho de 1998». Consultado em 16 de maio de 2021. Cópia arquivada em 20 de dezembro de 2016 
  95. «Lei Complementar 83 - 17 de Julho de 1998». Consultado em 16 de maio de 2021. Cópia arquivada em 20 de dezembro de 2016 
  96. «Lei Complementar 149, de 22 de agosto de 2012». Consultado em 16 de maio de 2021. Cópia arquivada em 20 de dezembro de 2016 
  97. «Richa sanciona a criação de quatro novas regiões metropolitanas». Gazeta do Povo. 14 de janeiro de 2015. Consultado em 16 de maio de 2021. Cópia arquivada em 8 de agosto de 2015 
  98. CIVITA, Roberto (2010). Almanaque Abril. São Paulo: Abril. p. 664 
  99. «Veja quem são os 54 deputados estaduais eleitos no Paraná». G1. 7 de outubro de 2018. Consultado em 16 de maio de 2021 
  100. «Veja quem são os 55 deputados estaduais eleitos pelo Rio Grande do Sul». G1. 8 de outubro de 2018. Consultado em 16 de maio de 2021 
  101. «Confira a composição da Assembleia Legislativa de SC». G1. 7 de outubro de 2018. Consultado em 16 de maio de 2021 
  102. «Conheça os estados sulinos». UOL Educação. Consultado em 14 de agosto de 2012. Arquivado do original em 21 de julho de 2012 
  103. «Cobertura vegetal remanescente» (PDF). Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social. Consultado em 14 de agosto de 2012 
  104. CIVITA, Roberto (2010). Almanaque Abril. São Paulo: Abril. p. 690 
  105. «Parque Nacional do Iguaçu». Cataratas do Iguaçu S.A. Consultado em 14 de agosto de 2012 
  106. «Localização». Itaipu Binacional. Consultado em 14 de agosto de 2012 
  107. AZAMOR, Thales (21 de abril de 2010). «As 10 maiores hidrelétricas do mundo». Lista 10. Consultado em 14 de agosto de 2012 
  108. Secretaria de Estado do Turismo. «Etnias». Governo do Paraná. Consultado em 18 de julho de 2011 
  109. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «Área Territorial Oficial - Consulta por Unidade da Federação». Consultado em 8 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 8 de outubro de 2011 
  110. «Censo da população para 4 de novembro de 2010». Censo da População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 4 de novembro de 2010. Consultado em 30 de novembro de 2010. Arquivado do original em 23 de fevereiro de 2011 
  111. a b «Santa Catarina: Geografia física». Nova Enciclopédia Barsa. volume 13. São Paulo: Encyclopædia Britannica do Brasil Publicações. 1998. pp. 82–83 
  112. a b Governo de Santa Catarina. «Gente Catarinense». Consultado em 14 de agosto de 2012. Arquivado do original em 12 de dezembro de 2007 
  113. «Estatística da Pesca 2007 - Grandes Regiões e Unidades da Federação» (PDF). Ministério da Pesca e Aquicultura. Dezembro de 2007. Consultado em 26 de abril de 2010. Arquivado do original (PDF) em 2 de abril de 2015 
  114. a b «Rio Grande do Sul: Geografia física». Nova Enciclopédia Barsa. volume 12. São Paulo: Encyclopædia Britannica do Brasil Publicações. 1998. pp. 379–381 
  115. «Italianos: Os homens do vinho ficaram nas terras altas». Rio Grande Virtual. Consultado em 14 de agosto de 2012. Arquivado do original em 10 de outubro de 2008 
  116. «Alemães: O começo da colonização maciça do Rio Grande». Rio Grande Virtual. Consultado em 14 de agosto de 2012. Arquivado do original em 14 de maio de 2013 
  117. «Portugueses: Origem da imigração açoriana». Rio Grande Virtual. Consultado em 14 de agosto de 2012. Arquivado do original em 23 de maio de 2011 
  118. a b «Churrasco e chimarrão». Pampasonline.com.br. Consultado em 14 de agosto de 2012. Arquivado do original em 3 de janeiro de 2012 
  119. a b c «Indumentaria Gaúcha». Pampasonline.com.br. Consultado em 14 de agosto de 2012. Arquivado do original em 17 de maio de 2009 
  120. IBGE, Produção Agrícola Regional 2005
  121. Produção agrícola do Brasil em 2018, pela FAO
  122. a b c d REGIÃO SUL DO BRASIL É O MAIOR CENTRO PRODUTIVO DE PROTEÍNA ANIMAL DO MUNDO
  123. a b c d PPM 2017: Rebanho bovino predomina no Centro-Oeste e Mato Grosso lidera entre os estados
  124. O Rio Grande do Sul é o segundo estado com o maior rebanho de ovinos do Brasil
  125. Produção de leite cai 0,5% e totaliza 33,5 bilhões de litros em 2017
  126. a b c PPM 2017: Rebanho bovino predomina no Centro-Oeste e Mato Grosso lidera entre os estados
  127. As cidades brasileiras com o maior número de aves
  128. Carvão Mineral
  129. Carvão mineral no Brasil e no mundo
  130. A maior usina de xisto do País
  131. Algumas Gemas Clássicas
  132. Rio Grande do Sul: o maior exportador de pedras preciosas do Brasil
  133. Os alemães e as pedras preciosas gaúchas
  134. Maior pedra de água-marinha é brasileira e ficará exposta nos EUA
  135. http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/nossa-terra/2013/noticia/2013/07/pedras-de-ametista-sao-atrativos-para-turistas-em-cidade-no-norte-do-rs.html
  136. a b «Perfil da indústria do Paraná». Confederação Nacional da Indústria. Consultado em 11 de agosto de 2021 
  137. a b «Perfil da indústria do Rio Grande do Sul». Confederação Nacional da Indústria. Consultado em 11 de agosto de 2021 
  138. a b «Perfil da indústria de Santa Catarina». Confederação Nacional da Indústria. Consultado em 11 de agosto de 2021 
  139. «As melhores universidades do Brasil : TOP 100 Brasil». Profcardy.com 
  140. «China conclui etapa da maior hidrelétrica do mundo». Noticias.terra.com.br 
  141. «China está construindo maior hidrelétrica do mundo no curso superior do Rio Yangtsé: Três Gargantas» 
  142. «Maior hidrelétrica do mundo fica pronta em maio». Cemar.com.br 
  143. «B A R R E A D O - Informações». Torque.com.br 
  144. «A receita original do Barreado». Torque.com.br 
  145. «Receita de Barreado». Muitomaisreceitas.com.br 
  146. «Barreado moderno da dona Vera». Tudogostoso.uol.com.br 
  147. «Barreado à Nossa Moda». Tudogostoso.uol.com.br 
  148. «Perguntas e respostas sobre o Barreado». Torque.com.br 
  149. «Culinária Catarinense». Tudook.com 

Bibliografia

  • CIVITA, Victor (2002). Almanaque Abril. 1 28ª ed. São Paulo: Abril. 498 páginas 
  • Almanaque Abril. 1 33ª ed. São Paulo: Abril. 2007. 730 páginas 
  • ANTUNES, Celso (1991). Geografia e participação. as regiões do Brasil. 2 3ª ed. São Paulo: Scipione. 152 páginas. ISBN 85-262-1698-8 
  • Geografia do Brasil. 2º grau. 1. São Paulo: Scipione. 1990. 304 páginas. ISBN 85-262-1621-X 
  • MAROTE, João Teodoro d'Olim (1990). Estudos sociais, ciências e programas de saúde. primeiro grau. 4. São Paulo: Ática 

Ligações externas

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Categoria no Commons
Wikivoyage Guia turístico no Wikivoyage
Wikidata Base de dados no Wikidata