Regimento de Cavalaria N.º 3

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Regimento de Cavalaria N.º 3
País  Portugal
Corporação Exército Português
Subordinação Comando da Instrução e Doutrina
Missão Instrução e reconhecimento blindado
Denominação Dragões de Olivença
Sigla RC3
Criação 1707
Lema Conduta Brilhante na Guerra
História
Condecorações MHAMHL
Logística
Viaturas Panhard M11
Comando
Comandante Nuno Gonçalo Victória Duarte
Sede
Sede Estremoz
Distrito Distrito de Évora
Morada Largo Dragões de Olivença
Internet Sítio oficial

O Regimento de Cavalaria N.º 3 (RC3) MHAMHL, conhecido por Dragões de Olivença, é uma unidade da Estrutura Base do Exército, do Exército Português aquartelada em Estremoz. Actualmente a unidade tem como encargo operacional a organização, treino e manutenção do Esquadrão de Reconhecimento da Brigada de Reacção Rápida.

Organização[editar | editar código-fonte]

O Regimento de Cavalaria N.º 3 é composto por:

  • Comando e Estado-Maior
  • Esquadrão de Comando e Serviços
  • Grupo Operacional de Apoio à Formação
    • Esquadrão de Reconhecimento da Brigada de Reação Rápida
    • Esquadrão de Formação

História[editar | editar código-fonte]

Século XVIII[editar | editar código-fonte]

1707 - Fundação da unidade, em Olivença, com a denominação de Regimento de Cavalaria Ligeira de Olivença, incluindo 12 companhias de 40 cavalos cada;
1742 - O Regimento de Cavalaria Ligeira é transformado em Regimento de Dragões de Olivença;
1762 - Os Dragões de Olivença participam na Guerra Fantástica contra os invasores franco-espanhóis;
1764 - Pela nova organização da Cavalaria deixa de haver distinção entre a cavalaria ligeira e os Dragões, passando a haver apenas regimentos homogéneos de cavalaria. Como consequência, o regimento de Olivença passa a denominar-se Regimento de Cavalaria de Olivença, mantendo no entanto o título não-oficial de Dragões de Olivença.

Século XIX[editar | editar código-fonte]

1801 - O Exército Espanhol invade o Alentejo e ocupa Olivença. O regimento abandona aquela cidade e muda-se para Moura, mais tarde para Beja e, depois, para Torres Novas. A cidade de Olivença mantém-se sob ocupação espanhola até hoje, apesar do Congresso de Viena, em 1815 ter reconhecido a soberania portuguesa.
1805 - O Regimento de Cavalaria de Olivença, aquartelado em Torres Novas, passa a designar-se Regimento de Cavalaria N.º 3;
1806-1812 - O regimento combate na Guerra Peninsular, participando em diversas batalhas e combates, a maior parte em Espanha;
Antigo quartel do regimento em Olivença.
1816-1875 - O regimento aquartela-se sucessivamente em Elvas, Castelo Branco, Torres Vedras e Vila Viçosa, até se sedear em Estremoz, onde ainda hoje se mantém;

Século XX[editar | editar código-fonte]

1914-1918 - Por ocasião da Primeira Guerra Mundial, o regimento envia forças para Angola, Moçambique e França onde combatem os alemães;
1939 - O regimento deixa de ser uma unidade hipomóvel e passa a unidade blindada;
1959-1960 - O regimento envia forças blindadas para a Índia Portuguesa e para a Guiné com o objectivo de reforçar a segurança daqueles territórios;
1961-1975 - Por ocasião da Guerra do Ultramar o regimento mobiliza cerca de 42 000 homens, organizados em 2 esquadrões de reconhecimento, 42 batalhões e 17 companhias independentes de cavalaria, que combatem em Angola, Moçambique e Guiné Portuguesa;
1975 - A unidade passa a denominar-se Regimento de Cavalaria de Estremoz;
1993 - O regimento volta à denominação de RC3 e recebe o encargo de organizar e manter a subunidade de reconhecimento da Brigada Aerotransportada Independente;
1999 - O Regimento apronta e projecta o Esquadrão de Reconhecimento para o Kosovo, integrando a Força Nacional Destacada (FND) Agrupamento Bravo do Exército Português.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

2005 - O Regimento apronta e projecta o Esquadrão de Reconhecimento para o Kosovo, integrando o 3º Batalhão Pára-quedista do Exército Português.
2010 - O Regimento apronta e projecta o Esquadrão de Reconhecimento para o Kosovo, integrando o 2º Batalhão Pára-quedista do Exército Português.

Missões recentes[editar | editar código-fonte]

O Regimento tem participado com militares nos seguintes territórios e respectivas missões:

Afeganistão - International Security Assistance ForceISAF
Angola - Missão de Observadores das Nações Unidas em Angola – MONUA

- Missões de Cooperação Técnico Militar

Cabo Verde - Missões de Cooperação Técnico Militar
Líbano - United Nations Interim Force of Lebanon - UNIFIL
Marrocos - Mission des Nations Unies pour le Referendum dans le Sahara OccidentalMINURSO
Moçambique - Operação das Nações Unidas em Moçambique - ONUMOZ

- Missões de Cooperação Técnico Militar

São Tomé e Príncipe - Missões de Cooperação Técnico Militar
Timor-Leste - United Nations Transitional Administration in East Timor - UNTAET/PKF

- United Nations Mission in Support of East TimorUNMISET-PKF

Condecorações[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Regimento de Cavalaria 3". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 30 de maio de 2014 
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