Regimento de Polícia Montada 9 de Julho

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O Regimento de Policia Montada 9 de Julho é uma unidade da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que se constitui em órgão especial de execução subordinado ao Comando de Policiamento de Choque atuando na preservação da órdem pública em operações especiais rurais e urbanas e controle de tumultos.

O Regimento de Polícia Montada possui atualmente 3 Destacamentos na Grande São Paulo, nas cidades de Mauá, São Bernardo do Campo e na Academia de Polícia Militar do Barro Branco.

História[editar | editar código-fonte]

A 15 de Dezembro de 1831, reunia-se em sessão ordinária o Conselho do Governo da Província de São Paulo, sob a Presidência do brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar e demais membros, quando foi apresentado um documento cuja origem era da capital federal da época, a cidade do Rio de Janeiro, que autorizava o seu Governo a criar um Corpo de Guardas Municipais voluntários, a pé e a cavalo, bem como propor os vencimentos. O brigadeiro propôs então a criação de uma companhia de infantaria com um efetivo de 100 praças e oficiais e uma seção de cavalaria com 30 soldados, esta, comandada por um tenente.

Somente em 1º de Março de 1832 o Conselho reuniu-se novamente e o brigadeiro executou a incumbência que lhe fora confiada. A organização da Seção de Cavalaria ficou concluída apenas no dia 5 de Julho de 1832, restando apenas seu comandante. Por fim, foi escolhido para esta missão o Capitão do extinto Corpo de Voluntários de Milícia a cavalo, Pedro Alves de Siqueira, pelas boas referências que Tobias de Aguiar teve a seu respeito.

Desta forma, estava criado o núcleos de infantaria e cavalaria que deu origem a atual PMESP. A Seção de Cavalaria é o embrião do atual "Regimento de Cavalaria 9 de Julho" cuja missão seria a "Guarda da Lei e a Manutenção da Ordem". O primeiro quartel foi instalado numa das dependências do Convento do Carmo, situado a rua do mesmo nome, onde ficavam alojados os integrantes da infantaria e cavalaria. Hoje, apenas a igreja do Convento ainda existe e está localizado na atual Praça da Sé.

Denominações históricas[editar | editar código-fonte]

Companhia de Cavalaria[editar | editar código-fonte]

No dia 14 de Novembro de 1891 foi criada uma Companhia de Cavalaria, que ficaria agregada a qualquer dos corpos militares, sempre que o governo entender conveniente. Foi por um tempo anexada ao 5º Corpo Militar de Polícia com um efetivo de 155 homens, sendo 1 capitão, 1 Tenente, 2 alferes, 1 veterinário e 2 clarins.

Viatura do RPMon.

Corpo de Cavalaria[editar | editar código-fonte]

A Lei Nº 97-B, de 21 de Setembro de 1892, fixou o efetivo da Força Pública para o ano de 1893, que seria composta de 5 Batalhões de Infantaria e de 1 Corpo de Cavalaria .

No dia 11 de Outubro de 1892, o efetivo da extinta Companhia de Cavalaria, agora denominado Corpo de Cavalaria, é deslocado para o novo quartel, denominado "Quartel da Luz", onde encontra-se até os dias de hoje. Esta data é quando se comemora o aniversário do Regimento, cujo primeiro comandante foi Tenente Coronel Inácio Batista Cardoso, Oficial do Exército, avô do futuro Presidente, Fernando Henrique Cardoso.

Regimento de Cavalaria[editar | editar código-fonte]

A Lei Nº 478, datada de 24 de Dezembro de 1896 fixava o efetivo da Corporação, para o ano seguinte, e teria um Regimento de Cavalaria, dividido em 4 Esquadrões, com 350 homens. Seu comandante seria um Tenente Coronel, não teria a figura do atual Sub Comandante e sim de um Major Fiscal.

Policiamento Montado[editar | editar código-fonte]

A atuação da tropa montada em locais de densas concentrações de pessoas é altamente eficaz, em face das vantagens proporcionadas pelo emprego do cavalo. O homem a pé se dilui no meio da multidão e só tem condições de ver e atender aqueles que estão mais próximos, havendo necessidade de saturação da área a ser patrulhada para sua maior efetividade. Por outro lado, a utilização de viaturas se condicionam ao trajeto e ao tráfego das vias padrões, quase sempre congestionadas, sendo que o campo de visão de seus ocupantes é de certa forma restrito, não só pelo plano que ocupa, como pela própria velocidade da viatura.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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