Rei dos ratos

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Rei dos ratos preservado no Museu Zoológico de Estrasburgo, França

Rei dos ratos é um termo que determina quando um certo número de ratos ficam presos uns aos outros pela cauda, colados por sangue, sujeira, gelo, excrementos ou simplesmente enlaçados. Supõe-se que os roedores unidos dessa forma cresçam ao mesmo tempo, experimentando uma calcificação nos ossos da cauda que acaba fundindo os animais para sempre. O número de ratos do fenômeno varia, sendo 32 o maior número de ratos fundidos já encontrado. O rei dos ratos formado naturalmente por muitos destes roedores são raros. O fenômeno é particularmente associado a Alemanha, onde um maior número de casos foi relatado.

Dado a raridade deste fenômeno, ele chega a ser considerado um ser criptidos a ser estudado na criptozoologia. Sem contar que, no folclore europeu, os reis dos ratos são associados a várias superstições e eram frequentemente vistos como um mau presságio, particularmente associados a pragas.

Etimologia do termo[editar | editar código-fonte]

"Roi des rats" achado em 1986 na região deVendée na França

O termo alemão original, Rattenkönig, foi adaptado (como calque), no inglês para "Rat King" e na França para "Roi des rats".

O termo não foi originalmente usado em referência a ratos reais, mas para pessoas que viviam de outros. Konrad Gesner em Historia animalium (1551-1558) declarou: "Alguns querem que o rato seja poderoso na sua velhice e seja alimentado por seus filhotes: isso é chamado de rei dos ratos". Martinho Lutero declarou: "finalmente, há um Papa, o rei dos ratos bem lá no topo". Mais tarde, o termo se referia a um rei sentado em um trono de caudas atadas.[1]

Uma teoria alternativa afirma que o nome em francês era rouet de rats (ou uma roda giratória de ratos, com os rabos atados sendo raios de roda), com o termo se transformando ao longo do tempo em roi des rats.

História[editar | editar código-fonte]

Xilogravura medieval exibindo um rei dos ratos.

O mais antigo relato de um rei dos ratos data de 1564.[1]

Pretensas espécimes de reis dos ratos são mantidas em alguns museus. O museu de história natural Mauritianum, em Altemburgo, Turíngia, exibe o maior rei dos ratos mumificado conhecido, com um total de 32 ratos entrelaçados, que foi encontrado em 1828 numa chaminé de um moinho em Buchheim.

Imagens de raio-X de um rei dos ratos descoberto em 1963 pelo fazendeiro P. van Nijnatten em Rucphen, Países Baixos, como publicado pelo criptozoologista M. Schneider, consistindo de sete ratos, exibia formações de calos nas fraturas das caudas, o que indicaria que os animais sobreviveram por um período extenso de tempo com as caudas enroladas.[2]

O fenômeno pode ter escasseado quando o Rato-marrom (Rattus norvegicus) substituiu o Rato-preto (R. rattus) no século XVIII. Os avistamentos tem sido esporádicos na era moderna; o caso mais recente sendo a descoberta numa fazenda na região de Võrumaa, na Estônia [3] em 16 de janeiro de 2005.

Referências

  1. a b Hart, Martin (1982). Rats (em inglês). traduzido do livro alemão de 1973 por Arnold J. Pomerans. [S.l.]: Allison & Busby. p. 66. 172 páginas. ISBN 0-85031-297-3 
  2. «Rat king Rucphen». Rucphen. 21 de janeiro de 2007. Consultado em 12 de julho de 2014. Cópia arquivada em 1 de agosto de 2010 
  3. Andrei Miljutin (2007). «Rat kings in Estonia» (PDF). Proc. Estonian Acad. Sci. Biol. Ecol. 56 (1): 77–81. Consultado em 12 de julho de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]