Reino de Wessex

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Westseaxna rīce (inglês antigo)
Regnum Occidentalium Saxonum (latim)

Reino da Saxônia Ocidental
Reino de Wessex
Vexilloid of the Roman Empire.svg
século VI – 927 Flag of England.svg

Bandeira de {{{nome_comum}}}

Bandeira

Localização de {{{nome_comum}}}
Território de Wessex, em verde, por volta do ano 879.
Continente Europa
Região Grã-Bretanha
País  Inglaterra
Capital Winchester
(após o século IX)
Língua oficial Inglês antigo
Latim
Religião Paganismo anglo-saxão
(antes do século VII)
Catolicismo
(após o século IX)
Governo Monarquia
Rei
 • 519-534 Cerdico
 • 688-726 Ine
 • 802839 Egberto
 • 871-899 Alfredo
 • 925-927 Etelstano
Período histórico Idade média
 • século VI Fundação
 • 927 Dissolução
Moeda Esceta

O Reino de Wessex (em inglês antigo: Westseaxna rīce, IPA[wæstseˈaksna ˈriːke]) foi um dos sete reinos anglo-saxões que precederam o Reino da Inglaterra. Seu nome advém dos saxões ocidentais (West Saxons, daí "Wessex"). Integrava junto a mais 6 reinos anglo-saxões a chamada heptarquia. Situado no sul e sudoeste da Grã-Bretanha, o reino surgiu em 519, e perdurou até a unificação dos reinos anglo-saxões por Etelstano, no século IX. Perdurou como um condado (earldom) entre 1016 e 1066, deixando de existir oficialmente desde então.

Origem[editar | editar código-fonte]

Os antigos anglo-saxões acreditavam que Wessex havia sido fundado pelos reis Cerdico e Cínrico, no século VI, embora que isto possa ser uma lenda. As duas fontes principais que narram a história de Wessex são a Crônica Anglo-Saxônica e a Lista Genealógica dos Reis de Wessex, que por vezes conflitam entre si.

Wessex tornou-se um reino cristão no século VII, após o rei Cenualho adotar o catolicismo e ser batizado. Posteriormente, o rei Ceduala expandiu o território do reino ao conquistar os reinos de Sussex e Kent, alem da Ilha de Wight, no final do século VII. O sucessor de Ceduala, Ine, é lembrado por seu código legal (em latim: leges Inae - "leis de Ine"), outorgadas por volta de 694, as primeiras de um rei anglo-saxão fora de Kent. Ine também estabeleceu um segundo bispado saxão ocidental. Após isto, o trono do reino passou para uma série de reis com genealogias desconhecidas.

Incursões estrangeiras[editar | editar código-fonte]

Durante o século VIII, com o crescimento da hegemonia do Reino da Mércia, Wessex manteve sua independência em grande parte. Foi durante este período que o sistema de shires (condados) foi estabelecido. No início do século IX, sob o rei Egberto, Surrey, Sussex, Kent, Essex e a Mércia, juntamente com partes da Dumnônia, foram conquistados, além de subjugar o rei da Nortúmbria. Todavia, a independência da Mércia foi restaurada em 830. Durante o reinado de seu sucessor, Etelvulfo, tropas dinamarquesas desembarcaram no estuário do rio Tâmisa, mas foram decisivamente derrotadas. Quando Etelbaldo, filho de Etelvulfo, usurpou o trono, o reino fui divido para evitar uma possível guerra. Etelvulfo fui sucedido pelos seus filhos, com Alfredo sendo o mais novo deles.

Em 871, o reino foi invadido pelos danos (também genericamente denominados de viquingues ou dinamarqueses), e Alfredo viu-se obrigado a pagá-los para se retirarem. Eles retornaram em 876, mas foram forçados a empreender uma retirada. Retornaram novamente em 878, liderados por Gutrum, forçando Alfredo a fugir para o sudoeste do reino, contudo, acabaram sendo derrotados na Batalha de Ethandun em maio daquele ano. Após esta batalha, diversos tratados como o Tratado de Wedmore e o Tratado de Alfredo e Gutrum serviram para estabelecer as relações entre Wessex e Danelaw, território do leste da ilha que fora tomado e governado pelos invasores. Durante seu reinado Alfredo emitiu um novo código de leis, e para repelir novas invasões, reuniu em sua corte engenheiros e dedicou fundos para aprimorar a construção de navios, organizou seu exército e estabeleceu um eficiente sistema de fortificações formadas por burhs.

Unificação inglesa[editar | editar código-fonte]

O filho de Alfredo, Eduardo, conquistou o leste de Midlands e tomou o Reino da Ânglia Oriental dos danos. Em 918, Eduardo tornou-se rei da Mércia, após a morte de sua irmã Etelfleda, até então rainha daquele reino. O filho de Eduardo, Etelstano, conquistou por sua vez a Nortúmbria em 927, unificando todos os reinos anglo-saxões e dando início ao Reino da Inglaterra. A Inglaterra voltaria a ser invadida menos de um século mais tarde, desta vez por reis noruegueses, dinamarqueses e normandos que reclamavam o trono do reino.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

O Reino de Wessex é geralmente simbolizado por uma serpe ou por um dragão. Cronistas tais como Henrique de Huntingdon e Mateus de Westminster registraram sobre uma bandeira com um dragão dourado sendo erguida na batalha ocorrida em Burford no ano 752 entre Wessex e a Mércia.

"...em Beorgford [isto é, Burford], onde Cutredo, rei de Wessex, reino que até então era tributário dos mercianos, não sendo capaz de suportar mais a crueldade os abusos de Etelbaldo, rei da Mércia, encontrou-o em campo aberto com um exército e o venceu com sua bandeira, que era constituída de um dragão dourado".[1]

A Tapeçaria de Bayeux retrata um dragão dourado caído, bem como um dragão vermelho/dourado/branco na morte do rei Haroldo II, que antes fora Conde de Wessex. Estandartes de dragão foram largamente utilizados em toda a Europa durante esse período, sendo derivado da insígnia dos soldados romanos.[2]

Referências

  1. «The Genoot Library - Gardner's Directory of Oxfordshire, 1852 - Burford». 4 de março de 2016. Consultado em 13 de maio de 2018 
  2. J. S. P. Tatlock, The Dragons of Wessex and Wales in Speculum, Vol. 8, No. 2. (Apr., 1933), pp. 223–235.