Reino Nacérida

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Reino Nacérida
Flag of Morocco (1147-1269).svg
1238 — 1492 
Banner of arms kingdom of Granada.svg
Bandeira   Escudo
Bandeira Escudo
Reino de Granada-pt.svg
Mapa do Reino de Granada com algumas datas de conquistas cristãs
Capital Granada
Países atuais Espanha

Língua oficial Árabe andaluz
Religião Islamismo
Moeda

Período histórico
• 1238  Fundação
• 2 de janeiro de 1492  Conquista cristã
A Alhambra, centro do poder do Reino de Granada

Reino Nacérida[1] ou Emirado Nacérida de Granada (em árabe: إمارة غرناطة; romaniz.: Imarat Gharnāṭah) foi uma unidade política que existiu na Península Ibérica entre 1238 e 1492. Incluía as atuais províncias espanholas de Granada, Málaga (província) e uma parte das províncias de Sevilha, Córdova e Xaém.

As origens do reino de Granada encontram-se no desmembramento do Califado Almóada perante o avanço das tropas castelhanas. Em 1232 Maomé I (r. 1232–1273) declarou-se sultão e tornou-se o fundador da dinastia nacérida, que governaria o reino de Granada. Este rei ordenou a construção do Palácio da Alhambra onde se instalou com a sua corte.

Em 1246 Maomé I declarou-se vassalo do rei de Castela Fernando III. Através deste pacto de vassalagem o rei comprometia-se a ajudar os cristãos na conquista de Sevilha em troca da proteção castelhana. Apesar disso, os cristãos continuaram a exercer pressão militar sobre Granada, o que motivou Maomé a pedir ajuda aos Merínidas do norte de África.

Os primeiros contingentes de tropas merínidas estabelecem-se em Granada durante o reinado de Maomé II e ajudam a repelir os castelhanos. Ali permanecerem até à Batalha do Salado (1340), quando derrotados pelos cristãos se retiram definitivamente para o norte da África.

Para além de lutas internas (conspirações, rebeliões, guerra civil em 1427) e de falta de apoios do mundo árabe, Granada, apesar de conseguir suster alguns avanços de Castela e obter algumas tréguas, não conseguiu reestruturar-se internamente e começou a ceder aos ataques cristãos.

Ainda desencadeou um contra-ataque entre 1433 e 1440, recuperando praças de Castela, mas a partir daqui a história de Granada foi de defesa contra Castela, bloqueios econômicos, tréguas e devolução de cativos, até a "guerra de Granada", uma série de campanhas militares entre 1482 e 1492 que culminariam a 2 de Janeiro de 1492, com a rendição negociada mediante capitulação do rei Maomé XII, conhecido entre os espanhóis como Boabdil.

No século XVI, apesar do embelezamento e da valorização cultural da cidade e da região pelos espanhóis, ainda havia, na minoria mourisca, sentimentos saudosistas do antigo Reino Nacérida, que se manifestaram em movimentos como os levantamentos nas Alpujarras, último foco de resistência mourisca.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Ver também: Nacéridas
Maomé VII de GranadaMaomé VI de GranadaIúçufe I de GranadaMaomé III de GranadaMaomé V de GranadaMaomé V de GranadaMaomé IV de GranadaNácer de GranadaMaomé II de GranadaIúçufe II de GranadaIsmail II de GranadaIsmail I de GranadaMaomé I de Granada


Iúçufe V de GranadaMaomé X de GranadaMaomé VIII de GranadaMaomé XIII de GranadaSaade AlmostaimIúçufe V de GranadaMaomé IX de GranadaMaomé IX de GranadaBoabdilBoabdilSaade AlmostaimMaomé XI de GranadaMaomé X de GranadaIúçufe IV de GranadaMaomé VIII de GranadaAbu Haçane Ali de GranadaAbu Haçane Ali de GranadaMaomé IX de GranadaMaomé IX de GranadaIúçufe III de Granada
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Referências

  1. Cruz 2003, p. 17.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cruz, Abel dos Santos (2003). «Guerra de corso e pirataria no "Mediterrâneo Atlântico" ao tempo do conde D. Pedro de Meneses (1415-1437)». Africana (26-27): 13-54. ISSN 0871-2336