Relações entre Arábia Saudita e Estados Unidos

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Relações entre Arábia Saudita e Estados Unidos
Bandeira da Arábia Saudita   Bandeira dos Estados Unidos
Mapa indicando localização da Arábia Saudita e dos Estados Unidos.

As relações entre Arábia Saudita e Estados Unidos são as relações diplomáticas estabelecidas entre o Reino da Arábia Saudita e os Estados Unidos da América. Os Estados Unidos reconheceram a Arábia Saudita em 1933. Os laços entre os países foram delicadamente construídos devido às divergências culturais e políticas, mas atualmente ambos possuem tratados de cooperação mútua na área de educação e tecnologia militar.

Inserida no Oriente Médio, uma região extremamente instável, a Arábia Saudita prossegue, no século XXI, como único suporte aos Estados Unidos e à "Guerra ao Terror"; fator que têm gerado algumas tensões com os países vizinhos (principalmente com o Irão, maior opositor da intervenção norte-americana na região).

Ambos os países compartilham a qualidade de membros em diversas organizações internacionais, tais como: Organização das Nações Unidas, Organização Mundial do Comércio e Grupo dos 20.

Comparação entre os dois países[editar | editar código-fonte]

O Príncipe Abdallah e o presidente George W. Bush em 2005.
Arábia Saudita Reino da Arábia Saudita Estados Unidos Estados Unidos da América
População 29 195 895 habitantes 312 488 000 habitantes
Área 2 149 690 km² 9 850 476 km²
Capital Riade Washington, D.C.
Maior(es) cidade(s) Riade
5 328 228 habitantes[1]
Nova Iorque
8 363 710 habitantes[1]
Tipo de Estado Monarquia absoluta unitária islâmica República constitucional federal presidencialista
Idioma oficial Árabe Inglês (de facto)
Religiões principais Sunismo (85-90%), Xiismo (10-15%) Cristianismo (75%), Sem religião (20%), Judaísmo (2%), Budismo (1%), Islamismo (1%)
PIB nominal (milhões) US$ 577 595 (20º)[2] US$ 15 094 025 ()[2]

História[editar | editar código-fonte]

Ibn Saud e o presidente Franklin Roosevelt a bordo do USS Quincy, 1945.

Em 1933, os Estados Unidos reconheceram a monarquia de Ibn Saud. Em compensação, a gigante petrolífera americana Standard Oil Company foi autorizada a construir um pólo na região de Al-Hasa, tendo desprezado as demais regiões do país. Neste período inicial, a produção petrolífera na Arábia Saudita, através da CASOC, permaneceu em baixa escala devido principalmente ao desinteresse dos norte-americanos em explorar poços no país. Somente em 1943, o embaixador estadunidense apresentou suas credenciais, ao governo saudita.[3]

Com a II Guerra Mundial, os Estados Unidos consideraram o petróleo saudita de extrema importância, tendo o presidente Franklin D. Rossevelt declarado que "a defesa da Arábia Saudita seria vital para a defesa dos Estados Unidos". A CASOC foi então transformada em Companhia Árabe-Americana de Petróleo e uma série de pactos de colaboração foram firmados entre os dois países. Na década de 1970, porém, a Companhia petrolífera seria nacionalizada pelo Rei Ibn Saud.

Em 1951, como parte da ideologia de combate ao Comunismo, os Estados Unidos estabeleceram uma Missão militar permanente no território saudita, oferecendo treinamento e apoio logístico às forças armadas do país. Através do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos, diversas bases militares foram construídas. Neste período têm início o que muitos países vizinhos consideram como a utilização da Arábia Saudita como "fachada" para o intervencionismo norte-americano.

Presidente Obama e o rei Salman se reunindo.

Durante as décadas de 1980 e 1990, os Estados Unidos mantiveram suas bases militares com o consentimento do governo saudita. Os reis sauditas desde então (respectivamente, Fahd, Saud, Faisal e Abdallah) cooperaram abertamente com a política militar norte-americana.

Em 2001, os Atentados de 11 de Setembro puseram um termo às boas relações entre os países, tendo o presidente George W. Bush declarado suspeita de que a Arábia Saudita estivesse encobrindo e financiando a Al-Qaeda, o grupo terrorista responsável pelo ataque. O fato de que a família bin Laden, líder da Al-Qaeda, seja a segunda família mais poderosa do país[4] elevou a desconfiança do governo norte-americano. Contudo, o atual rei saudita Abdallah reconheceu o Talibã e outras facções do Oriente Médio como grupos terroristas, e passou a colaborar com a Guerra ao Terror.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]