Relatório Condon

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Edward U. Condon

O Relatório Condon[1], foi um estudo científico sobre o fenômeno dos objetos voadores não identificados (OVNI), fruto de um contrato entre a Universidade do Colorado e a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) que criou o University of Colorado UFO Project (Projeto OVNI Universidade do Colorado), também chamado de Comitê Condon. O diretor do projeto foi o Edward Condon, um físico distinto e influente[2]. O relatório final recebeu o título de Scientific Study of Unidentified Flying Objects (Estudo Cientifico dos Objetos Voadores Não Identificados). Tem sido e continua a ser o documento público e cientifico mais influente sobre o problema [3]

A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos entre outubro e novembro de 1968 montou um Painel de especialistas para avaliação do relatório, sob a presidência de Gerald Clemence da Universidade de Yale. A academia endossou o trabalhou e as conclusões de Condon. Segundo os especialistas, o leque de temas do relatório foi extenso, lidando com muitos aspectos do assunto, devendo ser de grande valor para muitos estudiosos, que as análises e conclusões são pertinentes e úteis em qualquer futura avaliação da atividade neste campo[4].

O relatório foi apresentado a USAF em novembro de 1968, e o lançamento do relatório no formato de livro em janeiro de 1969.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Entre 1952 e 1970, a USAF manteve o Projeto Livro Azul, uma inciativa para o estudo dos OVNI, com dois objetivos: determinar se eram uma ameaça à segurança dos Estados Unidos e analisar cientificamente os dados coletados. O consultor do projeto, o astrônomo J. Allen Hynek, influenciou o conselho científico da Força Aérea americana (Air Force Scientific Advisory Board), que criou o Comitê O'Brien. Esse comitê recomendou em fevereiro de 1966 o aprofundamento da investigação do fenômeno OVNI, com a contratação de universidades, em cooperação com o Projeto Livro Azul[5]. Logo depois, em março, observações de objetos discoides em Dexter (Michigan), relatados por policiais e deputados[6], causaram grande polêmica no país, com envolvimento de Gerald Ford, futuro presidente americano, e na época congressista. O assunto foi tratado no Comitê das Forças Armadas do Congresso, com a convocação de Hynek, do secretário das Forças Armadas e do chefe do Projeto Livro Azul. Nessa ocasião, Hynek apoiou as recomendações do Comitê O'Brien[5]. Em maio a Força Aérea começou a procurar universidades interessadas no projeto e em outubro de 1966 fechou o contrato com a Universidade do Colorado, no valor de $ 313.000 por um período de 15 meses[7].

Estrutura do relatório[editar | editar código-fonte]

O relatório final do estudo foi publicado originalmente com direitos de autor em 1968 pelos Regentes da Universidade do Colorado, um órgão corporativo da instituição. Posteriormente, foi publicado em relatórios da Força Aérea dos Estados Unidos e outras agências governamentais[8]. Foi publicado comercialmente pela Bantam Books em 1969, num total de 965 páginas.

Estruturado em sete seções, sendo que a terceira seção continha todo o trabalho de campo, distribuído em sete capítulos:[9]

  • Seção I – Conclusões e Recomendações, por Edward Condon;
  • Seção II – Sumário do Estudo, por Edward Condon;
  • Seção III – O Trabalho do Projeto Colorado:

Capítulo I – Estudo de Campo, por Roy Craig

Capítulo II – Evidência Fotográfica, por Willian Hartmann

Capítulo III – Evidência Física Direta, por Roy Craig

Capítulo IV – Evidência Física Indireta, por Roy Craig

Capítulo V – Análises Ótica/Radar, por Gordon Thayer

Capítulo VI – Observações de Astronautas, por Franklin Roach

Capítulo VII – Atitude do Público, por Aldora Lee;

  • Seção IV - Casos Estudados;
  • Seção V - Aspectos Históricos do Fenômeno UFO;
  • Seção VI - O Contexto Científico;
  • Seção VII - Apêndices.

Classificação dos casos[editar | editar código-fonte]

Segundo o estudo, os relatos de observações de UFO, geralmente trazem poucas informações que auxiliem a descobrir a verdadeira natureza do objeto avistado. Quando informações específicas que descrevem um objeto não identificável são apresentadas, "a fiabilidade dessa informação também deve ser avaliada, sendo necessária alguma corroboração ou verificação independente".[10]

Durante as investigações das equipes de campo, em uma grande variedade de situações não foi possível se estabelecer identificações firmes e a falta de provas tornaram esses casos totalmente inconclusivos. O relatório coloca que esses casos inconclusivos podem não ter sido identificados como fenômenos comuns, por causa da falta de informação adequada. No entanto, alerta que alguns casos intrigantes envolveriam testemunhos de valor, que descreveriam experiências que só poderiam ser explicadas em termos da presença de veículos estranhos e as conclusões a respeito deles dependeriam inteiramente do crédito a que se daria ao testemunho pessoal. Quanto aos testemunhos registrados logo após o relato, esses poderiam ser considerados de maior confiabilidade, do que os relatos coletados entre dois a 20 anos mais tarde, "tanto por causa de falhas de memória e por causa de uma tendência à cristalização da história após repetidos relatos".[11]

O projeto concentrou suas investigações de campo nos relatórios UFOs na época considerados atuais, nos quais poderiam coletar testemunhos e provas num horizonte inicial de vinte e quatro horas.[12]

As investigações agruparam os casos investigados da seguinte forma:[13]

Brincadeiras[editar | editar código-fonte]

Brincadeiras e Embustes

Balão de gás na forma de disco voador.

Por razões variadas, brincadeiras relacionadas a UFOs são comumente perpetradas pelos jovens de idade e de coração, por solitários e entediados. E foi constatado pelas equipes de campo que a maioria dos entrevistados são as vítimas dos brincalhões e não os próprios. Brincadeiras não descobertas,[14] fraudes deliberadas e alucinações foram suspeitas em algumas outras investigações de campo. No estudo, os balões foram uma das principais brincadeiras que retornaram relatórios de UFO.

Caso 23:[15] Um piloto decolou da base aérea em um avião com um poderoso holofote móvel, com a intenção de provocar relatos de UFOs, no que foi bem-sucedido, tendo um grupo de pessoas em terra, relatado uma observação de UFO impressionante.[16]

Brincadeiras fora de controle

O que começa como uma brincadeira desenvolve ocasionalmente uma notoriedade tão grande que o brincalhão cria uma teia de publicidade da qual não pode mais se livrar. O vínculo com a história fica tão forte que o embuste não pode mais ser admitido.[17]

Caso 26:[18] Um guarda de segurança idoso, aborrecido e durante o trabalho, disparou sua pistola em um tambor de óleo. O caso foi parar na polícia e o homem disse que disparou contra um UFO em forma de charuto, contra o qual suas balas bateram e caíram de volta à terra. Sua história teve repercussão nacional. Mesmo depois de admitir à polícia que seus tiros tinham sido disparados contra o tambor a versão UFO continuou sendo amplamente divulgada.

Má interpretação[editar | editar código-fonte]

Má interpretação ingênua

Imaginações desimpedidas, acionadas pela visão de um objeto ordinário em condições que o tornavam extraordinário, causaram relatos de UFOs com características impressionantes.

Vênus: obra de Thomas Bresson.

Caso 37: Um UFO teria perseguido policiais e que o objeto havia iluminado o ambiente de tal forma que os oficiais dentro do carro podiam ler seus relógios de pulso. Um piloto de uma pequena aeronave enviada para perseguir o UFO o viu de distanciar dele a tal velocidade que foi impossível persegui-lo. De acordo com as descrições, o objeto exibido tinha várias cores e formas. Era tão grande quanto a lua no céu. Conforme indicado no relatório detalhado deste caso, os aspectos de apoio a observação UFO foram derrubados um por um à medida que foram investigados, apontando para Vênus como causa.[19]

Má interpretação apoiada por dados oficiais

Quando informação oficial dada aos observadores por representantes da Força Aérea estavam equivocadas.[20]

Caso 28: Relatos de UFO foram levados ao conhecimento de oficiais de uma base aérea. Eles não corrigiram a má interpretação dos observadores e ainda fizeram com que a interpretação apropriada fosse retirada da análise.[21]

Não-eventos[editar | editar código-fonte]

Eventos UFO que foram previstos por pessoas que alegaram poderes psíquicos e de comunicação e relatos conflitantes de alegados eventos UFO em bases da Força Aérea.[22]

Caso 19: Uma previsão de surgimento de disco voador por um das alegadas pessoas com poderes psíquicos não se materializou, apesar de verificada.[23]

Caso 30: Um funcionário civil de uma base aérea da Califórnia confirmou, por telefone, que houve um evento UFO e que um relatório passou por suas mãos, sendo enviado as autoridades competentes. Essas autoridades, contatadas, insistiram que não houve nenhum evento.[24]

Conclusões e recomendações[editar | editar código-fonte]

As conclusões e recomendações da Seção I, escritas por Condon, são as seguintes:[25]

- Não houve nenhuma contribuição à ciência nos últimos 21 anos de pesquisa de OVNI.

– Estudos mais aprofundados do fenômeno provavelmente não se justificariam.

- Órgãos federais e privados, devem estar dispostos a considerar propostas de investigação de OVNI com mente aberta, sem preconceitos.

– Que naquele momento não haveria necessidade de criação de uma agência para estudo científico de OVNI, não descartando que num momento futuro isso se justificasse, caso houvesse progresso na questão.

– Que estudo de casos de OVNI mostraram que os conhecimentos da época em ótica atmosférica, propagação de ondas de rádio e eletricidade atmosférica eram incompletos, e que seu estudo científico seria importante para a segurança da aviação civil e militar.

– Que as crenças sobre OVNI podem ser de valor científico para ciências sociais e comportamentais e relatos podem ser interessantes para estudo de processos cognitivos, mas as prioridades do relatório foram outras áreas de interesse (ciências físicas), apesar de considerar que estudos com profundidade análoga aos efetuados, mas em outras áreas (ciências humanas) seria desejável.

– Que os casos de OVNI investigados não apresentaram qualquer prova que implicasse em risco a segurança nacional.

– Não haveria necessidade de manutenção do Projeto Livro Azul.

– Que afirmações sobre um segredo oficial envolvendo OVNI não eram verdadeiras, mas apenas fruto da demora na liberação de dados que precisam antes serem melhores avaliados.

- O assunto havia sido amplamente mal apresentado ao público por um pequeno número de indivíduos que deram versões sensacionalistas em seus escritos e palestras públicas.

- Um problema relacionado seria a deseducação nas escolas que decorre do incentivo a leitura de livros de OVNIs e artigos de revistas do tipo referido anteriormente, prejudicando o desenvolvimento de uma faculdade crítica no que diz respeito à evidência científica. Recomendou fortemente que os professores se abstivessem de fornecer literatura sobre OVNI aos alunos.

Críticas[editar | editar código-fonte]

A maioria dos estudos de caso foram conduzidos pela equipe júnior de investigadores; os investigadores seniores conduziram uma pequena parte, e o diretor do projeto, Edward Condon, não tomou parte nas investigações. A análise do relatório mostra que existem diferenças substanciais e significativas entre as conclusões da equipe e as do diretor do projeto. Embora todos tenham sido cautelosos em suas conclusões, a equipe enfatizou os casos desafiadores e perguntas sem respostas, enquanto o diretor enfatizou a dificuldade de um estudo mais aprofundado e a probabilidade de que não há conhecimento científico a ser adquirido[3].

Algumas observações de OVNIs mais provocantes e inexplicáveis ​​estão praticamente escondidas entre extensas discussões de casos explicados e material de formação técnica, muitas vezes supérfluos. Que a equipe do projeto recolheu e analisou um subconjunto significativo de fatos relevantes que podem influir sobre a questão OVNI. Que apresentou provas importantes que parecem justificar uma investigação científica em áreas especializadas, portanto, os fatos investigados não estão sujeitos à críticas, mas sim a quanto a sua organização e interpretação[26].

Entre 90 a 95 por cento das observações de OVNI são facilmente explicados, mas há casos bem documentados entre os outros 5 ou 10 por cento que podem ser altamente significativos. Estes podem indicar novos fenômenos atmosféricos, ou visitantes extraterrestres com tecnologia muito superior a nossa. Esses dados significativos deveriam ser estudados. Portanto, as investigações da Força Aérea deveriam continuar[27].

Referências

  1. Condon Committee. «Scientific Study of Unidentified Flying Objects» (PDF). Bantan Books, 1969. Consultado em 19 de setembro de 2016 
  2. Bernard Haisch. «The Condon Report». Ufoskeptik. Consultado em 24 de setembro de 2016 
  3. a b Peter A. Sturrock. «An Analysis of the Condon Report on the Colorado UFO Project». J. Scientific Exploration, 1987. Consultado em 2 de outubro de 2016 
  4. Panel Of The National Academy Of Sciences. «Review Of The University Of Colorado Report On Unidentified Flying Objects». Project1947. Consultado em 30 de setembro de 2016 
  5. a b Michael D. Swords. «The Usaf-Sponsored Colorado Project For The Scientific Study Of Ufos». Ufoevidence. Consultado em 29 de setembro de 2016 
  6. Richard Hall. «Michigan Sheriffs Watch High-Performance Discs». NICAP. Consultado em 29 de setembro de 2016 
  7. «CU Proposal No. 66.1.253». Project1947. Consultado em 30 de setembro de 2016 
  8. «Final Report Scientific Study of Unidentified Flying Objects». Project1947. Consultado em 30 de setembro de 2016 
  9. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Contents. EUA: Bantam Books. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  10. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section III The Work of the Colorado Project, Chapter 1: Field Studies, Subchapter 1: Introduction. EUA: Bantam Books. p. 73. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  11. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section III The Work of the Colorado Project, Chapter 1: Field Studies, Subchapter 2: Old UFO Cases. EUA: Bantam Books. p. 74. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  12. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section III The Work of the Colorado Project, Chapter 1: Field Studies, Subchapter 6: Investigation Capability and Philosophy. EUA: Bantam Books. p. 86. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  13. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section III The Work of the Colorado Project, Chapter 1: Field Studies, Subchapter 7: Types of Current Cases Studied. EUA: Bantam Books. p. 87. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  14. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section III The Work of the Colorado Project, Chapter 1: Field Studies, Subchapter 7: Types of Current Cases Studied b. Pranks and Hoaxes. EUA: Bantam Books. p. 89. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  15. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section IV Case Studies, Chapter 2: Cases Studies During the Term of Project, Case 23 Hunters Illuminated by Light from Overhead. EUA: Bantam Books. p. 494-497. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  16. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section III The Work of the Colorado Project, Chapter 1: Field Studies, Subchapter 7: Types of Current Cases Studied b. Pranks and Hoaxes. EUA: Bantam Books. p. 90. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  17. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section III The Work of the Colorado Project, Chapter 1: Field Studies, Subchapter 7: Types of Current Cases Studied c. Pranks out of Hand. EUA: Bantam Books. p. 92. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  18. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section IV Case Studies, Chapter 2: Cases Studies During the Term of Project, Case 26 Story Fabricated by Security Guard. EUA: Bantam Books. p. 506-507. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  19. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section IV Case Studies, Chapter 2: Cases Studies During the Term of Project, Case 37 Planets Venus & Jupiter. EUA: Bantam Books. p. 494-497. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  20. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section III The Work of the Colorado Project, Chapter 1: Field Studies, Subchapter 7: Types of Current Cases Studied e. Misinterpretacion Supported by Official Misinformation. EUA: Bantam Books. p. 94. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  21. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section IV Case Studies, Chapter 2: Cases Studies During the Term of Project, Case 28 Sigthing Series ID’d as USAF Aerial Refueling Training. EUA: Bantam Books. p. 511-517. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  22. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section III The Work of the Colorado Project, Chapter 1: Field Studies, Subchapter 7: Types of Current Cases Studied f. Non-Events. EUA: Bantam Books. p. 100-101. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  23. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section IV Case Studies, Chapter 2: Cases Studies During the Term of Project, Case 19 Psychic Prediction of UFO Landing. EUA: Bantam Books. p. 466-467. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  24. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section IV Case Studies, Chapter 2: Cases Studies During the Term of Project, Case 30 Rumored sighting in connection with X-15 Flight. EUA: Bantam Books. p. 466-467. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  25. Condon, Edward (1969). Scientific Study of Unidentified Flying Objects, Section I Conclusions and Recommendations. EUA: Bantam Books. p. 1 a 8. ISBN 978-0-5520-4747-0 
  26. Robert M. L. Baker Jr. «The UFO Report: Condon Study Falls Short». Project1947. Consultado em 2 de outubro de 2016 
  27. Thornton Page Jr. «Dr. Thornton Page's Review of The Condon Report». American Journal of Physics, Vol. 37, No. 10, 1071-1072, Outubro 1969. Consultado em 2 de outubro de 2016