Religiões afro-brasileiras
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As religiões afro-brasileiras constituem um complexo religioso formado no Brasil a partir da fusão de crenças, sistemas, rituais e matrizes simbólicas de diversos grupos étnicos africanos trazidos ao país como escravizados entre os séculos XVI e XIX[1]. Povos como os iorubás, denominados no cativeiro como “nagôs”, os jejes, majoritariamente ewe-fon, e os bantus, vindos principalmente das regiões do Congo e de Angola, foram agentes centrais na preservação de seus patrimônios culturais e religiosos em cenários escravocratas. Essas dinâmicas deram origem a um conjunto amplo e diversificado de tradições, entre as quais se destacam o candomblé, em suas variantes ketu de origem Ioruba, jeje proveniente dos povos ewe-fon, angola tem como origem os povos bantu, a umbanda é uma mistura de tradições bantu, indigena, católica e nagô. O Xangô do Nordeste é composto por tradições Iorubas e catolicismo, o tambor de mina é uma fusão de tradições jeje, nagô e indigena (Silva, 2005)[2].
Ao longo do período colonial e pós-colonial, essas tradições estabeleceram um diálogo com o universo religioso no Brasil. O terreiro, espaço sociorreligioso central, funcionou como um microcosmo de resistência cultural no qual elementos africanos foram conservados e reelaborados[3]. Esse espaço passou por processos de sincretismo, nos quais elementos católicos foram incorporados juntamente com espiritismo kardecista, saberes indígenas e tradições mágico-religiosas europeias foram inseridas de forma seletiva. O sincretismo não alcançou fusão completa, mas constituiu uma estratégia histórica de sobrevivência e adaptação diante da repressão e da convivência forçada com sistemas religiosos dominantes. Beniste[4] em sua análise dos símbolos e cores dos orixás, destaca que a estrutura cosmológica africana permaneceu como núcleo organizador dessas religiões, reconfigurando elementos externos segundo sua lógica interna.
Embora suas origens estejam profundamente ligadas à experiência histórica da população negra, caracterizando-se nas palavras de Sodré[3] (1988) como uma forma social negro-brasileira, as religiões afro-brasileiras são atualmente praticadas por indivíduos de diferentes origens étnicas em diversas regiões do país. Cada tradição apresenta organização própria, panteão característico, como orixás, voduns ou inkices, rituais particulares e nomenclatura distintas, refletindo especificidades regionais e étnico-doutrinárias. Dessa forma, constituem um campo religioso plural e dinâmico, fundamental para a compreensão da formação sociocultural brasileira.
As matrizes culturais jeje e iorubá exercem influência profunda na sociedade brasileira, especialmente nas artes, na culinária, na linguagem e nas formas de sociabilidade[3]. Na música e na dança, ritmos africanos como os toques de tambor jeje, as polirritmias iorubanas e os cantos responsoriais deram origem a expressões hoje consideradas símbolos nacionais, entre elas o samba, e a estética da capoeira. Na culinária, pratos como acarajé, vatapá, caruru e o uso do dendê, do inhame e do feijão-fradinho evidenciam a permanência desses saberes na mesa brasileira. A língua portuguesa também carrega marcas dessas culturas, com palavras como axé, moleque, quitanda e caçula amplamente incorporadas ao vocabulário cotidiano. Além disso, valores sociais de origem africana como o respeito aos mais velhos, a importância da ancestralidade e a noção da energia e fundamentos da natureza, movimentos culturais e formas de organização comunitária presentes em diferentes regiões do país. Esses elementos demonstram como as tradições jeje e iorubá se entrelaçaram no cotidiano brasileiro, constituindo parte essencial de sua identidade cultural.[4]
História
[editar | editar código]Em quatro séculos de tráfico negreiro, cerca de 3,5 milhões de africanos aportaram no Brasil na condição de escravos, o equivalente a 37% do total da população do continente americano.[5] Originários de diversas etnias: iorubás, fons, maís, hauçás, eués, axântis, congos, quimbundos, umbundos, macuas, lundas e diversos outros povos, cada qual possuía sua própria religião e cosmogonia.
As religiões afro-brasileiras formaram-se em diferentes regiões e estados do Brasil e em diferentes momentos da história. Por isso, elas adotam não só diferentes formas rituais e diferentes versões mitológicas derivadas de tradições africanas diversificadas, como também adotam nome próprio diferente.
Além disso, as religiões tradicionais africanas, bem como o islamismo, dos chamados malês (como os maís e hauçás), entraram em contato e absorveram maiores ou menores quantidades de elementos de religiões indígenas, do Catolicismo e, mais recentemente, da Doutrina Espírita.
Entretanto, podem ser estabelecidas duas linhas principais de religiões africanas que tiveram maior influência no Brasil:[6]
- As religiões dos negros bantos, vindos do sul e oeste da África (Angola, República Democrática do Congo), que originaram diferentes cerimônias celebradas especialmente no Rio de Janeiro (como o candomblé bantu, e a umbanda). São também elementos folclóricos bantos, por exemplo, as festas de bumba-meu-boi, lutas de capoeira, jogos de dança, e o samba;
- As religiões dos negros iorubás e jejes, originados da Costa da Mina (em especial a Nigéria), cuja influência é predominante no Nordeste brasileiro, com os candomblés baianos (como o candomblé Queto e o candomblé jeje).
A organização das religiões negras no Brasil deu-se bastante recentemente. Quando, nas últimas décadas do século XIX, no período final da escravidão, os povos africanos trazidos em levas para o Brasil foram assentados nas cidades, puderam viver com maior contato uns com os outros, num processo de interação e liberdade de movimentos que antes não conheciam. A fixação urbana dos escravizados forneceu as condições favoráveis à sobrevivência de algumas tradições religiosas africanas, com o aparecimento de grupos de culto organizados.
Estatísticas
[editar | editar código]Segundo dados do censo oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010, apenas 0,3% da população brasileira se declarou como adepta de religiões de origem africana.[7] A Região Sul é a que apresenta a maior população relativa (0,6%), enquanto as regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram as menores (0,1%).
O censo revelou ainda uma forte concentração de afro-religiosos em municípios do sul do Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai, bem como na zona pantaneira do Mato Grosso do Sul, nas zonas metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro, no Triângulo Mineiro, no Recôncavo Baiano e nas proximidades da cidade de Codó (Maranhão). Nesses locais, o percentual varia de de 0,6% a 5,9% dos habitantes destes municípios, índices muito acima da média nacional.[8]
Os cinco estados com a maior proporção de afro-religiosos são o Rio de Janeiro (1,61% ), Rio Grande do Sul (0,94%), São Paulo (0,42%), Bahia (0,33%) e Mato Grosso do Sul (0,26%).[9]
Características
[editar | editar código]Crenças
[editar | editar código]No tocante especificamente ao candomblé, crê-se na sobrevivência da alma após a morte física (os Eguns), e na existência de espíritos ancestrais que, caso divinizados (os Orixás, cultuados coletivamente), não materializam; caso não divinizados (os egunguns), materializam em vestes próprias para estarem em contato com os seus descendentes (os vivos), cantando, falando, dando conselhos e auxiliando espiritualmente a sua comunidade. Observa-se que o conceito de "materialização" no Candomblé, é diferente do de "incorporação" na Umbanda ou na Doutrina Espírita.
Em princípio os Orixás só se apresentam nas festas e obrigações para dançar e serem homenageados. Não dão consulta ao público assistente, mas podem eventualmente falar com membros da família ou da casa para deixar algum recado para o filho. O normal é os Orixás se expressarem através do jogo de Ifá (oráculo) e merindilogum.
Dependendo da nação ou linha de candomblé, os candomblés tradicionais não fazem, a princípio, contato com espíritos através da incorporação para consultas, sendo a prática possível, porém não aceita.
Já o candomblé de caboclo tem uma ligação muito forte com caboclos e exus que incorporam para dar consultas, sendo estes caboclos diferentes daqueles cultuados na umbanda.
Existem ainda os candomblés cujos pais de santo eram da umbanda e passaram para o candomblé que cultuam paralelamente os Orixás e os guias de umbanda.
No candomblé, todo e qualquer espírito deve ser afastado principalmente na hora da iniciação, para não correr o risco de um deles incorporar na pessoa e se passar por orixá. O iaô recolhido é monitorado dia e noite, recorrendo-se ao Ifá ou jogo de búzios para detectar a sua presença. A cerimônia só ocorre quando este confirma a ausência de eguns no ambiente de recolhimento.
Afastam-se todo e qualquer espírito (egum), ou almas penadas, forças negativas, influências negativas trazidas por pessoas de fora da comunidade. Acredita-se que pessoas trazem consigo boas e más influências, bons e maus acompanhantes (espíritos). Através do jogo de Ifá, poder se determinar se essas influências são de nascimento Odu, de destino ou adquiridas de alguma forma.
Os espíritos são cultuados, nas casas de candomblé, em uma casa em separado, sendo homenageados diariamente, uma vez que, como Exu, são considerados protetores da comunidade.
Existem orixás que já viveram na terra, como Xangô, Oiá, Ogum, Oxóssi. Viveram e morreram. Os que teriam feito parte da criação do mundo teriam se retirado para o Orum, caso de Obatalá e outros chamados Orixá funfum (branco).
Existem as árvores sagradas, que são as mesmas das religiões tradicionais africanas, onde os orixás são cultuados pela comunidade, como é o caso de Irocô, Apaocá, Acocô, e também os orixás individuais de cada pessoa, que são parte do Orixá em si e a ligação da pessoa iniciada com o orixá divinizado, o
Ou seja, numa pessoa que é de Xangô, seu orixá individual seria uma parte daquele Xangô divinizado com todas as suas características ou, como chamam, arquétipo.
Existe muita discussão sobre o assunto: uns dizem que o orixá pessoal é uma manifestação de dentro para fora, do Eu de cada um ligado ao orixá divinizado; outros dizem ser uma incorporação, mas isso é rejeitado por muitos membros do candomblé que justificam que o culto aos egunguns não é de incorporação e sim de materialização. Espíritos (Eguns) são despachados (afastados) antes de toda cerimônia ou iniciação do candomblé.
Iniciação
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Nas religiões afro-brasileiras, vários termos são usados para designar iniciação.
Cada uma das religiões tem seus termos próprios, iniciação, feitura, feitura de santo, raspar santo, são mais usados nos terreiros de candomblé, Candomblé de Caboclo, Cabula, Omolocô, tambor de Mina, Xangô do Nordeste, Xambá, no Batuque usa-se o termo fazer a cabeça ou feitura. No Culto de Ifá e no Culto aos egunguns usam o termo iniciação porém os preceitos são diferentes das outras religiões.
No candomblé o período de iniciação é de, no mínimo, sete anos. Se inserem os rituais de passagem, que indicam os vários procedimentos dentro de um período de reclusão, que geralmente é de 21 dias (podendo chegar a 30 dias dependendo da região), o aprendizado de rezas, cantigas, línguas sagradas, uso das folhas (folhas sagradas), catulagem, raspagem, pintura, imposição do adoxu e apresentação pública. É individual e faz parte dos preceitos de cada pessoa que entra para a religião dos orixás.
No candomblé Jeje, a iniciação ao culto dos voduns é complexa e longa, de, no mínimo, sete anos. O período de reclusão pode chegar a durar um ano, que pode envolver longas caminhadas a santuários e mercados, dentro do convento ou terreiro humpame, onde os neófitos são submetidos a uma dura rotina de danças, preces, aprendizagem de línguas sagradas e votos de segredo e obediência.
A princípio, nessas cerimônias, tem de haver o desprendimento total. Na iniciação considera-se que é necessário morrer metaforicamente para renascer com outro nome para uma nova vida. No candomblé Queto, há o Oruncó do Orixá (só dito em público no dia do nome). Já no Candomblé bantu, além do nome do inquice (jamais revelado), há também a dijina pela qual será chamado o iniciado pelo resto da vida.
Quando uma pessoa iniciada morre é feito o desligamento do Egum, Invumbe, na cerimônia fúnebre e no Axexê, conhecido pelos nomes de sirrum e zerim, que varia dependendo do grau iniciático do falecido.
Objetos de culto
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São considerados objetos sagrados de culto nas religiões afro-brasileiras os atabaques, assentamentos, roupas, fio de contas e adereços dos Orixás.[10][11]
Sincretismo
[editar | editar código]Uma característica muito presente nas religiões afro-brasileiras é o sincretismo religioso. Herkowitz (1958, apud HURBON, 1987) utiliza o conceito de reinterpretação para explicar esse fenômeno, o processo pelo qual antigas significações são atribuídas a novos elementos ou novos valores, o que muda a significação cultural das formas antigas". A reinterpretação se faz em função do quadro cultural preexistente e das novas reorientações que ele se dá em presença de situações novas.
No caso da escravidão africana nas Américas, "as antigas significações" se referem à bagagem cultural do povos africanos traficados, que tiveram de se adaptar às "situações novas", ou seja, a negação de suas culturas em terras americanas e a imposição do catolicismo ou do protestantismo, dependendo da região.
Roger Bastide não nega o conceito de reinterpretação de Herkowitz, mas defende que a reinterpretação também está ligada às estruturas e mobilidades sociais. Defende que o fenômeno da reinterpretação está em parte condicionado pela discriminação entre classes sociais e em parte condicionado pela discriminação racial dentro da Igreja (como ocorreu no Brasil). Distingue ainda a aculturação material (com suporte nos conteúdos culturais em contato, onde está inserido o sincretismo religioso) e a aculturação formal (baseada na mudança de mentalidade).[12][13]
Essas, entre outras hipóteses, explicam como foi possível no Brasil a existência, por exemplo, do culto a Ogum (orixá guerreiro dos iorubás) "disfarçado" de reverência ao guerreiro católico São Jorge da Capadócia. Ou ainda, a correlação entre os santos gêmeos São Cosme e São Damião e os os ibêjis, orixás gêmeos dos iorubás.[14]
Orixás e santos católicos
[editar | editar código]O sincretismo dos orixás com os santos católicos pode variar entre Umbanda e Candomblé, bem como de região para região ou de templo para templo.[15]
| Orixá | Santo católico [15] |
|---|---|
| Oxalá | Deus Pai
Jesus Cristo (em especial, Senhor do Bonfim) |
| Xangô | Moisés |
| Ogum | Santo Antônio |
| Oxóssi | São Jorge |
| Oxum | Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora das Cabeças |
| Iansã | Santa Bárbara |
| Nanã | Sant'Ana |
| Iemanjá | Nossa Senhora das Candeias
Nossa Senhora da Conceição |
| Obaluaiê/Omulu | São Lázaro |
| Exu | Santo Antônio |
| Oxumarê | São Bartolomeu |
| Obá | Santa Joana D'Arc |
| Ibejis | São Cosme e Damião
São Crispim e Crispiniano |
| Tempo | São Lourenço |
| Oçânhim | São Benedito |
| Euá | Nossa Senhora das Neves |
| Orumilá | Nenhum[nota 1] |


Principais religiões
[editar | editar código]As religiões afro-brasileiras possuem diferentes influências e denominações regionais. Dentre as religiões com influência principal das culturas "sudanesas", isto é, dos povos iorubás e jejes, estão:[18][19]
Entre as religiões com influência dos povos bantos (quimbundos), estão:[18]
Enfim, outras religiões afro-brasileiras:
- Culto aos egunguns
- Encantaria
- Catimbó-jurema de terreiro
- Jarê (Chapada Diamantina)
- Jurema sagrada
- Quimbanda
- Quiumbanda
- Omolocô
- Terecô
Notas
Referências
- ↑ Prandi, Reginaldo (2005). Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das letras
- ↑ Silva, Vagner (2005). Orixás da metrópole. São Paulo: Edusp
- ↑ a b c Sodré, Muniz (1988). O Terreiro e a Cidade: Ensaio sobre o etnospacio da cultura afro-brasileira. Rio de Janeiro: Vozes
- ↑ a b Beniste, José (2002). As cores dos orixás. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil
- ↑ CHIAVENATO, Júlio José (1999). O Negro no Brasil: Da senzala à abolição. São Paulo: Moderna. p. 122
- ↑ Rosenfeld (1993), p. 52.
- ↑ «IBGE | censo 2010 | resultados | notícias». censo2010.ibge.gov.br. Consultado em 10 de julho de 2022
- ↑ IBGE (2010). «Censo Demográfico 2010: Características Gerais da População, Religião e Pessoas com Deficiência» (PDF). p. 92 e 97
- ↑ NERI, Marcelo (2011). «Novo Mapa das Religiões» (PDF). Fundação Getúlio Vargas. p. 37. Consultado em 21 de maio de 2017
- ↑ A longa luta para tirar itens sagrados de umbanda e candomblé do Museu da Polícia, que os confiscou há mais de um século, Júlia Dias Carneiro, BBC News Brasil no Rio de Janeiro
- ↑ Campanha quer resgatar peças sagradas de religiões afros, Objetos apreendidos nos últimos 100 anos eram expostos de forma desrespeitosa como “Coleção de Magia Negra”, Fania Rodrigues, Brasil de Fato
- ↑ HURBON, Laënnec (1987). O Deus da Resistência Negra: o Vodu Haitiano. São Paulo, Porto Príncipe (Haiti): Paulinas. p. 95-97
- ↑ Carvalho, Alexandre Magno Teixeira de (2006). «O conceito de religião popular e as religiões afro-brasileiras: cultura, sincretismo, resistência e singularidade». Cadernos de Ciências Humanas – Especiaria (vol. 9, n. 15)
- ↑ BRAICK, MOTA, Patrícia, Mírian (2007). História: das Cavernas ao Terceiro Milênio. São Paulo: Moderna
- ↑ a b Barbosa Júnior, Ademir (2014). O Livro Essencial da Umbanda. São Paulo: Universo dos Livros. ISBN 978-85-7930-744-7
- ↑ «29 de setembro comemoramos o "Dia de São Miguel Arcanjo"». Raízes Espirituais. 29 de setembro de 2012. Consultado em 5 de fevereiro de 2018. Cópia arquivada em 5 de fevereiro de 2018
- ↑ Raposo, Leonardo. «Orunmilá. O quase orixá». Portal Giras de Umbanda. Consultado em 5 de fevereiro de 2018. Cópia arquivada em 5 de fevereiro de 2018
- ↑ a b Silva (2005), p. 98.
- ↑ G1 lista terreiros de candomblé na BA e dá dicas para frequentar templos
Bibliografia
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