Os Remanescentes

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OS REMANESCENTES
Os Remanescentes
Informação geral
Origem Mafra, Santa Catarina
País  Brasil
Gênero(s) punk rock
Período em atividade Desde 2000 - atualmente
Gravadora(s) Blatta Records
Integrantes Crespo Remanescente

Didi Remanescente

Dudo Remanescente

Página oficial www.osremanescentes.com.br

Os Remanescentes é uma banda brasileira de punk rock natural de Mafra, Santa Catarina. Precursores do que se pode chamar de “punk rock boêmio”, o trio atravessa o tempo mantendo vivo o modo simples de se fazer esse estilo de música que continua entortando a coluna cervical de muita gente, consagrando-se como uma das grandes bandas de punk rock do Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

Formação e primeiros passos[editar | editar código-fonte]

Verão de 2000, cidade de Mafra-SC, dias longos e opções de diversão limitadas. Subverter esse cenário se impunha quase como uma “questão de honra”. Foi quando então os irmãos Dudo e Didi chamaram Crespo para formarem uma banda e tocarem aquelas canções “sujas” e pulsantes que jorravam de suas “tapes” de colegial. 

Hey-ho Let's Beer!

E foi assim, despretensiosamente, no porão de uma garagem, com os amplificadores ligados no último volume, e em meio a acordes dissonantes e distorcidos que surgiram OS REMANESCENTES. Didi Remanescente, Dudo Remanescente e Crespo Remanescente, três garotos e um codinome em comum, o senso de unidade estava selado!

A partir de 2001 Os Remanescentes passam a participar dos frequentes festivais de rock que eram promovidos em sua cidade, passando a ganhar a atenção daqueles que frequentavam a “cena rock” local, já que se destacavam das demais, pois desde o início detinham grande presença de palco. A banda apresentava-se com uma postura sarcástica e, sobretudo imprevisível, rompendo o “decoro” daquele rock colorido e contido que ali se via. Fazia parte do show! É como se tivessem filtrado todas as suas fontes musicais, extraindo delas apenas sua essência mais bruta, levando aos palcos o rock mais seminal e energético que podiam fazer. Foi que despertou o interesse do público, até então acostumado a shows comportados e repertórios monótonos. 

A partir de então já não era somente a tríade remanescente sobre o palco, pois o público interagia de forma frenética, fazendo ecoar em cada show o velho hino ramoníaco – “Hey Ho Let’s Go!”. Punk rock de ponta a ponta, energia regada a muita cerveja, assim se resume os shows dos Remanescentes desde as suas primeiras aparições.

Diante da postura adotada, era visível que Os Remanescentes não se encaixariam no conceito de “banda cover”. Não eram, de longe, um número de entretenimento. Desde o início a busca por uma definição de identidade, e já visando à gravação do seu primeiro álbum, fez com que a banda centrasse seus trabalhos em composições autorais, primando por letras com conteúdo e versadas em português. 

Anos 2004-2006[editar | editar código-fonte]

Em 2004 a banda grava seu primeiro álbum, intitulado NADA MAIS QUE PUNK ROCK! Em pouco mais de meia hora destilam 13 faixas de puro punk rock. Ao ser crivado pelo crítico musical Luciano Carioca, da Revista Dynamite (especializada em rock nacional independente), a matéria foi enfática ao afirmar: “As composições são diretas. Como um soco no estômago dos desavisados”. É como tivessem filtrado suas fontes musicais, extraindo delas sua essência mais bruta, levando aos palcos o rock mais seminal e energético que podiam fazer.

Logo após o lançamento do álbum inaugural, OS REMANESCENTES foram selecionados para integrar a coletânea “In Polgando II”, distribuída nacionalmente pelo ‘Selo Empire Records’, e que reuniu importantes bandas gringas e nacionais, colocando a banda mafrense em destaque no cenário underground nacional.

Anos 2007-2013[editar | editar código-fonte]

Nos anos seguintes lançam os compactos DRINKS DE COSTUME (2007) e LARGA ESSE VIOLÃO (2009). Em 2010 gravam mais nove canções, dentre elas, Ressaca, Nervo Exposto e Duas Vezes Podre, consideradas B-Sides, já que não oficialmente lançadas.

Em 2011, distanciando-se um pouco do punk rock “reto e direto” dos primeiros trabalhos, Os Remanescentes gravam “Profecias de um Boêmio” e “Amor Antigo”. Duas músicas com linhas instrumentais elaboradas e nuances vocais que remetem às influências caipiras nunca negadas pela banda, a exemplo de Tonico & Tinoco, e que, misturadas à fúria do punk rock, foram importantíssimos na definição daquilo que se convencionou chamar de ‘Punk Rock Remanescente’.

O “single” veio a ser lançado somente em 2013, após remixado e remasterizado nos estúdios Hill Valley, em Porto Alegre-RS, sendo que o lançamento incluiu a veiculação do clipe de “Profecias de Um Boêmio”, que foi selecionado pelo PROGRAMA PATROLA, da RBS-SC, cuja matéria foi então veiculada no site da Rede Globo, destacando o ininterrupto trabalho autoral da banda durante todos esses anos.

Anos 2014-2016[editar | editar código-fonte]

Em 4 de setembro de 2014, Os Remanescentes fizeram um grande show no John Bull Lagoa, em Florianópolis, dividindo o palco com, nada mais, nada menos que CJ RAMONE, um dos grandes nomes do punk rock mundial e ex-baixista da lendária banda nova-iorquina RAMONES, recebendo boas críticas pela apresentação na ilha da magia. A cobertura do evento foi realizada pelo pessoal da “Speed Freak”, que, em resenha, registrou: “Ao vivo antes do eterno Ramone, o trio quebrou tudo, com ritmos fortes e rápidos...tivemos um som pulsante e com arranjos bem concatenados”.

Os Remanescentes ao vivo no John Bull em Florianópolis, Brasil, 2014.

Seguindo o curso e abrindo 2015, ano em que a tríade comemorara seus 15 anos, OS REMANESCENTES lançam o seu mais novo trabalho intitulado EXTRA LAGER, que verte puro malte. As canções desse disco, de alto teor alcoólico, remetem ao mais puro punk rock remanescente, com canções rápidas e “diretas”, brindando aqueles que curtem a banda com o vigor que a move durante todos esses anos de existência. 

Os Remanescentes - Extra Lager (2014)

A sonoridade forte e pulsante das músicas dão conta de que a banda está no seu melhor momento, sendo que o disco vem recebendo ótimas críticas por sua qualidade e originalidade. 

Logo após seu lançamento, o disco foi crivado pelo jornalista Rubens Herbst, colunista do Jornal ANotícia, que abre a matéria dizendo que “Os Remanescentes provam que há vida no rock do Planato Norte”, e descreve o seu novo disco como "Um brinde à base de punk e cevada...à la Ramones/Green Day".

O conceituado site “Tenho Mais Discos Que Amigos”, através do portal R7, da Rede Record, um dos maiores portais de Internet do país, também destacou “o peso de suas músicas em conjunto com muito fôlego e energia”.

Os Remanescentes foram destaque no “PUNKnet”, um dos importantes sites do gênero e responsável por cobrir o mundo do punk rock daqui do Brasil e lá da gringa, incluindo grandes festivais como Lollapalooza, Lupaluna e Bamboozle. A crítica ficou por conta do redator Vitor Malheiros, que ressaltou a trajetória e discografia da banda, destacando o punk rock remanescente como “de responsa”. Segue trecho da matéria: “Nesses 15 anos de estrada, os caras já contam com uma discografia digna e lançaram seu álbum mais recente no ano passado, o etílico Extra Lager. Usando a fórmula sem erro de velocidade + simplicidade de acordes, eles também se aproveitam da influência da música romântica brasileira pra cantar sobre as agruras dos amores punks, como em “Ressaca”, “Teor Alcóolico” e “Irreversível”. Além do disco, os caras recém-lançaram o videoclipe da faixa “La Cumparsita”, que tá rodando por aí nos Youtubes da vida. No ano passado os caras puderam abrir um dos shows do CJ Ramone aqui no Brasa, o que significa que o som deles é responsa e tá com moral. Punk rock cruzão, bebáço e muito apaixonado. Não tem como errar e Os Remanescentes são uma boa trilha praquela sua festa punk”.

O lançamento de EXTRA LAGER contou ainda com a veiculação de um videoclipe, sendo que a música escolhida foi a censurável “LA CUMPARSITA”, sendo que todas as cenas foram feitas no "Estúdio Brado”, ponto de encontro da banda e onde foram gravadas as faixas de seu último trabalho. O vídeo, energético e minimalista, é um ode à expressão máxima do “punk rock remanescente”, representado pela sua força e integridade sonora, atitude e inabalável 'espírito rock', digno da marca de seus 15 anos, contando com a direção e edição de Helinton Andruchechen, e apoio da produtora executiva “Speed Freak Manegement”.

Após a ótima repercussão do disco EXTRA LAGER, passado por mais de um ano de seu lançamento, Os Remanescentes entram novamente em estúdio e gravam seu novo disco, BAR DOCE LAR, lançado dia 14 dezembro de 2016.

Os Remanescentes - Bar Doce Lar (2016)

BAR DOCE LAR traz 11 faixas, e que se trata de uma continuação do álbum antecessor (Extra Lager), ou seja, o teor alcoólico das músicas continua alto! 

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

  • Nada Mais que Punk Rock (2005)
  • Drinks de Costume (2007)
  • Larga Esse Violão (2009)
  • Profecias de Um Boêmio (2013)
  • Extra Lager (2014)
  • Bar Doce Lar (2016)

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

  • In Polgando Vol. II (2006)

Compactos[editar | editar código-fonte]

  • Não Te Quero Mais (2004)

Videoclipes[editar | editar código-fonte]

  • Profecias de um Ébrio (2013)
  • La Cumparsita (2015)
  • Bar Doce Lar (2016)
  • Etilismo Agudo (2016)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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