René Lalique

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Ornamento iluminado com forma de pavão por René Lalique

René Jules Lalique (n. Ay, Marne, França, 6 de Abril de 1860 - f. 1 de Maio de 1945) foi um mestre vidreiro e joalheiro francês.

Teve um grande reconhecimento pelas suas originais criações de joias, frascos de perfume, copos, taças, candelabros, relógios, etc., dentro do estilo modernista, (Art nouveau e Art déco). A fábrica que fundou funciona ainda e o seu nome ficou associado à criatividade e à qualidade, com desenhos tanto faustosos como discretos.

Grande admirador e coleccionador da obra de Lalique foi Calouste Gulbenkian, empresário petrolífero de origem arménia radicado em Portugal, que criou o Museu Calouste Gulbenkian [1] em Lisboa, onde se expõe uma parte importante da obra de René Lalique [2].

A joalharia de Art Nouveau[editar | editar código-fonte]

Medusa por René Lalique
Peitoral em esmalte de René Lalique, Museu Gulbenkian, Lisboa

Aos 16 anos iniciou a sua aprendizagem com o joalheiro parisiense Louis Aucoq e depois ingressou os cursos do Sydenham Art College em Londres entre 1878 e 1880. Ao regressar a França trabalhou, entre outras, para as empresas Aucoq, Cartier e Boucheron.

Em 1882 começa a fazer desenhos independentes para muitas casas de jóias de Paris, e em 1886 abre a sua própria joalharia. Em 1890 era já reconhecido como um dos desenhadores de jóias Art Nouveau mais importantes de França, criando peças inovadoras para a loja La Maison de l'Art Nouveau de Samuel Bing, em Paris.

Seguindo as fontes de inspiração da Arte Nova criou peças representando fauna e flora, (pavões-reais, borboletas e outros insectos reais e imaginários). Inovou utilizando materiais pouco comuns à joalharia da época, como o vidro, esmalte, couro, marfim, nácar, e utilizando mais pedras semi-preciosas que preciosas. Os seus desenhos eram realizados por uma equipa de ajudantes de diversas especialidades.

Mestre vidreiro[editar | editar código-fonte]

Libélula em vidro

Depois de ter aberto uma loja na Place Vendôme de Paris, concebe frascos de perfume em vidro, sendo assim o primeiro a imaginar la comercialização de um produto tão emblemático de luxo e do refinamento numa embalagem igualmente delicada e esplêndida. Mas também pensou produzir estes belos objectos em grandes séries, fazendo a sua arte acessível a um número crescente de pessoas.

Em 1914, reconverteu a sua fábrica de vidro para produzir material médico para hospitais e farmácias. René Lalique não se contentava com desenhar os seus modelos, e construiu também uma fábrica em Wingen-sur-Moder para produzir em grandes quantidades, patenteando diversos processos novos de fabrico de vidro e vários efeitos técnicos, como o satinado Lalique ou o vidro opalescente.

A excelência das suas criações e o gosto que aplicava às suas obras valeram-lhe ser encarregado da decoração interior de numerosos navios, trens (comboios) como o Expresso do Oriente, igrejas como a de São Nicásio de Reims e numerosas construções religiosas e civis.

René Lalique foi o primeiro a esculpir o vidro para grandes obras monumentais, como as portas do Hotel Alberto I de Paris ou as fontes dos Campos Elíseos.

Coleções[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Coleção Museu Calouste Gulbenkian». Consultado em 12 de outubro de 2014. Arquivado do original em 14 de julho de 2014 
  2. Coleção Rijksmuseum
  3. Coleção Victoria and Albert Museum

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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