Renascimento comercial-urbano

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  • Baixa Idade Média: O renascimento comercial e urbano – A Europa passou por um grande processo de mudança após as Cruzadas; – Idéias, religiões e mercadorias: a diversidade de culturas, experiências e a luta pelo domínio das regiões estratégicas de comércio, deram um novo contexto á Europa neste período; – Oriente e Ocidente ampliava seus contatos e suas disputas. As cidades italianas foram as primeiras a se beneficiar com a nova situação. Mas as cidades do Báltico, da Inglaterra e de Flandres e os portos da França e da Península Ibérica iriam reivindicar direitos. – Desta forma o feudalismo entrou em crise, pois seu sistema restrito de comércio nada representava nesse momento de expansão e desenvolvimento das cidades; RENASCIMENTO COMERCIAL – Várias foram as transformações advindas com o crescimento demográfico. Muitos servos se tornaram arrendaram terras. Muitos servos que se haviam libertado iniciaram novas atividades, às vezes urbanas, procurando atender às novas necessidades. Assim acabaram ocupando postos no comércio e no artesanato. – Muitas estradas foram abertas para facilitar o deslocamento de caravanas comerciais. A maior mobilidade do mercador inaugurou novos costumes e desenvolveu novas culturas. – O perigo de saques nas estradas motivou o desenvolvimento de caravanas comerciais que trocavam experiências ao longo dos trajetos. O encontro destas caravanas nas cidades deu origem as FEIRAS; – As cidades italianas de Veneza, Gênova, Pisa e Amalfi – e Flandres, atual Bélgica se destacaram neste período. Entre as feiras mais famosas estavam as que ocorriam na região de Champagne, França. – A Itália aproveitou-se das Cruzadas para instalar feitorias no Oriente. Isso garantia o comércio de produtos orientais no ocidente quase que exclusivamente pelos italianos. Por meio da COLLEGANAZA (sociedades individuais de associação) e da COMANDITA (sociedades possuidoras de barcos e financiadora de expedições), estavam asseguradas a proteção e a multiplicação de capitais dos comerciantes das cidades italianas. – A expansão econômica foi acompanhada pela alta nos preços. Inúmeras moedas foram postas em circulação e exigiam um rígido controle de seus valores e da qualidade de sua liga (liga = material utilizado na fabricação da moeda, ouro, prata…); – Surgiram os especialistas e, com eles, os financiadores dos grandes empreendimentos: OS BANCOS; – Iniciava-se, também a centralização do poder político em função da organização econômica: NASCIAM AS MONARQUIAS NACIONAIS; – A CONCORRÊNCIA SE INTENSIFICAVA EM TODOS OS NÍVEIS. Para evitá-la, os diversos ofícios (profissões) uniram-se em corporações, que se baseavam em rígida hierarquização e no controle da qualidade, quantidade e preços de seus produtos ou serviços. – RENASCIMENTO COMERCIAL: mercadores, feiras, utilização de moedas, centralização do poder, organização do comércio e do mercado, renascimento urbano. RENASCIMENTO URBANO – As pequenas cidades que surgiam motivadas pelo renascimento comercial foram chamadas de burgos. Os burgos se caracterizaram como pequenas cidades muradas. Mas estes burgos, com o desenvolvimento do comércio e expansão demográfica, cresceram acentuadamente. Muitos passaram a morar fora das muralhas que cercavam o burgo, surgindo, assim o forisburgo. – Tendo transformado o local em sítio de passagem e comércio, seus habitantes confundiam-se em um mesmo grupo social: a burguesia; – Inicialmente os burgos eram submetidos ao dono do solo, que impunham leis e impostos. – Com o passar do tempo esta estrutura precisou de adaptações. Era necessário organizar as atividades. Os comerciantes procuravam comprar os direitos de comércio na cidade adquirindo a CARTA DE FRANQUIA. – A Europa caminhava para o CAPITALISMO COMERCIAL e para o ESTADO ABSOLUTISTA – formas de organização típicas da Idade Moderna.
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