Renata Pallottini

Este é um artigo bom. Clique aqui para mais informações.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Renata Pallottini
Renata Pallottini em 2014
Nascimento 20 de janeiro de 1931
São Paulo
Morte 8 de julho de 2021 (90 anos)
Residência Brasil
Cidadania Brasil
Alma mater
Ocupação professora universitária, escritora, poetisa, ensaísta, tradutora
Prêmios
Empregador Universidade de São Paulo, Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo
Causa da morte mieloma múltiplo

Renata Pallottini ou Renata Monachesi Pallottini[1] (São Paulo, 20 de janeiro de 1931 — São Paulo, 8 de julho de 2021) foi uma dramaturga, ensaísta, poetisa, professora universitária na área de teatro e tradutora brasileira.[2] Notável nos cenários literário e teatral do Brasil, foi autora premiada de poesias, peças de teatro, ensaios, ficção, literatura infantojuvenil, teoria do teatro e programas para a televisão. Em parcela considerável de sua produção é possível identificar o questionamento e o combate aos valores sociais que delimitavam o papel da mulher na sociedade.

Renata Pallottini inscreveu seu nome na história do teatro brasileiro como a primeira mulher a frequentar o curso de Dramaturgia na Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo e a primeira que escreveu para teatro na década de 1960, em São Paulo. Com atuação inovadora, trazia uma proposta textual diversa daquilo que vinha sendo realizado em São Paulo no campo teatral, o que culminou em sua identificação como integrante da nova dramaturgia, grupo formado por dramaturgos estreantes na capital paulista que, nas décadas de 1960 e de 1970, promoveram transformações no teatro. Foi da sua autoria a primeira produção teatral brasileira - A Lâmpada (1960) - que abordou o tema da homossexualidade.

Com intensa produção, Renata transitou pelas Artes e Literatura com maestria e criatividade, tendo sua obra marcada por certa performatividade, traço proveniente de sua relação com o teatro. Além disso, ela também ocupou cargos políticos e administrativos na esfera teatral. Pallottini morreu aos 90 anos de idade, em decorrência de um mieloma múltiplo.

Formação[editar | editar código-fonte]

Em 1951 graduou-se em Filosofia pura na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e, em 1953, concluiu o bacharelado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP).[3]

Renata recebeu uma bolsa de estudos do governo espanhol e ingressou na Universidade de Madri para estudar Cultura espanhola, entre os anos de 1959 e 1960. Nesse período, também participou do curso de História da arte e literatura espanhola no Instituto de Cultura Hispánica (ICH).[4]

De volta ao Brasil, entre 1961 e 1962, cursou Dramaturgia e crítica na Escola de Arte Dramática (EAD) da Universidade de São Paulo (USP) tendo dentre seus professores Anatol Rosenfeld, Décio de Almeida Prado, Augusto Boal e Alfredo Mesquita.[5]

Concluiu seu doutorado em 1982 na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), sob orientação de Sábato Magaldi. Sua tese aborda a dramaturgia e também é composta por O País do Sol, peça original que Pallotini redigiu para o teatro e que viria a figurar como a primeira obra de sua trilogia sobre a imigração italiana no Brasil, junto às peças Colônia Cecília e Tarantella. A parte teórica de sua tese resultou no livro Introdução à dramaturgia.[6]

Trajetória[editar | editar código-fonte]

Convidada por Sábato Magaldi para substituí-lo, em 1964 Renata Pallotini passou a atuar como docente na Escola de Arte Dramática (EAD), ministrando disciplina sobre História do teatro brasileiro.[7][8] Em sua trajetória docente, lecionou na EAD e também no Departamento de Artes Cênicas (CAC) da Escola de Comunicações e Artes, contribuindo à formação de várias gerações de atores e pesquisadores na área do teatro. Em 2012, recebeu o título de professora emérita da mesma instituição.[9] Ministrou cursos e palestras em instituições de diversos países como Cuba, Itália, Espanha, Portugal e Peru.[10]

Foi uma autora premiada que escreveu poesia, ensaios, ficção, teoria do teatro, literatura infantojuvenil e programas para a televisão, além de ter realizado diversas traduções. Em muitas de suas produções é possível identificar um posicionamento questionador e combativo face aos valores que demarcavam o papel da mulher na sociedade.[11]

Escreveu para teatro desde o início da década de 1960, sendo suas primeiras obras A Lâmpada (1961), Sarapalha (1962) e O Crime da Cabra (1965), tendo desenvolvido intensa atividade teatral ao longo das décadas de 1970 e 1980. Suas obras foram produzidas por diretores importantes como Silnei Siqueira, Ademar Guerra, José Rubens Siqueira, Marcia Abujamra, Gabriel Vilela, entre outros. Realizou também adaptações e traduções literárias para o teatro, dentre elas O Escorpião de Numância (1968) baseado no Cerco de Numância, de Miguel de Cervantes; traduziu o musical Hair, de James Rado e Gerome Ragni; traduziu e adaptou o romance Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino.[12][1][13] A multiplicidade de temas e paisagens é uma das características de seu trabalho como dramaturga,[13] Luís Alberto de Abreu e Jacó Guinsburg defendem que ela:

Floresceu na grande geração paulista dos anos de 1960 que trouxe renovação à cena contemporânea, inseriu o teatro como vanguarda no amplo movimento político-cultural que caracterizou a época e marcou de maneira decisiva as gerações posteriores.[14]

Para a televisão, Renata Pallottini realizou trabalhos como roteirista de telenovelas e séries. Apesar da intensa atividade no teatro, na TV e como professora, foi na poesia que Renata Pallottini encontrou seu chão mais rico e fecundo.[15] Como escritora publicou seus primeiros textos nos anos 1950, nos jornais estudantis da Faculdade de Direito (USP). Neste período também publicou seu primeiro livro de poemas, Acalanto (1952), impresso na Tipografia Pallottini, de sua família.[16] Seu primeiro romance, Mate é a cor da viuvez, foi publicado em 1975 e, na opinião de Lygia Fagundes Telles, consiste em "um belo e corajoso livro".[17] Uma década depois, publicou seu primeiro livro infantil, Tita, a Poeta.[18]

Renata também exerceu cargos políticos e administrativos. Foi presidente da Comissão Estadual de Teatro da Secretaria de Cultura (CET), sucedendo Cacilda Becker(1969-1970),[19][20] fundadora e primeira presidente da Associação Paulista de Autores Teatrais (APART), além de presidente do Centro Brasileiro de Teatro, filiado ao International Theatre Institute (ITI/UNESCO).[4][21] Pallottini também fez parte de entidades ligadas à classe literária tais como a União Brasileira de Escritores, o Penclube do Brasil e o Clube da Poesia de São Paulo e, a partir de 2013, passou a integrar a Academia Paulista de Letras, ocupando 20ª cadeira.[12][22][10]

Torcedora do Corinthians, Renata dedicou algumas de suas obras ao time do coração, sendo elas: Melodrama, O Dia em que o Corinthians foi Campeão, Onze contra Onze e O Corinthiano.[23][24]

Renata Pallottini morreu em 8 de julho de 2021 no Hospital Santa Catarina, em São Paulo, aos 90 anos, de mieloma múltiplo.[25]

Dramaturgia Feminina[editar | editar código-fonte]

Renata Pallottini é um importante nome na história da dramaturgia feminina brasileira contemporânea, pois foi a primeira mulher a frequentar o curso de Dramaturgia na EAD/USP e a primeira a escrever para teatro em São Paulo na década de 1960. Ela está entre as dramaturgas que se projetam em torno de 1969, fazendo parte do grupo que formou a nova geração de escritoras de teatro juntamente com Hilda Hilst, Leilah Assumpção, Consuelo de Castro, Isabel Câmara.[26] Elza Cunha de Vicenzo, em seu livro Um Teatro da Mulher (1992), afirma que a partir de 1969, no Brasil, as dramaturgas começam a revelar-se em número significativo, compondo um grupo mais extenso de dramaturgos estreantes que veio a ser conhecido como o grupo da nova dramaturgia, que pode ser caracterizado por apresentar um tipo de texto e proposta textual diversos - em variados aspectos - daquilo que vinha sendo feito no teatro em São Paulo.[27]

Sob o ponto de vista estético e ideológico, seus escritos trouxeram renovação à cena contemporânea, A Lâmpada (1960), por exemplo, trata de um tema que seria abordado só mais tarde no teatro brasileiro: homossexualidade, configurando uma peça pioneira.[28]

Censura[editar | editar código-fonte]

Ela vivenciou o período da ditadura no Brasil, sofrendo impactos em sua carreira, montagens e na repercussão de seu trabalho junto ao público.O projeto de montar, em 1964, a peça O Crime da Cabra, pelo Serviço Nacional de Teatro, com direção de Ademar Guerra, excursionando por todo país, foi desfeito por imposições advindas do golpe militar. A peça seria montada no ano seguinte, contudo, desprovida da proposta inicial de itinerância por diferentes estados brasileiros e, mesmo ganhando prêmios importantes, não teve a repercussão de público que poderia ter, caso feita como planejado inicialmente, de modo itinerante.[29]

A obra Enquanto se Vai Morrer, gênero de drama épico tendo como tema a pena de morte e a tortura, escrita em 1972, foi vetada pelo regime militar por "atentar contra a legislação vigente". Permaneceu inédita até 2002, quando foi montada por Zecarlos de Andrade na escadaria da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.[30][31]

Renata diz que:

O dano que a censura fez ao teatro brasileiro é irrecuperável. Uma peça vetada nunca mais é a mesma, nem que seja encenada tempos depois. Sem contar que o dano não é só às peças, mas aos autores também.[32]

Sendo mulher lésbica, que viveu os tempos da ditadura militar, ela não queria se esconder, escrevia nas entrelinhas o que sentia e assim podia expressar sua identidade sexual sem que o conservadorismo a perturbasse.[33]

Obras[editar | editar código-fonte]

Capa do livro Renata Pallottini cumprimenta e pede passagem (Coleção Aplauso Teatro Brasil)

A produção de Renata Pallottini engloba peças de teatro, livros de poemas, romances, obras infantis, estudos em dramaturgia. Além disso, teve algumas de suas obras adaptadas para televisão e livros publicados em outros países. Na Enciclopédia do Itaú Cultural, consta que:

Renata Pallottini contribui com sua produção no teatro, na TV, como escritora, professora e nas áreas administrativa ou política. Todas as linguagens em que se debruça levam a marca inconfundível do poético, o que a caracteriza e diferencia como criadora.[1]

Peças de teatro[editar | editar código-fonte]

No teatro, tem inúmeras peças montadas. Algumas são listadas a seguir, junto ao ano da primeira montagem:

  • 2002: Enquanto se vai morrer - Direção de Zecarlos de Andrade.[34]
  • 1984: Colônia Cecília - Direção de Ademar Guerra.[6]
  • 1982: Melodrama - Direção de Anamaria Dias.[35]
  • 1976: Serenata Cantada aos Companheiros - Direção de Fausto Fuser.[36]
  • 1971: A História do Juiz - Direção de Eloy Araújo.[37]
  • 1969: Os Sete Pecados Capitais: Luxúria, Gula, Preguiça, Inveja, Ira, Soberba, Avareza - Em parceria com Eudinyr Fraga, Moysés Baunstein, Myriam de San Juan, Lúcia Godoy, Aroldo Macedo; todos autores formados no curso de dramaturgia da EAD.[38]
  • 1969: Pedro Pedreiro - Direção de Silnei Siqueira e música de Chico Buarque, foi o primeiro espetáculo da EAD a excursionar ao exterior, participando do Festival de Teatro Universitário de Manizales (Colômbia).[39][4]
  • 1965: O Crime da Cabra - Direção de Carlos Murtinho com produção da Companhia Nydia Licia.[40]
  • 1964: Nu para Vinícius - Em parceria com Lauro César Muniz; foi encenada no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).[41]
  • 1962: O Exercício da Justiça - Direção de Renata Pallottini; encenada na Escola de Arte Dramática - EAD.[42]
  • 1960: A Lâmpada - Direção de Tereza Aguiar.[13]

Traduções e adaptações para o teatro[editar | editar código-fonte]

Trabalhos para a televisão[editar | editar código-fonte]

Poesias[editar | editar código-fonte]

Com mais de 20 livros publicados, Renata dedicou-se a literatura produzindo poesia, prosa e dramaturgia. Dada sua relação com o teatro, escrevia poesia de uma maneira performática. O poeta Carlos Drummond de Andrade disse que a poesia de Renata "é uma das realizações mais vibrantes no campo do lirismo voltado para a vida real e imediata, a vida não pintada de sonho."[64]

Os poemas de Renata Pallottini estão presentes no livro Poesia Gay Brasileira (2017), primeira antologia que reúne poemas de temática LGBT+ produzidos por escritores e escritoras brasileiros.[65]

  • 2016: Poesia não Vende (Hucitec).[66]
  • 2008: Chocolate Amargo (Brasiliense).[67]
  • 2002: Um Calafrio Diário (Perspectiva).[68]
  • 1997: Anja (Quinteto)[24]
  • 1995: Obra Poética (Hucitec).[69]
  • 1988: Praça Maior (Rk Editora)[70]
  • 1985: Esse Vinho Vadio (Massao Ohno)[24]
  • 1985: Ao Inventor das Aves (J. R. Scortecci)[71]
  • 1982: Cerejas, meu Amor (Massao Ohno)[4]
  • 1980: Cantar meu Povo (Massao Ohno)[72]
  • 1978: Noite Afora (Brasiliense)[73]
  • 1977: Chão de Palavras (Círculo do Livro)[24]
  • 1976: Coração Americano (Editora Meta)[74]
  • 1971: Os Arcos da Memória (Editora do Escritor)[75]
  • 1968: Antologia Poética (Editora Leitura)[76]
  • 1965: A Faca e a Pedra (Brasil Editora)[77]
  • 1961: Livro de Sonetos (Massao Ohno)[78]
  • 1958: A Casa e outros Poemas (Clube de Poesia)[79]
  • 1958: Nós, Portugal (ed. da autora)[4]
  • 1956: O Monólogo Vivo (Ed. da autora) [80][81]
  • 1953: O Cais da Serenidade (Ed. Elviro Pocai)[82]
  • 1952: Acalanto (ed. da autora)[13]

Romance[editar | editar código-fonte]

  • 2015: Eu Fui Soldado de Fidel (Hucitec)[83]
  • 2011: Chez Mme. Maigret (Global)[84]
  • 1998: Oficios & Amargura (Scipione)[85]
  • 1991: Nosotros (Brasliense)[86]
  • 1975: Mate é a Cor da Viuvez (Ed. da autora)[87]

Infantojuvenil[editar | editar código-fonte]

  • 2004: As Três Rainhas Magas (Brasiliense)[88]
  • 1998: Sempre é Tempo (Moderna)[24]
  • 1993: Do Tamanho do Mundo (Moderna)[6]
  • 1988: Café com Leite (FTD)[89]
  • 1987: A Menina que Queria Ser Anja (Moderna)[24]
  • 1985: O Mistério do Esqueleto (Moderna)[4]
  • 1984: Tita, a Poeta (Moderna)[4]

Não ficção - estudos teóricos[editar | editar código-fonte]

  • 2006: Teatro Completo (Perspectiva).[13]
  • 1998: Dramaturgia de Televisão (Moderna).[90]
  • 1998: Anthologie de la Poésie Brésilienne (Paris: Editions Chandeigne) - Coordenação.[81]
  • 1997: Cacilda Becker: o Teatro e suas Chamas (Arte & Ciência).[91]
  • 1989: Dramaturgia: a Construção da Personagem (Ática).[92]
  • 1983: Introdução à Dramaturgia. (Brasiliense).[93]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Ao longo de sua carreira, Renata recebeu importantes prêmios, como o Prêmio Juca Pato, 2017,[94] uma honraria da União Brasileira de Escritores pelo conjunto de sua carreira e especificamente por seu livro de poemas, Poesia não vende.[95] Recebeu também o Prêmio Jabuti, na categoria poesia por Obra Poética, em 1996[96] e o Pen Clube de Poesia pela obra Livro de Sonetos, em 1961.[36][97] Em 2016, foi agraciada com o prêmio Colar Guilherme de Almeida, concedido pela Câmara Municipal de São Paulo às pessoas que colaboram com a cultura.[98]

Entre os prêmios recebidos, constam:

  • 1974 – Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), melhor tradução - pela tradução de Lulu.[43]
  • 1968 – Prêmio Anchieta da Comissão Estadual de Teatro (CET) de melhor texto teatral - pela obra O Escorpião de Numância.[100][101]

Referências

  1. a b c ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira (14 de julho de 2021). «Renata Pallottini». Itaú Cultural. Consultado em 25 de agosto de 2021 
  2. «Morre Renata Pallottini, poeta, dramaturga e ensaísta, aos 90 anos - 08/07/2021 - Ilustrada - Folha». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 8 de julho de 2021 
  3. «Biografia - Renata Pallottini». escritas.org. Consultado em 5 de novembro de 2017 
  4. a b c d e f g h PALLOTTINI, Renata (setembro de 1988). «Memorial: Renata Pallottini» (PDF). Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo ECA/USP. Consultado em 23 de agosto de 2021 
  5. Corrêa, Angelo Mendes; Santos, Itamar (13 de novembro de 2017). «Renata Pallottini: as múltiplas ações de uma artista e intelectual». São Paulo Review. Consultado em 24 de setembro de 2021 
  6. a b c d e Guimarães, Rita Ribeiro (2006). Renata Pallottini: cumprimenta e pede passagem. Col: Aplauso Teatro Brasil. São Paulo: Imprensa Oficial. 262 páginas. ISBN 8570604491 
  7. Vasconcelos, Ana Lucia Teixeira (1993). «Dialogos com a educação». repositorio.unicamp.br. Consultado em 15 de dezembro de 2021 
  8. Vasconcelos, Ana Lúcia (5 de dezembro de 2013). «Entrevista com Renata Pallottini». Ana Lúcia Vasconcelos 2. Consultado em 15 de dezembro de 2021 
  9. Gouveia, Maria Eugenia Aparecida Barbosa (13 de dezembro de 2012). «Emoção marca entrega de títulos de professor emérito na ECA». Consultado em 17 de setembro de 2021 
  10. a b Coletivo Leitor (21 de julho de 2021). «Renata Pallottini: uma homenagem póstuma». Coletivo Leitor. Consultado em 15 de dezembro de 2021 
  11. Bezerra, Kátia da Costa (2000). «RENATA PALLOTTINI: UMA POÉTICA EM LUTA CONTRA ESPAÇOS ASFIXIANTES». Revista Letras (0). ISSN 2236-0999. doi:10.5380/rel.v53i0.18861. Consultado em 2 de dezembro de 2021 
  12. a b Prado, Luiz (13 de julho de 2021). «Morte de Renata Pallottini lança luto sobre as artes». Jornal da USP. Consultado em 16 de setembro de 2021 
  13. a b c d e f g PALLOTTINI, Renata (2006). Teatro Completo. São Paulo: Perspectiva. ISBN 9788527307338 
  14. Pallottini, Renata (2006). Teatro Completo. São Paulo: Perspectiva. p. contracapa. ISBN 9788527307338 
  15. «Curso de Teatro na Academia Paulista de Letras». Academia Paulista de Letras - APL. 7 de agosto de 2017. Consultado em 25 de setembro de 2021 
  16. «Renata Pallottini | Persona em Foco». You Tube - Programa Persona. 2 de ago. de 2016. Consultado em 25 de setembro de 2021 
  17. Medina, Cremilda (7 de outubro de 1984). «Canto Plural. Da constelação poética». O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. p. 40. Consultado em 16 de setembro de 2021 
  18. «Poeta se firmou e se destacou na dramaturgia». O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. 9 de julho de 2021. p. 28. Consultado em 9 de novembro de 2021 
  19. «CET apoiará o teatro paulista». O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. 9 de abril de 1969. p. 8. Consultado em 27 de setembro de 2021 
  20. Vincenzo, Elza Cunha de (1992). um Teatro da mulher. São Paulo: Perspectiva. p. 31. ISBN 8527300532 
  21. «Renata Pallottini - fls. 01 - Saciedade dos Poetas Vivos Digital - vol. 8». Blocos online. Consultado em 1 de dezembro de 2021 
  22. «Renata Pallottini - cadeira 20». Academia Paulista de Letras - APL. Consultado em 17 de setembro de 2021 
  23. «A poesia apaixonada pelo Corinthians de Renata Pallottini». Jornal Tornado. 19 de setembro de 2021. Consultado em 16 de novembro de 2021 
  24. a b c d e f Vasconcelos, Ana Lúcia (28 de setembro de 2012). «Renata Pallottini: Consciência do trabalho urgente e humilde». Musa Rara. Consultado em 15 de dezembro de 2021 
  25. «Renata Pallottini, poeta e dramaturga, morre aos 90 anos». Terra. Consultado em 9 de julho de 2021 
  26. Vicenzo, Elza Cunha de (1992). Um teatro da mulher. São Paulo: Perspectiva. 296 páginas. ISBN 8527300532 
  27. Vicenzo, Elza Cunha de (1992). Um teatro da mulher. São Paulo: Perspectiva. pp. XIX. ISBN 8527300532 
  28. Vicenzo, Elza Cunha de (1992). Um teatro da Mulher. São Paulo: Perspectiva. 28 páginas. ISBN 8527300532 
  29. Guimarães, Rita Ribeiro (2006). Renata Pallottini: cumprimenta e pede passagem. São Paulo: Imprensa Oficial. p. 43-44. ISBN 8570604491 
  30. Guimarães, Rita Ribeiro (2006). Renata Pallottini: cumprimenta e pede passagem. São Paulo: Imprensa Oficial. pp. 44–45. ISBN 8570604491 
  31. «Peça censurada estréia 30 anos depois - Cultura». Estadão. 10 de julho de 2022. Consultado em 16 de novembro de 2021 
  32. Pallottini, Renata. «Censura - o dano irrecuperável ao teatro brasileiro». Media & Jornalismo (12): 25-26. ISSN 1645-5681. Consultado em 16 de novembro de 2021 
  33. Matias, Marcelle (24 de junho de 2019). «Renata Pallottini: poesia, sensibilidade e luta». medium. Consultado em 17 de novembro de 2021 
  34. «O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão». Acervo. 12 de julho de 2002. p. 97. Consultado em 8 de novembro de 2021 
  35. Pallottini, Renata (2006). Teatro Completo. São Paulo: Perspectiva. p. 370. ISBN 9788527307338 
  36. a b c Vasconcellos, Ana Lúcia (26 de agosto de 1979). «Entre o teatro e a poesia». O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. Consultado em 17 de setembro de 2021 
  37. ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. «A História do Juiz». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 8 de novembro de 2021 
  38. «Hoje a estréia de quatro espetáculos». O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. 7 de janeiro de 1969. p. 8. Consultado em 27 de setembro de 2021 
  39. «Silnei em Lima». O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. 26 de outubro de 1969. Consultado em 28 de setembro de 2021 
  40. «Dia 3 a estréia de "O crime da cabra" no TBV». O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. 30 de novembro de 1965. p. 14. Consultado em 27 de setembro de 2021 
  41. «"Nu para Vinicius" hoje para a crítica». O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. 9 de setembro de 1964. p. 7. Consultado em 27 de setembro de 2021 
  42. Pallottini, Renata (2006). Teatro Completo. São Paulo: Perspectiva. p. 50. ISBN 9788527307338 
  43. a b PALLOTTINI, Renata (2006). Teatro Completo. São Paulo: Perspectiva. p. 15. ISBN 9788527307338 
  44. ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. «Caminho que Fazem o Darro e o Genil Até o Mar». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 8 de novembro de 2021 
  45. a b c d Mate, Alexandre Luiz (2008). «A produção teatral paulistana dos anos 1980 - r(ab)iscando com faca o chão da história: tempo de contar os (pré)juízos em percursos de andança - fichas técnicas apresentadas na cidade de São Paulo na década de 1980 (anexo à tese)» (PDF). Teses USP. p. 52. Consultado em 8 de novembro de 2021 
  46. Mate, Alexandre Luiz (2008). ««A produção teatral paulistana dos anos 1980 - r(ab)iscando com faca o chão da história: tempo de contar os (pré)juízos em percursos de andança - fichas técnicas apresentadas na cidade de São Paulo na década de 1980 (anexo à tese)»» (PDF). Teses USP. 221 páginas. Consultado em 8 de novembro de 2021 
  47. «Teatros». Acervo. O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. 26 de outubro de 1978. Consultado em 8 de novembro de 2021 
  48. ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. «Lulu». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 8 de novembro de 2021 
  49. ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. «Godspell». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 5 de novembro de 2021 
  50. «O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão». Acervo. Estado de S. Paulo. 23 de novembro de 1973. p. 43. Consultado em 5 de novembro de 2021 
  51. a b «Despedidas - João Guimarães: veredas». O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. 28 de outubro de 1969. Consultado em 27 de setembro de 2021 
  52. ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. «João Guimarães: Veredas». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 8 de novembro de 2021 
  53. ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. «O Escorpião de Numância». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 8 de novembro de 2021 
  54. BERRETTINI, Celia (31 de outubro de 1970). «O assunto é: "Numância"». O Estado de S. Paulo. O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. p. 48. Consultado em 8 de novembro de 2021 
  55. «Divulgação da Peça Tom Paine». Acervo Digital - Folha de S.Paulo. 6 de setembro de 1970. p. 55. Consultado em 28 de setembro de 2021 
  56. «Estréia a nova minissérie da TV Cultura». Virgula. 31 de julho de 2009. Consultado em 28 de setembro de 2021 
  57. a b c Pallottini, Renata (1 de maio de 2004). «Renata Pallottini: depoimento». Revista USP (61): 86–93. ISSN 2316-9036. doi:10.11606/issn.2316-9036.v0i61p86-93. Consultado em 10 de novembro de 2021 
  58. Xavier, Nilson. «Nem Rebeldes, Nem Fiéis». Teledramaturgia. Consultado em 25 de setembro de 2021 
  59. Xavier, Nilson. «Os Imigrantes». Teledramaturgia. Consultado em 24 de setembro de 2021 
  60. «"Carga Pesada" surgiu para frear os enlatados». Folha Online - Ilustrada. 26 de janeiro de 2003. Consultado em 28 de setembro de 2021 
  61. Costa, Fabio (2019). «O Julgamento: há 42 anos, Tupi exibia novela baseada em Dostoiévski». Observatório da TV. Consultado em 9 de novembro de 2021 
  62. Malcher, Maria Ataide. «Teledramaturgia: agente estratégico na construção da tv aberta brasileira» (PDF). Consultado em 15 de dezembro de 2021 
  63. «Provocações - Renata Pallottini». TV Cultura. Consultado em 17 de setembro de 2021 
  64. Abreu, Ieda Estergilda de (abril–maio de 2012). «Renata Pallottini: Eu só quero fazer». issuu (em por). Continuum 36 - Itau Cultural. Consultado em 16 de novembro de 2021 
  65. «Poesia Gay Brasileira | Antologia». Consultado em 16 de novembro de 2021 
  66. «Poesia não Vende | Renata Pallottini – Hucitec Editora». lojahucitec.com.br. Consultado em 9 de novembro de 2021 
  67. «CHOCOLATE AMARGO - RENATA PALLOTTINI». Editora Brasiliense. Consultado em 17 de novembro de 2021 
  68. «UM CALAFRIO DIÁRIO - Pallottini, Renata». Editora Perspectiva. Consultado em 17 de setembro de 2021 
  69. «Obra Poética - Renata Pallottini». Hucitec Editora - Catálogos. Consultado em 17 de novembro de 2021 
  70. «Praça Maior - Renata Pallottini». Estante Virtual. 25 de janeiro de 2016. Consultado em 17 de novembro de 2021 
  71. Pallottini, Renata (1985). Ao inventor das aves. São Paulo: Scortecci 
  72. Pallottini, Renata (1980). Cantar meu povo. São Paulo: Massao Ohno. 45 páginas 
  73. Pallottini, Renata (1978). Noite afora. São Paulo: Brasiliense. 84 páginas 
  74. Pallottini, Renata (1976). Coração americano. São Paulo: Meta. p. [16] 
  75. Pallottini, Renata (1971). Os arcos da memória. São Paulo: Ed. do Escritor. 84 páginas 
  76. Pallottini, Renata. Antologia poética. Rio de Janeiro: Ed. Leitura 
  77. Pallottini, Renata (1965). A faca e a pedra. São Paulo: Brasil Editora 
  78. Pallottini, Renata (1964). Livro de sonetos. São Paulo: M. Ohno 
  79. Pallottini, Renata (1958). A casa e outros poemas. São Paulo: Clube de poesia. 88 páginas 
  80. «O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão». Acervo. Consultado em 27 de setembro de 2021 
  81. a b «ABC poemas adolescentes». Terra - Arte e Cultura. Consultado em 27 de setembro de 2021 
  82. Pallottini, Renata (1953). O cais da serenidade. São Paulo: Elvino Rocai. 70 páginas 
  83. «Revista Brasileira» (PDF). Academia Brasileira de Letras. 2016. p. 209. Consultado em 28 de setembro de 2021 
  84. «Chez Mme Maigret - Livro». Grupo Editorial Global. Consultado em 17 de setembro de 2021 
  85. Pallottini, Renata (30 de agosto de 2007). «Que sabemos nós de nós mesmos?». Comunicação & Educação (2): 91–96. ISSN 2316-9125. doi:10.11606/issn.2316-9125.v12i2p91-96. Consultado em 10 de novembro de 2021 
  86. «Editora Brasiliense - Catálogo - Nosotros (renata Pallottini)». Editora Brasiliense. Consultado em 9 de novembro de 2021 
  87. Pallottini, Renata (1975). Mate é a cor da viuvez. São Paulo: Ed. do Escritor. 109 páginas 
  88. Pallottini, Renata (2004). As três rainhas magas. São Paulo: Brasiliense. 24 páginas 
  89. «Cafe Com Leite - Renata Pallottini». Amazon. Consultado em 16 de novembro de 2021 
  90. Pallottini, Renata (1998). Dramaturgia de Televisão. São Paulo: Moderna. 207 páginas. ISBN 9788516021764 
  91. «Cacilda Becker: o Teatro e suas Chamas». BCTB - Bibliografia crítica do teatro brasileiro. Consultado em 28 de setembro de 2021 
  92. «Dramaturgia: A Construção da Personagem | Revista de Cinema». Revista de Cinema. 12 de abril de 2013. Consultado em 15 de dezembro de 2021 
  93. COELHO, SERGIO SALVIA (9 de abril de 2005). «"O que É Dramaturgia" oferece segura introdução ao gênero». Folha de S.Paulo - Ilustrada. Consultado em 28 de setembro de 2021 
  94. «Metrópolis | 26/10/2017». Cultural UOL. 27 de outubro de 2017. Consultado em 15 de dezembro de 2021 
  95. Smirne, Diego C. (20 de outubro de 2017). «Renata Pallottini recebe Troféu Juca Pato de 2017». Jornal da USP. Consultado em 26 de outubro de 2021 
  96. «PREMIADOS 1996 - POESIA». Prêmio Jabuti. Consultado em 17 de setembro de 2021 
  97. «"Crime da cabra" ira à cena no Teatro Bela Vista». O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. 19 de novembro de 1965. p. 12. Consultado em 27 de setembro de 2021 
  98. «Câmara realiza premiação de pessoas que colaboraram com a cultura». Câmara Municipal de São Paulo. 6 de dezembro de 2016. Consultado em 17 de setembro de 2021 
  99. Xavier, Nilson. «APCA - Vencedores em dramaturgia». Teledramaturgia. Consultado em 9 de novembro de 2021 
  100. «Festival de teatro reuniná amadores». O Estado de S. Paulo. O Estado de S. Paulo: 14 p. 30 de outubro de 1970. Consultado em 16 de setembro de 2021 
  101. «Pallottini vence prêmio Anchieta». O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. 14 de novembro de 1968. p. 12. Consultado em 27 de setembro de 2021 
  102. «Renata Pallottini». O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão. 4 de dezembro de 1966. p. 19. Consultado em 27 de setembro de 2021 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Imagens e media no Commons
Wikidata Base de dados no Wikidata