Renata Ventura

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Renata Ventura
Nascimento 22 de março de 1985 (34 anos)
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Nacionalidade Brasileira
Alma mater Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Ocupação Jornalista e escritora
Gênero literário Fantasia
Magnum opus A Arma Escarlate
Religião Espiritismo

Renata Pacheco Ventura (Rio de Janeiro, 22 de março de 1985)[1] é uma jornalista e escritora brasileira de ficção, conhecida pelos livros de fantasia A Arma Escarlate e A Comissão Chapeleira, da série A Arma Escarlate, em que utiliza a fantasia para falar da realidade brasileira, abordando temas sérios como desigualdade social, preconceito, abandono, drogas e corrupção.

Por ter uma vontade muito aguda de melhorar o país, Renata busca sempre analisar o Brasil em seus escritos, misturando realidade e fantasia para incentivar seus leitores a pensarem o Brasil e tentarem melhorá-lo. Alguns autores influenciaram sua obra, como Monteiro Lobato, Pedro Bandeira, Anne Rice, J. K. Rowling e J. R. R. Tolkien.

Por abordar temas sérios da realidade brasileira e da natureza humana em um ambiente fantástico, seus livros vêm chamando atenção de jovens e adultos, que procuram os livros tanto por seu alto fator de entretenimento quanto por seu conteúdo filosófico, histórico, sociológico e político. Algumas escolas já adotaram os livros como para-didáticos, para incitar debates em sala de aula.

Em setembro de 2012, Renata criou o projeto "Potter em Orfanatos", objetivando incentivar o gosto pela leitura através de leituras encenadas do livro Harry Potter e a Pedra Filosofal para crianças em casas de acolhimento por todo o Brasil. Hoje, o projeto tem células na maioria dos estados brasileiros e é levado à frente por milhares de jovens engajados, que fazem o trabalho de visitar as casas de acolhimento em suas cidades e ler para os jovens, muitas vezes vestindo as roupas dos personagens, para tornar a leitura o mais divertida possível.

Seu objetivo como escritora é contar histórias que divirtam e, ao mesmo tempo, façam o leitor refletir sobre si mesmos e sobre o mundo à sua volta.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formação[editar | editar código-fonte]

Renata Ventura fez o Ensino Fundamental em Botafogo, no Centro Educacional da Lagoa (CEL) e no Colégio Andrews, colégio famoso por formar um grande número de artistas, entre atores, escritores e músicos. Em 1999, se mudou para os Estados Unidos com a família, morando por quatro anos em Houston, Texas, onde fez o Ensino Médio na Stratford High School e parte de sua graduação em jornalismo pela University of Houston, se mudando novamente para o Rio de Janeiro, onde terminou seus estudos pela PUC-Rio, formando-se em Jornalismo no segundo semestre de 2006.

Ainda nos Estados Unidos, aprendeu Esperanto e fez parte da National Honor Society, onde fazia trabalhos voluntários. Foi lá, também, que Renata Ventura tornou-se fã inveterada de Harry Potter.

Esperanto[editar | editar código-fonte]

No segundo semestre de 2003, Renata aprendeu a falar a língua neutra internacional Esperanto em quatro meses, enquanto morava nos Estados Unidos. Segundo a autora, o conhecimento do Esperanto lhe abriu diversas portas e incentivou nela uma curiosidade por outras culturas e por outros países que ela, antes, não tinha. Em poucos meses, fez amigos pelo mundo inteiro e começou a participar de Congressos Nacionais onde a única língua falada é o Esperanto. Também foi através do Esperanto que Renata teve a oportunidade de conhecer por dentro a sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Em 2006, produziu o documentário '"Bionika'", usando imagens gravadas por ela própria durante congressos de Esperanto para responder, de modo divertido, a um comentário do escritor Carlos Heitor Cony, que, em um programa de rádio, criticara a língua, chamando-a de "uma língua biônica". Ao final da produção, Renata conseguiu uma declaração muito simpática do escritor, que confessou ter ficado impressionado com a quantidade de emails recebidos após ter feito aquele comentário na rádio: "Nunca uma crônica minha criou tanto problema quanto essa. Tantas cartas, de pessoas do mundo todo, dizendo que faziam parte de associações, de faculdades... gente que fala Esperanto diariamente, em suas casas, em seus trabalhos... Eu ignorava isso, sinceramente. Não sabia que o Esperanto tivesse esse grau de comunicação tão grande e universal. E não era só no Brasil, era em todo o mundo!"

Cinema Documentário[editar | editar código-fonte]

Renata trabalhou por 3 anos com cinema documentário, fazendo pesquisa de imagens históricas e colaborando como roteirista em filmes como Utopia e Barbárie e Memória e História do Movimento Estudantil, ambos do renomado documentarista brasileiro Silvio Tendler, cineasta que ficou famoso pelos filmes Jango e Os Anos JK.

Personagens Virtuais[editar | editar código-fonte]

Enquanto trabalhava em cinema documentário, Renata implementou uma forma de interação virtual com seus leitores, em que poderiam conversar virtualmente com alguns dos personagens de seu livro A Arma Escarlate através de redes sociais como Facebook; fazendo-lhes perguntas, batendo um papo descompromissado ou até mesmo tentando descobrir segredos da trama. Entre os personagens que já criaram perfis estão: Viny Y-Piranga, Caimana Ipanema, Ítalo Twice Xavier, Hugo Escarlate, Emiliano Barbacena dos Reis e Areta Akilah.

Série A Arma Escarlate[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2011, Renata lançou o romance de fantasia "A Arma Escarlate", no qual passou 5 anos trabalhando.[2] O livro conta a história de Hugo Escarlate, um menino carioca, morador da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, que, durante um tiroteio em 1997, descobre ser bruxo. Fugindo de traficantes que o ameaçavam, Hugo passa a aprender magia para tentar derrotar os bandidos que ameaçam sua família. A autora declarou que pretende escrever um total de 6 livros para a série, com 5 narrando a jornada de Hugo e um sexto livro narrando a história do vilão principal da série, que aparece a partir do segundo livro A Comissão Chapeleira.[3] Em 2013, A Arma Escarlate ganhou o prêmio Codex de Ouro da Literatura Brasileira na categoria Vox Populi, chegando em sua quinta reimpressão já no início de 2015.

Na 23ª Bienal do Livro de São Paulo, ocorrida entre 22 e 31 de Agosto de 2014, Renata lançou seu segundo livro, "A Comissão Chapeleira". Continuação de A Arma Escarlate, ele foi eleito um dos livros mais esperados de 2014 em votação pela Internet e alcançou sua segunda reimpressão em poucos meses. Sinopse: "Atormentado pelos crimes que cometeu em seu primeiro ano como bruxo, tudo que Hugo mais queria naquele início de 1998 era paz de espírito, para que pudesse ao menos tentar ser uma pessoa melhor. Porém, sua paz é interrompida quando uma comissão truculenta do governo invade o Rio de Janeiro, ameaçando uniformizar todo o comportamento, calar toda a dissensão, e Hugo não é o único com segredos a esconder.

Para combater um inimigo inteligente e sedutor como o temido Alto Comissário, no entanto, será necessário muito mais do que apenas magia. Será preciso caráter. Mas o medo paralisa, o poder fascina, e entre lutar por seus amigos ou lutar por si próprio, Hugo terá de enfrentar uma batalha muito maior do que imaginava. Uma batalha com sua própria consciência." [4]

Os dois livros vêm fazendo sucesso entre jovens e adultos, que procuram sempre ajudar na campanha de divulgação boca-a-boca, já que a literatura brasileira raramente conta com propagandas milionárias de divulgação, reservadas sempre a livros estrangeiros.

Segundo a autora, o terceiro livro da série se chamará O Dono do Tempo. Ainda não foi revelada a sinopse, porém, em uma entrevista recente com a autora, foi confirmado que sairá em meados de 2016. Sem data oficial, ainda.

Projeto Potter em Orfanatos[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2012, Renata deu início ao Projeto Potter em Orfanatos, que consiste em organizar e realizar leituras e encenações de livros da Série Harry Potter em casas de acolhimento e doar os livros para as crianças. O projeto é colaborativo, organizado principalmente através do Facebook e já conta com 5 mil jovens participantes, abrangendo quase todos os estados brasileiros.[5]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Entrevistamos a autora brasileira Renata Ventura (A Arma Escarlate!)». Jovem leitor. 10 de novembro de 2013. Consultado em 10 de junho de 2014. Arquivado do original em 14 de julho de 2014 
  2. Rosa, C. (2012). Blog Criando Testrálios <http://www.blogcriandotestralios.com/?p=15527[ligação inativa]>. Acessado em 11 de dezembro de 2012.
  3. (2012). Blog 3 Canecas <http://www.3canecas.com/livros/entrevistamos-renata-ventura-autora-do-livro-a-arma-escarlate/ Arquivado em 28 de dezembro de 2013, no Wayback Machine.>. Acessado em 11 de dezembro de 2012.
  4. (2014) Skoob. <http://www.skoob.com.br/livro/310512-a-comissao-chapeleira/> Acessado em 4 de Setembro de 2014.
  5. Moreira, A. (2012). Site Incantatem <http://incantatem.com.br/2012/10/projeto-potter-em-orfanatos-participe/[ligação inativa]>. Acessado em 11 de dezembro de 2012.
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