República de Curitiba

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Departamento de Polícia Federal em Curitiba, onde grande parte das investigações da Lava Jato ocorrem.

República de Curitiba é um termo coloquial e pejorativo usado para se referir à cidade de Curitiba, capital do estado do Paraná, onde se investiga e julga em Primeira instância os crimes apurados pela Operação Lava Jato, na vara do juiz federal Sérgio Moro. O termo foi cunhado pelo ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) em um telefonema grampeado pela Polícia Federal com autorização da justiça (e posteriormente divulgado por Sérgio Moro) onde ele conversava com a então presidente Dilma Rousseff sobre a situação política do país:[1][2]

Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, nós temos um Tribunal Superior de Justiça totalmente acovardado, um Parlamento totalmente acovardado - somente que nos últimos tempos o PCdoB e o PT começaram a acordar, e começar a brigar - sabe? Nós temos um presidente da Câmara f[...], um presidente do Senado f[...], não sei quantos parlamentares ameaçados, sabe? E fica todo mundo no compasso de que vai acontecer um milagre e vai todo mundo se salvar. Eu sinceramente estou assustado é com a "República de Curitiba", porque a partir de um juiz de primeira instância tudo pode acontecer.
Lula, em telefonema grampeado pela justiça

Lula usou esse termo numa referência ao que ficou conhecido como “República do Galeão”. Foi um episódio da história brasileira envolvendo uma perseguição jurídica que levou ao isolamento do então presidente Getúlio Vargas em 1954.[2] Porém, o termo se popularizou entre seus opositores, mas foi usado com um sentido diferente, como sendo algo a se orgulhar, criando uma onde de orgulho regional no Paraná, mas também sendo utilizado em todos os cantos do Brasil nos protestos contra o governo Dilma Rousseff e a favor da Lava Jato.[3][4][5][6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências