República de Curitiba

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Departamento de Polícia Federal em Curitiba, onde grande parte das investigações da Lava Jato ocorrem.

República de Curitiba é uma expressão que se refere a Curitiba, capital do Paraná, onde se investigam e julgam em Primeira instância os crimes apurados pela Operação Lava Jato, na vara do juiz federal Sérgio Moro. O ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva cunhou o termo em um telefonema grampeado pela Polícia Federal com autorização da justiça (e posteriormente divulgado por Sérgio Moro) onde conversava com a então presidente Dilma Rousseff sobre a situação política do país:[1][2]

…temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, nós temos um Tribunal Superior de Justiça totalmente acovardado, um Parlamento totalmente acovardado – somente que nos últimos tempos o PCdoB e o PT começaram a acordar, e começar a brigar – sabe? Nós temos um presidente da Câmara f[…], um presidente do Senado f[…], não sei quantos parlamentares ameaçados, sabe? E fica todo mundo no compasso de que vai acontecer um milagre e vai todo mundo se salvar. Eu sinceramente estou assustado é com a "República de Curitiba", porque a partir de um juiz de primeira instância tudo pode acontecer.
Lula, em telefonema grampeado pela justiça.

Lula usou o termo pejorativamente, mas popularizou-se entre seus opositores com sentido diferente, algo a se orgulhar, criando uma onda de orgulho regional no Paraná, mas também utilizado em todo o Brasil nos protestos contra o governo Dilma Rousseff e a favor da Lava Jato.[3][4][5][6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências