Requiem for a Dream

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Requiem for a Dream
A Vida Não É um Sonho (PT)
Réquiem para um Sonho (BR)
Pôster de divulgação
 Estados Unidos
2000 •  Cor •  102 min 
Direção Darren Aronofsky
Produção Eric Watson
Palmer West
Produção executiva Nick Wechsler
Beau Flynn
Stefan Simchowitz
Roteiro Darren Aronofsky
Hubert Selby Jr.
Baseado em Requiem for a Dream de Hubert Selby Jr.
Elenco Ellen Burstyn
Jared Leto
Jennifer Connelly
Marlon Wayans
Gênero Drama psicológico
Música Clint Mansell
Direção de arte Judy Rhee
Direção de fotografia Matthew Libatique
Edição Jay Rabinowitz
Companhia(s) produtora(s) Thousand Words
Protozoa Pictures
Distribuição Artisan Entertainment
Lançamento França 14 de maio de 2000 (Cannes)
Canadá 13 de Setembro de 2000 (Toronto)
Estados Unidos 27 de outubro de 2000
Brasil 2 de Novembro de 2001
Idioma Inglês
Orçamento US$ 4 500 000
Receita US$ 7 390 108[1]
Página no IMDb (em inglês)

Requiem for a Dream (Réquiem para um Sonho (título no Brasil) ou A Vida Não É um Sonho (título em Portugal)) é um filme norte-americano do gênero drama psicológico lançado em 2000 dirigido por Darren Aronofsky. O filme é baseado na história original de mesmo nome de Hubert Selby Jr., publicada em 1978, com quem Aronofsky escreveu o roteiro. É estrelado por Ellen Burstyn, Jared Leto, Jennifer Connelly e Marlon Wayans. O filme se estrutura a partir do entrelaçamento de quatro narrativas – Sara Goldfarb, seu filho Harry, Marion Silver, namorada de Harry, e Tyrone Love, amigo de Harry – cujo fio temático condutor consiste na perseguição por sonhos de vidas melhores e na problemática do envolvimento subjetivo dos personagens com substâncias psicoativas, constituindo relações de uso, abuso e as quatro diferentes formas de dependência de drogas. Sua estruturação também envolve a temática das quatro estações, das quais se estende por três: verão, outono e inverno, demarcando transições de tom da narrativa, que acabará por se encaminhar, de um ponto onde a esperança e otimismo se encontram presentes, a seu desfecho trágico icônico.

Darren Aronofsky começou a conceber o filme durante o ano de 1999. A produção ficou por conta da Thousand Words juntamente com a Protozoa Pictures, e foi distribuído pela Artisan Entertainment. O orçamento da obra ficou cerca de 4.5 milhões de dólares. O desenvolvimento ocorreu durante o período de um ano, a trama foi filmada em Coney Island, Brooklyn e Red Hook, em Nova Iorque. A trilha sonora do filme foi composta por Clint Mansell com o quarteto de cordas do Kronos Quartet, e a harmonia pelo compositor premiado com o Pulitzer, David Lang. A trilha sonora tem sido amplamente elogiada e tem sido posteriormente utilizada em vários trailers em outros filmes, incluindo O Código Da Vinci, Sunshine, Lost, The Giver, Eu Sou a Lenda, Babylon A.D. e Zathura. Uma versão da trilha foi re-orquestrada para o trailer do filme O Senhor dos Anéis: As Duas Torres.

Lançado no Festival de Cinema de Cannes em 14 de maio de 2000, seguido pelo seu lançamento nacional em 27 de outubro, Requiem for a Dream recebeu críticas positivas dos críticos cinematográficos.[2] Comercialmente, arrecadou mais de 3.6 milhões de dólares nos Estados Unidos e Canadá, e um total de 7.4 nas bilheterias ao redor do mundo. Amplamente aclamado por sua "descrição realista sobre o que o vício das drogas pode trazer", é reconhecido atualmente como um clássico cult e um dos mais influentes do século XXI, notabilizando-se por ter entrado na lista de diversas publicações de "os melhores do ano" ou "da década". Entrou na lista dos 400 melhores filmes estadunidenses segundo o Instituto Americano do Cinema em 2007 e também o elegeu um dos dez melhores filmes americanos do ano.[3][4] Recebeu 32 prêmios e 62 indicações ao todo, Burstyn foi nomeada para vários prêmios de "Melhor Atriz" por seu desempenho, incluindo o Oscar, Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático e o Screen Actors Guild. Aronofsky recebeu elogios por sua direção elegante, e foi nomeado para um Independent Spirit Awards de Melhor Diretor e ganhou o National Board of Review por "Reconhecimento Especial pela Excelência em Cinema".[5]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

O enredo transcorre da seguinte forma: é dividido em três subseções, referindo-se as três estações, que por sua vez estão relacionadas com o aumento, respectivamente, o declínio e queda dos protagonistas. A falta, propositadamente, da primavera, a época de renascimento e um símbolo da vitória da vida sobre a morte, é para se enfatizar a inevitabilidade do destino dos personagens. A divisão original é: Summer, Fall e Winter.

Verão[editar | editar código-fonte]

Na primeira parte, Summer (Verão), a história começa com Sara Goldfarb (Ellen Burstyn), uma senhora viúva que vive sozinha em seu apartamento em Brighton Beach, passa o tempo assistindo infomerciais na TV. Após um telefonema onde é convidada a participar de um show televisivo, passa a buscar a recuperação de sua aparência antiga, com o objetivo de parecer jovem e bela na televisão. Ela tinge os cabelos e começa a fazer dieta para emagrecer e caber no vestido que usou na formatura do filho. Encontrando dificuldades em perder peso por conta própria, ela irá recorrer a um "médico", que lhe receita pílulas – anfetaminas – para controlar o apetite. As pílulas alteram seu comportamento, mas ela passionalmente insiste que a chance de aparecer na TV lhe deu uma razão para viver, e que o fato fez com que ela passasse a ser admirada pelas vizinhas de prédio. Até o outono, entretanto, seu convite não chega, e ela começa a aumentar a dosagem, o que lhe provoca alucinações onde ela é a principal estrela do programa de TV.

Seu filho Harry (Jared Leto) é um irresponsável viciado em heroína. Junto com seu amigo Tyrone (Marlon Wayans) e sua namorada Marion (Jennifer Connelly), todos viciados, ele se envolve com o narcotráfico em uma tentativa para realizar seus sonhos. Com o dinheiro que ganham durante o verão, Harry e Marion sonham em abrir uma loja de roupas para os desenhos de Marion, enquanto o sonho de Tyrone é escapar das ruas e deixar sua mãe orgulhosa. Mas no final verão, começam a aparecer os primeiros indícios de que as coisas não terminarão bem: as anfetaminas começam a alterar a personalidade de Sarah.

Outono[editar | editar código-fonte]

Na segunda parte, Fall (jogo de palavras cujo significado é outono e também significa queda), Tyrone se vê no meio do assassinato entre gangues de traficantes negros e a máfia italiana de Nova Iorque e acaba preso mesmo sendo inocente. A queda dos quatro personagens começa com a prisão de Tyrone. Harry usa a maior parte do dinheiro que haviam juntado para pagar a fiança e tirá-lo da cadeia. Mas agora, a retomada dos negócios será difícil, uma vez que a guerra entre os italianos e os negros levou ao desaparecimento das drogas nas ruas de Nova Iorque, levando Harry, Marion e Tyrone a um estado de privação.

Sarah, ingerindo cada vez mais pílulas, passa a sofrer alucinações progressivamente mais assombrosas. Agora, personagens do show da televisão e objetos inanimados ganham vida à sua volta, trazendo horror e prenunciando sua perda de sanidade mental. Já Marion começa a sentir os efeitos da ausência de drogas em seu organismo viciado. O relacionamento do casal torna-se frágil quando as personalidades começam a se alterar devido às crises de abstinência. Enquanto Harry e Marion se atacam, Sarah já vive uma realidade distorcida.

Surgem boatos de que um carregamento de drogas vindo da Flórida está para chegar à Nova Iorque. Mas, seguindo a lei da oferta e da procura, as drogas serão vendidas pelo dobro do preço. O desespero toma conta do casal e Harry, antes ciumento, encoraja Marion a se prostituir a seu terapeuta para conseguir o dinheiro necessário à compra de um novo estoque de drogas.

Inverno[editar | editar código-fonte]

Na terceira parte, Winter (inverno), o ato final do filme, mostra a destruição total dos sonhos dos quatro personagens. A frieza da estação "mais sem vida do ano" se equipara perfeitamente à narrativa dos quatro trágicos desfechos. A sanidade de Sara se vai e ela quer ir à emissora de TV questionar a ausência de contato da produção do programa. Absolutamente perturbada, acaba internada em um hospital psiquiátrico contra sua vontade, e lá passa por tratamento de eletroconvulsoterapia. Harry e Tyrone viajam para a Flórida, acreditando poderem recomeçar lá, mas a condição do braço de Harry fica cada vez pior e começa a desenvolver gangrena em decorrência de sucessivas injeções feitas de forma imprópria. Ambos são forçados a irem ao hospital, onde são presos após o médico se espantar com o estado de seu braço e reconhecer a situação como típica de um viciado. Em Nova Iorque, Marion não resiste às crises de abstinência e vende seu corpo ao traficante Big Tim, em troca de drogas. Harry tem um sonho recorrente onde Marion o aguarda em um pier, mas acorda e vê que ela se foi e ele perdeu seu braço.

As cenas finais, se dá no momento em que se mostram os quatro trágicos destinos: Sarah, agora louca, encontra-se internada em um hospício; Harry tem seu braço amputado em um hospital; Marion se vende para sustentar seu vício em um show pornográfico realizado por Big Tim; e Tyrone, preso em uma penitenciária a centenas de quilômetros de casa, além de sofrer maus tratos por parte dos guardas racistas e hostis, amarga sozinho os efeitos da crise de abstinência. Perdidos e na miséria, cada um dos personagens curvam-se em posição fetal. No sonho de Sara, ela ganha o grande prêmio do programa de TV e encontra Harry lá, o qual aparece como um bem-sucedido homem de negócios, casado com Marion. Mãe e filho se abraçam e dizem o quanto amam um ao outro enquanto são aplaudidos pela platéia imaginária e ofuscados pelas luzes do palco.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

150
Ellen Burstyn (intérprete de Sara Goldfarb)
100
Jared Leto (intérprete de Harry Goldfarb)
Jennifer Connelly (intérprete de Marion Silver)
Marlon Wayans (intérprete de Tyrone C. Love)

Na ordem dos créditos:[6]

  • Ellen Burstyn — Sara Goldfarb, uma viúva solitária que é revitalizada pela perspectiva de aparecer na televisão em seu programa favorito.
  • Jared Leto — Harry Goldfarb, filho de Sara, que tem sonho de se tornar um homem bem sucedido.
  • Jennifer Connelly — Marion Silver, namorada de Harry, que deseja abrir sua própria loja de roupas.
  • Marlon Wayans — Tyrone C. Love, amigo de Harry que, assim como Harry e Marion, deseja ficar bem de vida.
  • Mark Margolis — Mr. Rabinowitz
  • Keith David — Big Tim
  • Christopher McDonald — Tappy Tibbons
  • Louise Lasser — Ada
  • Marcia Jean Kurtz — Rae
  • Janet Sarno — Mrs. Pearlman
  • Suzanne Shepherd — Mrs. Scarlini
  • Joanne Gordon — Mrs. Ovadia
  • Charlotte Aronofsky — Mrs. Miles
  • Michael Kaycheck — Donut Cop
  • Jack O'Connell — Corn Dog Stand Boss
  • Chas Mastin — Lyle Russel

Temas e análises[editar | editar código-fonte]

Requiem for a Dream não é sobre heroína ou sobre drogas ... A história de Harry-Tyrone-Marion é uma história de heroína muito tradicional. Mas colocando-a lado a lado com a história de Sara, nós repentinamente dizemos, 'Oh, meu Deus, o que é uma droga?' A ideia de que o mesmo monólogo interno passa pela cabeça de uma pessoa quando está tentando parar de tomar drogas, como acontece com os cigarros, como quando eles estão tentando não comer comida para que eles possam perder 20 quilos, foi realmente fascinante para mim. Eu pensei que era uma ideia que nós não tínhamos visto no cinema e eu quis trazê-la adiante.”

— Aronofsky[7]

Requiem for a Dream aborda temas com referências a drogas, sobretudo, a dependência. A maioria dos críticos descreveram o filme como "filme de drogas", juntamente com filmes como The Basketball Diaries, Trainspotting, Spun, and Fear e Loathing in Las Vegas.

Design sonoro[editar | editar código-fonte]

design sonoro é considerado um dos elementos definitivos de Requiem for a Dream. Embora o filme apresente inúmeros recursos visuais — a exemplo o ritmo de execução, planos de montagem e fast cutting — eles são correspondidos pelos sons que os acompanham, como a "música desconfortável e fria".[8] A trilha musical do filme é totalmente instrumental que mistura gêneros eruditas e contemporâneos, dando a sensação de agonia em muitos momentos do filme, pois se intensifica de acordo com as atitudes das personagens.[8]

Em uma sequência entre Sara e Harry, ele foi pegar a televisão da mãe para vender. Logo que inicia pode se ouvir um som ambiente de crianças gritando e brincando na rua, dando a sensação de confusão, pois os ruídos atrapalham um pouco. Com o decorrer da cena, os sons da rua vão desaparecendo, deixando somente as vozes dos personagens e trilha musical.[9] Os barulhos dos objetos e a trilha ficam cada vez mais em evidencia, de forma crescente com a alteração de comportamento de Harry. A trilha musical mostra o estado emocional que cada um se encontra, fora de controle e medo. As crianças não parecem mais fazer parte deste espaço, logo é possível notar assim, através da casa, a solidão que faz parte da vida de Sara, que fica atrás de uma porta com receio do que possa ser feito a ela, sozinha lutando contra o próprio filho. Todos os objetos em cena fazem barulhos mais graves que o normal, parece que tem vida, dando uma sensação de agonia para o espectador e ênfase a madeira bruta de Harry. O diálogo entre os personagens vai se alterando e a trilha sonora aumentando, o som dos violoncelos enfatizam a melancolia que a mãe se encontra em relação ao filho e que irá perdurar em todo o filme. Em um momento ouve-se somente a voz de Sara, as fontes não-diegética não são utilizadas, quando ela fala “tudo acabará bem. Vai ver. No fim, tudo acabará bem” mostrando um ar de ingenuidade da personagem. Logo há um corte, com um som totalmente bruto e a continuação da trilha até chegar à outra cena, assim, transmite uma sensação densa, de expectativa.[9]

Cartaz[editar | editar código-fonte]

O cartaz do filme tem uma perspectiva simbólica, o olho é considerado o espelho da alma. Mas no final da íris, o olho é susceptível de Harry Goldfarb, há dois pontos importantes. Por um lado, a pupila dilatada é uma intrusão negra. Por outro lado, olhando cuidadosamente para o minúsculo reflexo da íris, há um céu azul com nuvens, o símbolo por excelência de um sonho, além de um sonho. O contraste entre a pupila negra dilatada, um sinal de percepção alterada e o céu azul como reflexo, evoca o espírito de confusão entre sonho e realidade, entre percepção da realidade e simulacros. Os personagens estão experimentando toda a realidade pela intervenção de uma substância ou objeto, seja ele heroína ou televisão. Sua visão de mundo é distorcida.[10]

A história foi divida em três atos que recebem o nome de estações do ano. Na sequência: Summer, Fall e Winter. Isso, assim como tudo no filme, não está ali gratuitamente. As estações do ano escolhidas fazem menção ao estado de espírito dos quatro personagens e suas perspectivas em relação a seus sonhos. No verão tudo está aparentemente tranquilo, as perspectivas são boas para os quatro. Para o outono, o diretor escolheu, a palavra "fall" ao invés de "autumn". Isso porque "fall" também significa queda, cair, e isso é exatamente o que começa a acontecer com as expectativas dos personagens. É nesse ponto do filme as consequências dos vícios começam a aparecer. Por fim, chega impactante o ato final, o inverno.[11]

Produção[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Darren Aronofsky, roteirista e diretor do filme.

O cineasta e roteirista americano Darren Aronofsky teve a ideia de entrar na indústria do cinema e conceber o filme quando ainda cursava a Universidade Harvard. Um dia ao entrar na biblioteca da universidade, ele deu de cara pela primeira vez com o trabalho do célebre autor Hubert Selby Jr. Requiem for a Dream (1978): "Eu era um garoto de uma escola pública de Brooklyn que estava enfrentando meus primeiros exames de primeiro ano da faculdade e estava apavorado", recordou Aronofsky. "Fui à biblioteca e tentei estudar, quando pelo canto do olho vi a palavra 'Brooklyn'. Pois, quando você é de Brooklyn e vê algo relacionado a ele, imediatamente fica interessado."[12]

Aronofsky afirmou que inicialmente, teve problemas quanto ao conteúdo, roteiro e produção do filme, pois indagavam "o porquê" dele produzir um filme com esta temática, além de ter sido oferecido a ele outros projetos. Em uma entrevista, o diretor afirmou: "Eu dizia que era um grande risco [a produção da obra], no sentido de que todo mundo estava nos dizendo para não fazê-la. Todos estavam tipo 'Bem, você fez Pi, e provou ser [um diretor de filmes] independentes, [mas] agora deves fazer um filme [de sucesso] comercial'. Eu realmente quero fazer filmes de sucesso. [A produção de Requiem] foi apenas questão de que isso era algo que eu estava apaixonado e queria fazê-lo, antes de chegar a esse ponto, antes de me focar em grandes produções [...] Inclusive nós estávamos desenvolvendo um projeto com a New Line Cinema [uma adaptação de Ronin de Frank Miller] e um projeto com a Dimension Films. Ambos eram do gênero ficção científica. Houve algum interesse em outros projetos também. Eu só meio que virei as costas para eles e fiz Requiem, porque, como eu disse, eu só tinha que tirá-lo das minha ideias, era algo importante a ser feito.".[13]

Inicialmente quando Burstyn leu o roteiro oferecido por Aronofsky, ela ficou horrorizada com ele e rejeitou o papel. Até que depois de assistir a um vídeo de Pi (1998) - filme anterior de Aronofsky - que ela mudou de ideia e aceitou o papel.[14] Leto perdeu 20kg para interpretar Harry.[15]

Roteiro[editar | editar código-fonte]

O roteiro do filme teve por inspiração a obra de Hubert Selby Jr. Requiem for a Dream (1978). Selby Jr. queria escrever sobre algo baseado no mundo real, em vez de basear-se no gênero da fantasia. Uma das principais influências de seu trabalho foi suas experiências de vida. A vida de Hubert foi muito infeliz; com 18 anos de idade, era um marinheiro mercante durante a Segunda Guerra Mundial. Durante esse tempo ele foi hospitalizado por três anos para tratar de tuberculose e outras doenças ou lesões que ele adquiriu na guerra.[16]

Seis meses antes de Hubert escrever o livro, ele estava com pneumonia, entrando e saindo de comas. Sua esposa estava preocupada com sua saúde, mas ele se recusou ir a um hospital. Uma noite, sua esposa acordou de um sonho que era sobre dois espíritos que tinham aberto a porta de seu quarto; e ela diz que eles eram do sexo masculino e feminino. Os dois espíritos disseram-lhe que se Hubert não recebesse atenção médica, ele poderia morrer. Ela finalmente chamou um amigo, que passou a ser um terapeuta respiratório. Ela contou-lhe sobre todas as coisas que estavam acontecendo com Hubert e ele resolveu levá-lo ao hospital.[16] Quando a produção foi confirmada, Selby Jr. foi convocado para participar, interpretando um guarda que maltrata Tyrone C. Love.

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

A trilha sonora foi composta pelo compositor e músico inglês Clint Mansell, que Aronofsky já havia trabalhado em seu filme anterior Pi (1998). A trilha que Mansell utiliza serve para intensificar a ampla gama de emoções que permeiam o filme. Ao comentar seu trabalho com o diretor Aronofsky e Quarteto de Kronos, disse:

A trilha sonora foi amplamente elogiada, e em particular a faixa "Lux Æterna" (que é muito utilizada no filme) tem sido posteriormente utilizada em várias formas de mídia. A faixa foi reorquestrada para o trailer do filme O Senhor dos Anéis: As Duas Torres[18] que ficou conhecido pelo nome "Requiem for a Tower", apresentado pela Corner Stone Cues. A faixa tem sido destaque em trailers para outros filmes, incluindo Babylon A.D.O Código Da VinciEu Sou a LendaSunshine, Valley of Flowers, Troia e King Arthur.[19] Também apareceu nos jogos eletrônicos Total Miner: Forge, Assassin's Creed, e em vários comerciais de televisão, e em eventos esportivos.[20] O uso da faixa foi tão utilizado, que ficou conhecida como "Requiem for a Dream".

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Allmusic 4 de 5 estrelas.[21]

Allmusic deu ao álbum quatro estrelas, dizendo que a partitura "consegue ser apropriadamente escura e perturbadora, bem como compulsivamente audível";[22] Salon elogiou a "incrível música";[23] e o jornal The Observer da Universidade de Notre Dame chamou a trilha de "tira fôlego."[24] Lista de faixas utilizadas no filme; são elas:[25]

Álbum original[editar | editar código-fonte]

Versão reorquestrada de Lux Æterna - renomeada para "Requiem for a Tower".[26]

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Requiem for a Tower EP[editar | editar código-fonte]

  1. "Requiem for a Tower, Movement 2"
  2. "Requiem for a Tower, Movement 3"
  3. "Requiem for a Tower, Movement 4"

Requiem for a Dream: Álbum remixado[editar | editar código-fonte]

  1. Clint Mansell – "Tappy's Intro (Partitura do filme)" – 0:51
  2. Plant – "In the End It's All Nice" – 6:17
  3. Psilonaut – "Ghost in the Machine" – 6:56
  4. Paul Oakenfold – "Æternal" – 6:50
  5. Clint Mansell – "Seacoast Towers (Partitura do filme)" – 0:54
  6. Jagz Kooner – "Coney Island Express" – 7:09
  7. Clint Mansell – "Seacoast Alarm (Partitura do filme)" – 0:30
  8. Wish FM – "Haunted Dreams" – 6:36
  9. Kronos Quartet – "Tense" – 0:14
  10. Josh Wink – "Full Tension" – 8:25
  11. Clint Mansell – "Food (Partitura do filme)" – 1:21
  12. Delerium – "Deluxed" – 7:20
  13. Clint Mansell – "Island (Partitura do filme)" – 0:16
  14. A Guy Called Gerald – "Body and Fear – 5:48
  15. Clint Mansell – "112 (Partitura do filme)" – 1:13
  16. Ils – "Overturned" – 5:41
  17. Clint Mansell – "Sara (Partitura do filme)" – 1:08
  18. Hive – "Hand Jive" – 3:27
  19. Sleepland – "Requiem for a dream (Bônus)" – 6:51
  20. Clint Mansell – "Arnold (Partitura do filme)" – 0:44
  21. Clint Mansell – "Ghosts (Versão Vocal)" – 4:22

Estilo[editar | editar código-fonte]

Uma das técnicas de Aronofsky é a utilização de velocidade de corte e câmera-rápida.

Aronofsky também desenvolveu várias novas ferramentas para criar cenas realistas e credíveis, como em seu filme anterior, Pi, utiliza montagens de planos extremamente curtos ao longo do filme (às vezes chamado de montagem de hip hop). Na média, um filme de cem minutos possui entre seiscentos e setecentos cortes, já Requiem apresenta mais de dois mil.[27] Outros recursos usados são a divisão de tela juntamente com close-ups extremamente curtos e a anáfora cinematográfica, que consiste na repetição de cenas, para dar ênfase.[28][29] Cenas longas (incluindo aquelas com um aparelho que amarra uma câmera a um ator, chamado SnorriCam) e fotografia time-lapse também são dispositivos estilísticos proeminentes.[30]

Para reproduzir a mudança da narrativa do estado sociável para o estado subjetivo e isolado das perspectivas dos personagens, Aronofsky alterna entre extremos close-ups e extrema distância da ação [dos personagens] e intercepta a realidade com a fantasia de um deles.[29] Aronofsky pretende subjetivar a emoção, e o efeito de suas escolhas estilísticas é a personalização e não a alienação.[30] A câmera serve como um transmissor para explorar os estados mentais dos personagens: alucinações, distorções visuais e sentido corrompido do tempo.[31]

O distanciamento do filme da empatia é estruturalmente avançado pelo uso de intertítulos (verão, outono, inverno), marcando o progresso temporal do vício.[30] O comprimento médio da cena diminui à medida que o filme progride (começando em torno de 90 segundos a dois minutos) até as cenas intensas do filme, que são alternadas rapidamente, e acompanhadas por uma trilha sonora que ascende intensamente. Após o clímax, há uma breve serenidade até o final retratando quatro vidas devastadas.[29]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Requiem for a Dream estreou na 53ª edição do Festival de Cannes em 14 de maio de 2000[32] e no Festival Internacional de Cinema de Toronto em 13 de setembro, seguido de um lançamento limitado nos Estados Unidos em cinemas de Los Angeles e Nova Iorque em 6 de outubro, arrecadando 43 877 dólares no primeiro dia.[33] Mais cinemas foram adicionados durante a exibição limitada, e em 27 de outubro o filme oficialmente teve um lançamento geral ao ser exibido em quatro cinemas na América do Norte. A obra arrecadou 368 181 de dólares no fim da quinta semana — um aumento de 259% em comparação a semana anterior, que apresentava uma queda de 15.2%.[34] Na sexta semana, sua bilheteria registrou 1 114 706 dólares, que apesar de estar em boas classificações dentre os mais vistos ao longo das semanas, ela apresentava osilações — passando de 74.4% negativos entre 22 a 28 de dezembro,[35] para 101% positivo na semana seguinte.[36] Após o anúncio que Ellen Burstyn fora indicada ao Oscar, aos Prêmios Globo de Ouro e Screen Actors Guild Awards, a obra reexpandiu a presença nos cinemas, apresentando um aumento na bilhteria de 207%.[37] Nos mercado exteriores os maiores sucesso foram no México (643 512), Taiwan (180 223), Austrália (164 762), Reino Unido (84 189) e Países Baixos (52 474).[38] Requiem for a Dream encerrou sua exibição nos cinemas dos Estados Unidos em 4 de março de 2001, tendo arrecadado um total de 3 609 278 de dólares, ficando na 162ª posição das maiores bilheterias norte-americanas do ano.[39] Internacionalmente o filme arrecadou 3 754 626 — representando 50.8%, ficando com um total mundial de 7 390 108 de dólares.[40]

O longa-metragem tornou-se um dos filmes mais polêmicos e controversos da época. As acusações eram muitas, como por exemplo, de utilizar-se excessivamente de uma estética artificial e vazia; de possuir um roteiro previsível e sem conteúdo; de ser unilateral e autoritário, por não permitir ao espectador que tire suas próprias conclusões etc. As ofensas extrapolaram o meio artístico e adentraram na seara pessoal, com o diretor Aronofsky sendo rotulado por adjetivos como clipeiro e moralista.[41]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos, o filme foi originalmente classificado como NC-17 pela MPAA, mas Aronofsky pediu a mudança da classificação, alegando que cortar qualquer parte do filme iria reduzir sua mensagem. O pedido foi negado e Artisan decidiu lançar o filme sem classificação.[42] Uma versão R-rated foi lançada em vídeo, com a cena de sexo editada, mas o resto do filme idêntico à versão sem classificação.

No Reino Unido, o filme recebeu um certificado 18 da BBFC pela "representação de drogas, linguagem vulgar e sexo".[43]  Na Austrália, o filme foi classificado R18+ pela OFLC por "uso de drogas e temas adultos".[44]

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

Ellen Burstyn recebeu um amplo elogio da crítica por seu papel como Sara Goldfarb, foi nomeada à diversos prêmios incluindo o Oscar de melhor atriz, que muitos fãs estavam convencidos de que a atriz iria levar a estatueta.[45]

Requiem for a Dream recebeu críticas positivas dos críticos e tem uma pontuação "Certified Fresh" de 78% no Rotten Tomatoes com base em 133 avaliações com uma avaliação média de 7.4 de 10. O consenso crítico do site diz: "Embora o filme pode ser muito intenso para alguns estômagos, as performances maravilhosas e as imagens sombrias são difíceis de esquecer."[2] Metacritic, que determina uma avaliação normalizada em 100 a partir das opiniões dos críticos convencionais, calculou uma pontuação de 68 com base em 32 comentários, indicando "avaliações favoráveis".[46] Durante a cerimônia do 73º Prêmio da Academia em 2001, os produtores do filme estavam convencidos de que a atriz Ellen Burstyn iria levar a estatueta na categoria de Melhor Atriz e o filme de Melhor filme,[47] mas eventualmente Julia Roberts ganhou por seu papel em Erin Brockovich, uma vitória que causou um alvoroço entre os fãs que exigiram uma nova recontagem da Academia em favor de Burstyn.[48][49]

website AdoroCinema lhe atribui uma nota média 4/5, com base em resenhas da imprensa brasileira, e uma nota de 4,6 por parte dos usuários.[50][51] Francisco Russo, do próprio AdoroCinema, deu ao filme a classificação 4/5 estrelas (4 de 5 estrelas.) e disse: O que mais impressiona em Réquiem para um sonho é até onde o ser humano pode ir para realizar seus sonhos, mesmo que surja uma fixação em realizá-los de qualquer maneira, independente de qual caminho seja seguido... Porque Réquiem para um sonho é isso: um filme duro e triste, como se alguém lhe desse um verdadeiro soco no estômago. Uma mistura precisa de desespero e melancolia, que mostra que devemos sim sonhar, mas que devemos também ter a consciência de que nenhum sonho vale a pena se para que ele seja alcançado tenhamos que simplesmente vender nossa alma.[52]

O crítico de cinema James Berardinelli considerou-o como o segundo melhor filme da década, atrás da trilogia de filmes O Senhor dos Anéis, dando a classificação máxima de quatro estrelas (4 de 4 estrelas.).[53] Roger Ebert deu ao filme 3 1/2 estrelas em quatro (3.5 de 4 estrelas.), afirmando que "O que é fascinante em Requiem for a Dream, é o quão bem ele descreve os estados mentais dos seus viciados. Quando eles usam drogas, uma janela se abre brevemente em um mundo onde tudo está certo. Então a janela se fecha, e a vida reduz-se a uma busca por dinheiro e drogas para então abri-la novamente. Nada mais é remotamente tão interessante.[54] Elvis Mitchell, escrevendo para The New York Times, deu ao filme uma revisão positiva, afirmando que "Aronofsky extrai performances surpreendentes de seus atores... Depois da estreia fenomenal do jovem diretor com Pi, que era como assistir a um boxeador de peso médio ganhar uma luta apenas com seus reflexos, ele volta com um filme que mostra sua maturação.[15]

Peter Bradshaw, do The Guardian, elogiou o filme: "Seu retrato agonizante e inflexível do abuso de drogas, tirado de um romance de Hubert Selby Jr (com quem Aronofsky co-escreveu o roteiro), é um trabalho formalmente agradável - se agradar pode ser a palavra certa".[55] Marcelo Forlani, do portal brasileiro Omelete, premiou o filme com quatro estrelas entre cinco (4 de 5 estrelas.), dizendo: "Este filme merece atenção pelas suas qualidades cinematográficas. Começando pelo cuidado estético, muitas vezes sujo, outras tantas claro e quase bonito. Quase! A trilha sonora incidental é angustiante e uns "tic tacs" catalisam este sentimento e o elevam à nona potência ... O cineasta, tido como uma das maiores promessas dos últimos tempos, brinca com o ritmo da sua história como um DJ muda o pitch (batida) das suas pick-ups. Fora isso, conseguiu quatro ótimas atuações."[56] Peter Travers, da Rolling Stone, deu ao filme a classificação máxima de quatro estrelas (4 de 4 estrelas.) e disse: "ninguém interessado no poder e na magia dos filmes deve perdê-lo".[57] Matt Noller, da Revista Slant, deu 2 de 4 estrelas (2 de 4 estrelas.) ao filme: "Requiem for a Dream é uma inflexível e implacável descida ao inferno com apenas uma coisa em mente: Drogas são realmente, muito ruins para você".[58] Owen Gleiberman, escrevendo para Entertainment Weekly, classificou o filme com um "A" e afirmou que "o filme é hipnoticamente angustiante e intenso, um mergulho visual e espiritual na sedução e terror da dependência de drogas".[59] IGN deu ao filme uma nota 9 de 10 (9 de 10 estrelas.), dizendo "A razão pela qual ele funciona tão bem como um filme sobre o vício é que, em cada quadro, o filme em si é viciante. É absolutamente implacável a bravura de Aronofsky com técnicas cinematográficas (Telas divididas, esquemas complexos de corte transversal, visuais alucinatórios), e para ajudar, a trilha sonora composta por Clint Mansell (realizada pelo Quarteto Kronos), obriga-o a vê-lo."[60]

Listas de melhores do ano[editar | editar código-fonte]

Requiem for a Dream foi incluído nas listas de melhores filmes de 2000 de diversos críticos. A atuação de Ellen Burstyn foi considerada uma das melhores do ano[61] e da década de 2000 pelos veículos de mídia norte-americanos, Complex.[62] O diretor Darren Aronofsky foi incluído em várias publicações como um dos 10 melhores diretores americanos da década.[63]

Listas de melhores da década[editar | editar código-fonte]

  • Sem ordem específica - Complex[79]
  • Sem ordem específica - Jean-François Demay, da Elle[80]

Outras listas[editar | editar código-fonte]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ellen Burstyn foi nomeada ao Oscar na categoria de Melhor Atriz por seu papel como Sara Goldfarb,[88] mas Julia Roberts acabou vencendo por seu papel em Erin Brockovich. Ela foi indicada para vários outros prêmios, incluindo o Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático e o Prêmio Screen Actors Guild de melhor atriz principal em cinema.

Em 2007, o filme foi escolhido em uma comemoração pelos 10 anos da primeira lista lançada em 1997 pelo Instituto Americano do Cinema, como um dos 400 melhores filmes estadunidenses já feitos.[3] Em uma votação de críticos internacionais realizada pela BBC em 2016, ele foi votado como um dos 100 maiores filmes desde 2000.[89][90] Foi incluído entre os "1001 filmes você deve ver antes de morrer", editado por Steven Schneider,[85] e a revista Complex o colocou em sua lista dos "100 filmes que você precisa ver antes de morrer".[91]

Ano Prêmio Categoria Recipiente Resultado
2001 Oscar Melhor Atriz Ellen Burstyn Indicado
2001 Golden Globe Awards Melhor Atriz - Drama Indicado
2001 Screen Actors Guild Awards Melhor Atriz Indicado
2000 Satellite Awards Melhor Atriz Venceu
2000 Saturn Awards Melhor Atriz Indicado
Melhor Filme - Terror Indicado
2000 Independent Spirit Awards Melhor Filme Indicado
Melhor Diretor Darren Aronofsky Indicado
Melhor Atriz Ellen Burstyn Venceu
Melhor Atriz Coadjuvante Jennifer Connelly Indicado
Melhor Fotografia Matthew Labatique Venceu

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]