Reserva Biológica do Gurupi

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Reserva Biológica do Gurupi
Categoria Ia da IUCN (Reserva Natural Estrita)
A ararajuba é uma espécie ameaçada que ocorre na reserva.
Localização
País  Brasil
Estado  Maranhão
Mesorregião Oeste Maranhense
Microrregiões Gurupi e Pindaré
Localidades mais próximas Centro Novo do Maranhão, Bom Jardim, São João do Carú
Dados
Área &0000000000271180.490000271 180,49 hectares (2 711,8 km2)[1]
Criação 12 de janeiro de 1988 (34 anos)[1]
Visitantes Não permitida
Gestão Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
Coordenadas 3° 48' 22.13" S 46° 46' 8.3" O
Reserva Biológica do Gurupi está localizado em: Brasil
Reserva Biológica do Gurupi

A Reserva Biológica do Gurupi é uma reserva biológica federal localizada no estado brasileiro do Maranhão, criada pelo Decreto nº 95.614 de 12 de janeiro de 1988, no limite oeste do estado, perto da divisa com o Pará, sendo a única Unidade de Conservação de proteção integral na Amazônia Oriental.

Protege uma das últimas porções da Amazônia maranhense, foi criada com o objetivo de preservar o ecossistema de Floresta Tropical Úmida entre a Serra da Desordem e a Serra do Tiracambu, nos vales dos rios Gurupi e afluentes. Localiza-se entre os municípios de Centro Novo do Maranhão, Bom Jardim e São João do Caru, no Maranhão com uma área de amortecimento que abrange outros municípios, como Itinga do Maranhão e Paragomninas. [2]

Trata-se de reserva estratégica para a conservação, pois, somada às três terras indígenas vizinhas a ela (Alto Turiaçu, Awá-Guajá e Caru), constitui a última fronteira de área contínua amazônica do Maranhão. É um dos locais de estudo do Programa de Pesquisa em Biodiversidade - PPBio Amazônia Oriental e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia.[3]

É um importante centro de endemismo e de elevada biodiversidade, e na reserva ocorrem espécies ameaçadas de extinção como a ararajuba (Guaruba guarouba), o mutum-de-penacho (Crax fasciolata pinima), o jacamim-de-costas-verdes (Psophia viridis obscura), a araçari-de-pescoço-vermelho (Pteroglossus bitorquatus bitorquatus) e o arapaçu-da-taoca (Dendrocincla merula badia).[2]

Pesquisas identificaram a existência na reserva de: 109 espécies de peixes, 124 espécies pertencentes a 34 famílias de nove ordens de mamíferos e 503 espécies de aves para esta região do Estado, das quais 470 são residentes (não migratórias), como o gavião-real e a maria-caçula, um dos menores passarinhos do mundo. Também estão presidentes duas espécies de primatas que só existem na Amazônia Oriental e extremamente ameaçadas: o Cairara Ka'apor (Cebus kaapori) e o Cuxiú-preto (Chiropotes satanas).[3]

A reserva vem sofrendo com o desmatamento ilegal, sendo uma das 10 unidades de conservação mais ameaçadas pelo desmatamento no país.[4] São verificadas diversas ameaças: invasão das terras por posseiros, exploração ilegal de madeira, caça, pastoreamento, e queimadas. Em situação crítica, cerca de 70 a 80% da área já sofreu alteração pela extração da madeira.[3]

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Referências