Responsabilidade social corporativa

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Estudar a Responsabilidade Social Corporativa, no século XXI, obriga a recuar um século e começar por abordar as primeiras preocupações sociais das empresas. Sendo inegável que a sensibilidade para o tema teve o seu início nos EUA, a partir de meados do século passado, a Europa assumiu especial relevância tanto na implementação deste tipo de políticas, como na reflexão académica sobre o tema.

E o tema nem sempre foi consensual. Se por um lado, a grande maioria dos autores identifica as virtudes de as empresas (e outras organizações) implementarem as suas políticas de RSC, os das empresas não devem ser alocados a outros fins que não a busca pela maximização dos lucros. Milton Friedman, Nobel da Economia, defendeu, num artigo publicado na New York Times Magazine[1], que o dever das empresas consiste em gerar lucros, e refuta a ideia de responsabilidade social das empresas, defendendo que apenas as pessoas podem praticar a responsabilidade social.

A sociedade tem-se organizado tendo em vista a adopção por parte das empresas de um conjunto cada vez maior de iniciativas que revelem preocupações sociais. Surgiram as normas e certificações, internacionais e portuguesas, e sucede-se a criação de entidades supra-empresariais que pretendem ser parceiros na implementação de políticas de RSC e veículo na transmissão de boas práticas.

A situação do Reino Unido mostra que há ainda um longo caminho a percorrer neste campo, na Europa. No ano 2000, o Governo nomeou um Ministro para a Responsabilidade Social das Empresas, e o Parlamento fundou um Grupo Interministerial para melhorar a coordenação entre as acções governamentais inseridas neste contexto.[2]

Evolução do Conceito de RSC[editar | editar código-fonte]

Da parte dos académicos, também a discussão foi elevada para um nível diferente, mais abrangente, e que tem situado a reflexão no modo como a gestão das empresas pode desenrolar o seu papel nas preocupações sociais da forma mais eficiente.

Hoje em dia já não se fala apenas em Responsabilidade Social Corporativa, mas entrou-se já no domínio da Filantropia Estratégica[3]. Quer isto dizer que, o que antes se entendia por práticas de RSC, muitas delas são hoje simples procedimentos obrigatórios por lei, a que as organizações estão obrigadas[4]. Por isso, a RSC já não se confina apenas àquilo que é exigido por lei, ou a ações dispersas sem uma lógica e um plano por detrás, mas este âmbito é já uma parte integrante das estratégias centrais da maioria das organizações[5].

Comunicação da RSC[editar | editar código-fonte]

Comunicar políticas de RSC requer um cuidado redobrado, devido ao risco de se gerar um efeito contrário ao pretendido. Este factor deve-se a uma tendência que marcou a área da responsabilidade social no passado, nomeadamente o conceito de Greenwashing.[6] Por este motivo, é necessário garantir que as práticas comunicadas pelas organizações são verdadeiras e estão de acordo com a sua postura global,[7] uma vez que hoje existe um acesso privilegiado à informação por parte das populações, que são também cada vez mais críticas da informação que lhes é disponibilizada.

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  1. «The Social Responsibility of Business is to Increase its Profits, by Milton Friedman». www.colorado.edu. Consultado em 2016-04-14. 
  2. «Livros Verdes - Comissão Europeia». ec.europa.eu. Consultado em 2016-04-14. 
  3. «Filantropia Estrat�gica». www.guiarh.com.br. Consultado em 2016-04-14.  replacement character character in |titulo= at position 19 (Ajuda)
  4. «The Keys to Rethinking Corporate Philanthropy». MIT Sloan Management Review. Consultado em 2016-04-14. 
  5. «Philanthropic Initiatives and the Value Proposition Equation - Vol. 3, Issue 2 - Summer/Fall 2010 - Journal of Values Based Leadership - Valparaiso University». www.valuesbasedleadershipjournal.com. Consultado em 2016-04-14. 
  6. «About Greenwashing | Greenwashing Index». greenwashingindex.com. Consultado em 2016-04-19. 
  7. Wagner, Tillmann; Richard J. (2009-11-01). "Corporate Hypocrisy: Overcoming the Threat of Inconsistent Corporate Social Responsibility Perceptions". Journal of Marketing 73 (6): 77–91. DOI:10.1509/jmkg.73.6.77. ISSN 0022-2429.