Resposta sensorial autônoma do meridiano

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ASMRAutonomous Sensory Meridian Response (em português: Resposta Sensorial Autônoma do Meridiano) – se refere à alegação pseudocientífica[1] de um fenômeno conhecido como "orgasmo na cabeça" ou "formigamento do cérebro"[2].

Apesar de o fenômeno não ser reconhecido pela medicina[3], relatos anedóticos afirmam ocorrer um formigamento na parte de trás da cabeça ou do pescoço em resposta a algum estímulo sensorial[2]. É mais comumente desencadeada por estímulos auditivos ou visuais específicos, e menos comumente pelo controle de atenção intencional. Uma subcultura se desenvolveu nos últimos anos em torno do Youtube[2], com uma comunidade de produtores de vídeos dedicados ao tema.

Pornografia[editar | editar código-fonte]

Um fenômeno que tem crescido no Youtube é a criação de uma alternativa leve à pornografia tradicional conhecida como ASMRotica[4], que são vídeos deliberadamente projetados para serem sexualmente estimulantes.[5]. Esse tipo de vídeo tem gerado disputas de território com os puristas do ASMR[6].

Aceitação científica[editar | editar código-fonte]

Não há evidências de que realmente exista[7], sendo tal alegação baseada estritamente em relatos anedóticos. Alguns estudos científicos buscam descobrir se tal fenômeno existe ou é apenas fruto de crença[7].

Fenômenos não intencionais[editar | editar código-fonte]

Uma série de videos sem relação com o ASMR são classificados pela comunidade como "mídias não intencionais". Um exemplo de mídia não intencional é o do pintor Bob Ross. Nos episódios de sua série televisiva The Joy of Painting, sua fala suave e gentil e o som dele pintando e suas ferramentas acionariam o fenômeno em muitos de seus espectadores. [8] [9] O trabalho do cineasta de stop-motion PES também é citado.[10] O primeiro canal do Youtube dedicado exclusivamente a sussuros foi o WhisperingLife, criado em 2009[11].

Gravação Binaural[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Binaural

Alguns criadores de vídeos de ASMR usam técnicas de gravação binaural para desencadear respostas físicas que eles acreditam ser calmantes e tranquilizantes[12].

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Oxenham, Simon (7 de novembro de 2016). «Video-triggered 'brain orgasms' are mysteriously disappearing». NewScientist. Brain Scanner. Consultado em 11 de dezembro de 2018 
  2. a b c Etchells, Pete (8 de janeiro de 2016). «ASMR and 'head orgasms': what's the science behind it?». The Guardian. Science. Consultado em 11 de dezembro de 2018 
  3. «That Tingling Feeling: First International ASMR Day». The Corvallis Advocate (em inglês). 19 de abril de 2012. Consultado em 19 de fevereiro de 2019 
  4. Lindsay, Kathryn (15 August 2015). 'Inside the Sensual World of ASMRotica'. Broadly (Vice). Retrieved 20 January 2016.
  5. Lindsay, Kathryn (15 de agosto de 2015). «Inside the Sensual World of ASMRotica». Broadly (em inglês). Consultado em 19 de fevereiro de 2019 
  6. Bronte, Georgia (17 December 2015). 'How ASMR purists got into a turf war over porn'. Vice. Retrieved 20 January 2016.
  7. a b Higham, Nick (16 de dezembro de 2015). «ASMR: What's going on inside my brain?». BBC News. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  8. AM, Joe Kloc On 10/1/14 at 7:01 (1 de outubro de 2014). «The Soothing Sounds of Bob Ross». Newsweek (em inglês). Consultado em 19 de fevereiro de 2019 
  9. Messitte, Nick. «Is There Any Money To Be Made In ASMR?». Forbes (em inglês). Consultado em 19 de fevereiro de 2019 
  10. Sokol, Zach (1 de agosto de 2014). «5 Stop-Motion Meditations From PES's Reddit AMA». Creators (em inglês). Consultado em 19 de fevereiro de 2019 
  11. «History of ASMR». ASMR University (em inglês). 2 de julho de 2015 
  12. Lalwani, Mona (12 February 2015). ' Surrounded by sound: how 3D audio hacks your brain. A century-old audio technology is making a comeback thanks to VR', theverge.com, 12 February 2015.