Ressurgimento

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Rosalía de Castro, escritora do Rexurdimento

O Ressurgimento (em galego Rexurdimento) é o nome do movimento cultural que ocorreu na Galiza na segunda metade do século XIX. Este movimento, ainda que fundamentalmente cultural, é considerado[1] o embrião do nacionalismo galego. O nome provém da palavra galega rexurdir (em português, "ressurgir").

O caminho do Rexurdimento foi precedido por uma nova situação político-cultural na primeira metade do século XIX, a chamada época dos Precursores.

Alguns acontecimentos históricos importantes contribuíram para despertar a consciência nacionalista de muitos galegos. Um deles foi a invasão francesa, que deu lugar à circulação de textos de agitação popular, escritos em galego. A consciência de uma Galiza diferenciada do resto da Espanha foi aumentando progressivamente. Esta procura da identidade manifestava-se em publicações nas quais os escritores e políticos valorizam aquilo que é próprio em oposição ao exterior, considerado como ameaça.

Em 1856 ocorreu o banquete de Conxo, no qual confraternizaram estudantes e trabalhadores, e em que o galeguismo tomou características revolucionárias. Era reivindicado o direito da Galiza a administrar os seus próprios recursos, participando pessoas que teriam grande protagonismo no movimento nacionalista galego, como Aurelio Aguirre ou mesmo Eduardo Pondal.

Com a publicação em 1853 do primeiro livro escrito em língua galega no século XIX, A gaita galega, deu-se um passo importante no sentido da normalização literária galega. O seu autor foi Xoán Manuel Pintos, que, junto com Francisco Añón, Manuel Murguía e outros, pertenceu ao grupo chamado dos Precursores, que anteciparia o "ressurgimento".

O Ressurgimento propriamente dito chegou com a publicação de "Cantares Galegos" de Rosalía de Castro, em 1863, obra que marcaria a maturidade deste "renascimento" da cultura galega. Outros escritores destacados foram Curros Enríquez (Aires da miña terra, 1880) e Eduardo Pondal (Queixumes dos pinos, 1886), que proporcionaram ao galego a plenitude literária que tinha perdido alguns séculos atrás.

Referências

  1. Etnicidade e nacionalismo. GONZÁLEZ REBOREDO, Xosé

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GONZÁLEZ REBOREDO, Xosé Manuel. Etnicidade e nacionalismo. [S.l.: s.n.] ISBN 84-95415-34-8 

Ver também[editar | editar código-fonte]