Retrossexualidade

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Retrossexualidade é uma identidade sexual, oposta à figura do metrossexual: retrossexuais caracterizam-se por conservar seus rasgos masculinos naturais mantendo o ideal de homem clássico, forte e viril como símbolo de beleza; em contraposição ao estereotipo feminino, realçando os caracteres sexuais secundários próprios ao género masculino. Os defensores desta tendência sustentam que tem existido uma progressiva feminização da imagem masculina hoje em dia, tanto na aparência física como no comportamento, pelo que se propõe uma restauração das características do homem aos conceitos de até faz umas décadas atrás.[1][2][3][4][5][6][7]

Este neologismo foi empregue pela primeira vez em 2003 por Mark Simpson na revista virtual Salon num artigo baixo o título Beckham, the vírus.[8] Cunhada aparentemente nos anos 2000 por Grau Magus,[9] com o prefixo retro-, significando antigo, remetendo aos aspectos tradicionais da masculinidade como um fashionismo, junto a (metro)ssexual.[10][11][12][13]

Características[editar | editar código-fonte]

O retrossexual poderia associar-se com a popular frase «o homem, como o urso, quanto mais peludo, mais formoso», já que considera a despreocupação pela aparência e a estética como signos de virilidade, considerando o pelo corporal masculino como uma característica natural e própria do homem, brilhando sua pelugem com orgulho, lhe dando uma forma estilosa e recusando categoricamente a depilação. Isto não deve confundir com o argumento de alguns maldizentes desta tendência, que a associam falaciosamente com a falta de higiene ou as personagens rudes e descorteses que aparecem nos antigos filmes do Oeste.[14][15]

Se o estilo de ser bruto, rústico e sistemático tivesse um termo, seria provavelmente a retro-sexualidade.[16] Porém, retro-sexuais não são necessariamente insensíveis ou indelicados.[17][18][19][20][21][22]

Outros termos surgiram, parentes do retrossexual, como übersexual, tecnossexual, sapiossexual, pomossexual, machossexual, megassexual, digissexual, (e)spornossexual, frustrossexual e cosmossexual.[23][24][25][26][27][28][29][30][31]

Referências

  1. Europa Press (21 de marzo de 2017). «Cuestión de belleza (masculina)». Europapress.com. Consultado em 3 de octubre de 2017  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  2. Anderson, Katherine Noel (1 de fevereiro de 2008). «From Metrosexual to Retrosexual: The Importance of Shifting Male Gender Roles to Feminism» (em inglês) 
  3. [https://www.bonde.com.br/saude/sexualidade/metrossexual-retrossexual-e-ubersexual-qual-a-diferenca--221304.html «Metrossexual, retrossexual e ubersexual:qual a diferen�a?»]. Bonde. O seu portal. Consultado em 14 de setembro de 2020  replacement character character in |titulo= at position 55 (ajuda)
  4. «A indústria descobre o retrossexual». ISTOÉ DINHEIRO. 27 de julho de 2005. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  5. «Retrossexual, a reação». Gazeta do Povo. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  6. «Conheça os (ou se reconheça nos) novos rótulos masculinos». O Globo. 23 de outubro de 2016. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  7. Anticapitalista, Rede (3 de junho de 2018). «Israel: o macho retrossexual». Rede Anticapitalista. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  8. «Beckham, the virus | Salon Life». web.archive.org. 29 de maio de 2008. Consultado em 28 de junho de 2020 
  9. July 29, Michelle Malkin •; Words, 2004 • 200. «No girlie men allowed». The Unz Review. Consultado em 28 de junho de 2020 
  10. «Metrosexual, Machosexual ou Retrosexual?». Infonet - O que é notícia em Sergipe. Consultado em 28 de junho de 2020 
  11. «Descubra quem aderiu ao estilo retrossexual - DN». www.dn.pt. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  12. «Hetrosexual, Metrosexual, Retrosexual – Which team are you on? - (228) - Reem Clothing Blog». www.reemclothing.com. Consultado em 28 de junho de 2020 
  13. Simpson, Mark (27 de junho de 2004). «Forget new man. Now you're hetero, retro or metro». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077 
  14. «What Kind of Style is 'Retrosexual'?». www.merriam-webster.com (em inglês). Consultado em 28 de junho de 2020 
  15. Shahani, Nishant (2008). «The Politics of Queer Time: Retro-Sexual Returns to the Primal Scene of American Studies». MFS Modern Fiction Studies (em inglês). 54 (4): 791–814. ISSN 1080-658X. doi:10.1353/mfs.0.1552 
  16. «Orbias as guerreiras da deusa fabio ventura». Issuu (em inglês). Consultado em 28 de junho de 2020 
  17. Gaceta, La. «Les gustan los hombres viriles, pero sensibles». www.lagaceta.com.ar (em espanhol). Consultado em 28 de junho de 2020 
  18. «Retrosexual man | The Guide | guardian.co.uk». www.theguardian.com. Consultado em 28 de junho de 2020 
  19. Thomas, David Lipke,Brenner; Lipke, David; Thomas, Brenner (21 de junho de 2010). «Men's Trend: The Retrosexual Revolution». WWD (em inglês). Consultado em 28 de junho de 2020 
  20. «Retrossexual - O nosso idioma - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa». ciberduvidas.iscte-iul.pt. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  21. Infopédia. «retrossexual | Definição ou significado de retrossexual no Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Infopédia - Dicionários Porto Editora. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  22. «Retrossexual». Michaelis On-Line. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  23. «What Is Megasexuality?». Poly.Land (em inglês). 15 de março de 2019. Consultado em 28 de junho de 2020 
  24. «Megasexuality: The Identity of A Slut». The Frisky Fairy (em inglês). 15 de março de 2018. Consultado em 28 de junho de 2020 
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  27. Mladin, Constantin-Ioan. «Metrosexual, übersexual, tehnosexual, retrosexual, pomosexual... Încă un pas înspre internaţionalizarea vocabularului» (em inglês) 
  28. Hakim, Jamie (17 de fevereiro de 2018). «'The Spornosexual': the affective contradictions of male body-work in neoliberal digital culture». Journal of Gender Studies. 27 (2): 231–241. ISSN 0958-9236. doi:10.1080/09589236.2016.1217771 
  29. «Espornosexual: De qué se trata esta tendencia mundial». Revista PyM (em espanhol). 30 de agosto de 2016. Consultado em 28 de junho de 2020 
  30. «O que é Metrossexual, Retrossexual, Ubersexual?». Fabiana Batista. 8 de agosto de 2012. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  31. Knapton, Sarah (26 de novembro de 2017). «Rise of the 'digisexual' as virtual reality bypasses need for human intimacy». The Telegraph (em inglês). ISSN 0307-1235