Revista Autosom & Tuning

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Revista Autosom & Tuning[editar | editar código-fonte]

A revista Autosom & Tuning foi uma publicação mensal da extinta Editora GDA entre os anos de 2003 e 2008 especializada em carros Tuning. Seguindo o conceito de revistas do mesmo gênero vindas da Europa e Reino Unido, seu diferencial no mercado brasileiro era o visual gráfico arrajoado das capas com cores vibrantes, uso de liguagem mais informal e a publicação de mulheres ao lado dos veículos.

A primeira edição foi lançada em abril de 2003 quando era chamada de Autosom. Entretanto, já na segunda capa a expressão Tuning foi adicionada ao nome da revista. Embora outras revistas de som automotivo e carros em geral já falavam sobre a evolução do tuning no país, a Autosom & Tuning foi a primeira revista brasileira a ter a palavra tuning adicionada ao nome e, popularmente, ficou conhecida como a primeira publicação no Brasil especializada no assunto.

Eventos[editar | editar código-fonte]

A revista Autosom & Tuning ganhou popularidade devido aos eventos que realizou principalmente na cidade de São Paulo. Em 2003, a Autosom & Tuning promoveu um encontro noturno de carros tuning na praça Charles Miller, no bairro do Pacaembú, em São Paulo. O evento contou com a cobertura da Rede Bandeirantes de Televisão através do extinto programa A Noite é uma Criança do apresentador Otávio Mesquita, que foi pessoalmente ao Pacaembú para entrevistar os participantes do evento e a direção da revista Autosom & Tuning.

Quando a revista lançou seu carro show (um Vectra laranja e preto), o veículo foi levado ao programa É Show da TV Record apresentado por Adriane Galisteu. Neste mesmo programa, a revista Autosom & Tuning coordenou junto à Volkswagem do Brasil o passo a passo da criação de um carro tuning usando um Gol fornecido pela montadora.

Tuning Girl[editar | editar código-fonte]

A Autosom & Tuning também investiu no crescimento do público feminino no mercado tuning através da publicação de carros personalizados por mulheres; e foi a Autosom & Tuning a primeira revista a publicar um carro inteirament tunado por uma mulher em 2003, um Palio vermelho da Cientísta Metafísica Sylvia Oliveira, também conhecida como Tuning Girl. Anos mais tarde ela chegou até mesmo a ganhar uma página inteira na revista e passou a escrever para a coluna Tuning Girl.

Brasil e exterior[editar | editar código-fonte]

A Autosom & Tuning era vendida em todo o Brasil, mas em 2004 representates da revista foram à Argentina cobrir eventos de tuning no país vizinho. O trabalho resultou em uma segunda viagem meses mais tarde para a cobertura de novos eventos, com isso Autosom & Tuning ganhou aceitação no mercado argentino e durante 3 meses consecutivos foi vendida no país, mas o alto custo da operação acabou por dificultar o desenvolvimento de um projeto maior na região.

Foi então que a Autosom & Tuning passou a ter um correspondente em Londres, na Inglaterra. O fotógrafo Paulo Varella foi responsável por iniciar os trabalhos no Reino Unido cobrindo vários eventos em Londres, incluindo alguns organizados pela extinta revista Max Power da editora EMAP.

Outras publicações[editar | editar código-fonte]

Em 2004, a direção da editora GDA (baseada no sucesso da revista Autosom & Tuning) investiu na compra da publicação HotMotors – uma revista focada na cobertura de eventos de arrancada e burnouts. Armando Bessado, diretor do site Rachamania foi contratado como editor da nova HotMotors, que apesar de continuar seu foco em carros de arrancada, ganhou um design gráfico parecido com o da Autosom & Tuning.

No mesmo ano a editora GDA criou uma nova publicação: GrandPrix, liderada pelo jornalista Rafael Poliszuk. A GrandPrix era especializada em esporte automotivo como Formula-1, Formula Indy, StockCar, etc. Entretanto, a nova publicação não ganhou aceitação no mercado e acabou parando já logo após a primeira edição.

DUB e fechamento[editar | editar código-fonte]

O mercado tuning no Brasil sofreu diversas mudanças em um período muito curto. Por exemplo, aos poucos a expressão tuning passou a dar espaço ao DUB Style, que trás um conceito mais focado em carros grandes, com rodas largas e altas e a abominação ao uso de adesivos ou pinturas extravagantes.

Em 2005, a Autosom & Tuning criou uma secção somente para carros DUBs, praticamente dividindo a revista em duas partes: Tuning e DUB. Mas foi em 2006 que houve uma grande remodelação da revista onde a HotMotors foi incorporada à Autosom & Tuning. A publicação passou a ter dois lados de leitura e duas capas diferentes à cada edição.

A Autosom & Tuning acabou fechando as portas em abril de 2008 durante seu 5⁰ aniversário. O diretores da editora GDA justificaram o fechamento dizendo que o mercado editorial tanto no Brasil quanto mundialmente estava migrando para a Internet e que o alto custo desse processo dificultaria ganhos reais para manter toda a estrutura de jornalismo e marketing.

A Autosom & Tuning tinha seus exemplares impressos pela editora Prol em São Paulo e distribuídos pela Fernando Chinaglia para todo o Brasil.

Seu primeiro quadro gerencial foi composto por:

Reynaldo Braga (Presidente)

Andrea Palmério (Vice-Presidente)

Andre Munhoz Pinto (Jornalista Responsável e Editor-Chefe)

Tomas Ugayama (Diretor de Arte)

Humberto Delellis (Diretor Comercial)

Marcos Aparecido da Silva(Gerente Financeiro)