Ir para o conteúdo

Revista Brasileira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Revista Brasileira
Revista Brasileira
Capa da primeira edição da revista publicada em 1855 por Francisco de Paula Meneses
Editor Academia Brasileira de Letras
Categoria Literatura
História
Cultura
Direito
Tecnologia
Frequência Trimestral
Circulação Nacional
Editora Academia Brasileira de Letras
Fundador(a) Francisco de Paula Meneses
Fundação 14 de julho de 1855
Primeira edição 1855
Última edição Corrente
País  Brasil
Idioma português
ISSN 0103-7072

Revista Brasileira é uma revista brasileira criada em 14 de julho de 1855, no ano de 1941 fundiu-se com a antiga Revista da Academia Brasileira de Letras criada em 1910, por sugestão de Levi Carneiro.

História

[editar | editar código]

Fundação

[editar | editar código]

Foi fundada e dirigida inicialmente por Francisco de Paula Meneses e se chamava de Revista Brasileira, Jornal de Literatura, Teatros e Indústria.[1] O primeiro e único número foi composto exclusivamente com textos de Meneses.[2] Esta edição dirigida por Meneses foi desconsiderada no histórico das fases da revista feito pelo médico e escritor Afrânio Peixoto, portanto apesar de ser considerado o marco inicial da revista, não é visto como uma fase da revista em si.[1]

Em 1857 surgiu a segunda revista com o título Revista Brasileira, Jornal de Ciências, Letras e Artes. Esta durou até 1861 e foi composta de cerca de quatro volumes.[1] O político e cientista Cândido Batista de Oliveira foi o diretor durante esse período, como cientista publicava principalmente artigos científicos.[1] É considerada como a primeira fase por Afrânio Peixoto.[3]

Editada por Nicolau Midosi essa fase é chamada de "fase Midosi". Foi publicada de junho de 1879 e durou até dezembro de 1881, sendo produzidos um total de 30 números, que totaliza cerca de 10 volumes impressos.[1] Um de seus colaboradores foi Machado de Assis que publicou em dezembro de 1879 um ensaio de crítica literária chamado de "A nova geração", na qual Machado tece uma análise na nova geração de poetas brasileiro,[4] posteriormente, contribuiu com folhetins que mais tarde viraram livros, tais como Memórias Póstumas de Brás Cubas publicado em folhetins de março a dezembro de 1880, até ser editado pela Tipografia Nacional em 1881.[5] Além de Machado outros importantes colaboradores desta fase foram Fagundes Varela com seus poemas que constituem o seu livro Diário de Lázaro, assim como Sílvio Romero que publicou um artigo intitulado "Introdução à história da literatura brasileira", posteriormente usado no seu livro História da literatura brasileira.[1]

O editor dessa fase foi José Veríssimo, por isso também é chamada de "fase José Veríssimo"[1] ou "fase Veríssimo".[6] Veríssimo pedia que as colaborações fossem enviadas para um endereço na rua do Ouvidor, local este que serviu como ponto de encontro e reuniões para diversas figuras fundamentais para a criação da Academia Brasileira de Letras.[1] Foram publicados diversos artigos por membros fundadores da Academia Brasileira de Letras como o discurso proferido por Machado de Assis na sessão inaugural da Academia, o discurso do Secretário-Geral Joaquim Nabuco, e também o artigo “Memória histórica” do 1.º Secretário Rodrigo Otávio.[1] Essa fase durou de janeiro de 1895 a setembro de 1899, totalizando um total de 19 volumes, compostos por 93 números.[1]

Uma fase curta dirigida por Antônio Batista Pereira, genro de Rui Barbosa, que durou de junho de 1934 a novembro de 1935. Não teve uma publicação regular, mesmo referindo-se como uma publicação mensal em sua folha de rosto. Totalizou cerca de 10 números durante o período de 18 meses na qual esteve em circulação.[1]

Em 1941, por sugestão de Levi Carneiro, a Academia Brasileira de Letras, visando o resgate e o prosseguimento da tradição literária que a revista foi no cenário brasileiro, a encampa como revista da instituição.[7]

Começou-se a publica em julho de 1941 até 1948, onde o vigésimo número foi publicado. Voltou a circular novamente em 1958 após dez anos sem nenhuma publicação, continuou sob a direção de Levi Carneiro. Finalizou no número 29 em novembro de 1966.[1]

O diretor desta fase foi Josué Montello, contém cerca de seis volumes apenas, os quais foram publicados de 1975 a 1980.[1]

Dirigida por João de Scantimburgo, é marcada pela implementação de uma frequência de publicação trimestral, algo que se mantém até os dias de hoje. Totalizou cerca de 69 números do último trimestre de 1994 até o último trimestre de 2011.[1]

Fase VIII

[editar | editar código]

Começou imediatamente após o término da fase anterior no primeiro trimestre de 2012, contou com a direção de Marco Lucchesi.[1]

Iniciou em 2018 sob a direção de Cícero Sandroni,[1] o último número saiu no último trimestre de 2021.

Fase atual da revista, começou a publicação no primeiro trimestre de 2022. Sob a direção de Rosiska Darcy.[9]

Ver também

[editar | editar código]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p «Revista Brasileira — Sobre». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 20 de novembro de 2025 
  2. Souza, Roberto (2006). «Francisco de Paula Meneses, discursos: 1848 e 1853». Consultado em 20 de novembro de 2025 
  3. Peixoto, Afrânio (1941). «A "Revista brasileira" e as suas fases». Revista da Academia Brasileira de Letras (61): 288-295 
  4. Facioli 2008, p. 46.
  5. Facioli 2008, p. 61.
  6. Moraes, Renan (2017). «Olhar a miscigenação. Raça, racialismos e filosofia da história do Brasil na Revista Brasileira (Fase Veríssimo)» 
  7. Revista Brasileira. ABL. Acesso em 25 de dezembro de 2016.
  8. Editorial da Revista Brasileira, Fase VII, Julho-Agosto-Setembro 2001- Ano VII- Nº 28. APL. Acesso em 25 de dezembro de 2016.
  9. «Editorial» (PDF). Revista Brasileira (110-111). Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras. 2022. Consultado em 21 de novembro de 2025 

Bibliografia

[editar | editar código]
  • Facioli, Valentim (2008). Um defunto estrambótico: análise e interpretação das Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: EdUSP. ISBN 8531410835 

Ligações externas

[editar | editar código]