Quatro Rodas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Revista Quatro Rodas)
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, comprometendo a sua verificabilidade (desde setembro de 2014).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)


Quatro Rodas
Logotipo Revista Quatro Rodas
Frequência Mensal
Editora Editora Abril
Empresa Grupo Abril
Circulação Paga: R$ 15,00 (Janeiro de 2016)
Total: 200 mil (Abril 2016)
País  Brasil
Idioma Português
Fundação 1960
Primeira edição agosto de 1960 (57 anos)
http://quatrorodas.abril.com.br/

Quatro Rodas é uma revista de periodicidade mensal publicada pela Editora Abril. A publicação aborda temas relacionados a automóveis e derivados da indústria automotiva. Foi a primeira revista de automóveis do mercado editorial brasileiro. A Quatro Rodas foi lançada em agosto de 1960. Em agosto de 2010, completou 50 anos com uma superedição com 264 páginas.

É de sua autoria a premiação anual "Os Eleitos", que ocorre em dezembro, e que premia os carros que mais satisfazem seus proprietários; e o "Melhor Compra[1]" no mês de agosto, onde mostra os melhores modelos para se comprar em cada categoria. Ocorre no meio do ano em função do calendário de lançamentos das montadoras.

As seções da revista são: A "Via Expressa", com novidades e notícias do mundo automotivo ao redor do mundo, o "Top Ten[2]", com dez exemplos "sobre o melhor ou o pior do mundo do carro" e a "Longa Duração[3]", onde a revista compra um carro e o avalia por 60 mil km quilômetros, avaliando a resistência, durabilidade e qualidade do carro e da rede de concessionárias. É a única publicação automotiva do mundo que realiza testes deste tipo.

Hoje a revista ainda tem as seções "Segredo[4]", onde revela os futuros lançamentos da indústria automotiva global e "Auto-serviço[5]", que reúne dicas de manutenção, guia de carros usados[6], apresenta novas tecnologias e ainda engloba o "Correio técnico[7]", onde especialistas respondem dúvidas enviadas pelos leitores, guia de compras, o "Autodefesa[8]", onde mostra casos de defeitos em automóveis, e testes de produto.

A "QR", como é mais conhecida, já publicou outras revistas derivadas dela, como a "Quatro Rodas Clássicos" e a "Quatro Rodas Nitro", dedicada ao mundo do tuning.

Em 2005, a Quatro Rodas realizou a primeira edição de um grande evento chamado "Quatro Rodas Experience", ou QRX. Com formato inovador, permitia que qualquer pessoa com carteira de habilitação pudesse pilotar vários modelos nacionais e importados de várias categorias. No caso dos modelos mais possantes e superesportivos, o visitante podia pegar carona com um piloto profissional. O evento foi realizado até 2013.

Atualmente, a redação da Quatro Rodas é formada pelo redator-chefe Zeca Chaves, pelos editores Paulo Campo Grande, Péricles Malheiros e Ulisses Cavalcante, e pelos repórteres Henrique Rodriguez, Isadora Carvalho e Vitor Matsubara. Na área gráfica, trabalham os editores de arte Fernando Pires e Fábio Paiva. Testes de pista são realizados pelos pilotos de teste Jorge Luiz Alves e Eduardo Campilongo.

Longa Duração[editar | editar código-fonte]

Criada há 44 anos, esta seção é uma instituição de Quatro Rodas. A publicação compra os carros zero quilômetro e os utiliza como consumidor comum, sem identificá-los, ao longo de 60 mil km. Até hoje a QR é a única publicação brasileira a realizar este tipo de teste. Também é a única do mundo a comprar os veículos como cliente comum, em vez de avaliar carros cedidos pelas montadoras, como fazem revistas internacionais.

O objetivo do Longa Duração é avaliar a resistência, durabilidade e qualidade do carro e dos serviços de pós-venda da rede autorizada, além da disponibilidade de peças e dos preços cobrados.

Antes de integrar a frota, os carros recebem algumas marcações secretas para que seja possível notar se todos os serviços previstos nas revisões foram executados em conformidade, ou se foram feitas intervenções que não estavam previstas. Desta forma também se inibe qualquer tratamento diferenciado a seus carros. O carro passa por testes de pista aos 1.000 km e aos 60.000 km e os números são confrontados, avaliando-se a variação nos números de desempenho, consumo, frenagem e ruído interno.

Antes do último teste, porém, a publicação leva o carro em concessionárias e lojas de veículos usados para que seja feita uma avaliação de valor de venda do veículo. O objetivo é descobrir a desvalorização do modelo e se ele é bem aceito no mercado de usados.

Mas a passagem de cada carro pelo Longa Duração só é encerrada após o completo desmonte do veículo. É neste momento que avalia-se a integridade da carroceria, dos sistemas do veículo e se houve desgaste de seus componentes. O motor é desmontado por completo e as folgas de seus componentes são avaliadas pelos especialistas da revista. Também vem à tona defeitos de projeto e quaisquer falhas dos serviços prestados pela rede da fabricante ou de seu plano de revisões.

A passagem de cada carro pelo Longa Duração leva, em média, 15 edições. E cada acontecimento com os carros é rigorosamente analisado e relatado sob a forma de matérias mensais para que o leitor possa decidir a compra de seu próximo carro.

Mas nem sempre o Longa Duração avaliou carros por 60.000 km. Entre 1973 e 1986 durava a metade disso, 30.000 km. De 1986 a 1990, a maratona foi de 50.000 km. Apenas um carro ultrapassou essa jornada: a Parati 1.0 16V Turbo, de 2002, foi testada excepcionalmente por 100.000 km. O objetivo era descobrir se o motor 1.0 aguentaria a pressão extra do turbocompressor.

Até a edição de 50 anos, 121 carros já haviam passado pelo Longa Duração. Mas nem todos conseguiram completar a maratona:

  • Volkswagen Voyage, 1987: Foi roubado aos 22.169 km. Apenas a carcaça depenada foi encontrada 8 dias depois.
  • Fiat Uno, 1991: Lavagem do motor feita pela concessionária com produto ácido encerrou o teste aos 12.051 km.
  • Suzuki Swift, 1992: Primeiro importado do Longa Duração virou sucata após um caminhão de lixo cair sobre ele.
  • VW Fusca, 1994: Encerrou o teste em uma colisão com poste aos 29.384 km.
  • Fiat Stilo, 2003: Mergulhou no rio Parnaíba, no Piauí, aos 6.000 km.
  • Fiat Idea, 2006: o primeiro foi roubado. Compraram outro, que também foi roubado, porém encontrado. Mas o teste foi encerrado após perderem o prazo de uma revisão.
  • Effa M100, 2009: primeiro chinês da seção, teve o teste interrompido aos 42.000 km por falta de segurança.

História[editar | editar código-fonte]

Capa da revista Quatro Rodas em 2014.

Em 1960, a revista foi lançada com o objetivo de levar aos leitores informações sobre a então nascente industria automobilística brasileira. Fruto de uma iniciativa do então diretor geral e fundador da editora abril Victor Civita, passou a ter o automóvel como principal pauta das reportagens. Na primeira edição em agosto de 1960, os editores Roberto Civita e Mino Carta percorreram os 407 km da Via Dutra, a principal ligação rodoviária do pais. O primeiro teste ocorreu em agosto de 1961, um ano após o lançamento. O carro testado na ocasião foi um DKW-Vemag Belcar. O teste envolveu oito profissionais e contou com a ajuda de policiais rodoviários, que fechavam a pista por curtos períodos.

Em 1962, a chegada de Expedito Marazzi trouxe grandes mudanças: ele criou a seção impressões ao dirigir, onde os repórteres contam as experiências em dirigir os carros mais desejados. Outro profissional de destaque foi Nehemias Vassão. Ele foi responsável pelos mais diversos flagrantes de segredos de carros nacionais.inclusive o Vw Brasilia onde o Fotografo Claudio Larangeira,foram perseguidos a tiros pelos seguranças da Volkswagen, Usando as mais variadas estratégias ele registrou fotos dos futuros lançamentos da indústria automobilística.

A partir de 1965, ocorrem grandes mudanças na linha editorial: com a chegada de Leszek Bilyk, a revista passa a ter o padrão de qualidade das principais publicações estrangeiras e realizou o 1º concurso de carros nacionais fora de serie. Alem de testar carros, a revista também se dedicou ao turismo e as reportagens investigativas. Entre as reportagens de destaque estão duas relacionados a emissão de documentos: Em 1965 a revista publicou uma reportagem em que um motorista obteve um licenciamento de um carro roubado e rodou por um mês. Outra reportagem, de 1968, mostra como um deficiente visual conseguiu uma carteira de habilitação. A matéria repercutiu na imprensa e ganhou o premio Esso de jornalismo.

Em 1969 a revista realizou a mais audaciosa iniciativa: encomendou três unidades do Puma GT. O projeto de design foi de Anísio Campos, enquanto a construção da carroceria foi de Rino Malzoni e o desenvolvimento mecânico foi de Jorge Lettry. O desenvolvimento foi acompanhado de perto pela equipe ao Iongo de nove meses. No mesmo ano o major Silveira Martins,que coordenava os testes nas rodovias deixa o cargo para assumir a presidência da FNM.

A partir de 1970, a revista intensifica a cobertura das competições automobilísticas em especial da Formula 1. Em conjunto com a recém lançada Placar, o repórter Lemyr Martins passou a acompanhar as provas da categoria, com reportagens em cada edição. na mesma época o piloto Emerson Fittipaldi se tornou colaborador da revista. Entre 1969 e 1975 fez dezenas de avaliações e escreveu artigos sobre a Formula 1.

Em 1971 foi realizado a primeira edição do concurso melhor motorista do Brasil. Os prêmios foram: (um Dodge Charger para o vencedor, um Chevrolet Opala para o segundo lugar e um Ford Corcel para o terceiro lugar) foram distribuídos entre os vencedores.

A partir de 1973 a revista dá inicio a uma das seções mais comentadas do segmento automotivo: o teste de Longa Duração, onde a revista comprava os carros, testava-os por milhares de quilômetros e, ao fim do teste, desmontava e avaliava peça por peça. Na mesma época, vários pilotos participaram de avaliação de carros nacionais. O tricampeão Jackie Stewart testou seis carros em 1970. No ano seguinte, o fundador da equipe Lotus Colin Chapman fez um comparativo ao lado de Emerson Fittipaldi e o piloto sul africano Jody Scheckter também fez testes

Em 2000, a Quatro Rodas foi a primeira revista brasileira a realizar um crash-test com quatro modelos populares vendidos no Brasil naquele tempo: Chevrolet Corsa, Fiat Palio, Ford Fiesta e Volkswagen Gol. O teste acabou descobrindo uma falha grave no fecho do cinto de segurança do Palio, o que posteriormente motivaria a realização de um grande recall.

Referências

  1. «melhor compra | Quatro Rodas». Quatro Rodas. Consultado em 5 de setembro de 2017 
  2. «Top Ten | Quatro Rodas». Quatro Rodas. Consultado em 5 de setembro de 2017 
  3. «Longa Duração | Quatro Rodas». Quatro Rodas. Consultado em 5 de setembro de 2017 
  4. «Segredo | Quatro Rodas». Quatro Rodas. Consultado em 5 de setembro de 2017 
  5. «Auto-serviço». Quatro Rodas. Consultado em 5 de setembro de 2017 
  6. «usados | Quatro Rodas». Quatro Rodas. Consultado em 5 de setembro de 2017 
  7. «correio técnico | Quatro Rodas». Quatro Rodas. Consultado em 5 de setembro de 2017 
  8. «autodefesa | Quatro Rodas». Quatro Rodas. Consultado em 5 de setembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre meios de comunicação ou jornalismo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.