Revolução digital

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O antigo computador HRS-100.

No final da década de 1960, surgiu a Internet, criada pela ARPANET, com o intuito de interligar dados a outros computadores. Mas a Internet conhecida nos dias de hoje, só teve início no começo de 1990, através do World Wide Web (Rede de Alcance Mundial) - as iniciais WWW que digitamos para acessar os sites - criado pela CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear). Antigamente, era apenas de uso exclusivo da indústria bélica, utilizada nas buscas de tecnologia de espionagem. A partir daí o que era de acesso somente de quem tivesse profundo entendimento de computadores, passou a ser alcançado por outras pessoas que não tinham tanto conhecimento. Assim, a Internet que antes era associada a fanáticos por computadores e pesquisadores, ficou popularizada entre diversos tipos de pessoas, fazendo parte dos lares e sendo utilizada por toda a família.

A revolução digital nos dias de hoje[editar | editar código-fonte]

A Internet, que antes era mais restrita aos norte-americanos, explodiu em outros países, penetrando na sociedade, da mesma forma que a energia elétrica no passado. Através do computador, foi possível um novo aumento no uso da escrita, que estava apagada com o avanço das mídias audiovisuais, principalmente a televisão.

Essa popularização deu início a revolução digital, que modificou completamente, a sociedade. O número de pessoas que navegam na Internet cresce a cada dia que passa. Um novo mundo cheio de vantagens e facilidades foi descoberto. Informação, interatividade, relações pessoais, negociações, notícias, compras e outras necessidades do dia-a-dia ganharam um grande espaço na web. O mundo está diminuindo e não há distância geográfica que a Internet não possa proporcionar uma aproximação das pessoas que dela utilizam para manter contatos entre si.

A globalização da Internet é muito maior do que a que veio com as grandes navegações, que ampliaram o mercado. O trabalho feito nos parâmetros da revolução industrial tornou-se muito menos eficaz do que o mercado que a Internet propõe nos dias de hoje. O comércio online explodiu, trazendo uma nova forma de negociação entre os consumidores e as empresas, sem a necessidade de um vendedor para intermediar a compra. Também na medicina, na educação, nas artes e na economia, a Internet revolucionou e possibilitou.

Revolução digital e o futuro da propaganda[editar | editar código-fonte]

Uma pesquisa realizada pela Ogilvyone dos Estados Unidos chegou a conclusão que, até 2020, 80% das mídias serão digitais. E a propaganda, com a revolução digital os consumidores estão a cada vez mais exigentes, está havendo uma mudança em seus hábitos, e com isso publicitários procuram inovar a cada vez mais, com propagandas em lugares inusitados e sempre com muita criatividade. Muitas empresas já estão se adaptando a essa revolução, e inserindo a marca de seus produtos em programas de televisão e até mesmo em games, pois o consumidor passa a entender a mensagem de uma outra maneira, pois não está vendo a propaganda em si, mas sim, assistindo a um programa ou jogando seu game favorito, e capta a mensagem de uma forma indiretamente, o que é execelente para a marca anunciada, pois o consumidor está fazendo algo que gosta e relaciona a marca com o que está assistindo ou jogando. Essas são algumas das inúmeras opções de inovação para a propaganda. Será o "fim" dos outdoors, mobiliario urbano, busdoors, e o início de um grande "filme" pois as propagandas procurarão ainda mais maneiras de conquistar o consumidor, que já está se adaptando muito bem a esta revolução. Porém um estudo controverso oriundo da Universidade de Washington foi realizado em Junho de 2016 na qual saiu um resultado controverso que defende que as crianças não devem ser adequar ao estágio mais moderno da transição para o mundo digital pela justificativa de que a escrita a mão ajuda a desenvolver o cérebro das crianças.[1]

Inclusão e exclusão digital[editar | editar código-fonte]

No Brasil, quem utiliza essa tecnologia da informação pode ser chamado de incluído digitalmente. A inclusão digital ainda é um problema no país. Em 2009, existe uma facilidade maior para a compra de computadores. Desde novembro de 2005, o governo federal pôs em prática um projeto de financiamento de computadores, que tem como objetivo, incluir o máximo de pessoas na sociedade digital. Mesmo com esta melhoria, o Brasil ainda é um país de muita miséria. Logo, ainda é um país de muitos excluídos digitalmente, já que exclusão digital e pobreza estão relacionadas mundialmente.[carece de fontes?]

Com migração das atividades econômicas, governamentais e culturais para a rede, a exclusão digital passa a impedir a redução da exclusão social. Logo, o excluído que estará fora da rede, ficará de fora, também, dos principais fluxos de informação. Além disso, essa nova tecnologia tende a ampliar o distanciamento entre o rico e o pobre.[carece de fontes?]

Outro ponto importante é o mercado de trabalho, que está cada vez mais exigente. Um quesito básico que um funcionário precisa ter para ser contratado em uma empresa é o conhecimento sobre a rede de computadores, já que a Internet é um item necessário em um ambiente de trabalho empresarial. Logo, a exclusão digital e o desemprego possuem uma forte ligação. Para o desenvolvimento de um país, é bastante importante o investimento em incluir quem está de fora desse novo mundo.[carece de fontes?]

Mas a exclusão digital não está ligada somente a quem não tem acesso à rede de computadores. Mesmo que usufrui desta tecnologia, não têm o mínimo de conhecimento sobre ela. A maioria dos usuários não sabe dos riscos que pode correr ao criarem uma conta de e-mail. Um exemplo de risco é a falta de privacidade. Uma empresa pode possuir total acesso aos e-mails do usuário quando e como quiser. Pensadores que vão mais afundo na questão da exclusão digital, acreditam que, quem não está informado o suficiente das vantagens e desvantagens que a rede pode oferecer, conhecendo superficialmente o serviço que está utilizando, pode ser considerado um excluído da sociedade digital. [carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. Exclusão digital : a miséria na era da informação. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2003.
  2. SALES, Iracema . Exclusão digital cria um novo tipo de analfabetismo.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]