Revolução dos Flamingos
Este artigo ou se(c)ção trata de uma manifestação ou protesto recente ou em curso. |
| Revolução dos Flamingos | |
|---|---|
Protestos nas ruas de Tirana, a 13 de junho | |
| Período | 23 maio de 2026 – presente |
| Local | Zvërnec, Tirana – Albânia |
| Objetivos |
|
| Métodos | manifestação, protestos |
Revolução dos Flamingos, inicada como protestos em Zvërnec,[1][2] são uma série de manifestações em curso, que começaram em maio de 2026 nas aldeias de Zvërnec e Nartë, na região de Vlorë, na Albânia, antes de se expandirem para a capital, Tirana. Os protestos foram organizados por moradores locais, ativistas ambientais e organizações da sociedade civil em oposição a um projecto de desenvolvimento turístico de luxo multimilionário proposto para a área de Portonovo e a ilha vizinha de Sazan.[3][4] O projecto foi associado à Affinity Partners, uma empresa de investimentos liderada pelo investidor americano Jared Kushner, e à sua esposa Ivanka Trump.[5][6] Os manifestantes referem preocupações ambientais significativas relativas a ecossistemas protegidos, alegações de corrupção, disputas sobre a propriedade da terra e uma alegada falta de transparência nos procedimentos de planeamento e licenciamento.[7][8]
As manifestações receberam atenção internacional após confrontos físicos entre manifestantes e pessoal de segurança privada no local do projeto Zvërnec a 30 de maio de 2026, após os quais os protestos se expandiram para a capital, Tirana, e continuaram por vários dias consecutivos.[9][10][11] Durante os protestos, várias vozes exigiram a suspensão imediata do projeto e até a demissão do primeiro-ministro, Edi Rama defendendo que o país "não está à venda" e que o património natural pertence à população. Alguns manifestantes também adotaram posições anti-Israel, alegando que a tomada de poder fazia parte de uma "agenda israelita" para assumir o controlo de Zvërnec, o que várias fontes caracterizaram como desinformação ou teorias da conspiração,[12][13] enquanto outras tomaram como válido.[14]
Os protestos passaram a concentrar-se em Tirana, especialmente na Praça Skanderbeg, no gabinete do Primeiro-Ministro, no Boulevard Dëshmorët e Kombit, no Parlamento e noutros espaços públicos simbólicos. As manifestações diárias atraíram dezenas de milhares de participantes, enquanto mobilizações de maior dimensão, tanto a nível nacional como focadas na diáspora, tiveram lugar nos dias 10, 13 e 20 de Junho. O protesto de 20 de Junho tornou-se a maior manifestação do movimento até à data, com os meios de comunicação albaneses a estimarem mais de 250.000 participantes e a descreverem a multidão a ocupar grande parte do Boulevard Dëshmorët e Kombit, desde a Praça Skanderbeg até à Praça Madre Teresa. O movimento foi descrito como descentralizado, com os jovens e os membros da Geração Z a desempenharem um papel de destaque, juntamente com grupos da sociedade civil, activistas ambientais, residentes locais, figuras públicas e comunidades da diáspora.[15]
Contexto
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Os protestos ocorreram após o anúncio de planos para um projeto de desenvolvimento turístico na área de Portonovo pela empresa Zvërnec South Adriatic Development.[16]
O projeto tornou-se objecto de debate público. Os opositores, incluindo moradores locais e organizações ambientais, expressaram preocupações quanto ao potencial impacto ambiental do empreendimento e levantaram questões sobre a propriedade da terra dentro da área do projeto.[3]
De acordo com relatos publicados pelos meios de comunicação albaneses, o desenvolvimento proposto abrangeria aproximadamente 2,6 milhões de metros quadrados e envolveria infraestruturas relacionadas com o turismo na zona costeira perto de Zvërnec e Nartë, bem como na ilha vizinha de Sazan.[17] A Reuters noticiou que o desenvolvimento mais amplo ligado a Kushner incluía um projeto de ilha e um troço costeiro não desenvolvido perto da paisagem protegida de Vjosa-Nartë, uma área associada a flamingos, focas e locais de nidificação de tartarugas marinhas.[10]
Os representantes do projeto afirmaram que o empreendimento estava a ser realizado de acordo com a lei albanesa e os procedimentos de planeneamento aplicáveis.[16]
Protestos
[editar | editar código]A 23 de maio de 2026, moradores locais e ativistas ambientais juntaram-se perto da Lagoa de Narta para protestar contra a cerca de arame farpado da praia de Pishë Poro, parte da paisagem protegida de Vjosa-Narta. De acordo com o Reporter.al, os manifestantes carregavam faixas defendendo o meio ambiente natural e se opondo ao que descreveram como a apropriação de propriedade local por interesses comerciais ligados ao governo.[18]
A 30 de maio de 2026, manifestantes juntaram-se perto do local do projeto em Portonovo. Durante o protesto, ocorreram confrontos entre manifestantes e seguranças privados presentes no local. Vídeos e fotografias publicados por ativistas e jornalistas albaneses mostraram altercações físicas e o uso de gás pimenta durante o incidente. De acordo com relatos locais, o gás pimenta também atingiu poícias e a ativista e jornalista Loreta Koleci.[19] Após os eventos, as autoridades albanesas anunciaram investigações sobre a conduta dos indivíduos envolvidos.[20]

A 1 de junho de 2026, os protestos expandiram-se para Tirana. A Euronews noticiou que as pessoas saíram às ruas da capital albanesa contra o projecto do resort, enquanto os manifestantes gritavam "A Albânia pertence aos albaneses", levando cartazes com os dizeres "Tirem as mãos de Vjosa-Narta".[9]
A 3 de junho, as manifestações continuaram em Tirana. A Associated Press noticiou que o protesto se tornou violento depois de os manifestantes terem rompido um cordão policial e a polícia ter usado canhões de água para dispersar a multidão. Fotografias da Reuters do mesmo dia mostraram manifestantes a entrar em confronto com a polícia durante um protesto contra o resort planeado. Os manifestantes transportavam também recortes de flamingos e flamingos insufláveis, em referência à vida selvagem dos pântanos de Vjosa-Narta.[16]
A 4 e 5 de junho, os manifestantes voltaram a reunir-se em frente ao gabinete do primeiro-ministro Edi Rama, em Tirana. A Reuters noticiou que os manifestantes transportavam flamingos insufláveis cor-de-rosa e gritavam palavras de ordem como "revolução" e "parem o projeto", enquanto pediam a demissão de Rama.[21][22]
A 20 de junho, o vigésimo primeiro dia consecutivo de protestos tornou-se a maior manifestação do movimento até então. O protesto foi organizado como uma mobilização antigovernamental a nível nacional, em Tirana, com participantes vindos de toda a Albânia e da diáspora albanesa. Os manifestantes da diáspora entraram na capital em comboios de automóveis antes do comício da noite, incluindo grupos que viajaram do estrangeiro e passaram por Muriqan e Shkodër antes de seguirem para Tirana.[23]
A 21 de junho, a onda de protestos chegou também à Baía de Kakome, onde os residentes e emigrantes, principalmente de Nivicë, se reuniram num protesto simbólico contra as antigas disputas de propriedade na baía. Os manifestantes removeram troços de vedações, guaritas e fios de arame farpado, alegando estarem a defender terras que consideravam propriedade ancestral. Os participantes afirmaram que a disputa de Kakome se arrasta desde 2004 e acusaram as sucessivas forças políticas de não conseguirem resolver a questão. Participaram cerca de 250 pessoas, incluindo residentes, emigrantes que regressaram da Grécia, apoiantes locais e visitantes estrangeiros. O protesto foi pacífico e não houve registo de confrontos.[24]
A 26 de junho, um pequeno grupo de manifestantes passou a noite perto do gabinete do primeiro-ministro, dando continuidade a um padrão que se desenvolveu após os discursos noturnos dos dias anteriores.[25] Mais tarde, nesse mesmo dia, realizou-se o vigésimo sétimo protesto em Tirana contra Rama e o seu governo. Depois de se reunirem em frente ao gabinete do primeiro-ministro, os manifestantes marcharam pela capital, apresentando novamente a exigência da demissão de Rama como inegociável e enquadrando o movimento como uma rejeição do establishment político em geral. O grupo coordenador do protesto enviou também uma carta oficial aos embaixadores ocidentais e chefes de missão acreditados na Albânia, descrevendo o movimento como pacífico e cívico e pedindo-lhes que levassem a sério as cinco exigências inegociáveis dos manifestantes, incluindo a demissão de Rama, um governo técnico não partidário de 12 meses, reformas constitucionais e eleitorais, a revogação de leis e pacotes contestados e a elaboração de um novo contrato social.[26]
No dia 29 de junho, realizou-se o 30º protesto consecutivo em Tirana, assinalando um mês de manifestações diárias. Os manifestantes voltaram a reunir-se na Praça Skanderbeg, marcharam até ao gabinete do Primeiro-Ministro e discursaram antes de continuarem pelas principais ruas da capital.[27] Vários representantes políticos europeus juntaram-se ou discursaram no protesto. Os meios de comunicação albaneses noticiaram inicialmente a presença dos eurodeputados Tineke Strik, Daniel Freund, Cristina Guarda, Jutta Paulus e Anna Strolenberg, enquanto que, posteriormente, a cobertura jornalística também noticiou discursos de Nicolae Ștefănuță, vice-presidente do Parlamento Europeu, e de Vula Tsetsi, co-presidente do Partido Verde Europeu. As suas observações centraram-se na democracia, no combate à corrupção, na proteção ambiental e no futuro europeu da Albânia, tendo vários oradores afirmado que a mensagem dos manifestantes seria levada a Bruxelas.[27][28][29]
A 2 de julho, realizou-se em Tirana o 33º protesto nocturno consecutivo. Os manifestantes reuniram-se na Praça Skanderbeg às 19h00, antes de marcharem em direção ao gabinete do primeiro-ministro, onde voltaram a exigir a demissão de Rama. Mais cedo nesse dia, os organizadores tinham convocado cidadãos de toda a Albânia e da diáspora a juntarem-se ao protesto nocturno, afirmando que a manifestação continuaria até que a exigência da demissão de Rama fosse atendida.[30]
Alcance internacional
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Foram também organizados inúmeros protestos em todo o mundo em solidariedade com os protestos na Albânia, incluindo no Canadá, Alemanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. Um número considerável de protestos foi também organizado em diversas cidades de Itália.[31][32]
A 7 de Junho, foram realizados protestos da diáspora em várias cidades, incluindo Londres, Bruxelas, Hamburgo, Milão, Nova Iorque e Berna, com os participantes a oporem-se à forma como o governo lidou com os projectos planeados e a exigirem maior transparência e responsabilização. Outras manifestações simultâneas foram planeadas para 14 de junho em 17 cidades da Europa e da América do Norte, incluindo Nova Iorque, Chicago, Boston, Michigan, Toronto, Berlim, Munique, Colónia, Estugarda, Atenas, Génova, Faenza, Haia, Estrasburgo, Viena, Oslo e Odense.[33][34]
A 16 de junho, Rama foi confrontado por manifestantes albaneses em Berlim durante a sua visita à Conferência Anual do Comité Oriental. À saída do evento, os manifestantes entoaram slogans como "Edi Rama, traidor, demite-te o mais rápido possível", "Vergonha", "Cancelem o projeto" e "Cancelem a lei"; Rama acenou aos manifestantes antes de entrar no seu carro.[35]
A 1 de julho, Rama foi novamente confrontado por manifestantes da diáspora albanesa na Alemanha, desta vez em Düsseldorf, onde se tinha deslocado para uma reunião com Hendrik Wüst, Ministro-Presidente da Renânia do Norte-Vestfália. Um grupo de manifestantes albaneses que ostentavam símbolos nacionais reuniu-se no início da reunião e exigiu a demissão de Rama. O BalkanWeb noticiou que os manifestantes também exibiram cartazes e palavras de ordem contra leis que, segundo eles, favoreciam a privatização de bens públicos, ligando o protesto de Düsseldorf às manifestações mais amplas que ocorriam em Tirana.[36]
Símbolos
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Os flamingos transformaram-se no principal símbolo dos protestos, com alguns a substituir as águias da bandeira da Albânia por flamingos e a trocar o fundo vermelho por azul para simbolizar o mar. Fontes afirmaram que, ao contrário de símbolos como as rosas, os flamingos não estavam relacionados com nenhum partido político activo e, por isso, foram gerados inteiramente pela base popular.[37]
O flamingo, uma das espécies que habita o ecossistema pantanoso de Vjosa-Nartë, tornou-se o principal símbolo das manifestações, dando origem ao nome Revolução dos Flamingos. Os manifestantes usaram recortes de flamingos, flamingos insufláveis, bandeiras nacionais e imagens de protesto modificadas para representar tanto a protecção ambiental como a resistência cívica em geral. Rama defendeu o projecto como um grande investimento estrangeiro, rejeitou as alegações de conduta ilegal, desvalorizou a dimensão dos protestos e retratou partes do movimento como influenciadas por desinformação, interesses estrangeiros ou uma "guerra híbrida" mais ampla. A sua resposta, juntamente com o apoio inicial de Berisha ao projecto, tornaram-se parte da crítica mais ampla dos manifestantes à classe política albanesa.[38]
Outro símbolo que apareceu durante os protestos foi Edi Rama vestido como um rabino israelita.[12]
Reações
[editar | editar código]Após o incidente de 30 de maio, a Polícia Estatal Albanesa anunciou investigações sobre os eventos no local do protesto. A Direção-Geral da Polícia Estatal suspendeu posteriormente o Diretor de Polícia de Vlorë, afirmando que as informações inicialmente divulgadas sobre o incidente eram imprecisas.[3] O primeiro-ministro Edi Rama afirmou que o terreno incluído no projeto foi adquirido legalmente por proprietários privados e rejeitou as alegações de transferência ilegal de propriedade pública.[39] Ainda, numa publicação na sua página no instagram, Rama disse que o objetivo é “transformar a cidade de Vlora no olho do turismo neste lado do mundo, enquanto a Albânia sobe para a Liga do Mundo de Campeões de Turismo”.[40]
Resposta internacional
[editar | editar código]A delegação da União Europeia na Albânia solicitou informações às autoridades albanesas sobre os desenvolvimentos na área. Os representantes da delegação enfatizaram a importância da proteção ambiental e das normas de conservação no âmbito do processo de adesão da Albânia à União Europeia.[17]
Em Itália, a Aliança Verde-Esquerda, concretamente Angelo Bonelli, condenaram Edi Rama, afirmando que este estava a vender o alegado património natural do seu país a investidores estrangeiros, declarando a sua solidariedade para com os protestos.[41]
Referências
- ↑ «Press Review - Albania's 'flamingo revolution' against Jared-Kushner-backed luxury resort». France 24 (em inglês). 4 de junho de 2026. Consultado em 4 de junho de 2026. Cópia arquivada em 10 de junho de 2026
- ↑ «Albania's growing 'flamingo revolution' targets Jared Kushner resort». POLITICO (em inglês). 3 de junho de 2026. Consultado em 4 de junho de 2026. Cópia arquivada em 4 de junho de 2026
- 1 2 3 Karaj, Vladimir (30 de maio de 2026). «"Në spital pështynte gjak": Përplasje në Zvërnec gjatë protestës kundër resortit në zonë të mbrojtur». Reporter.al (em albanês). Consultado em 31 de maio de 2026. Cópia arquivada em 31 de maio de 2026
- ↑ «Albanians protest over Kushner-linked luxury resort on pristine coastline». Reuters. 3 de junho de 2026. Consultado em 4 de junho de 2026
- ↑ Higgins, Andrew (2 de junho de 2026). «Protests in Albania Target Luxury Hotel Project Linked to Jared Kushner». The New York Times. Consultado em 3 de junho de 2026
- ↑ Protest in Albania against work on luxury development linked to Ivanka Trump and Jared Kushner. Associated Press. 2 de junho de 2026. Consultado em 3 de junho de 2026. Cópia arquivada em 3 de junho de 2026
- ↑ Smith, Helena (4 de junho de 2026). «Protests in Albania grow over Jared Kushner-backed luxury resort». The Guardian. Consultado em 4 de junho de 2026
- ↑ Nierenberg, Amelia (2 de junho de 2026). «Protests Grow in Albania Over Kushner-Linked Project». The New York Times. Consultado em 4 de junho de 2026
- 1 2 Flori, Anna (2 de junho de 2026). «Protests against luxury resort in Albania linked to Jared Kushner now in second day». Euronews. Consultado em 4 de junho de 2026. Cópia arquivada em 3 de junho de 2026
- 1 2 Cimili, Zana (4 de junho de 2026). «What to know about the growing opposition to Trump family-linked resort in Albania». Associated Press. Consultado em 4 de junho de 2026. Cópia arquivada em 4 de junho de 2026
- ↑ «Albânia: protestos contra polémico resort ligado à família Trump no terceiro dia». Euronews. 04/06/2026. Consultado em 5 de junho de 2026. Cópia arquivada em 8 de junho de 2026
- 1 2 «"Israel is taking Zvërnec" – The manipulation that infected the protest in front of the Prime Minister's Office». Vox News. Consultado em 4 de junho de 2026
- ↑ «Albania's growing 'flamingo revolution' targets Jared Kushner resort». POLITICO (em inglês). 3 de junho de 2026. Consultado em 4 de junho de 2026
- ↑ Cavalli, Giulio (3 de junho de 2026). «Albania, monta la protesta contro il resort di Kushner». LA NOTIZIA (em italiano). Consultado em 4 de junho de 2026. Cópia arquivada em 11 de junho de 2026
- ↑ Albanians protest Kushner plan for Sazan Island luxury resort. Al Jazeera. 2 de junho de 2026. Consultado em 3 de junho de 2026. Cópia arquivada em 3 de junho de 2026
- 1 2 3 «Kompania e projektit në Zvërnec reagon pas protestave: Investim mbi 4 miliardë euro, do hapen 10 mijë vende pune! Trualli është pronësi private». Panorama (Albania) (em albanês). 31 de maio de 2026. Consultado em 31 de maio de 2026. Cópia arquivada em 10 de junho de 2026
- 1 2 «Debati për Zvërnecin, 2.6 milionë m² ndërtim pa leje mjedisore, Rama: S'po falim gjë, është pronë private» [The debate over Zvërnec: 2.6 million m² of construction without an environmental permit; Rama: We are not giving anything away, it is private property]. Faktoje.al (em albanês). 29 de maio de 2026. Consultado em 31 de maio de 2026. Cópia arquivada em 19 de junho de 2026
- ↑ Karaj, Vladimir (29 de maio de 2026). «The Investors Behind the Trump Family's Albanian Resort». Reporter.al. Consultado em 4 de junho de 2026
- ↑ «Një i arrestuar/ Kush janë rojet e "Major Security" që dhunuan protestuesit në Zvërnec, hetim zinxhirit drejtues të policisë». Boldnews.al (em albanês). 31 de maio de 2026. Consultado em 31 de maio de 2026. Cópia arquivada em 1 de junho de 2026
- ↑ «State Police launches investigation into Vlora Police chain of command». Hashtag.al. 31 de maio de 2026. Consultado em 4 de junho de 2026. Cópia arquivada em 3 de junho de 2026
- ↑ «'Albania is not for sale', protesters say over Kushner-linked luxury resort near a protected wetland». Reuters. 5 de junho de 2026. Consultado em 5 de junho de 2026
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- ↑ «VIDEO/ Rama pritet me protesta edhe në Gjermani, shqiptarët tubim në Düsseldorf: Jepe dorëheqjen!» [Video / Rama is met with protests also in Germany, Albanians rally in Düsseldorf: Resign!]. BalkanWeb (em albanês). 1 de junho de 2026. Consultado em 1 de junho de 2026
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