Revoluções de 1917–1923

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Estátua de um soldado revolucionário; memorial à Revolução Alemã de 1918-1919 no Leste de Berlim.

As Revoluções de 1917-1923 formaram uma onda revolucionária precipitada pelo final da Primeira Guerra Mundial em geral, e pela Revolução Russa de 1917 em particular. Algumas autoridades datam a onda como tendo seu término em 1919 ou 1921.

Revoluções comunistas[editar | editar código-fonte]

Rússia[editar | editar código-fonte]

No Império Russo dilacerado por guerras ocorreria a Revolução de Fevereiro que derrubou a monarquia, enquanto os bolcheviques tomaram o poder na Revolução de Outubro. O ascendente partido bolchevique logo retirou-se da guerra com a Império Alemão na Frente Oriental e, em seguida, lutou contra seus rivais políticos na Guerra Civil Russa , incluindo forças invasoras da Entente: o Japão, a Checoslováquia, a Grécia, o Império Britânico, os Estados Unidos, a França, a Polônia, a Sérvia, a Romênia, a Itália e a China. Em resposta a Lenin, ao Partido Bolchevique e a emergente União Soviética, anticomunistas a partir de uma variedade ampla de facções ideológicas lutaram contra eles, em particular os contrarrevolucionários do Movimento Branco e os camponeses do Exército Verde, os diversos movimentos nacionalistas na Ucrânia e em outros possíveis novos estados como os localizados na Transcaucásia e Ásia Central soviética, através da inspiração anarquista e de levantes contra os bolcheviques, na Terceira Revolução Russa e na Revolta de Tambov.

Em 1921, diante de um boicote comercial organizado pelos países capitalistas, o cansaço e a fome, até mesmo elementos dissidentes do Exército Vermelho estavam em revolta contra o Estado comunista, como na Revolta de Kronstadt. No entanto a tentativa de restauração das antigas relações de propriedade feudal e os massacres que se seguiram à vitória do Movimento Branco, em conjunto com a solidariedade com a república dos operários pelos trabalhadores no estrangeiro (como os estivadores ingleses) estiveram entre os fatores que facilitaram a reconquista pelo Exército Vermelho uma vez isolado e perto de esgotamento, e levariam à eventual derrota dos brancos e da intervenção "imperialista". Os anos de luta, posteriormente transbordariam das fronteiras do Império Russo em colapso , com o regime bolchevique praticamente dirigindo a formação, por exemplo, da República Popular da Mongólia. Neste processo de revolução e contrarrevolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) nasceu em 1922.

Divisão Política da Europa em 1919, depois dos Tratados de Brest-Livotsk e Versalhes e antes dos tratados de Trianon, Kars e Riga e criação da União Soviética e da República da Turquia.

Europa Central[editar | editar código-fonte]

As vitórias leninistas também inspiraram uma onda de movimentos comunistas: a maior seria a Revolução Alemã e seus descendentes, como a República Soviética da Baviera, bem como a vizinha Revolução Húngara e o Biênio Vermelho na Itália, além de diversos levantes menores, protestos e greves, que malograram.

Estados Unidos e outros lugares[editar | editar código-fonte]

Também provocaria uma grave crise, incluindo a Grande Depressão nos Estados Unidos e o colapso do liberalismo e da democracia, na maioria dos países da Europa Central, Europa Oriental e Sul da Europa ao longo da década seguinte.

Os bolcheviques tentaram coordenar esta nova onda de revolução na União Soviética o que levou à Internacional Comunista, enquanto os novos partidos comunistas separados das suas antigas organizações socialistas e a mais velha e mais moderado Segunda Internacional. Apesar das ambições para uma revolução mundial, o longínquo movimento do Komintern teria mais reveses que sucessos durante a próxima geração, até a vitória soviética no final da Segunda Guerra Mundial traria uma multiplicação rápida dos Estados comunistas.

China[editar | editar código-fonte]

No Império da China, a não-comunista Revolução de 1911 havia derrubado a monarquia, mas não conseguiu garantir a nova República da China. Com aprovação soviética, o Kuomintang foi aliado do Partido Comunista Chinês para lutar na maior parte da guerra para a reunificação chinesa de 1928 (Primeira Frente Unida), até a vitória que permitiu que os nacionalistas chineses desligassem de seus antigos parceiros, precipitando a Guerra Civil Chinesa.

Revoluções não-comunistas[editar | editar código-fonte]

Grécia[editar | editar código-fonte]

Na Grécia, o terreno de várias guerras revanchistas no ano anterior à Primeira Guerra Mundial, as lealdades internacionais divididas da elite política chegou a uma crise sobre a entrada daquele país no grande conflito de 1914-1918 contra o seu inimigo histórico, o Império Otomano. Durante o que ficou conhecido como o Cisma Nacional, um movimento pró-Entente, liberal e nacionalista liderado por Eleftherios Venizelos lutou contra a monarquia conservadora e pró-Império Alemão de Constantino I pelo poder. Nos anos imediatamente a seguir, a nova liderança travaria a Guerra Greco-Turca, visando maiores reconquistas territoriais, em uma longa sucessão de guerras de libertação nacional.

Irlanda[editar | editar código-fonte]

Na Irlanda, então governada pelo Reino Unido, o secessionista Levante da Páscoa de 1916 antecipou a Guerra da Independência da Irlanda (1919-1921) durante o mesmo período histórico que esta primeira onda de revolução comunista. O movimento republicano irlandês da época era predominantemente nacionalista e populista, e embora tivesse posições de esquerda e incluído socialistas e comunistas, não foi comunista. Os irlandesas e as repúblicas soviéticas russas, no entanto, encontraram um terreno comum em sua oposição à interesses britânicos e estabeleceram relações comerciais.

México[editar | editar código-fonte]

O mesmo aconteceu com a Revolução Mexicana, que eclodiu em 1910, mas tinha se transformado em combates entre as facções rebeldes de 1915, enquanto as forças mais radicais de Emiliano Zapata e Pancho Villa perderam terreno para a oligarquia mais conservadora "Sonora", e seu Exército Constitucional. Os Felicistas, o último grande grupo de contrarrevolucionários, abandonou sua campanha armada em 1920, e as lutas fratricidas pelo poder diminuiriam por um tempo depois que o general revolucionário Álvaro Obregón teria subornado ou matado seus antigos aliados e rivais, mas a década seguinte testemunharia o assassinato de Obregón e de vários outros, tentativas de golpe militar abortadas e uma grande revolta de setores da direita, a Guerra Cristera, devido à perseguição religiosa de católicos romanos.

Egito[editar | editar código-fonte]

A Revolução Egípcia de 1919 foi uma revolução em todo o país contra a ocupação britânica do Egito e do Sudão. Foi realizada pelos egípcios e sudaneses de diferentes classes sociais na sequência do exílio ordenado pelos britânicos do líder revolucionário Saad Zaghlul, e outros membros do Partido Wafd, em 1919. A revolução levou ao reconhecimento da independência egípcia em 1922, e a implementação de uma nova Constituição em 1923. A Grã-Bretanha, no entanto, recusou-se a reconhecer a soberania egípcia sobre o Sudão, ou a retirar as suas forças do Canal de Suez, fatores que continuarim a azedar as relações anglo-egípcias nas décadas que antecederam a Revolução Egípcia de 1952.

Lista[editar | editar código-fonte]

Revoluções comunistas iniciadas entre 1917-1924[editar | editar código-fonte]

Insurreições de esquerda contra a União Soviética[editar | editar código-fonte]

Contrarrevoluções contra a União Soviética iniciadas em 1917-1921[editar | editar código-fonte]

Resposta às contrarrevoluções que começaram em 1917-1919[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]