Riacho Fundo

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Região Administrativa do Riacho Fundo
Bandeira do Riacho Fundo
Bandeira
Hino
Região Administrativa XVII
Fundação: 13 de Março de 1990
Lei de criação: 620 de 15 de dezembro de 1993

Sem mapa

Limites: Riacho Fundo II, Samambaia, Taguatinga, Águas Claras, Núcleo Bandeirante e Park Way
Distância de Brasília: 18 km
Administrador(a): Heitor Mitsuaki Kanegae
Área  
 - Total {{{área_total}}} km²
População  
 - Total 52 404 habitantes '
IDH 0,826 elevado SEPLAN/2000[1]
Site governamental www.riachofundo.df.gov.br
Vista aérea da área central de Riacho Fundo

Riacho Fundo é uma região administrativa do Distrito Federal brasileiro.

História[editar | editar código-fonte]

Vista aérea de Riacho Fundo

O Riacho Fundo originou-se da Granja do mesmo nome, localizada às margens do ribeirão Riacho Fundo, criada logo após a inauguração de Brasília, onde havia uma vila residencial para os funcionários. Para acabar com as favelas na periferia das cidades e núcleos urbanos, o Governo criou o programa de assentamento e, como parte desse programa, loteou a Granja Riacho Fundo em 13 de março de 1990 (data do aniversário da cidade), transferindo para lá moradores da Invasão do Bairro Telebrasília e outras localidades do Distrito Federal. O assentamento transformou-se na RA XVII pela Lei nº 620/93 e o Decreto nº 15.514/94.

A Granja também sediou, por longa data, a Residência Oficial dos Governos Militares, criada logo após a inauguração de Brasília e, mais tarde, transformada em Instituto de Saúde Mental. Hoje o local é considerado uma área de preservação ambiental (APA) devido a sua grande contribuição ecológica, por nele situarem-se nascentes de diversos córregos – incluindo o próprio Córrego Riacho Fundo, que inspirou o nome da cidade – e, sobretudo, pela diversidade da fauna e da flora nativos da região, ainda preservados.

Em fevereiro de 1994 foi criado o parcelamento do Riacho Fundo II, como parte integrante do Riacho Fundo I, que no ano de 2003 passou a ser uma nova Região Administrativa.

A área rural é composta pela Colônia Agrícola, pelo Combinado Agrourbano – CAUB I e por áreas isoladas. Na área rural está localizada a Fundação Cidade da Paz, além da sede da Universidade Holística Internacional e o setor de Pesquisa de Produção de Sementes da Empresa Brasileira de Pesquisa – EMBRAPA

População[editar | editar código-fonte]

Vista aérea do final de Riacho Fundo

Segundo Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) 2010/2011, a população do Riacho Fundo (incluindo: Colônia Agrícola Sucupira) foi estimada em 52 404 habitantes.

Aspectos socioeconômicos[editar | editar código-fonte]

Cerca de 44% dos componentes das famílias do Riacho Fundo nasceram no Distrito Federal. Em seguida, apareceram os nascidos em Minas Gerais (11%), em Goiás (8%), no Piauí (6%), na Bahia (6%) e no Ceará (5%). Segundo uma pesquisa elaborada pela Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan), realizada em 1997, as regiões administrativas do Riacho Fundo, Gama e Candangolândia apresentam níveis intermediários de escolaridade se comparadas as demais regiões do Distrito Federal. Na última pesquisa elaborada, em 2010, o Riacho Fundo, foi classificado como a 9ª melhor cidade do Distrito Federal para se viver, logo abaixo de regiões de maior poder aquisitivo como Brasília, Lago Sul, Lago Norte, Sudoeste/Octogonal, Jardim Botânico, Cruzeiro e Guará.

Segurança[editar | editar código-fonte]

29ª Delegacia de Polícia Civil na QS 06; 19º CPMind – Companhia de Polícia Militar independente; 21º CBMDF – Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal; São realizadas reuniões mensais com a presença dos principais representantes da PMDF, PCDF, CBMDF e Administração; 02 Posto Comunitário de Segurança (PCS) foram criados, para atender a parte Sul da cidade e a Colônia Agrícola Sucupira. Comparando-se os primeiros semestres de 2007 e 2008, houve um aumento significativo de apreensão de armas de fogo e de entorpecentes na cidade; Há uma maior atuação conjunta entre PMDF, Administração e Agência de Fiscalização do Governo do Distrito Federal, no sentido de coibir a atividade de bares que funcionam e horário impróprio e atraem a prática de atos delituosos; Efetivo + ou – 250,00 Posto Policial na QN 01 atrás do colégio CETELB.

Parque Ecológico Vivencial do Riacho Fundo[editar | editar código-fonte]

Criado em 1997 pelo decreto da Lei 1705/97 abrange uma área de 480 hectares e está classificado como Área de Preservação Ambiental (APA). Seus limites, ao norte pela Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), ao leste pelo Núcleo Bandeirante e Placa das Mercedes ao sul pelas rodovias DF-01 e DF-65 e ao oeste pelo Recanto das Emas, Samambaia e Taguatinga. Várias espécies de animais vivem nesse parque como a jaguatirica, macacos, peixes como os bagres e vários outros. Tem como objetivo garantir a diversidade biológica da fauna e flora locais, preservando o patrimônio genético das espécies e a qualidade dos recursos hídricos disponíveis; utilizar os componentes naturais locais para a educação ambiental; e proporcionar à população recreação e lazer, em contato direto com o meio ambiente, em harmonia com o ecossistema da região. Parte do Riacho Fundo, inclusive suas nascentes, situam-se no interior do parque. A área engloba grande extensão de mata, vegetação de Cerrado, pastos e bosques de espécies exóticas. A vegetação nativa está em bom estado de conservação.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Ranking decrescente do IDH-M das Regiões Administrativas do Distrito Federal». Secretaria de Planejamento e Orçamento do Governo do Distrito Federal (SEPLAN/DF). 2000. Consultado em 22 de julho de 2012. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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