António Ribeiro Chiado

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António Ribeiro Chiado
Estátua do poeta
Nascimento 1520
Évora, Portugal
Morte 1591 (71 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação Poeta
Magnum opus O Auto da Natural Invenção

António Ribeiro, O.F., conhecido por "O Chiado" ou "O Poeta Chiado" (Évora, 1520? - Lisboa, 1591).

Foi um poeta jocoso e satírico do século XVI, contemporâneo de Luís Vaz de Camões.

Era conhecido como Chiado (o poeta) por ter morado muitos anos no Chiado, em Lisboa, na rua assim chamada já naquele século, que no século XIX mudaria para Rua Garrett, nome que conserva até hoje.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Évora, provavelmente em 1520, num meio humilde. Professou na Ordem dos Franciscanos, na sua cidade natal, até ter optado por abandonar a vida de clausura. De Évora parte para Lisboa, onde o seu talento com as palavras o torna conhecido na zona lisboeta do Chiado. Segundo as descrições, seguiu uma vida de celibato, vestindo-se sempre com um hábito clerical.

Durante a sua vida gozou de grande popularidade não só por ser poeta mas também por ser um exímio improvisador e imitador das vozes e dos gestos de figuras conhecidas dessa época, sempre junto aos seus hábitos.

Faleceu em Lisboa, em 1591.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Não se têm dados exatos de todas as publicações de Chiado. Sabe-se que deixou muitos manuscritos, como os seguintes:

  • Autos (segundo o estilo de Gil Vicente, há menção a edições publicadas ainda em vida mas sem registos)
  • Auto de Gonçalo Chambão;
  • Auto da Natural Invenção.
Os seguintes autos foram encontrados juntos, num livro de miscelâneas:
  • Pratica de oyto feguras, Faria & Payua moços, Ambrosio da gama, Lopo da silueira, Gomez da Rocha fidalgos, Negro capelã, Ayres galuam;
  • Auto das regateyras per Antonio Ribeyro. Pratica de treze figuras, Velha, Briatiz, Negra, Comadre, Pero Vaz, Noyuo, May, Ioã Duarte, Afonso Tome, Frenã Dãdrade, Gomez Godinho, Brimanesa;
  • Pratica dos compadres, Fernam dorta, Brasia machada, Isabel, Vasco Lourenço, o compadre, Siluestra, Moço, namorado, a comadre, caualeyro Esteuam : auto terceiro.
Outras obras:
  • Philomena dos Louvores dos Santos com Outros Cantos Devotos;
  • Letreyros muyto sentenciosos, os quaes se acharam em certas sepulturas de Espanha;
  • Letreyros muyto sentenciosos… e hua regra spiritual que elle fez ao Geral de S. Francisco, e assi hua petiçam… ao Commissayro, e a resposta do Geral, feita por Affonso Alveres (Uma regra espiritual que fez ao Geral de S. Francisco, uma petição que fez ao Comissário, e a reposta do Geral, feita por Afonso Álvares).

O seu génio como poeta é mencionado por Camões, num dos versos do Auto d'El-Rei Seleuco.

Homenagem[editar | editar código-fonte]

No coração da Baixa de Lisboa, junto ao Bairro Alto, encontra-se a zona do Chiado. Nela está a estátua do poeta homónimo, inaugurada a 18 de Dezembro de 1925, por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, para homenageá-lo.

A estátua, de bronze, é da autoria de Costa Motta (tio) e a base, em pedra de lioz, de José Alexandre Soares. Nela se vê a representação do poeta sentado num pequeno banco, envergando um hábito de monge, sorrindo, com escárnio, numa posição arqueada, de convite.

Está situada entre as estátuas de nomes grandiosos da literatura portuguesa (Fernando Pessoa, Eça de Queirós e Camões), num largo rodeado de igrejas, teatros e livrarias, facto que levou alguns intelectuais da época a oporem-se veementemente à localização escolhida.