Ricardo Domeneck

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Ricardo Domeneck
Nascimento 1977 (41 anos)
Bebedouro
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Ocupação Escritor e artista visual
Principais trabalhos Ciclo do amante substituível

Ricardo Domeneck (Bebedouro, 1977) é um escritor e artista visual brasileiro, que vive e trabalha em Berlim, Alemanha.

Literatura[editar | editar código-fonte]

Estreou com o livro Carta aos anfíbios (Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2005). Seu segundo livro, intitulado a cadela sem Logos (São Paulo: Cosac Naify, 2007), integra a coleção de poesia contemporânea "Ás de Colete", dirigida pelo poeta e editor carioca Carlito Azevedo para a editora paulistana Cosac Naify. Em 2009, teve publicada uma edição artesanal de um pequeno volume de poemas, intitulado Corpos e palanques, pelo projeto Dulcineia Catadora, e ainda seu terceiro livro, intitulado Sons: Arranjo: Garganta (São Paulo: Cosac Naify, 2009). Em 2011, publicou a plaquete Cigarros na cama, lançado em conjunto pela Livraria Berinjela e por sua revista Modo de Usar & Co.. Seu último livro, Ciclo do amante substituível, foi publicado pela editora carioca 7Letras em 2012, com lançamento no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Tem colaborado com diversas revistas impressas e virtuais, como Inimigo Rumor, Cacto, Germina, Flasher, Green Integer Review e El Águila Ediciones. Seus poemas foram incluídos em antologias de poesia contemporânea brasileira na Argentina, Estados Unidos, Eslovênia, Espanha e Alemanha. É coeditor, com os poetas Marília Garcia, Angélica Freitas e Fabiano Calixto, da revista de poesia Modo de Usar & Co., e, com Oliver Roberts, da revista eletrônica HILDA magazine.

Vídeo e poesia sonora[editar | editar código-fonte]

A partir da apresentação de um vídeo intitulado Garganta com texto na TV Cultura, em dezembro de 2006, seu trabalho passa a utilizar um vocabulário multidisciplinar, movendo-se entre escrita, videoarte e performance. Fez parte de grupo de pesquisa corporal das técnicas coligidas e sistematizadas pelo coreógrafo mineiro Klauss Vianna, e viria a declarar em entrevistas que tal experiência, unida ao contacto direto com o público, através da oralização de seus textos em festivais de poesia, levaram-no a distanciar-se do trabalho poético como literatura e terreno exclusivo da escrita, dirigindo-se à performance e à experimentação com vídeo.

Trabalha também como DJ, adotando o nome Kate Boss, e videomaker em Berlim, Alemanha, tendo se apresentado como DJ, poeta e videomaker em cidades como Berlim, Buenos Aires, Londres, Roterdã, Antuérpia, Atenas, Budapeste, Praga, Copenhague e Dubai. Curador e organizador de eventos na capital alemã, é co-fundador do coletivo Kute Bash, que já promoveu apresentações de outros artistas, como a japonesa Hanayo, os americanos Kevin Blechdom e Mount Sims, os alemães Wolfgang Müller, Apparat e T.Raumschmiere, a belga Barbara Panther, os islandeses do Hellvar, ou o cineasta canadense Bruce LaBruce. O coletivo é ainda responsável pelo selo musical Kute Bash Records, que lançou o álbum L.I.C.K. My Favela, do Tetine.

Publicações[editar | editar código-fonte]

  • Carta aos anfíbios (Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2005)
  • When they spoke I / confused cortex / for context (London: Kute Bash Books, 2006)
  • "Ideologia da percepção" in Revista Inimigo Rumor (SP: Cosac Naify & RJ: Sete Letras, 2006)
  • a cadela sem Logos (São Paulo: Cosac Naify, 2007)
  • Corpos e palanques (São Paulo: Dulcineia Catadora, 2009)
  • Sons: Arranjo: Garganta (São Paulo: Cosac Naify, 2009)
  • Cigarros na cama (Rio de Janeiro: Berinjela/Modo de Usar & Co., 2011)
  • Ciclo do amante substituível (Rio de Janeiro: 7Letras, 2012)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]