Ricardo Pais

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Ricardo Pais
Nascimento 1945 (72 anos)
Leiria,  Portugal
Nacionalidade  Portugal
Ocupação Ator e encenador
IMDb: (inglês)

Ricardo Pais GOIH (Maceira, Leiria, 1945) é um ator e encenador português.

Muito jovem foi atraído pelo teatro, em parte devido à influência do seu pai, que era responsável pelo grupo de teatro da Casa de Pessoal da Empresa de Cimentos de Leiria[1]. Estudante de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, integrou o CITAC, até decidir trocar Coimbra por Lisboa e, de seguida, Portugal pelo Reino Unido[2]. Aí viria a obter o Director's Course Diploma, pelo Drama Centre London, em 1971.

Regressado após o 25 de abril de 1974, a sua primeira encenação é uma peça baseada numa obra de Carl Sternheim, As cuecas da vida heróica da burguesia[3]. Entre 1975 e 1983 foi professor de Direcção de Atores, na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa. Em 1985 fundou o Núcleo de Acção Cultural Área Urbana, em Viseu, para assumir de seguida a coordenação do serviço municipal Fórum Viseu, em 1987. Entre 1988 e 1990 foi funcionário da Secretaria de Estado da Cultura. Entre 1989 e 1990 dirigiu o Teatro Nacional D. Maria II. Em 1992 foi comissário-geral de Coimbra – Capital do Teatro.

Entre 1995 e 2000 assumiu a direção do Teatro Nacional de São João, ao qual regressou em 2002, permanecendo até 2009. Na sua atividade de encenador destacam-se as peças Dois Verdugos de Arrabal, D. Perlimpim de Lorca, As Cuecas de Sternheim, A Mandrágora de Machiavelli, Ninguém – Frei Luís de Sousa, a partir de textos de Almeida Garrett, Maria Velho da Costa e Alexandre O'Neill, Anatol de Arthur Schnitzler, Fausto, Fernando, Fragmentos, a partir de textos de Fernando Pessoa, Clamor de Luísa Costa Gomes, sobre Sermões de Padre António Vieira, ou Madame, de Maria Velho da Costa.

Foi membro do júri do programa da SIC, Portugal Tem Talento, juntamente com Zé Diogo Quintela e Conceição Lino.

Filmografia[editar | editar código-fonte]


Referências