Richard Hartshorne

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Richard Hartshorne
Nascimento 12 de dezembro de 1899
Morte 5 de novembro de 1992 (92 anos)
Madison
Cidadania Estados Unidos
Irmão(s) Charles Hartshorne
Alma mater Universidade de Chicago, Universidade de Princeton
Ocupação geógrafo, professor universitário
Prêmios Medalha Vitória (geografia), Medalha Charles P. Daly
Empregador Universidade do Wisconsin-Madison, Universidade de Minnesota

Richard Hartshorne (Pensilvânia, 1899 - 1992) foi um geógrafo estado-unidense. É o autor de The Nature of Geography (1939) e Perspective on the Nature of Geography (1959).

Conceito de Espaço[editar | editar código-fonte]

Hartshorne destaca os fenômenos organizados espacialmente como objeto essencial no estudo da geografia, enquanto define espaço como sendo apenas um receptáculo que contém as coisas. É um quadro que não deriva da experiência, sendo apenas utilizado na experiência, um conceito abstrato, que de fato não existe. A visão hartshorniana traz-nos a noção de regionalização quando associa o espaço a visão idiográfica da realidade, imprimindo-a quando estabelece uma combinação única de determinados fenômenos naturais e sociais em uma dada região. Hartshorne também propôs uma segunda forma de estudo, por ele denominada Geografia Nomotética. Esta deveria ser generalizadora, apesar de parcial. No estudo nomotético, o pesquisador pararia na primeira integração, e reproduzi-la-ia (tomando os mesmos fenômenos e fazendo as mesmas inter-relações) em outros lugares. As comparações das integrações obtidas permitiriam chegar a um padrão de variação daqueles fenômenos tratados. Assim, as integrações parciais (de poucos elementos inter-relacionados) seriam comparáveis, por tratarem dos mesmos pontos, abrindo a possibilidade de um conhecimento genérico. Desta forma Hartshorne articulou a Geografia Geral e a Regional, diferenciando-as pelo nível de profundidade de suas colocações. Quanto maior a simplicidade de fenômenos e relações tratados, maior possibilidade de generalização. Quanto mais profunda a analise efetuada, maior conhecimento da singularidade local. Esta era a proposta de Hartshorne, que foi amplamente discutida pois abria novas perspectivas para o estudo geográfico. A Geografia Nomotética possibilitou análises tópicas, isto é, centradas em um conjunto articulado de temas; por exemplo, uma Geografia do Petróleo, discutindo uma integração de fenômenos associados a este produto, numa escala mundial; ou uma Geografia da Monocultura, ou uma Geografia do Café, ou do Cacau, ou ainda uma Geografia da Pesca, ou do Transporte Marítimo etc. A Geografia Nomotética possibilitou a agilização do estudo regional, que ia ao encontro dos interesses do planejamento, pois abriu a perspectiva de trabalhar com um número bastante elevado de elementos, relacionando-os de acordo com os interesses do plano. Esta segunda perspectiva instrumentalizou os “diagnósticos”, e deu possibilidade para o uso da quantificação e da computação em Geografia. Observe-se a operacionalidade que a introdução do computador propicia, na ótica das inter-relações e integrações. Porém, tais desdobramentos já se inserem no movimento de renovação da Geografia, que terá na proposta de Hartshorne uma das vias de sua objetivação. [1]

Ver também[editar | editar código-fonte]


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  1. MORAES. Antonio Carlos Robert. Geografia: Pequena História Crítica. Editora Annablume. 20ª Edição.