Richardia grandiflora

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaAsa-de-pato
Flores de asa-de-pato fotografadas na Flórida.
Flores de asa-de-pato fotografadas na Flórida.
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Clado: asterídeas
Ordem: Gentianales
Família: Rubiaceae
Género: Richardia
Espécie: R. grandiflora
Nome binomial
Richardia grandiflora
Cham. & Schltdl., 1840

Richardia grandiflora é uma planta da família Rubiaceae, nativa, não-endêmica no Brasil. Ocorre em biomas de Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado, Pampa, podendo chegar até ao Pantanal. É uma planta ruderal e sua forma de vida é erva, subarbusto e de substrato terrícola.[1] Popularmente, é conhecida por ipeca-mirim, poaia, poaia-da-praia, poaia-rasteira, poaia-rósea ou asa-de-pato. O período de floração é geralmente em épocas chuvosas: é uma espécie anual que ocorre principalmente em áreas abertas com solos arenosos, formando tapetes sobre o solo. Suas flores são tubulares, com pétalas de cor branca ou lilás e produzem néctar como o principal recurso coletado pelos visitantes florais.[2] além de ter indicações etnofarmacológicas para usar como decocção contra hemorroidas e como vermífugo.

As flores se abrem em dias normais por volta das 6h30 em aproximadamente 30 minutos, e a longevidade da flor é de apenas um dia. É uma importante fonte de pólen e néctar durante todo o ano para os diferentes grupos de insetos, de ordens como lepidópteras, como borboletas e mariposas; coleópteros, como besouros; dípteros, como moscas; e himenópteros, como vespas, formigas e, especialmente, abelhas, que desempenham um papel fundamental na manutenção e conservação das espécies nativas.[3]

Apresenta caule prostrado com ramos ascendentes, recoberto por pilosidade branca e densa, coloração verde e contorno quadrangular com os ângulos em linha acentuada, em tom avermelhado. Folhas simples, opostas cruzadas, pubescentes, curtamente pecioladas ou sésseis e providas de estípulas interpeciolares ramificadas em pelos avermelhados. Limbo carnoso em formato lanceolado, com as margens inteiras. Inflorescência terminal do tipo glomérulo, assentado sobre quatro brácteas foliáceas e anisofilas, ou seja, diferentes entre si no tamanho. Flores sésseis com cálice de seis sépalas soldadas, corola com seis pétalas brancas ou róseas, também soldadas, formando um tubo que se alarga em direção ao ápice. Androceu com estames de filetes e anteras brancas e gineceu com um estilete contendo, no ápice, três estigmas globosos, também de coloração branca. Fruto do tipo esquizocarpo com três cocas. Diferencia-se das demais espécies do gênero pelo tamanho da flor, como revela o próprio epíteto específico. Propaga-se por meio de sementes.[4]

Referências

  1. CABRAL, E.; SALAS, R. Richardia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14236>. Acesso em: 23 Nov. 2015
  2. MAIA-SILVA, Camila et al. Guia de Plantas: VISITADAS POR ABELHAS NA CAATINGA. Fortaleza: Fundação Brasil Cidadão, 2012. p 164-165. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/estruturas/203/_arquivos/livro_203.pdf>. Acesso em: 23 nov. 2015.
  3. CRUZ, R. M.; MARTINS, C. F. Pollinators of Richardia grandiflora (Rubiaceae): an Important RuderalSpecies for Bees. Neotropical entomology, v. 44, n. 1, p. 21-29, 2015.
  4. MOREIRA, Henrique José da Costa; BRAGANÇA, Horlandezan Belirdes Nippes. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE PLANTAS INFESTANTES: HORTIFRÚTI. Campinas: FMC Agricultural Products, 2011. p 826. Disponível em: <https://www.fmcagricola.com.br/portal/manuais/infestantes_hf/files/assets/downloads/publication.pdf>. Acesso em: 23 nov. 2015.


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