Rio Araguaia

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Araguaia
Comprimento 2 115 km
Nascente Mineiros, Goiás
Altitude da nascente 850 m
Caudal médio 5 400 m³/s
Foz Rio Tocantins
Área da bacia 86 109 km²
Afluentes
principais
Água Limpa, Babilônia, Caiapó, Rio Diamantino (Goiás, Cristalino, Rio Crixá-Açú, Rio Crixá-Mirim, Rio Javaés, das Mortes, do Peixe I, do Peixe II, Pintado, Matrinxã, Rio Vermelho (Goiás)
País(es)  Brasil
País(es) da
bacia hidrográfica
 Brasil

O rio Araguaia é um rio que banha os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins e Pará, no Brasil. Nasce nos altiplanos que dividem os estados de Goiás e Mato Grosso do Sul: a nascente do rio se encontra na Serra do Caiapó, próximo ao Parque Nacional das Emas, no município de Mineiros, em Goiás.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Araguaia" é um termo que procede do termo da língua geral setentrional arauay (ou araguaí), que designa um tipo de maracanã.[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

O rio Araguaia nasce no município de Mineiros no sudoeste do estado de Goiás e forma a divisa natural entre Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará.  Compreende uma das principais bacias hidrográficas do centro-oeste, a bacia hidrográfica Araguaia-Tocantins. O rio conta com uma extensão total de 2.114 km. Em seu percurso seus meandros delimitam juntamente como os do Rio Javaés, a maior ilha fluvial do mundo, a Ilha do Bananal, onde encontram localizados o Parque Nacional do Araguaia e o Parque Indígena do Araguaia.

Entre as atividades potencialmente desenvolvidas há:

Área inundada na Ilha do Bananal

Transporte Fluvial: que no período de 1970 a 1990 esteve ameaçado pela grande quantidade de sedimentação oriunda de assoreamentos e pela diminuição na quantidade de água, que acabou por dificultar a navegação de barcos maiores em muitos trechos do rio, principalmente no trecho acima do município de Aragarças. Em 2007, nos últimos meses do ano, em Aragarças, as águas do Rio Araguaia baixaram tanto que foi possível atravessar o rio andando. Já em fevereiro de 2008, ocorreram enchentes que, em Aruanã, quase cobriram a sede da Associação dos Barqueiros. O que mostra a mudança no ciclo das águas, com atraso das chuvas e chuvas intensas e alguns períodos.  

Pesca: Este rio já foi considerado um dos mais piscosos do mundo. Este título vem sendo ameaçado principalmente pelos atuais modelos de turismo existentes no Araguaia em destaque a pesca predatória e o abandono de resíduos sólidos provenientes das práticas de camping; assim como pela poluição gerada por agroquímicos e pelo barramento de suas águas através da construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, que não possui mecanismos necessários para a subida natural de peixes nos período de desova, vem contribuído para o declínio das populações da ictiodiversidade do Araguaia.

No ano de 2012 o Governador, Marconi Perillo, sancionou o projeto de lei nº 4.418/11, denominado “Cota Zero”,aprovado pela Assembleia Legislativa. O projeto de autoria do deputado estadual Frederico Nascimento prevê tolerância zero para o transporte de pescado nos cursos d’água goianos que estiverem restritos à pesca esportiva. Uma boa iniciativa para a reposição do estoque pesqueiro.

Turismo de Camping: Durante a seca nos meses de junho e agosto, formam-se, em seu leito, ilhas de areia que são utilizadas como área de camping por turistas de varias partes do país. Cadastros realizados em um trecho de cerca de 600 km do rio no estado de Goiás, desde o ano de 1993 pelo extinto CENAQUA atual RAN/ICMBio em colaboração com a também extinta Agência Ambiental de Goiás atual SECIMA mostram que mais de 50 mil pessoas passam pelas áreas de campings montados entre os municípios de Aragarças e distrito de  Luiz Alves (São Miguel do Araguaia) em Goiás.

O maior número de acampamentos no trecho do rio que passa pelo estado de Goiás são montados no município de Aruanã. Há desde acampamentos montados por pequenas famílias a acampamentos comerciais frequentados por milhares de pessoas durante a temporada de praia, principalmente no mês de julho.

Ficheiro:NORMAS DE CONVIVÊNCIA COM O RIO ARAGUAIA.jpg
Normas de convivência com o Rio Araguaia

Preservação do Rio

Este magnífico patrimônio ambiental do Brasil, tão atraente aos turistas esteve intensamente ameaçado na década de 70, nesse período o rio ficou conhecido como lixão. A inexistência de normas para a condução das atividades do turismo afetou e põe em risco a sustentabilidade deste ecossistema e do desenvolvimento turístico para esta região. Diante dessas observações órgãos ambientais, como o RAN/ICMBio, a SECIMA, a Policia Ambiental de Goiás assim como organizações não governamentais realizam no trecho do rio Araguaia em Goiás trabalho de educação ambiental principalmente durante a temporada de praia buscando sensibilizar e conscientizar os milhares de turistas que frequentam o rio.

Entre as ações lançadas para a preservação do rio e das espécies nativas está o Projeto Quelônios do Araguaia e o projeto de ordenamento de acesso e uso de recursos naturais do Araguaia, popularmente conhecido como Projeto Araguaia Sustentável, realizado há 22 anos pelo RAN/ICMBIO, que desde 2014 conta com a parceria da Associação Ambientalista Antônio Alencar – 4A e com a participação de cerca de 100 universitários capacitados em curso prévio em Educação Ambiental todos os anos.

Este projeto visam à abordagem dos turistas por meio de trabalhos de educação ambiental buscando o envolve-los em boas praticas de turismo para a preservação e proteção do rio. Durante as atividades de educação ambiental os turistas são orientados a seguirem as normas de convivência com o Rio Araguaia. Algumas delas são:

  • não utilizar madeira nativa da região;
  • não caçar;
    Rio Araguaia em agosto de 2004.
  • não pescar sem licença dos órgãos ambientais;
  • não soltar fogos;
  • construir o banheiro afastado da margem do rio pelo menos 30 metros e não utilizar latão sem fundo como escoramento da fossa;
  • e levar todo o resíduo sólido produzido nos campings para as cidades.

As atividades de educação ambiental desenvolvidas no Rio Araguaia historicamente vêm trazendo importantes avanços. Hoje, há uma minoria que ainda acampa nas margens do rio e não se preocupa com o acondicionamento do lixo. A maioria dos turistas  conscientização ambiental, faz coleta do lixo inorgânico e leva para a cidade mais próxima, enterra nas margens o lixo orgânico e ao desmontar o acampamento não deixa lixo nas praias.Os Campistas que descumprem as normas de convivência podem ser multados e até responderem a processo.

Atrativos

O pôr do sol visto das margens do rio Araguaia é uma das images mais belas captadas por turistas e veículos de comunicação. Mas não é difícil também ver botos subindo rapidamente para respirar, gaivotas, mergulhões, jacarés e até cardumes de peixes subindo o rio durante a piracema - período em que é proibida a pesca de qualquer espécie. Já três espécies são proibidas de serem pescadas em qualquer época do ano: pirarucu, pirarara e piraíba (filhote). Na Amazônia, estão sendo desenvolvidos projetos de criação do pirarucu em cativeiro. Na natureza, sua pesca é proibida.

Cidades às margens do rio[editar | editar código-fonte]

Goiás Mato Grosso Tocantins Pará
Aragarças Alto Araguaia Araguacema Conceição do Araguaia
Aruanã Barra do Garças Araguanã São Geraldo do Araguaia
Baliza Cocalinho Araguatins São João do Araguaia
Crixás (distrito de Bandeirantes) São Félix do Araguaia Caseara Bela Vista do Araguaia
São Miguel do Araguaia (povoado de Luiz Alves) Luciara Couto de Magalhães
Santa Rita do Araguaia Santa Terezinha Xambioá
Ponte Branca
Torixoréu

Cultura[editar | editar código-fonte]

Músicas Novelas Documentários
Travessia Do Araguaia - Tião Carreiro e Pardinho Araguaia. 2010. Rede Globo Camponeses do Araguaia: A guerrilha vista por dentro
ARAGUAIA - Marcelo Barra Globo Reporter: Descubra os mistérios de um dos maiores rios do Brasil: o Rio Araguaia. 2012
Garça Branca do Araguaia - Leonardo Globo Reporter: Araguaia Selvagem. 2010
Aventura Selvagem. SBT. 2010
Território Selvagem: Araguaia. SBT. 2007


Referências

  1. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 544.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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