Lista de rios de Salvador (Bahia)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Rio Cascão)
Ir para: navegação, pesquisa
Rio Pernambués, o qual acompanha a avenida Luís Eduardo Magalhães, ao lado do 19.º BC.

Esta página contém a lista dos rios de Salvador, a capital do estado brasileiro da Bahia. Os cursos d'água soteropolitanos não possuem níveis bons de potabilidade e psicosidade e são considerados esgotos pela população.[1]

Rio Camarajipe[editar | editar código-fonte]

Na Rótula do Abacaxi, o rio Camarajipe e recebe as águas do rio das Tripas.
Ver artigo principal: Rio Camarajipe

O rio Camarajipe é o maior rio soteropolitano, possui 14 quilômetros, mas muito poluído. Sua nascente localiza-se no bairro da Boa Vista de São Caetano e a foz na praia do Jardim dos Namorados. Porém, antes disso, no Iguatemi possui 20 metros de largura, tem o rio das Tripas como afluente, dentre outros, e o rio Lucaia como um braço seu.[2]

Rio das Tripas[editar | editar código-fonte]

O rio das Tripas tem a sua nascente na Barroquinha e é afluente do rio Camarajipe, o qual é alcançado próximo aos viadutos da Rótula do Abacaxi. Seu nome remete aos dejetos nele despejados quando, em sua margem, estava localizado o primeiro matadouro da cidade.[3]

Rio Campinas[editar | editar código-fonte]

O rio Campinas é outro afluente do rio Camarajipe. Também é chamado de rio Bonocô e encontra-se completamente canalizado.[3]

Rio Pernambués[editar | editar código-fonte]

O rio Pernambués é o afluente do rio Camarajipe que não se encontra todo canalizado[4] e o que cedeu seu leito para a transposição do segundo. Passa o lado da avenida Luís Eduardo.[3]

Rio das Pedras[editar | editar código-fonte]

A reserva de mata atlântica do 19.º Batalhão de Caçadores no alto da imagem.
A lagoa do Parque de Pituaçu, uma represa artificial do afluente do rio das Pedras, o rio Pituaçu.

O rio das Pedras, ou rio das Pedrinhas, ou rio Imbuí, que passa pelo bairro homônimo,[5] hoje é um rio canalizado por motivos requalificação urbana, tal como ocorreu com o rio Lucaia e o rio dos Seixos.[6] Ele nasce no terreno do quartel do 19.º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro, entre os bairros de Pernambués e Saboeiro, atravessando a avenida Paralela, o Imbuí, a Boca do Rio, desaguando na praia da Boca do Rio.[7]

Rio Cachoeirinha[editar | editar código-fonte]

Rio Cascão[editar | editar código-fonte]

O rio Cascão é um afluente do rio das Pedras, com o qual encontra no Imbuí. Suas águas vêm de nascente no Saboeiro e do subafluente rio Saboeiro. A nascente é protegida pelos remanescentes de Mata Atlântica no 19.º Batalhão de Caçadores do Exército, unidade militar que contribui para a continuação da vida e de grande biodiversidade no leito e nas margens nesse trecho de preservação.[8][9] A sub-bacia do rio Cascão espalha-se por 16 quilômetros quadrados.[9]

O rio foi represado para abastecimento da cidade, surgindo então a represa do rio Cascão construída em 1905. Construída ao longo de parte de seu vale, a avenida Jorge Amado era anteriormente denominada avenida Vale do Cascão.[8][9]

Rio Pituaçu[editar | editar código-fonte]

O rio Pituaçu é um dos afluentes do rio das Pedras.[10]

Rio Saboeiro[editar | editar código-fonte]

O rio Saboeiro, cujas nascentes estão localizadas entre os bairros da Engomadeira e Narandiba, percorre o Cabula e o Saboeiro até encontrar o rio Cascão no Imbuí, no começo da avenida Jorge Amado.[8][9]

Rio do Cobre[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Rio do Cobre (Bahia)

O rio do Cobre é o que ainda abriga vida em suas águas. Ele nasce na lagoa da Paixão, no bairro de Coutos, é acompanhado pela BA-528 (Estrada Paripe–Base Naval), passa dentro do Parque São Bartolomeu, e deságua na enseada do Cabrito, na península de Itapagipe.[2]

Rio dos Seixos[editar | editar código-fonte]

A avenida Centenário, cujo canteiro central é resultado de canalização do rio dos Seixos.

O rio dos Seixos, apesar de cortar os bairros nobres da Canela, Graça e Barra, ele recebe esgoto doméstico.[11] Também tamponado, na área da avenida Centenário, para reurbanização e conter o transbordamento no inverno chuvoso, ele tem a sua foz situada na praia do Farol da Barra, ao lado do morro do Cristo.[12]

Rio Jaguaribe[editar | editar código-fonte]

O rio Trobogi (ou Trobogy) nasce no bairro de Águas Claras e chega à represa de Ipitanga, a partir daí até a avenida Paralela passa a ser chamado de Trobogi, e finalmente ganha o nome de rio Jaguaribe depois da Paralela e indo até foz na praia de Jaguaribe.[2][13][14]

Rio Passa Vaca[editar | editar código-fonte]

A foz do rio Passa Vaca ocorre na praia de Patamares.[15] Seu estuário constitui o último manguezal da orla atlântica soteropolitana.[15] A área estuarina foi reduzida de 50 para 14 hectares desde a década de 1980 e sofre com expansão da cidade, problemas de saneamento básico (nomeadamente, despejo de esgoto e lixo no rio) e aterramento das nascentes.[15] Ainda assim, guaiamunscrustáceo brasileiro em risco de extinção — são encontrados no mangue e, na temporada de reprodução (chamada de "andada"), eles adentram o condomínio Veredas do Atlântico II.[15] Este condomínio foi construído na área do mangue em início da década de 1990.[15] Nessa época, o manguezal do rio Passa Vaca não era uma área para proteção do meio ambiente.[15] A situação mudou com o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de 2009 que previu a transformação em Unidade de Conservação Parque do Manguezal do Rio Passa Vaca dedicado à educação ambiental, entretanto o projeto não foi executado.[15] Foi definido na lei municipal n.º 7.400 (PDDU 2009) como «área de proteção de recursos naturais» (ARPN) dentro do Sistema de Áreas de Valor Cultural e Ambiental de Salvador (SAVAM).[16]

O manguezal foi tema do livro intitulado Manguezal do Rio Passa Vaca, escrito pelo professor universitário Carlos Caetano, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).[15]

Rio Lucaia[editar | editar código-fonte]

Obras de drenagem e tamponamento do rio Lucaia na Vasco da Gama.

O rio Lucaia, ou rio Vermelho, nasce no Dique do Tororó e passa pela avenida Vasco da Gama, a rua Lucaia e a avenida Juracy Magalhães até desaguar no largo da Mariquita, no bairro do Rio Vermelho.[17] Sua bacia hidrográfica engloba os bairros de Brotas (Campinas, Acupe e Engenho Velho de Brotas), Itaigara, Santa Cruz, Rio Vermelho, Federação, Ondina, Garcia e Tororó do modo total ou parcial.[18] Encontra-se tamponado sob o corredor exclusivo de ônibus da avenida Vasco da Gama.[19][20] Outros trechos são alvos de projetos de tamponamento, bem como de manifestações contrárias ao encapsulamento em dezembro de 2015.[21]

Compunha a bacia do rio Camarajipe antes da transposição deste último. Desde então, é rio principal com bacia própria e recebe as águas do braço sul do Camarajipe, leito original deste rio em parte das avenidas Antônio Carlos Magalhães e Juraci Magalhães que permaneceu no sentido praça Newton Rique–avenida Juraci Magalhães e nesta mesmo se encontra com o Lucaia.[3][17] Além desse braço sul do Camarajipe, há outros afluentes: riacho da Avenida Anita Garibaldi e o do Ogunjá.[3] O Dique do Tororó, nascente do Lucaia, originalmente era um lago natural e é formado por pequenos rios do entorno do largo do Campo Grande e de parte dos bairros do Garcia, Barris, Tororó e Nazaré, todos eles mananciais a leste da avenida Joana Angélica.[3]

Em março de 2016, um acidente de trânsito com ônibus derrubou um poste da única linha de distribuição de energia da estação de condicionamento prévio de esgoto do Lucaia. Sem eletricidade, o bombeamento dos efluentes ao emissário submarino do Rio Vermelho foi paralisado e por mais de 36 horas dejetos não tratados foram jogados no rio Lucaia e de lá chegou ao mar alterando coloração das águas das praias próximas à foz.[22][23][24][25][26][27]

Rio Paraguari[editar | editar código-fonte]

O Rio Paraguari tem a sua nascente na Fazenda Coutos e a foz na praia de Periperi.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ive Deonísio. Rio ou estgoto? Jornal da Metrópole: http://www.jornaldametropole.com.br/pdf/jornaldametropole_PDF_26112010.pdf, p. 4-6.
  2. a b c d Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade 2002. Poluição matou os rios de Salvador (webarchive).
  3. a b c d e f O Caminho das Águas em Salvador - Bacias hidrográficas, bairros e fontes
  4. «Qualidade Ambiental das Águas e da Vida Urbana em Salvador» (PDF). Consultado em 27 de Agosto de 2014 
  5. Daniel Mendes. Situação dos Rios de Salvador. Jornal Educadora/IRDEB.
  6. Ingrid Maria Machado. 'Salvador tem transformado seus rios em esgoto', diz professora da UFBA. G1 BA.
  7. Marcos A. Rodrigues. Rio das Pedras sob concreto. Imagourbis.
  8. a b c SEMA - Secretaria do Meio Ambiente (14 de agosto de 2009). «Estado mantém ritmo acelerado nas obras do Rio Cascão». Consultado em 12 de março de 2014 
  9. a b c d Embasa (14 de agosto de 2009). «Embasa está despoluindo canal do Imbuí». Consultado em 7 de Setembro de 2015 
  10. Alexsandro Ramos Santos. Rio Pituaçu. Rios de Salvador.
  11. Alexsandro Ramos Santos. Rio dos Seixos. Rios de Salvador.
  12. Amélia Vieira e George Brito. Pista concretada vai cobrir rio da Centenário. A Tarde
  13. BRITO, Maria (9 de agosto de 2011). slideshare.net/edadelos/rios-de-salvador-geografia «Rios de Salvador - geografia» Verifique valor |url= (ajuda) 
  14. Line, A TARDE On. «Projeto monitora qualidade da água de rios». Portal A TARDE 
  15. a b c d e f g h Adailton, Franco (2 de maio de 2017). «Crustáceo com risco de extinção, guaiamum ainda resiste em Patamares». Portal A TARDE. Consultado em 12 de maio de 2017 
  16. «LEI Nº 7.400/2008» (PDF). PREFEITURA MUNICIPAL DO SALVADOR – BAHIA. 20 de fevereiro de 2007. Consultado em 12 de maio de 2017 
  17. a b «Outros rios de salvador». JORNAL A TARDE. 5 de março de 2006. Consultado em 25 de Março de 2016 
  18. Nascimento, Sergio Augusto De Morais; Barbosa, Johildo Salomão Figueiredo (2005). «Qualidade Da Água Do Aquífero Freático No Alto Cristalino De Salvador, Bacia Do Rio Lucaia, Salvador, Bahia». Revista Brasileira de Geociências. ISSN 2177-4382. Consultado em 25 de Março de 2016 
  19. «SESSÃO SOLENE EM COMEMORAÇÃO AO DIA MUNDIAL DA ÁGUA REALIZADA NA CÂMARA MUNICIPAL DE S ALVADOR NO DIA 22 MARÇO DE 2012» (PDF). Consultado em 25 de Março de 2016 
  20. Amorim, Felipe (25 de agosto de 2009). «Mais dois canais vão ser cobertos na Vasco da Gama e no Rio Vermelho». CORREIO. Consultado em 26 de Março de 2016 
  21. Redação (5 de dezembro de 2015). «Moradores do Rio Vermelho farão vigília contra obras no Rio Lucaia». Aratu Online. Consultado em 26 de Março de 2016 
  22. Bahia Notícias (24 de Março de 2016). «Acidente na Vasco da Gama faz esgoto ser lançado sem tratamento no Rio Vermelho». Bahia Notícias. Consultado em 26 de Março de 2016 
  23. R7 (25 de março de 2016). «Embasa conclui concerto da linha de distribuição no Rio Vermelho». R7. Consultado em 26 de Março de 2016 
  24. Da Redação (25 de março de 2016). «Estação de tratamento da Lucaia volta a bombear dejetos». A Tarde. Consultado em 26 de Março de 2016 
  25. G1 BA (25 de março de 2016). «Reparo de energia não é concluído e esgoto cai no mar sem tratamento». G1. Consultado em 26 de Março de 2016 
  26. Da Redação (24 de março de 2016). «Batida na Vasco da Gama afeta Embasa e vazamento contamina praia no Rio Vermelho». Correio. Consultado em 26 de Março de 2016 
  27. «Embasa volta a bombear resíduos para emissário submarino do Rio Vermelho». Correio. 25 de março de 2016. Consultado em 26 de Março de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Rios de Salvador